sábado, julho 07, 2012

Conheça o melhor e o pior dos cinemas de Curitiba

Diariamente, diversos filmes são exibidos nos 13 cinemas localizados nos bairros de Curitiba. Como "pegar um cineminha" e curtir aquela pipoca é uma das opções preferidas para se divertir em família e amigos, a equipe do Guia Gazeta do Povo decidiu conferir os serviços prestados em cada estabelecimento e publica nesta sexta-feira (6) o resultado. De um modo geral, o conceito entre a editoria é "razoável para bom".
Nos dias 23 e 24 de junho, entre 16h e 19h, a reportagem esteve, viu e conferiu de perto as sessões nos seguintes cinemas: Cinemark BarigüiCinemark MuellerCineplex BatelCine Água VerdeCineplus Jardim das AméricasCineplus XaximCinesystem Cidade,Cinesystem CuritibaCinesystem TotalEspaço Itaú de CinemaIMAX® TheatreUCI Estação e UCI Palladium. No fim de semana citado, os longas-metragens vistos foram: a estreia da semana, o filme Sombras da Noite, do diretor Tim Burton, com Johnny Depp, e outra produção escolhida conforme a disponibilidade de cada cinema.

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"O Espetacular Homem-Aranha" estreia no Paraná

O Espetacular Homem-Aranha estreia nos cinemas do Paraná nesta sexta-feira (6). O drama francês A Criança da Meia-Noite e o documentário nacionalA Música Segundo Tom Jobimtambém chegam às telas de Curitiba.Leia matéria
Os tópicos avaliados foram estacionamento,bilheteriabombonièrebanheiro e a sessão do filme. Em cada item foi destacado valor, acesso preferencial, atendimento, limpeza e qualidade de projeção (neste quesito somente filmes em 2D, umas vez que a imagem 3D pode variar conforme a produção cinematográfica), entre outros.
A intenção destas linhas é incentivar que nosso leitor tenha sempre disponível um serviço adequado, além de saber onde encontrá-lo em Curitiba. E para reforçar: não há comparação entre os cinemas. Há uma avaliação de serviços prestados, dentro das possibilidades oferecidas nos estabelecimentos. Abaixo, o melhor e o pior de cada cinema de Curitiba, em ordem alfabética:
O melhor: atendimento rápido na bilheteria. Há duas máquinas de auto-atendimento, além de compra de ingresso online (com taxa administrativa de R$ 2,72). Tem a famosa “cadeira para namorados” com braços que levantam. Possui sinalização adequada dentro da sala. A pipoca (salgada, com manteiga, ou doce), apesar do preço: em média R$ 10.
O pior: chegue cedo em horários de pico, pois há fila. O atendente tem que gritar para chamar o próximo cliente. Preço dos produtos da bombonière. Um pacote de MM's de 200 gramas pode chegar a R$ 17 (praticamente o valor do bilhete)!
O melhor: possui máquina de auto-atendimento (até para comprar lanches!). Sessão limpa, conforto nas poltronas (reclináveis e com braços que levantam). Acesso total para portadores de necessidades especiais.
O pior: fila na bilheteria. Projeção com alguns granulados. O pacote de MM's (200 gramas): R$ 17!
O melhor: o banheiro (limpo e atende todas as normas para portadores de necessidades especiais). Ótimo atendimento na bilheteria.
O pior: poltronas desgastadas e limpeza a desejar dentro da sala. Som com “estalos” e projeção granulada.
RESPOSTA: O Cineplex Batel entrou em contato com a redação do Guia Gazeta do Povo, às 14h30, desta sexta-feira, e informou que a sala avaliada pela reportagem é a de número 1, que ainda não foi reformada (previsão para agosto deste ano). As outras quatro salas disponíveis no estabelecimento passaram por obras recentemente e estão novas. Som, poltronas e conforto estão conforme as necessidades do público, de acordo com o cinema.
O melhor: pipoca com refil após pagamento de 50% do valor da pipoca, que varia de R$ 3 a R$ 8. Poltronas novas, projeção e som bons.
O pior: dentro da sala do cinema, próximo a um degrau da escada e poltrona, uma tomada com fios de energia elétrica aparentes no chão. A sessão era de um filme infantil e as crianças poderiam encostar ali. O tapete e o piso desgastados.
O melhor: estacionamento tem desconto de R$ 1 para quem foi ao cinema. Banheiros e bombonière bons.
O pior: o volume do filme estava baixo. Caso queira sair da sala durante o filme, cuidado ao retornar: é escuro, sem possibilidade de achar o seu assento.
O melhor: estacionamento (valor: R$ 2 por três horas).
O pior: limpeza dentro da sala com pipocas e pacotes da sessão anterior.
O melhor: sala do cinema ampla e limpa, com poltronas largas (mas não reclináveis).
O pior: assim que o filme acaba, os funcionários abrem as portas dos fundos e gritam “saída pelo fundo!” (chegou a assustar algumas pessoas presentes). Observação: seria uma situação rotineira ou aconteceu apenas na sessão acompanhada? O estacionamento é descoberto (R$ 4 por quatro horas).
O melhor: assentos marcados. Preços acessíveis na bombonière, além de variedade de produtos (tem algodão-doce!).
O pior: demora no atendimento na bilheteria. Dos três guichês, apenas um em funcionamento.
O melhor: estacionamento (valor: R$ 3 por três horas)
O pior: fila preferencial não respeitada. A sala do cinema estava suja. Não há sinalização para encontrar o banheiro no cinema.
O melhor: poltronas numeradas e confortáveis. Limpeza nos ambientes: nos banheiros há protetores de assentos sanitários e sacos para descarte de absorvente na ala feminina.
O pior: quem não conhece o cinema pode perder o começo do filme, pois não há sinalização dentro do Shopping Crystal indicando o espaço. Além disso, um segurança do shopping que atendeu nossa reportagem - que se apresentou como consumidor – teve um tratamento no mínimo nada educado.
O melhor: som, iluminação e projeção são excelentes.
O pior: os braços das cadeiras não levantam. Limpeza do banheiro regular, além da falta de papel higiênico em algumas cabines e saboneteiras sem sabonete líquido. Preço: inteira a partir de R$ 25.
O melhor: assentos marcados. Desconto no estacionamento para quem vai ao cinema.
O pior: apenas pipoca salgada, sem manteiga (e o preço do pacote pequeno para o grande varia em R$ 1). Projeção com falhas na imagem (um filme estava fora de cartaz, pois “a cópia estava riscada”).
O melhor: assentos marcados. Sala de cinema limpa, bem sinalizada, confortável com cadeiras reclináveis (mas braço não levanta).
O pior: havia aviso para fila preferencial, mas não estava sendo respeitada nem utilizada. Quatro máquinas de auto-atendimento, mas duas funcionavam. Pipoca: somente tradicional com sachê de sal para acompanhar. Não tem banheiro adaptado para portadores de necessidades especiais.

* Aldrin Cordeiro, Alan Pazian, Enrico Meira Boschi, Luciane Cordeiro, Luiz Gustavo Jansson Vieira, Matheus Chequim e Thaís Carvalho
Fonte: Gazeta do Povo 06/07/2012

sexta-feira, julho 06, 2012

Algaci Túlio anuncia fim de sua carreira política


O vereador Algaci Túlio (PMDB) anunciou na noite desta quinta-feira (5) que não será candidato nas eleições de outubro e informou que, com isso, encerra definitivamente sua carreira política.
Algaci disse que ainda aguarda o desfecho de sua situação dentro do PMDB, onde enfrenta um processo de pedido de expulsão no conselho de ética do partido, mas afirma que, independentemente do resultado, vai mesmo encerrar sua participação na vida pública. “Não vou concorrer a mais nada. Estou decepcionado com a política. Chega de política”, afirmou.

O vereador é suspeito de envolvimento em um esquema de destinação de verbas de publicidade da Câmara a veículos de comunicação ligados a vereadores. No entanto, na convenção do PMDB seu nome foi aprovado para concorrer à uma cadeira na Câmara de Vereadores pelo partido.
Questionado sobre os motivos que o levaram a tomar essa decisão, o vereador preferiu não falar. “São vários motivos, mas prefiro ficar quieto, na minha. Só estou dizendo que encerro minha carreira política para dar uma satisfação. Já havia tomado essa decisão no início do ano e agora estou anunciando”, disse.
Algaci foi denunciado pela na série de reportagens Negócio Fechado, da Gazeta do Povo e RPCTVadmitiu ainda comprar notas fiscais para justificar a verba. O pedido de afastamento foi protocolado pelo presidente paranaense da Fundação Ulysses Guimarães e membro da legenda,Rafael Xavier.
Na semana passada, o nome do vereador voltou a ser mencionado em denúncias envolvendo dinheiro público. Matéria veiculada pela emissora RIC-TV trouxe entrevistas com dois supostos ex-funcionários do gabinete de Algaci Túlio, que afirmam que eram obrigados a devolver a maior parte dos salários à mulher do vereador. Este caso, entretanto, não foi denunciado ao conselho de ética do partido. Por causa disso, essas suspeitas não devem ser apuradas em âmbito interno.
Carreira
Jornalista e radialista, Algaci Tulio foi eleito vereador pela primeira vez em 1982, sendo o candidato mais votado naquela eleição. Depois, foi deputado estadual por quatro mandatos. Em 1988, foi vice-prefeito na gestão de Jaime Lerner e de Cassio Taniguchi em 1998, assumindo a prefeitura de Curitiba por 29 vezes. 
Fonte: Gazeta do Povo 06/07/2012

quinta-feira, julho 05, 2012

Thomas, o gatão

Quatro delegados e três PMs se livram de punição

Quatro delegados da cúpula da Polícia Civil e dois coronéis do alto escalão da Polícia Militar não serão punidos internamente pelas respectivas corporações pelo uso dos chamados “mordomóveis” – viaturas usadas para fins pessoais. A prática foi denunciada pela série de reportagens “Polícia Fora da Lei”, da Gazeta do Povo, iniciada há 45 dias. Ao longo das matérias, 12 policiais civis e cinco militares foram flagrados fazendo uso pessoal de carros oficiais.
Na Polícia Civil, as investigações preliminares foram concluídas nesta semana, com o arquivamento dos processos contra quatro delegados, entre eles o chefe da Corregedoria da Polícia Civil, Paulo Ernesto Araújo Cunha. A apuração reconheceu que os delegados faziam uso pessoal dos carros oficiais, mas considerou que eles tinham direito de usá-los como veículo de representação (prerrogativa conferida apenas ao governador, secretários de Estado e magistrados).
Documentos solicitados
O Ministério Público também aguarda uma série de documentos requisitados sobre os “mordomóveis”. O promotor Domingos Thadeu Ribeiro da Fonseca requisitou ao comando da Polícia Civil a relação completa das viaturas da corporação e um rol de informações sobre os delegados flagrados pela reportagens fazendo uso pessoal dos veículos. “Quero saber quem era o delegado, onde estava lotado, qual era a viatura que tinha à disposição e em que condições. Tem que estar tudo bem esclarecido”, disse. “Eu vou ouvir um por um dos delegados mencionados e confrontar as informações com os documentos”, acrescentou.
Procedimentos
Cinco casos evoluem para sindicâncias internas
A apuração de outros cinco casos investigados preliminarmente pela Polícia Civil deve ser aprofundada por meio de sindicâncias. Três destes envolvem delegados da cúpula da corporação, entre eles, o chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, Luiz Carlos de Oliveira, fotografado e filmado indo a uma casa de prostituição com uma viatura descaracterizada. Os outros flagrantes mostram delegados e policiais levando filhos à escola e uma escrivã que chegava a transportar cães e produtos de petshop em carro oficial.
Sem “pizza”
Para que as sindicâncias aconteçam de fato, é necessário que o Conselho da Polícia Civil aprove a instauração desses procedimentos. Ainda que as investigações mostram que houve transgressões disciplinares no uso dos “mordomóveis”, as penas previstas podem frustrar aqueles que esperam sanções rigorosas. De acordo com Cid Vasques, secretário de Corregedoria e Ouvidoria do Estado, as punições previstas pelo Estatuto da Polícia Civil variam entre advertência, repreensão e suspensão de dois a dez dias. Não deve haver afastamentos ou expulsões, por exemplo. Para o corregedor do Estado, no entanto, não é possível falar que as investigações acabarão em “pizza”. “Há uma preocupação em nível de governo para que isso tenha efetivamente uma resposta. Se existem culpados, eles têm de ser punidos. Se existe abuso, tem que ser corrigido.” Três policiais não foram investigados, porque são comissionados e não pertencem aos quadros da Polícia Civil. Segundo Vasques, a apuração deve ser realizada pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná.
“Entendeu-se que não houve abuso. O que você reprime é o abuso e não o uso”, disse Cid Vasques, secretário de Corregedoria e Ouvidoria do Estado, que acompanhou as investigações feitas pelas polícias. “Segundo o delegado que investigou os casos [Valter Baruffi], essa conduta era tida como uma atividade normal dentro da Polícia Civil”, complementou. A conclusão da apuração da Polícia Civil contraria o Decreto n.º 3.269/08 e a Resolução 222/11, que prevê o uso das viaturas somente no horário de expediente, “salvo para desempenho de encargos inerentes ao serviço público.”
Alguns elementos denotam a fragilidade da investigação preliminar. O delegado Paulo Ernesto, por exemplo, havia sido flagrado com uma viatura descaracterizada – um Renault Fluence – em uma panificadora, na tarde de 21 de abril, um sábado. À polícia, ele alegou que voltava da Corregedoria e que passou na padaria no trajeto até a casa dele. A versão foi aceita na apuração policial. A reportagem, no entanto, constatou por meio de fotografias e filmagens que Paulo Ernesto saiu de sua residência por volta das 15h45, foi à panificadora e, após as compras, retornou à casa da família.
Oficiais
Dois integrantes do alto escalão da PM – o subcomandante da corporação, coronel César Alberto Souza, e o responsável pelo 1.º Comando Regional, o coronel Ademar Cunha Sobrinho – sequer foram alvo de investigações internas. Para justificar, a corporação alegou que a cúpula tem direito a veículo de representação. O argumento é embasado por uma portaria expedida pelo próprio Comando-Geral da PM.
Estão sendo investigados o tenente-coronel Lanes Randal Prates Marques e o major Maurício César de Moraes, ambos flagrados pela reportagem levando filhos à escola com viaturas descaracterizadas da corporação. Os inquéritos que apuram as irregularidades, no entanto, não foram concluídos. Segundo Cid Vasques, os responsáveis pelas investigações pediram prorrogação do prazo para ouvir testemunhas apontadas pelos policiais. O sargento Elacir Berti, mencionado na reportagem, não foi investigado.
Fonte: Gazeta do Povo 05/07/2012

quarta-feira, julho 04, 2012

Faltam vacinas contra a gripe em clínicas privadas do Paraná


Centros de vacinação privados estão com dificuldades para dar conta da demanda pela vacina contra a gripe A (H1N1) no Paraná. Em Curitiba e nas principais cidades do interior, a maioria dos postos particulares já não dispõe de doses e alega dificuldades com o fornecedor. A procura da população teve início com o crescimento da incidência da doença no estado, que totaliza 381 casos confirmados e 14 mortes.
Ontem, a reportagem entrou em contato com algumas das principais clínicas privadas da capital (veja quadro abaixo). A única que ainda tinha vacinas disponíveis era o Centro de Vacinação Paciornik. No entanto, as doses se esgotaram no fim do dia. Em algumas unidades particulares da capital, a previsão é de que novas remessas comecem a chegar no fim desta semana.
Entre as 14
vítimas da gripe A (H1N1) em 2012 no Paraná, a maioria tinha entre 20 e 49 anos. Já entre os 381 pacientes com a confirmação da doença a maior parte está na faixa etária de 50 a 59 anos. Os dados são do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado na segunda-feira. Com relação à distribuição espacial dos casos e óbitos nos municípios, a maior concentração está na Regional de Saúde Metropolitana (Grande Curitiba e litoral) e na Regional de Ponta Grossa. Os números são feitos com base em exames laboratoriais, colhidos de pacientes internados e por amostragem.
Sem tempo para a vacina fazer efeito
Apesar de ter tomado a vacina que protege contra a gripe A (H1N1), o operador de produção Iran Lucas dos Santos (foto), de 29 anos, foi surpreendido com o início de sintomas gripais. Enquanto trabalhava no domingo, dia 24, ele começou a sentir febre e muitas dores na cabeça e no peito, seguidas de uma tosse intensa. “Eram sintomas para ficar de cama, bem mais fortes do que o de outras gripes”, lembra. No dia seguinte, foi ao médico, que, após exames, o diagnosticou com o vírus H1N1 e logo iniciou o tratamento com o medicamento Tamiflu.
O operador calcula ter tomado a vacina há duas ou três semanas. “Provavelmente contraí a doença porque a vacina não tinha feito efeito no organismo”, diz. Segundo especialistas, como o prazo para imunização é de duas semanas após tomada a dose, há casos em que a pessoa contrai a gripe antes que a vacina produza o número de anticorpos necessários para bloquear a ação do vírus.
A diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria da Saúde de Curitiba, Karin Luhm, explica que nenhuma vacina é 100% eficaz e os cuidados com a higiene devem permanecer. “Temos orientado que a situação requer alerta da população com medidas preventivas e busca precoce dos serviços, mas não é nenhuma situação de pânico”, diz.
Cuidados esses que Iran logo adotou na sua rotina: “Os cuidados em casa agora são totalmente do jeito recomendado”, afirma o operador, que vem se recuperando da doença e retomando suas atividades.
A rede pública também apresenta quantidade reduzida de vacinas. Na semana passada, a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba chegou a registrar falta do produto, mas a situação foi parcialmente normalizada na quinta-feira com o recebimento de 13 mil doses, de acordo com a diretora do Centro de Epidemiologia, Karin Luhm. Ainda há posto sem a vacina. Seguindo a orientação do Ministério da Saúde, a secretaria está imunizando idosos a partir dos 60 anos, crianças entre seis meses e 2 anos (devem tomar duas doses, caso não tenham sido vacinadas no ano passado), gestantes em qualquer fase da gravidez, povos indígenas e trabalhadores de saúde envolvidos na atenção a pessoas com gripe.
Até sexta-feira, o órgão havia vacinado 272.465 pessoas – 97,9% do público-alvo. As vacinas que restam serão fornecidas para as crianças que ainda não tomaram a segunda dose, mulheres que descobriram estar grávidas agora, bebês que completaram seis meses, entre outros que fazem parte do público prioritário.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 1,5 milhão de pessoas foram imunizadas no Paraná pela rede pública durante a campanha de vacinação contra a gripe, em maio, o equivalente a 89,9% do público-alvo. De lá para cá, mais doses foram recebidas (cerca de 90 mil chegaram nesta semana) e encaminhadas aos municípios para a vacinação dos grupos prioritários.
Interior
As vacinas contra o vírus H1N1 também estão esgotadas nas redes particulares de Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Paranaguá e Maringá. Em Londrina, a confirmação do aumento de casos e de uma morte por gripe A (H1N1) provocou uma corrida pela vacina nas três clínicas particulares da cidade. Na Clínica de Imunizações Dr. Baldy, por exemplo, a média de vacinação, que era de 30 doses diárias, subiu para até 250 nos últimos dias e o estoque se esgotou. O preço da vacina em Londrina varia de R$ 55 a R$ 75.
Em outras cidades, a grande procura fez o preço do produto disparar. Em Cascavel, na Região Oeste, a dose, que custava R$ 50, dobrou de valor nas últimas semanas e não é encontrada por menos de R$ 100, de acordo com o médico vacinologista Milton de Oliveira. Mesmo assim, está faltando vacina.
Em Maringá também há previsão de aumento no preço. “As vacinas são importadas e o nosso distribuidor não nos informou o prazo para essa reposição. A única informação é que essas novas doses serão mais caras do que as comercializadas até então”, explica Juliana Mingroni, técnica de enfermagem de uma clínica particular da cidade.
Colaboraram Tatiane Salvatico, da Gazeta Maringá; Juliana Gonçalves, correspondente em Londrina; Amanda de Santa, do Jornal de Londrina; Maria Gizele da Silva, da sucursal de Ponta Grossa; Oswaldo Eustáquio, correspondente em Paranaguá; Luiz Carlos da Cruz, correspodente em Cascavel; Denise Paro, da sucursal de Foz do Iguaçu; e Rafaela Gabardo, especial para a Gazeta do Povo.
Fonte: Gazeta do Povo 04/07/2012

terça-feira, julho 03, 2012

Indicação do vice de Ratinho Júnior provoca briga no PSC


Virou briga a indicação para o cargo de vice na chapa do deputado Ratinho Júnior (PSC), que disputa a eleição para prefeito de Curitiba. O assistente administrativo Milton Rodrigues, filiado do PSC, contesta a indicação do arquiteto Ricardo Mesquita à vaga – decisão anunciada durante a convenção do partido no último sábado.
Mesquita alega que tentou fazer a inscrição como candidato a vice no diretório municipal da legenda, mas o cadastro foi negado. Mesquita, então, teria protocolado um pedido junto ao diretório nacional do PSC.
“Desafio quem for para provar que houve uma votação ou aclamação sobre a candidatura de Mesquita.”
Milton Rodrigues, filiado do PSC.
Segundo Rodrigues, a legenda “fugiu ao diálogo” e não houve uma votação interna para homologar a indicação de Mesquita a vice.
O candidato Ratinho Jr. contesta Rodrigues e diz que as informações são infundadas. “Ele pode fazer qualquer contestação, mas houve uma aclamação pelo nome de Mesquita por todos os partidos que compõem a chapa majoritária.”
A direção municipal do PSC também contradiz as denúncias do filiado. “A decisão da convenção é soberana. Essa atitude parece algo de algum infiltrado de outra chapa na nossa legenda”, afirma Antônio Borges dos Reis, presidente do diretório municipal.
Impugnação
Rodrigues disse que até o fim da semana entrará com um pedido de impugnação da pré-candidatura de Mesquita na Justiça Eleitoral. “Estou aberto ao diá­logo com o diretório, mas desafio quem for para provar que houve uma votação ou aclamação sobre a candidatura de Mesquita.”
Por meio da assessoria de imprensa, Mesquita informou que “desconhece qualquer contestação [à sua candidatura]. Se houver algo nesse sentido, o departamento jurídico e o diretório municipal da campanha vão cuidar do assunto”.
Fonte: Gazeta do Povo 03/07/2012

segunda-feira, julho 02, 2012

Planos de saúde terão até 24 horas para autorizar exames urgentes para pessoas idosas

O deputado Marcelo Rangel (PPS) protocolou projeto de lei na Assembleia Legislativa que obriga as empresas de planos de saúde a autorizarem todos os exames que exijam análise prévia em um prazo máximo de 24 horas, sempre que o paciente seja pessoa idosa ou, vale dizer, quando tenha idade igual ou superior a 60 anos. A proposta foi lida em Plenário na última terça-feira (26) e seguirá agora para apreciação das comissões técnicas do Legislativo.

Rangel lembra que os planos de saúde estão entre os recordistas de reclamações nos órgãos de defesa do consumidor, e que os vários inconvenientes causados aos consumidores – nem sempre atendidos de forma condizente com o custo das mensalidades que desembolsam – levam os poderes constituídos a criar mecanismos que garantam a defesa dos interesses da população. “A limitação ao tempo de internação, a restrição à cobertura de determinadas doenças com o argumento da preexistência, o aumento abusivo de mensalidades e a demora na autorização de determinados exames, muitas vezes em caráter de urgência, são alguns dos problemas enfrentados pelos consumidores. A necessidade de realização de determinados exames de maior complexidade, particularmente, tem esbarrado na demora da autorização por parte das empresas”, destaca o parlamentar.

Diante de tantos problemas, Marcelo Rangel frisa ainda que, não raro, os usuários dos planos têm que recorrer a demandas judiciais para garantir seus direitos e evitar maiores danos à saúde. “Nesse contexto geral, os idosos têm sido as maiores vítimas de atitudes abusivas por parte dessas empresas”, destaca mais uma vez o deputado, para justificar que sua proposição objetiva justamente a proteção da pessoa idosa, delimitando um prazo para a autorização dos exames mais urgentes.

Fonte:Portal da Alep

Cidade-dormitório nunca mais!

Municípios vizinhos a Curitiba estão vivendo um novo boom de comércio e serviços. Em busca do apetite por compras da nova classe média e de menos concorrência, grandes redes do varejo estão investindo na abertura de lojas em cidades como Pinhais, Almirante Tamandaré, Fazenda Rio Grande e Araucária. O pleno emprego e o inchaço de Curitiba em alguns segmentos estão fazendo com que empresas reforcem investimentos em cidades da Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
A rede de farmácias Nissei inaugurou três lojas neste ano, em Pinhais, Colombo e Araucária, e prepara-se para abrir mais duas – em Almirante Tamandaré e mais uma em Araucária – até o fim do ano. “As vendas nos demais municípios da Região Metropolitana de Curitiba crescem em média 41% mais do que em Curitiba”, diz Patricia Maeoka, conselheira executiva do grupo, que tem na RMC 26 das suas 207 lojas.
Comportamento
Mudança de perfil altera a rotina das famílias
O matemático Ednelson Queiroz Sobral, de 38 anos, e a família mudaram a rotina nos últimos três anos. Compras que eram feitas em Curitiba passaram a ser realizadas em Fazenda Rio Grande, onde moram. Uma das filhas, que tinha que se deslocar todos os dias para frequentar a escola na capital, passou a estudar no município. “Ganhamos em qualidade de vida. Antes era uma hora para ir e outra para voltar todos os dias”, lembra Sobral, que mora na RMC desde 1987. Ele, que é secretário da educação da cidade, conta que até então até o carro era emplacado em Curitiba. “Cortava cabelo, engraxava sapato em Curitiba. Hoje fazemos praticamente tudo aqui”, diz ele, que contabiliza as redes de varejo que vieram para a cidade nos últimos tempos – Casas Bahia, Ponto Frio e Magazine Luiza. “Agora a Coppel está em fase de contratação para a loja que abrirá na cidade. E as Lojas Americanas devem vir junto”, afirma. Para ele, esse movimento do varejo está sendo puxado pela chegada de novas indústrias, como a Sumitomo, fabricante de pneus que vai se instalar no município. “Ela deve contratar 3 mil pessoas e se tornar a maior empregadora de Fazenda Rio Grande, posição hoje ocupada pela prefeitura”, diz.
A auxiliar administrativa Thalita Helena Bortotti de Figueiredo, de 35 anos, mora com o marido e dois filhos em Almirante Tamandaré e diz que a vida ficou mais fácil com a chegada de redes de varejo. “Hoje só a minha sogra reclama um pouco, porque não tem uma loja de tecidos aqui”, brinca. “Melhorou porque hoje há escolas particulares, lojas de eletrodomésticos. Mas vamos para Curitiba quando queremos passear. Aqui não tem shopping, só uma galeria de lojas”, afirma. (CR)
Em Curitiba, o mercado de farmácias assistiu, nos últimos anos, à chegada de grandes grupos de fora, como a paulista Droga Raia e a gaúcha Panvel, o que ajudou a aumentar a disputa pelo cliente. “O mercado de Curitiba está consolidado, as lojas estão maduras. Nesses municípios, por outro lado, ainda prevalecem as farmácias independentes, a maioria de controle familiar”, diz Patricia.
“A Região Metropolitana de Curitiba vem recebendo novos investimentos industriais e é natural que essas cidades passem a atrair novos serviços. Aos poucos elas tendem a deixar de ser apenas cidades-dormitório”, afirma José Ivair Motta Filho, superintendente administrativo do grupo de colégios Acesso. No ano passado, o Acesso comprou um colégio em Almirante Tamandaré e esse ano inaugurou um em Fazenda Rio Grande. Os investimentos chegam a R$ 1,8 milhão. “Para 2013 estamos prospectando novas sedes. A ideia é ter até três novas unidades nos municípios da região”, afirma. Com oito colégios e 4,7 mil alunos, o grupo pretende crescer entre 10% e 15% ao ano.
A rede de supermercados Condor acaba de inaugurar, com com investimento de R$ 30 milhões, um novo supermercado em Pinhais, cidade que também já recebeu investimentos de redes como Havan, McDonald´s, Walmart e Balaroti. A rede mexicana de lojas Coppel, que tem sete lojas no Paraná – três delas na Região Metropolitana de Curitiba – inaugura em breve uma loja em Fazenda Rio Grande.
O crescimento do mercado imobiliário, puxado principalmente pelos empreendimentos do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida também vem estimulando os investimentos. Redes de lojas de material de construção, como Balaroti, estão reformando e ampliando unidades. “Tínhamos uma loja de mil metros quadrados em São José dos Pinhais e a transformamos em uma área de 5 mil metros quadrados em janeiro desse ano. Fizemos o mesmo com a de Pinhais e reformaremos também a loja do Atuba para atender a demanda de Colombo”, lembra Eduardo Balarotti, diretor de marketing. Segundo ele, o investimento, em cada loja, varia de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões.
“A diferença é que, com o desenvolvimento das cidades, a renda aumenta e a demanda vai se sofisticando, com uma procura maior por produtos de decoração, de acabamento e material elétrico. Por isso ampliamos nossas lojas, apesar da concorrência com as pequenas lojas”, diz.
FOnte: Gazeta do Povo 02/07/2012

domingo, julho 01, 2012

Curitiba: briga entre punks e skinheads acaba com um morto e três detidos

Uma briga entre grupos de skinheads e punks terminou em morte na noite de sexta-feira (29), na Praça Eufrásio Correa, no Centro de Curitiba. José Carlos Domingues dos Santos, de 33 anos, foi morto com pelo menos quatro facadas após o enfrentamento desses grupos. No sábado (30), policiais da Central de Polícia, 1º Distrito Policial, prenderam em flagrante Marcos Vinícius da Silva Santos, 20 anos, por ter participado da execução. Ele teria confessado o crime.
Segundo a Guarda Municipal, a briga aconteceu por acaso. Um grupo de skinheads aguardava colegas que viriam de outros estados quando foram surpreendidos por punks. A Guarda só foi chamada após populares denunciarem que um grupo de jovens estava jogando pedras contra quem passava pela praça. Ao chegarem ao local, os guardas encontraram o grupo de 14 pessoas, incluindo três mulheres, brigando e uma delas já estava caída com ferimentos graves. Com a chegada dos policiais, os jovens fugiram em direção ao terminal Guadalupe e lá foram surpreendidos pela Guarda.
Dois adolescentes foram apreendidos, um deles, um jovem de 15 anos, está internado no Hospital Cajuru com ferimentos no braço.
Fonte: Gazeta do Povo 01/06/2012