domingo, junho 09, 2013

Inscrições para o Sisu começam nesta segunda

Começam neste segunda-feira (10) e vão até sexta-feira (14) as inscrições para a segunda edição deste ano do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Podem se inscrever os estudantes que tenham participado da edição do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2012 e não tenham zerado a redação. As inscrições devem ser feitas no portal do Sisu, em que o estudante concorre a vagas em cursos de graduação em universidades e institutos federais de ensino superior. Nesta edição, serão ofertadas 39.724 vagas em 1.179 cursos de 54 instituições de ensino superior.
Na página do sistema de seleção estão disponíveis as etapas da inscrição para orientar os candidatos. Antes de começar é preciso ter em mãos o número de inscrição e o da senha no Enem 2012. A primeira coisa a fazer é confirmar os dados pessoais – é por eles que o Sisu entra em contato com o candidato.
Em seguida, ele pode escolher até duas opções de curso. Estará disponível um sistema de busca com os detalhes de cada opção. O candidato deve clicar no curso para ver o número de vagas e de modalidades ofertadas. É preciso estar atento também à documentação exigida pelas instituições de ensino no momento da matrícula.
Confirmada a inscrição, é possível alterar as opções apenas até sexta-feira.
As notas de corte dos cursos e a classificação parcial de cada candidato serão divulgadas diariamente, nos dias 11, 12, 13, e 14 deste mês. O candidato poderá acompanhá-las ainda durante o período de inscrição e avaliar as chances de ser aprovado.
A primeira chamada está marcada para o dia 17 deste mês e a segunda, para 1° de julho. As matrículas da primeira chamada poderão ser feitas nos dias 21, 24 e 25 próximos e as da segunda chamada, nos dias 5, 8 e 9 de julho.

quinta-feira, junho 06, 2013

"Nunca abreviei a vida de paciente de propósito"

André Rodrigues/Agência de Notícias Gazeta do Povo / Virgínia deixa a prisão em 20 de março:
Pela primeira vez e dois meses depois de deixar a prisão, a médica Virgínia Helena Soares de Souza, de 57 anos, suspeita de acelerar a morte de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico de Curitiba, falou sobre as pesadas acusações que sofre na Justiça em uma longa e detalhada entrevista à edição deste mês da revista Piauí.
Bem mais magra e reclusa em casa, com receio de “cara feia” na rua, ela contou à repórter Daniela Pinheiro que as expressões que usava na UTI e as gravações telefônicas que constam no processo não significavam o que a investigação e a imprensa em geral faziam crer. “Desentulhar a UTI” seria encaminhar o paciente para o quarto e “desligar o paciente” teria o sentido de não administrar algum medicamento ou realizar um procedimento.
Desde que deixou a cadeia no dia 20 de março, depois de um mês detida, Virgínia tem ocupado o tempo analisando o inquérito da investigação. Disse se lembrar de cada um dos pacientes citados na denúncia e que os prontuários médicos são provas de que tudo o que era possível, e esperado pela Medicina, foi realizado. E reconhece que a sua aparência e os modos nada simpáticos devem ter pesado contra ela, mas jamais imaginava sofrer um processo por homicídio. “Eu cobrava, exigia. Isso incomoda, perturba (...) Eu esperava um processo de assédio moral. Mas não houve nenhum”, disse à revista.
"Nunca"
Informações fora de contexto, ignorância sobre os procedimentos médicos e simplificação de situações médicas complexas teriam influenciado a interpretação errada, na visão da médica, do que acontecia na UTI. Em uma das poucas respostas curtas e categóricas na entrevista, Virgínia afirma, ao ser perguntada se o tempo de algum paciente foi propositalmente abreviado: “nunca.”
Virgínia acha que a parada cardíaca de um paciente não deve, necessariamente, levar a um procedimento de reanimação. “Tem doente que até não tem que ir para a UTI. Mas, se você tenta explicar isso, acontece o que aconteceu comigo: ‘Ela deixou o doente morrer’, ‘Ela acelerou a morte.’ Não! O doente já estava tecnicamente morto. Ninguém acelera nada”, declarou.
Alegando que não suportaria olhares de desconfiança, Virgínia acredita que a vida profissional, “tocando em paciente”, está encerrada. Neste mês, um novo pedido de prisão, feito pelo Ministério Público, dever ser analisado pela Justiça. As investigações continuam na Polícia Civil e no Ministério Público, além das sindicâncias abertas no Conselho Regional de Medicina, no Ministério da Saúde e no próprio Evangélico.

quarta-feira, junho 05, 2013

Ousadia para mudar o rumo

Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo / Ricardo Bizi, de engenheiro funcionário a empresário e dono de uma fábrica de gelo
Aos 25 anos, o engenheiro mecânico Ricardo Bizi decidiu trocar a carreira promissora em uma multinacional alemã para virar empresário. O chefe ainda tentou fazê-lo mudar de ideia, argumentando sobre o seu potencial e futuro na empresa, mas o espírito empreendedor e o desejo de mudança falaram mais alto. A decisão de Bizi materializa reações comuns de quem é capaz de ousar, abrindo mão de uma trajetória consolidada em busca de oportunidades ainda melhores.
“Minha família tem uma fábrica de massa congelada e eu era o único fora do ramo empresarial, atuando na área da engenharia, mas sempre escutando as conversas sobre a empresa, problemas, vendas, desafios. Estava muito bem no trabalho, mas a soma de pequenas coisas que não estavam me agradando fez com que a minha vontade de anos pudesse ser realizada”, conta Bizi, que largou o emprego, entrou para a empresa da família e ainda abriu uma fábrica de gelo em cubos.
Dicas

Conheça alguns passos para inovar no trabalho
• Conheça o seu ambiente;
• Planeje as ações antes de executá-las;
• Utilize a ousadia em favor de um propósito;
• Avalie o resultado da ação;
• Não confunda ousadia com impulsividade;
• Procure conhecer pessoas que ousaram — as que tiveram sucesso e as que não tiveram;
• Ouse mais na medida em que se sentir confortável para isso.
Um período de planejamento é necessário para diferenciar a atitude audaz da impulsiva, explicam Marcelo Cassales Saldanha e Débora Pereira Ribeiro, psicólogos com certificação em coaching pela Universidade de Oxford e sócios da Coach Consultoria em Desenvolvimento Humano. “Ousar não é atropelar. Primeiro crie a sua meta de ousadia. Antes de fazer uma proposta empreendedora ao seu líder, você precisa conhecê-lo, entender o perfil da empresa, informar-se sobre o mercado e escolher o melhor momento”, destaca Saldanha.
De acordo com Thiago Sebben, líder da consultoria Hays na Região Sul, grandes empresas buscam cada vez mais profissionais com essa postura. “Quando a pessoa tem esse perfil mais agressivo, ela pode se posicionar de maneira mais firme. Geralmente, são mais questionadoras e capazes de fazer a diferença. Ousadia tem relação com inovação, criatividade, otimização do tempo e dos processos”, afirma Sebben.
No ambiente de trabalho, muitas vezes são coisas simples que precisam ser colocadas em prática que vão fazer a diferença e trazer mudanças, diz a diretora da Fesa em Curitiba, Viviane Doelman. “Quando o desejo de realizar algo está presente, as pessoas são impulsionadas a agir. Portanto, o profissional não precisa ser um grande ‘desbravador’ para fazer a diferença no seu ambiente atual ou na sua carreira”.

terça-feira, junho 04, 2013

Romário chama Marin de 'ladrão' e diz que seleção não tem condições de ganhar a Copa

Protagonista do tetracampeonato de 1994, o ex-atacante Romário, atual deputado federal, descartou a possibilidade de ver a Seleção conquistar a Copa das Confederações e o Mundial de 2014. Em entrevista à Revista Marie Claire, ele ainda criticou José Maria Marin, presidente da CBF.
"Se a Copa fosse hoje, o Brasil não ganharia. A Copa das Confederações, também acho que não temos condições de ganhar. O que o Brasil joga hoje está muito distante do que precisa para ser campeão mundial”, declarou o jogador à publicação voltada ao público feminino.
Como deputado federal, Romário tem combatido intensamente José Maria Marin, sucessor de Ricardo Teixeira na presidência da CBF. Como de costume, o antigo centroavante da Seleção Brasileira criticou asperamente o dirigente, que também comanda o Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014.
“É um ladrão! Ladrão não é só quem rouba banco, não. Esse cara não tem postura para ser presidente da CBF”, disparou Romário. O ex-jogador ainda lembrou a ligação de Marin com o governo militar e recordou que o dirigente embolsou uma medalha durante a premiação da Copa São Paulo-2012.
Questionado se está disposto a assumir a presidência da CBF, Romário não descartou totalmente a hipótese. “Não. É grande a possibilidade de eu me candidatar de novo a deputado federal. Quem sabe, daqui a quatro anos eu não me arrisque? Hoje, ainda não”, declarou.

segunda-feira, junho 03, 2013

Para acabar com o “carma” da Saldanha

Henry Milleo / Gazeta do Povo / A banda Watch Out for the Hounds tocou no sebo Acervo em um sábado recente
Há provas de que a primeira pergunta que se ouve de alguém interessado em alugar um imóvel na Rua Saldanha Marinho, no trecho entre a Catedral de Curitiba e a Visconde de Nacar, é: “Como é a rua?”. Uma resposta honesta, hoje, teria necessariamente de citar o sebo Acervo. Com seus eventos sabáticos – de shows de bandas “folk psicodélicas” a churrasquinho improvisado em meio à roda de viola –, o espaço dá um sacode na região. Da mesma forma, seria preciso discorrer sobre o Armazém Califórnia, point árabe que corajosamente colocou mesas e cadeiras na calçada; e lembrar do Centro Universitário Uninter, instalado no antigo prédio da Prosdócimo: seus alunos ajudam a revigorar naturalmente a quadra que já teve fama de maldita.
Às avessas do que houve nas ruas Riachuelo e São Francisco, a revitalização no trecho de paralelepípedo da “Sandália Marinho”, como Paulo Leminski gostava de frisar, acontece espontaneamente. De baixo para cima. Márcia Maria de Almeida e Claudemir Monteiro, sócios do sebo, brigam para deixar para trás o “carma” da rua outrora mal falada. Por isso, arriscam. “A ideia não é criar um espaço para show, mas para convivência”, diz Márcia. Deu certo.
Pescador e Seresteiro
Em um dos sábados recentes, sobre uma mesa improvisada, tiras de carne iam-se embora com nacos de pão. Em volta dela, violeiros endireitavam os chapéus e relembravam causos. “É diferente e muito importante para os jovens”, disse Luís Rodrigues, da dupla Pescador e Seresteiro. Luís levou seu neto de 5 anos e dividiu o “palco” com o garoto, que nunca tinha pisado na Saldanha. Na frente do espaço, curiosos perguntavam o que havia ali. Ao lado, o restaurante Bife Sujo abrigava alguns violeiros desertores com sua respeitada feijoada. É a rua em movimento, o âmago da tão perseguida revitalização.

Já há uma lista para bandas interessadas em tocar lá e fãs instantâneos, que entram no sebo para ver qual é. Criou-se também um túnel do tempo momentâneo, já que, nos sábados de viola, o instrumento passa pelas mãos de gente como Seu Nézio – compadre de Tonico e Tinoco –, João Roceiro e Seu Nestor da Sanfona, antigos protagonistas dos programas de auditório da rádio PRB2. “Quem passa na rua não resiste e entra. Aí comenta com outro, que vem na semana seguinte”, diz Monteiro. E assim vai.
À noite, persiste o duelo silencioso com usuários de drogas. Conta-se que um dos comerciantes da rua, dia desses, pôs para correr a gritos um jovem viciado que estava prestes a acender o cachimbo. “Não podemos ter medo, senão perdemos essa luta. Aqui, todo mundo se conhece. Se há algo de errado, a notícia corre”, diz Márcia.
Jovens
Na altura do número 131, entre a Alameda Dr. Muricy e a Rua do Rosário, 1,5 mil alunos circulam diariamente. São jovens estudantes do Uninter. “O lugar serve muito bem devido à boa localização. Os alunos não têm problemas para chegar”, conta Gabriel José Picler, um dos fundadores do grupo.
Antes da instalação da sede, no início da década passada, marginais rondavam o prédio desocupado. E o cheiro de urina beirava o insuportável. Hoje, a frequência de estudantes dentro e fora do espaço – alguns alunos matam aulas noturnas para continuar a conversa quando ela engata – dá cara nova, literalmente, a um trecho de uma rua que passa por um frutífero processo de autorrevitalização.
Projeto
Fenômeno serve como “puxão de orelha” para a prefeitura
Em 2004, um buchicho: imitando a Rua XV, a Saldanha Marinho poderia virar uma travessa só para pedestres. O plano subiu no telhado e nunca mais se tocou no assunto. Agora, com a revitalização espontânea no trecho mais central da rua de quatro quilômetros que corta a pomposa Praça da Espanha e segue até os arrabaldes do Campina do Siqueira, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) parece se animar novamente.
“Temos um olhar especial para as chamadas ‘ruas esquecidas’. A Saldanha faz parte delas”, diz Sérgio Pires, presidente do órgão. Para ele, o fenômeno que se vê por ali é “sensacional”. E também um puxão de orelha bem-vindo. “É uma chamada de atenção para nós, porque precisamos ter uma posição em relação a isso.”
Paralela à Cruz Machado, rodeada por hotéis de alta rotatividade e bares insones, a Saldanha Marinho, de acordo com Pires, precisaria fazer parte de uma proposta ao estilo yin-yang. “Esses dois universos precisam coabitar,” explica.
Apesar da animação com a boa notícia e do interesse em colaborar, o Ippuc não tem previsão de quando irá botar a mão na massa. “Não posso dizer quando, efetivamente, as melhorias chegarão à rua”, diz Sérgio.

domingo, junho 02, 2013

Caminhão movido a gás fará coleta do lixo

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“A semana terá uma extensa programação para comemorar e despertar a população para os princípios da sustentabilidade”, afirma o secretário municipal do Meio Ambiente, Renato Lima.
No dia 5, numa parceria entre a Prefeitura e a empresa Cavo/Estre, será lançada a coleta de lixo domiciliar feita por um caminhão movido a gás, em caráter experimental. “O veículo polui menos que os caminhões da frota convencional”, explica o superintendente de Controle Ambiental da Secretaria, Raphael Rolim de Moura. Ele informa que o veículo ficará em teste durante seis meses. Ainda no dia 5, servidores da Secretaria Municipal do Meio Ambiente serão homenageados.

Sustentabilidade
As comemorações da Semana do Meio Ambiente em Curitiba terão início na segunda-feira (3) e irão se estender até o sábado (8). Uma grande mostra de serviços será instalada em frente ao Salão de Atos do Parque Barigui, onde a população terá acesso a informações e explicações sobre todos os serviços e ações promovidos pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
No mesmo local, durante toda a semana, haverá uma programação de seminários de sustentabilidade e reuniões temáticas. Entre outros, serão discutidos assuntos como biodiversidade urbana, resíduos sólidos, acessibilidade nos parques, água e arborização urbana.
As reuniões temáticas têm como objetivo a produção de um documento que contribua para a definição de identidade temática em alguns parques da cidade, com a participação de entidades de classe, instituições de ensino superior e organizações representativas de pessoas portadoras de necessidades especiais. A meta é que cada parque seja nomeado como Centro de Educação para a Sustentabilidade, com foco em um tema específico.
Outra atividade programada é o encontro dos secretários de Meio Ambiente da Região Metropolitana de Curitiba. “A natureza das questões ambientais transcendem as fronteiras políticas e exigem medidas integradas”, comenta Renato Lima. Por isso, será sugerida a criação do Fórum de Secretários de Meio Ambiente da RMC.

Educação para a Sustentabilidade
A Maratona Infantil e Juvenil da Sustentabilidade, que foi lançada no aniversário de Curitiba, em março, também terá destaque na semana. Alunos do ensino fundamental de escolas municipais e membros de grupos escoteiros participam de desafios ecológicos, culturais e recreativos.
Outra ação com foco na educação para a sustentabilidade é o lançamento do programa Veterinário-Mirim, previsto para o dia 5. O concurso propõe que alunos da Rede Municipal de Ensino criem desenhos e frases sobre o tema “Adotar faz bem para eles e para você também”. O objetivo é fazer com que as crianças se tornem multiplicadores do conhecimento adquirido.
Na área de proteção animal, a Semana do Meio Ambiente terá ainda uma edição especial da feira Amigo Bicho. O evento, promovido pela Rede de Defesa e Proteção Animal, oferece microchipagem gratuita, adoção de animais e orientações sobre a guarda responsável.

Visita Guiada
Também fazem parte da programação da semana quatro edições da visita guiada ao cemitério municipal São Francisco de Paula, o mais antigo da cidade, fundado em 1853. Será nos dias 3, 4, 6 e 7 de junho, sempre às 15 horas. O passeio é gratuito, mas exige inscrição prévia.

>> Abertas as inscrições para visita guiada a cemitério
Durante duas horas, a pesquisadora e presidente da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais, Clarissa Grassi, irá mostrar aos visitantes detalhes da simbologia das esculturas usadas para ornamentar os túmulos de personalidades da história da cidade e de gente comum.
Duas exposições completam a lista de atividades programadas. São elas, a mostra fotográfica O Zoo que Você não Vê, no Zoológico de Curitiba, e a exposição Dia Nacional da Mata Atlântica, no Museu Botânico de Curitiba.

http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/caminhao-movido-a-gas-fara-coleta-do-lixo/29585

sexta-feira, maio 31, 2013

Zé Ramalho enfileira hits no Master Hall


Zé Ramalho interrompeu um hiato de cinco anos sem lançar canções inéditas no ano passado, com o disco Sinais dos Tempos. Mas são velhos sucessos como “Admirável Gado Novo”, “Garoto de Aluguel”, “Chão de Giz”, “Avôhai”, “Trem das 7”, “Mistérios da Meia-noite” e “Entre a Serpente e a Estrela” que o trazem de volta a Curitiba após dois anos nesta sexta-feira, às 23h30, no Curitiba Master Hall.
Após se recuperar de uma cirurgia no coração em março, o artista paraibano radicado desde os anos 1970 no Rio de Janeiro voltou aos palcos em maio, prometendo uma turnê “só de sucessos”. Além da capital paranaense, o cantor passou pelo Distrito Federal e pelo Rio Grande do Sul e ainda toca em Santa Catarina antes de iniciar suas tradicionais apresentações no circuito junino do Nordeste.
Setlist
Sucessos da carreira do músico são o foco do show. Veja alguns deles:
“Admirável Gado Novo”
“Garoto de Aluguel”
“Chão de Giz”
“Avôhai”
“Trem das 7”
“Mistérios da Meia-noite”
“Entre a Serpente e a Estrela”
Shows
Confira as informações deste e de outros shows no Guia da Gazeta do Povo.
Show
O cantor se apresenta acompanhado pela Banda Z, formada por Chico Guedes (contrabaixo), Edu Constant (bateria), Dodô de Moraes (teclados), Toti Cavalcanti (sopros) e Zé Gomes (percussão). É o mesmo grupo que o acompanhou nas gravações de Sinais dos Tempos – disco que marcou o desjejum de canções inéditas reafirmando o estilo único do compositor paraibano, marcado pelo tom místico e profético de suas canções e embalado pela fusão de gêneros nordestinos com o rock de bandas como o Pink Floyd.
Boa fase
Durante o hiato, Zé Ra­­ma­­lho gravou homenagens a Bob Dylan, Beatles, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Aos 63 anos, com 20 discos lançados e hoje à frente de seu próprio selo, o Avôhai Music, Zé Ramalho continua renovando o público de seus shows, que atraem de jovens a antigos fãs. Uma amostra representativa foi sua apresentação no festival SWU, em novembro de 2011, e o convite para participar do Rock in Rio ao lado do Sepultura, no próximo dia 22 de setembro.
O Curitiba Master Hall abre as portas às 21h30. Mais informações na página ao lado.

http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=1377524&tit=Ze-Ramalho-enfileira-hits-no-Master-Hall

quarta-feira, maio 29, 2013

Cidades paranaenses participam do Dia do Desafio nesta quarta-feira

Curitiba é uma das 348 cidades paranaenses que vão participar, na quarta-feira (29), do Dia do Desafio. O evento é uma iniciativa mundial, que tem como objetivo incentivar a prática de atividades físicas por parte da população.
Todos os anos, as cidades disputam com outras o título de local com mais praticantes de atividades físicas. Neste ano, a capital paranaense está concorrendo contra Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, na competição nacional e com Doha, no Catar, no âmbito internacional.
Para participar, os moradores podem praticar qualquer atividade física, a partir da meia-noite, seja individualmente ou em grupo. Após a atividade, cada participante precisa registrar a prática no site do Sesc, que organiza o Dia do Desafio. Na mesma página, também é possível conferir a lista de cidades participantes. Outra opção para fazer o registro é pelo telefone 0800-643-6690.
Com a intenção de ajudar Curitiba a vencer o desafio, o Sesc vai promover uma série de atividades em vários pontos da cidade e nas unidades. Na Rua XV de Novembro, por exemplo, uma estrutura será montada com várias opções para as pessoas participarem, que incluirá até uma parede de escalada.

domingo, maio 26, 2013

A vila que venceu a favela



Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo / Aloíze Gogola mostra praça de esportes na Vila São Pedro: moradores se organizam para melhorar a comunidade
Geada Negra de 1975 fez a Vila São Pedro, no Xaxim, receber levas de migrantes do Norte do estado. Tinha de tudo para passar por um processo de favelização. Mas isso não ocorreu em grande medida devido ao trabalho de Aloíze Gogola

A história da Vila São Pedro não tem apenas um protagonista. Pode-se dizer que a coletividade prevaleceu sobre a mais que provável favelização de uma das comunidades encravadas no bairro do Xaxim, que explodiu demograficamente com a Geada Negra de 1975. O inverno rigoroso destruiu boa parte das plantações do Norte do Paraná, o que trouxe milhares de imigrantes para a capital. “Os caminhões de mudança faziam fila”, lembra Aloíze Gogola, ex-padre que chegou à região em 1973 e um dos líderes da comunidade. “As pessoas se instalavam como podiam aqui, mas não havia escola, água potável, asfalto, nada”.
Economia solidária
Escambo de produtos e serviços ajudou a comunidade
A circulação de bens na comunidade da Vila São Pedro também ajudou muitas famílias a se manterem economicamente. O líder comunitário Aloíze Gogola lembra que um mercado de troca, com moeda própria – o Pinhão –, foi instalado para permutar serviços dentro da vila. “Um morador fazia pão. Outro tinha leite. Outro costurava. Fazia-se um escambo dessas coisas em um mercado informal. Às vezes dava diferença no valor entre um serviço e outro, e isso era compensado com o Pinhão, que era usado como moeda de troca”, diz ele.
A iniciativa não sobreviveu à melhoria da situação dos moradores, mas serviu como impulso para a vila que desabrochava economicamente no começo do século 21. O comércio na rua agora fica por conta de uma modesta feira agrícola de poucas barracas que se instala na vila às sextas-feiras. Ainda que pequena, dá conta da demanda dos moradores.
A união faz a força
O líder comunitário Aloíze Gogola e a comunidade da Vila São Pedro conseguiram suas conquistas agindo coletivamente. Veja alguns pontos importantes para seguir os passos dos moradores:
Recepcione: boas-vindas aos novos moradores mostram uma comunidade receptiva e também unida. Isso é essencial para conhecer as principais questões de cada um.
Analise os problemas: a união entre os moradores ocorre por problemas em comum. Identificá-los, por meio de conversas constantes com a população, é o primeiro passo para resolvê-los.
Divida os grupos: cada um tem sua habilidade e seu círculo de influência. Saber onde cada um pode ajudar torna a solução dos problemas mais rápida.
Coopere: promover feiras, eventos e outras atividades para unir os moradores impulsiona a economia local e aumenta a proximidade entre os vizinhos de bairro.
A paróquia começou, então, por meio de Comunidades Eclesiais de Base, a ajudar os moradores que queriam se articular para reivindicar melhorias para o bairro. “Formamos grupos para nos preocupar com frentes específicas, como ônibus, posto de saúde, etc. E tínhamos um Grupo de Recepção dos novos moradores”, diz Gogola. A gentileza e cortesia com os vizinhos, prática comum no campo, rareava na cidade, e quem chegava pela necessidade se sentia amparado e, ao mesmo tempo, impelido a ajudar. “O grupo falava: ‘Estamos aqui lutando por essas coisas, quer participar com a gente?’ E assim foi crescendo uma organização no bairro.”
Simples assim. Gogola, que é secretário da associação de moradores e membro dos conselhos de Saúde e de Segurança do Xaxim, explica que os moradores se reuniam onde podiam para elencar os principais problemas da comunidade, e definir as prioridades. A água era uma delas. Com o encanamento apenas do outro lado da rodovia separa o bairro do vizinho Capão Raso, todo mundo usava água de poço, mas diziam que estava contaminada. “Aí alguém contava que trabalhava na Sanepar, e que poderia fazer a empresa realizar os testes. Comprovado que água estava mesmo contaminada, aí formávamos grupos para fazer pressão nas empresas, na prefeitura, até conseguirmos”, lembra.
Trincheiras
É claro que nem todas as lutas foram vitoriosas – o que não quer dizer que o poder constituído não foi incomodado. As trincheiras e viadutos da Linha Verde, implantadas na Rodovia Régis Bittencourt, foram demandas repetidas vezes para não isolar a vila de um dos lados da BR-116.
“Os políticos acham que isso aqui ainda é roça, não imaginam que a gente precisa andar nove quadras para conseguir atravessar para o lado de lá da pista. Não conseguiram fazer a trincheira porque canalizaram a água logo abaixo da pista, mas também não fizeram viaduto nenhum”, reclama Gogola.
O consolo foi o pioneirismo da Vila São Pedro em outra reclamação frequente dos curitibanos com o projeto de integração urbana: “O cidadão tinha que pagar duas passagens se quisesse mudar de ônibus. A gente reclamou, reclamou, e conseguiu que a primeira experiência de integração fosse aqui, simultaneamente com o bairro do Santa Quitéria”, diz o líder comunitário sobre a implantação da integração temporal por cartão-transporte, iniciada em 2010.
Nova luta
Para Aloíze Gogola e os moradores da Vila São Pedro, a luta continua agora por uma articulação mais direta da população com a Guarda Municipal. O objetivo é mais segurança. “O mais importante é ter claro o que se quer e unir os moradores para resolver um problema em comum. Quando a coisa não incomoda, ninguém se mexe”, diz Gogola. Os moradores se reúnem, reivindicam, e o apoio pode não vir, mas é sempre buscado. “O certo é usar o político e não o político usar a população.”

sábado, maio 25, 2013

Hoje é dia de macarronada na Rua XV

Antônio More / Gazeta do Povo / Chef Ricardo Filizola comandará o evento deste sábado
Uma tonelada de macarrão. É o montante que a organização da Macarronada do Chef pretende vender a partir das 11 horas deste sábado (25) na Boca Maldita, em Curitiba. O evento abre a Settimana della Gastronomia Italiana (Semana da Gastronomia Italiana) e faz parte de um projeto multicultural, o Mia Cara Curitiba, que têm também atrações musicais, de teatro e cinema e vai até o dia 9 de junho.
O prato com macarrão penne vai custar R$ 10 e será servido ao estilo tradicional da Calábria, com molho de especiarias e calabresa. O chef Ricardo Filizola, do La Cocina Cozinha Personalizada, é quem vai executar a receita com o auxílio de alunos do Espaço Gourmet Escola de Gastronomia.

A macarronada será servida até as 14h30 ou até acabar a quantidade de massa preparada para o evento. O ponto exato do serviço será em frente ao Palácio Avenida, na Rua XV de Novembro.
Haverá ainda taças de vinho italiano (R$ 8), além de água e refrigerantes vendidos por R$ 3, cada. “Estamos preparados para atender cerca de quatro mil pessoas”, diz o organizador do evento, Philip Khouri, da empresa DP9.
A venda dos pratos e bebidas será feita por meio de fichas. No total serão três barracas: uma para a compra das fichas, com quatro atendentes; outra para servir a macarronada, com 12 metros de comprimento; e uma terceira, com oito metros, para as bebidas. No calçadão central ainda terá cerca de 50 lugares em mesas para as pessoas degustarem o prato.
Pouco após a Macar­­ro­­nada, às 16 horas, haverá show gratuito com a cantora Zizi Possi na Boca Maldita, outra ação do Mia Cara Curitiba.
Menu italiano em 20 restaurantes
Marina Fabri
Também neste sábado, começa a terceira edição da Settimana Della Gastronomia Italiana, evento gastronômico em que 20 restaurantes de Curitiba (contando duas unidades do La Pasta Gialla e duas da Mercearia Bresser) oferecerão menus a preços fixos até o dia 9 de junho.
A novidade deste ano ficou por conta da divisão dos restaurantes por tipo de menu ofertado. São três linhas: pizzarias, cardápios especiais e tratorias.
As pizzarias vão oferecer uma opção de pizza grande (oito pedaços), com um ou dois sabores, por R$ 45. Os estabelecimentos que optaram pelos menus especiais terão um prato individual e uma sobremesa por R$ 42 e as tratorias servirão pratos para duas pessoas por R$ 75.
Para o organizador da Settimana, Philip Khouri, o retorno de quem é fã da boa mesa – especialmente da italiana – vem sendo cada vez maior desde o primeiro ano do evento. “Isso se reflete também nos restaurantes. Muitos estão querendo participar. Como este ano é o primeiro neste novo formato, optamos por manter o mesmo número do ano passado. A exigência é que os pratos façam homenagem à Itália”, explica.
http://www.gazetadopovo.com.br/bomgourmet/conteudo.phtml?tl=1&id=1375932&tit=Hoje-e-dia-de-macarronada-na-Rua-XV

sexta-feira, maio 24, 2013

Velozes & Furiosos 6 é destaque no Paraná


Em Velozes & Furiosos 6, Dom e Brian faturaram 100 milhões de dólares com o golpe no Rio de Janeiro e agora o grupo está espalhado pelo mundo. Eles têm uma chance de voltar para casa com os nomes limpos, se capturarem uma organização de mercenários. No elenco estão Vin Diesel, Paul Walker, Dwayne Johnson, Michelle Rodriguez e outros.
http://guia.gazetadopovo.com.br/mat/velozes-furiosos-6-estreia-nesta-sexta-feira/1375295/

quinta-feira, maio 23, 2013

Terminal de ônibus ganha fraldário


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O terminal Campina do Siqueira passou a contar, a partir desta quarta-feira (22), com um fraldário para oferecer maior conforto a quem passa pelo local com bebês. O equipamento, instalado no sanitário para pessoa com deficiência, faz parte de um projeto piloto para avaliar a viabilidade de instalação de equipamentos semelhantes nos 21 terminais urbanos e no Terminal Guadalupe, que é metropolitano e administrado pela Urbs.
A instalação de fraldários nos terminais atende a um pedido feito por mães a Mirian Gonçalves, prefeita em exercício de Curitiba. Ela ouviu das mães a dificuldade que tinham ao se deslocar de ônibus com bebês pequenos e precisarem trocar a fralda das crianças. A medida também faz parte da política de melhoria no atendimento aos passageiros da Rede Integrada de Transporte. Mirian participou da instalação do primeiro fraldário, acompanhada da diretora de Urbanização da Urbs, Denise Sella, e da secretária da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdocimo.
O equipamento é parecido com os que existem em aeroportos; quando não é utilizado, fica fechado junto à parede, ocupando menos espaço. Em plástico, com bordas de segurança para o bebê, ele suporta até 20 quilos. A decisão de instalar no sanitário para pessoa com deficiência contou com aprovação da secretária Mirella Prosdocimo. Como este sanitário é mais espaçoso, quem estiver com criança terá mais tranquilidade para a troca de fraldas.
Iolanda de Fátima dos Santos, que é usuária do terminal, conta que numa reunião na casa de uma amiga, na CIC, no ano passado, narrava sua experiência de trocar uma neta em degraus de escadas ou bancos de praças. “A Mirian estava nesta reunião e aproveitamos para apresentar nosso pedido”, disse Iolanda, que também estava no terminal na tarde desta quarta-feira.
Mirian Gonçalves confirmou a história e destacou a importância da participação da comunidade. “Elas apresentaram uma sugestão a partir de uma necessidade e agora muitas pessoas serão beneficiadas”, disse. “Imagine a dificuldade de trocar uma criança no relento. A Urbs vai levar esse projeto à frente e a ideia é termos fraldário em todos os terminais. Tenho certeza de que as pessoas que vão usar este equipamento vão nos ajudar a cuidar”, afirmou a prefeita em exercício.
Pouco tempo depois de instalado, o fraldário mostrou utilidade. Simone Teodoro dos Santos aproveitou para trocar o filho João Pedro, de 1 ano e 2 meses de idade. “É muito mais fácil do que ter de trocar no colo. Fica tudo desajeitado e é muito ruim para o bebê”, afirmou.
“É algo a princípio pequeno, mas que pode ajudar muitas pessoas, torna a vida mais fácil. E aqui neste espaço pode ser usado tanto por uma mãe quanto por um pai que estiver com bebê”, disse a secretária Mirella Prosdócimo.
Pelos terminais de transporte de Curitiba passam por dia em torno de um milhão de pessoas. No Terminal Campina do Siqueira, onde o projeto do fraldário está sendo iniciado, embarcam ou desembarcam, por dia, em torno de 48,8 mil passageiros que utilizam ônibus de onze linhas.

quarta-feira, maio 22, 2013

Um conto bem brasileiro para vocês

Era uma vez um prédio de 4 andares que foi totalmente destruído pelo fogo; um incêndio terrível. 

Todas as pessoas das 10 famílias de Sem-teto, que haviam invadido o 1º andar, filhos de presidiários que ganham salário de R$ 850,00, faleceram no incêndio. 

No 2º andar, todos os componentes das 12 famílias de retirantes, que viviam dos proventos da "Bolsa Família", também não escaparam.

O 3º andar era ocupado por 4 famílias de ex-guerrilheiros, todos beneficiários de ações bem sucedidas contra o Governo, filiados a um ParTido político influente, com altos cargos em estatais e empresas governamentais, que também faleceram.

No 4º andar viviam engenheiros,médicos, advogados, professores, empresários, bancários, vendedores, comerciantes, policiais, e trabalhadores com suas famílias. Todos escaparam.

Imediatamente a "Presidenta da Nação" indignada e toda a sua assessoria mandou instalar um inquérito para que o "Chefe do Corpo de Bombeiros" explicasse a morte dos "queridos companheiros" e por que somente os moradores, do 4º andar haviam escapado.
O Chefe dos Bombeiros prontamente respondeu:

- "Eles não estavam em casa. Tinham saído para TRABALHAR"!!!!!

Alan Cordeiro

Escola adota Saladômetro para estimular alimentação saudável

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Comer verduras e legumes tem sido uma diversão para os estudantes da Escola Municipal João Cruciane, no Portão. O grupo é o primeiro a participar do Saladômetro, projeto desenvolvido pela Secretaria Municipal da Educação para aumentar o consumo de vegetais nas escolas e unidades de educação integral.

Pontuando em um gráfico o consumo de cada aluno durante as refeições, as crianças têm aprendido brincando a importância de fazer escolhas saudáveis durante a alimentação.

O Saladômetro é uma atividade desenvolvida pelas nutricionistas da gerência de alimentação escolar da Secretaria Municipal da Educação para dar à merenda uma função educativa, além da nutricional. O projeto usa um painel para sinalizar quando os estudantes comem a salada e os vegetais servidos durante as refeições na escola. O consumo individual é assinalado com uma figurinha, representativa do vegetal, que a professora entrega para o aluno colar em seu espaço do painel, após o consumo.

As figurinhas são coladas umas sobre as outras. Ao final do bimestre, o estudante que tiver o maior número de figurinhas coladas no gráfico terá sido o que melhor se alimentou. A competição, explica a nutricionista Liziane Rodrigues é uma forma de motivar e melhorar as escolhas alimentares dos alunos, favorecendo a alimentação saudável.

“As crianças participam da competição de uma forma divertida, ao mesmo tempo que aprendem a importância das frutas e verduras na alimentação”, diz Liziane. Outro objetivo do projeto, segundo Liziane, é reduzir o desperdício de alimentos altamente nutritivos durante os almoços escolares.

Além de assegurar melhor qualidade de vida, por meio da alimentação saudável, os participantes concorrem a prêmios. Os troféus do projeto Saladômetro seguem a linha criativa da disputa: abacaxi para vencedor, abobrinha para o segundo colocado e troféu pepino para o estudante que menos tiver comido os vegetais.

Os alimentos serão acompanhados de livros de receitas saudáveis e fáceis de serem preparadas. A intenção é estimular as famílias a preparar uma alimentação mais nutritiva. A Escola João Cruciane foi escolhida como a primeira a receber o projeto, que a partir do segundo semestre deverá ser estendido às 40 unidades de educação integral na Rede Municipal de Ensino, mobilizando aproximadamente 6 mil estudantes.

Para a coordenadora da escola eleita para iniciar o projeto piloto, Cristina Aparecida de Paula, o Saladômetro, além de incentivar hábitos saudáveis entre os alunos, agradou também aos profissionais da escola. “Muitos aderiram às atividades e alguns até sugerem pratos e atividades”, diz Cristina.

Até o momento, o estudante Patricky Lohan Vieira, de 8 anos, é o primeiro classificado no Saladômetro. “Gostei da ideia de aprender a comer direito e saber a importância que as saladas têm para crescer forte e saudável”, disse Patricky.

O desempenho dele tem sido acompanhado pela família, em especial pela avó do garoto, Cleonice Gobbi, que trabalha como atendente de cozinha na escola. “Patricky só comia arroz e feijão. Agora está empolgado com as variedades de saladas. Ele não quer faltar nenhum dia para não perder no Saladômetro”. Conta Cleonice.

Raphael de Moura Rodrigues, de 7 anos, disse que também entendeu a importância da alimentação saudável. “Precisamos nos alimentar direito pra fortalecer os ossos, ter boa saúde e não ficar doente”, disse Raphael.
http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/index.php?subcan=7&cod_not=40416&PHPSESSID=8ea0e375a087696cb7fe44336f1f2a4e