quinta-feira, dezembro 08, 2011

Passarela é evitada por temor a “pedágio”

Cobrança de R$ 5, por marginais, estaria fazendo população romper tela de segurança da rodovia BR-116

O técnico em manutenção Rivaldo Rodrigues, de 65 anos, resigna-se em fazer um reparo que, acredita, será desfeito no dia seguinte. Ontem, ele consertava a tela instalada sob uma passarela da BR-116, próximo à Vila Zumbi, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Era a sua quarta visita ao trecho em um mês, e sempre pelo mesmo motivo. Como a tela impede que pedestres atravessem a rodovia pela pista, a instalação vem sofrendo ações sistemáticas de vandalismo.

Moradores da região atribuem a ruptura da proteção à vontade de atravessar a via mais rapidamente, ainda que isso signifique colocar a vida em risco. “Ficou meio longe o percurso (pela passarela), e tem gente que não respeita”, afirma a auxiliar de serviços gerais Salete Aparecida Jomch, moradora da comunidade Ana Maria, que fica do lado oposto à Vila Zumbi, do outro lado da BR-116. “Acho errado. Se foi feito para ter segurança, então todo mundo devia usar. Já vi até mulher com criança atravessando por baixo”.

Elielton dos Santos, de 20 anos, é morador da comunidade Liber­da­­de, vizinha à Ana Maria, e também trabalha fazendo manutenção em pontes e passarelas para a concessionária que administra o trecho. Ele avalia que a instalação da passarela agradou à população. “Antes era muito perigoso”, lembra.

Entretanto, outros moradores comentam que a abertura da tela é necessária devido a problemas de segurança. À noite, afirmam, grupos armados costumam ficar na passarela e assaltar os transeuntes. Além disso, costuma haver cobrança de pedágio para a travessia, que pode chegar a R$ 5.

Crime

Leticia Zacca, do serviço de comunicação social da Polícia Rodo­viária Federal do Paraná, situa o trecho da BR-116 na Vila Zumbi como o ponto mais perigoso para pedestres, com registro de grande número de atropelamentos. “Ali, a passarela não é a principal opção, e sim a única”.

A representante da polícia lembra que a travessia de rodovias envolve riscos muito maiores do que a de vias urbanas. “A velocidade dos veículos é maior. E, se a pessoas forem correr, existe o risco de tropeçarem. Além disso, crianças e idosos não têm a mesma capacidade de resposta rápida”, ressalta. Leticia alerta ainda que a depredação das barreiras é considerado crime, e o autor, caso seja pego em flagrante, responderá judicialmente pelo ato.

Acidentes caíram pela metade

A instalação de passarelas sobre a BR-116 entre os bairros Vila Zumbi e Liberdade, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, era uma reivindicação antiga dos moradores das duas comunidades. Ao longo dos últimos anos, geralmente após ocorrer um atropelamento com morte, a população fechava o tráfego nas pistas com barricadas e pneus queimados.

Em outubro de 2009, uma manifestação no trecho durou três dias e causou longos congestionamentos. O estopim foi o atropelamento de um homem que atravessava a rodovia e ficou ferido. Os veículos que ficaram parados na fila que se formou acabaram virando alvo de assaltos e apedrejamentos.

A concessionária Autopista Regis Bittencourt, que administra o trecho entre Curitiba e a divisa com São Paulo, informara então que havia um projeto para a construção de duas passarelas no local. As obras foram concluídas em junho deste ano, e se refletiram na diminuição do número de acidentes no local: em 2011, até agosto, ocorreram 16 acidentes nos quilômetros adjacentes às passarelas, ante 32 acidentes registrados em 2010.

"Fonte" Gazeta do Povo

Medidas preventivas deixam o fim de ano mais seguro

Pedir para um amigo ou parente de confiança recolher suas correspondências enquanto você viaja para as festas de fim de ano pode fa­­zer a diferença quando o assunto é segurança. Caixa de correspondência cheia de cartas é um dos in­­dícios de casa desocupada, um con­­vite aos criminosos de plantão nes­­ta época do ano. Essa é uma das re­­comendações de dois especialistas em segurança ouvidos pela Ga­­zeta do Povo, que dão uma série de di­­cas para que população tenha uma passagem de ano mais segura.

Os conselhos incluem iniciativas (veja as ilustrações) para manter a residência mais segura, ir às compras de forma menos vulnerável e usar o serviço bancário sem riscos. A Polícia Militar (PM) ainda está planejando as operações ostensivas de fim de ano e deve anunciar o início das ações em breve. Apesar disso, a PM informa que já tem aumentado o policiamento em áreas de muita aglomeração no estado. Tradicionalmente, a polícia reforça as patrulhas nesta época. Mesmo assim, a prevenção pessoal, de acordo com os policiais, é fundamental para não facilitar as ações dos criminosos.

Saiba mais
Veja quais são os principais conselhos para diminuir a vulnerabilidade na hora das compras
De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Roberson Bondaruk, e o delegado da Polícia Civil Rafael Vianna, não há um levantamento preciso sobre o aumento ou não da criminalidade no fim de ano. No entanto, os dois concordam que há uma tendência de crescimento de furtos e arrombamentos, delitos que ocorrem, muitas vezes, em razão do descuido das vítimas. “Uma das principais questões é que as pessoas devem se conscientizar de que estão vulneráveis”, afirma o coronel. Por isso, a atenção é base de todos os conselhos policiais sobre segurança.

Segundo Vianna, o elemento-surpresa é sempre usado pelos bandidos, mas e a atenção da população pode diminuir essa vantagem.

A principal dica do delegado sobre segurança em casa durante as festas relaciona-se ao conceito de “vizinhança segura”. “Conhecer seus vizinhos e fazer amizades pode ser uma solução. Um vizinho ajuda o outro a monitorar as casas”, explica.

De acordo com o delegado, aumentando a dificuldade para a ação do criminoso cai a motivação para se cometer o crime. “Pesquisas criminológicas mostram que a maioria dos criminosos é de oportunidade”, relata. Para ele, quanto mais obstáculos forem criados, mais desmotivados os criminosos vão ficar para cometer o delito.

Outro conselho importante, que envolve também pessoas de confiança, refere-se às luzes e correspondências. É importante sempre dar sinais de que a casa esteja ocupada, mesmo quando o morador estiver em viagem. Uma das soluções é combinar com parentes ou vizinhos para que acendam e apaguem as luzes da casa. “São indícios de que as residências não estão vazias”, diz o delegado.

Fonte: Gazeta do povo 08/12/2012

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Quadrilha é presa antes de praticar roubo milionário contra carro forte

Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), após dois meses de intenso trabalho de monitoração de casos de roubo de veículos prenderam, na terça-feira (6), integrantes de uma grande quadrilha especializada em roubo a carros forte, veículos, caminhões e cargas. Os crimes eram cometidos com armas de cano longo e de uso restrito.

As investigações levaram os policiais a descobrir que o local onde os suspeitos se reuniam era na Rua Ari Taborda, no bairro Osternack, em Curitiba. As equipes da DFRV montaram um esquema de espionagem e invadiram a residência. Eduardo Felipe Machado, 28 anos, e Marcelo Correa Costa, 31, tentaram fugir, mas foram recapturados pela polícia. Na casa, foram presos Simone Teixeira de Andrade, 28 anos, que estava em liberdade provisória após já ter sido presa pela Polícia Federal com drogas e um fuzil; e Karis Mona Siewert, 26, namorada de Eduardo.

Segundo informações da polícia, Eduardo já tinha histórico criminal por roubo e formação de quadrilha. Marcelo tinha passagem por roubo, formação de quadrilha e furto. Na casa, foram apreendidos um fuzil calibre 556 com um carregador municiado com 27 projéteis; uma carabina modelo 586.2 calibre 12 municiada com sete cartuchos intactos; e uma carabina modelo 586 calibre 12 municiada com sete cartuchos intactos;

No local também foram encontradas duas pistolas Taurus modelo 24/7 calibre .40, com um carregador municiado, sendo que uma delas pertencia a Polícia Militar do Paraná; uma pistola Taurus calibre 380, com um carregador municiado; um carregador para pistola S&W calibre .40 e diversas munições de demais calibres. Foram apreendidos mais quatro coletes balísticos, inclusive com proteção para calibre 9 milímetros; rádios comunicadores na frequência das polícias; balaclava; celulares e outros objetos que ainda estão sendo investigados e periciados.

CARRO-FORTE – O delegado-chefe da DFRV, Marco Antonio de Góes Alves, determinou a invasão da polícia após tomar conhecimento de que um grande roubo a um carro forte de um hipermercado de Curitiba seria realizado na sexta-feira (9). A estimativa é de que os suspeitos levariam cerca de R$ 7 milhões. “O acompanhamento durante esse período foi bastante árduo devido ao alto grau de periculosidade da quadrilha, porque todos os suspeitos já foram presos anteriormente e variavam o modo de agir”, comenta o delegado.

Quem tiver mais informações relacionadas à quadrilha pode ligar para disque-denúncia da DFRV, pelo número 0800-6447144.


"Fonte" Bandab.pron.br

Richa autoriza concurso para delegados e contratação de 500 bombeiros

O governador Beto Richa autorizou nesta segunda-feira (5) mais duas medidas para reforçar a estrutura da segurança pública: a contratação de 500 bombeiros militares aprovados em concurso de 2009 e a abertura, pela Polícia Civil, de um novo concurso público para preencher 29 cargos de delegado de 4ª classe. O investimento mensal previsto com as novas contratações soma R$ 1,161 milhão. As duas medidas estão previstas no programa Paraná Seguro, lançado pelo governador em agosto e que, entre outras ações, prevê a contratação de 8 mil policiais militares e 2 mil bombeiros militares, e de 2,2 mil agentes e 400 delegados para a Polícia Civil.

“Com essas contratações, todas as comarcas do Estado passarão a contar com um delegado, para garantir qualidade às investigações criminais e melhorar o atendimento à população. Também iniciamos a recomposição do quadro de bombeiros, que está bastante defasado nos quartéis de algumas regiões”, afirmou o governador.

O delegado geral da Polícia Civil, Marcus Vinícius Michelotto, informou que nos próximos dias será designada a comissão do concurso e escolhida a instituição responsável por elaborar as provas. As inscrições devem ser abertas no início de 2012. Além das 29 vagas iniciais, será formado um banco de reserva pelo período de validade do concurso. “A Assembleia Legislativa está analisando um projeto de lei do Executivo que irá ampliar a carreira inicial da Polícia Civil, o que permitirá chamar 400 delegados até 2014”, disse o delegado.

O coronel Hercules William Donadello, comandante do Corpo de Bombeiros, explicou que, a partir da autorização do governador, 50 pessoas aprovadas no concurso e que já fizeram todos os exames médicos e físicos poderão iniciar o curso de formação de bombeiros já em janeiro. O restante dos aprovados participará desse processo a partir de março ou abril, em conjunto com os policiais militares aprovados no mesmo concurso e que estão sendo chamados. O curso de formação de bombeiro militar tem duração de nove meses. “Hoje temos 49 quartéis no estado e em todos eles há dificuldades com a quantidade de efetivo, que diminui ano a ano com aposentadorias e saída de profissionais que mudam de profissão. Com essas contratações teremos uma boa renovação”, disse o comandante Donadello.
Assessoria de Imprensa da Polícia Civil

Fonte: AEN

Paraná quer apoio do governo federal para melhorar infraestrutura

O governador Beto Richa entregou nesta terça-feira (06) uma série de pedidos à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, durante encontro realizado no Palácio do Planalto, em Brasília. Segundo Richa, o Paraná quer fortalecer a parceria com o governo federal para a realização de novas obras e programas. A criação do Tribunal Regional Federal em Curitiba também foi objeto da conversa.

Entre as demandas apresentadas estão o projeto de engordamento da praia de Matinhos. No final de novembro, o Estado abriu processo para a contratação do projeto básico de recuperação da orla do município, que sofre com a erosão. Segundo a ministra, é possível recuperar uma rubrica orçamentária de cerca de R$ 8 milhões para o andamento do processo e incluir o restante da verba necessária – que pode variar entre R$ 40 milhões e R$ 60 milhões – para a obra no PAC 2.

Outro tema foi a construção do contorno ferroviário de Curitiba. Nesta questão, Richa e Gleisi acertaram que o Estado e a prefeitura da capital vão reapresentar o projeto para o governo federal. “A ministra se mostrou muito interessada no encaminhamento desta proposta”, disse o governador após o encontro.

Também foi discutida a construção da terceira pista do aeroporto Afonso Pena. Richa comunicou a Gleisi que assinou nesta semana um decreto que declara de utilidade pública três áreas no entorno no terminal. Ficou acertado que haverá um grupo de trabalho, formado pelo governo estadual, União e prefeitura de São José dos Pinhais, encarregado de agilizar a obra. “A primeira medida é fazer a regularização das áreas e a retirada dos moradores”, disse o governador.

Richa também defendeu uma emenda proposta pela bancada federal paranaense que assegura R$ 170 milhões do orçamento da União para obras de ampliação e reequipamento do Porto de Paranaguá. Ainda na área de infraestrutura, o governador pediu à ministra apoio para apressar a execução dos estudos de viabilidade da extensão da Ferroeste até Maracaju, no Mato Grosso do Sul.

A ministra informou ao governador que o projeto está atrasado mas que no início do ano o relatório final deverá ser concluído e apresentado pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., empresa estatal responsável pelas obras em ferrovias.

"FONTE" AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTICIAS

PT promete ir à Justiça para barrar aprovação de terceirização

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou ontem, em terceira discussão, o polêmico projeto do Poder Executivo que permite ao governo do Paraná repassar a Organizações Sociais (OSs) serviços que são de responsabilidade do Estado. Hoje, a proposta será analisada em redação final – votação apenas de praxe – e, em seguida, segue para sanção do governador Beto Richa (PSDB). O PT, porém, defende que a segunda votação da matéria, na noite da última segunda-feira, ocorreu de forma irregular e promete ir à Justiça para derrubar a medida.

Beto culpa petistas por invasão na Alep

O governador Beto Richa (PSDB) culpou o PT pelos protestos contra o projeto que permite o uso de OSs para execução de serviços do governo estadual. Para o tucano, os petistas estão tentando antecipar a campanha eleitoral de 2012. Ele negou que a proposta seja antidemocrática ou privatista e fez comparações críticas à gestão federal em relação a escândalos recentes com ONGs e a privatização de aeroportos.

Assembleia demite comissionada que invadiu plenário da Casa

Funcionária é filiada ao PT e estava lotada na Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais. Oposição criticou a medida.

Alterações

Saiba quais são as cinco emendas à proposta das OSs que foram aprovadas ontem:

• Determina a publicação do nome dos funcionários e da função de cada um dentro das OSs.

• Exige que as organizações comprovem experiência na área do convênio por, no mínimo, dois anos; e proíbe o uso dos recursos públicos para publicidade.

• Proíbe a contratação de OSs para atuar na segurança pública e em empresas públicas, como Copel e Sanepar.

• Exige a convocação de OSs para eventuais convênios por meio de anúncios em jornais de circulação estadual.

• Estende à Comissão de Fiscalização da Assembleia a análise das contas das OSs.

Dúvidas

Entenda o que está em jogo na votação da terceirização na Assembleia:

O que está em jogo no projeto de terceirização às Organizações Sociais?

O governo do Paraná quer repassar alguns serviços do estado, como saúde, cultura, assistência social e esportes, entre outros, para serem administrados por organizações sociais (OSs). Só não podem ser terceirizadas as áreas de educação e segurança.

O que são as OSs?

São organizações não governamentais (ONGs) que recebem um título do governo estadual, caso cumpram alguns requisitos. Para administrar um hospital, por exemplo, as OSs terão de comprovar experiência na área.

Outros estados utilizam esse modelo?

Vários estados já aprovaram leis semelhantes. Em São Paulo, pioneiro no assunto, o Tribunal de Contas estadual fez uma avaliação recente sobre hospitais administrados pela OSs e pelo governo estadual, a qual mostra que as duas gestões têm pontos positivos e negativos, mas que as OSs estão tendo mais prejuízo. (Leia mais a respeito)

Qual é o argumento do governo do Paraná para a terceirização?

A gestão do serviço público pode ser agilizada, pois as OSs não precisam fazer licitações ou concurso público para contratar pessoal.

Quais os argumentos contrários ao repasse às OSs?

Os servidores de várias áreas são contra, pois dizem que há “precarização” do trabalho. Além disso, o grande número de denúncias envolvendo ONGs e desvio de dinheiro público mostra que não há um controle efetivo do poder público sobre os convênios. Há um questionamento judicial sobre as terceirizações no Supremo Tribunal Federal (STF). Do que se trata? O repasse dos serviços de saúde às OSs no Brasil é permitido desde a promulgação da Lei Federal nº 9.637, de 1998. Na época, o PT e o PDT ingressaram com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 1.923, que ainda não foi julgada pelo STF. Mas os ministros Ayres Britto e Luiz Fux já votaram pela necessidade de licitação para qualificação das OSs. O projeto do governo do Paraná não prevê essa licitação, considerada uma brecha para o clientelismo e o favorecimento de terceiros.

O clima da sessão de ontem foi completamente oposto ao do dia anterior, quando cerca de 250 estudantes e sindicalistas contrários ao projeto tomaram o plenário por mais de quatro horas. Para evitar um novo tumulto, a Mesa Execu­­­tiva permitiu a entrada de apenas cinco convidados por deputado, por meio da distribuição de senhas. Do lado de fora da Assembleia, que estava protegida por policiais militares, cerca de 80 manifestantes classificaram a medida como antidemocrática e se recusaram a aceitar as senhas. Dessa forma, apenas seis pessoas acompanharam a sessão das galerias.

Durante a sessão de ontem, deputados da base do governo voltaram a defender o projeto das OSs e classificaram de “baderna” a invasão do plenário na segunda-feira. “Aquilo não pode ser chamado de manifestação. Além disso, em lugar nenhum do texto está escrito privatização. Não se pode confundir privatização com terceirização dos serviços, para torná-los mais ágeis”, criticou o vice-líder do governo, Elio Rusch (DEM).

O mesmo discurso foi seguido pelo líder de Richa na Casa, Ademar Traiano (PSDB). “Feliz­­­mente essa baderna e violência foi respondida com serenidade e firmeza”, defendeu o tucano. Ele também rebateu críticas dos manifestantes, da bancada de oposição e até mesmo do presidente do Tribunal de Contas do Paraná (TC), Fernando Guimarães, de que a proposta deveria ter sido amplamente discutida antes de ser enviada ao Legislativo, inclusive por meio de audiências públicas.

Oposição

Os deputados oposicionistas, por outro lado, mantiveram as críticas de que a proposta do governo é privatizante e defenderam a postura dos manifestantes. Em nota, os petistas disseram que as manifestações de segunda-feira devem ser atribuídas “exclusivamente à intransigência do governo por conta da recusa ao diálogo com a sociedade”.

Eles ainda criticaram a limitação da entrada de pessoas para acompanhar à sessão. “Não estamos indo para um chá no Country Clube ou para uma visita à penitenciária. Ou a Casa garante a segurança dos visitantes ou, toda vez que tiver manifestação, vamos ter de agir como se isso aqui fosse uma ópera”, afirmou Tadeu Veneri (PT), que classificou o projeto do Executivo como “privatização disfarçada”.

Ele revelou que a bancada do PT vai à Justiça contra a aprovação da proposta, porque a Casa teria votado irregularmente a matéria em segunda votação, na noite de se­­­gun­­­da-feira. Para os petistas, como na segunda discussão do projeto, que ocorreu em uma sessão extraordinária, houve apresentação de emendas, a matéria teria de retornar para a Comissão de Consti­tuição e Justiça (CCJ). No entendimento da assessoria jurídica da Casa, porém, a comissão-ge­­­ral de plenário – quando o parecer das comissões é dado direto em plenário, para agilizar a tramitação das matérias – válida para a primeira votação da proposta, que ocorreu minutos antes da segunda, valia para qualquer sessão do dia.

Placar

Veja como votou cada deputado na segunda discussão do projeto das OSs, na noite da última segunda-feira. Votaram a favor 38 deputados. Os contrários foram 8:

• A favor

Adelino Ribeiro (PSL), Ademar Traiano (PSDB), Ademir Bier (PMDB), Alexandre Curi (PMDB), André Bueno (PDT), Artagão Jr. (PMDB), Augustinho Zucchi (PDT), Bernardo Ribas Carli (PSDB), Caíto Quintana (PMDB), Cantora Mara Lima (PSDB), Cesar Silvestri Filho (PPS), Cleiton Kielse (PMDB), Dr. Batista (PMN), Duílio Genari (PP), Elio Rusch (DEM), Evandro Jr. (PSDB), Fernando Scanavacca (PDT), Francisco Bührer (PSDB), Gilberto Ribeiro (PSB), Gilson de Souza (PSC), Hermas Jr. (PSB), Jonas Guimarães (PMDB), Luiz Accorsi (PSDB), Marcelo Rangel (PPS), Mauro Moraes (PSDB), Nelson Garcia (PSDB), Nelson Justus (DEM), Nelson Luersen (PDT), Ney Leprevost (PSD), Paranhos (PSC), Pastor Edson Praczyk (PRB), Pedro Lupion (DEM), Plauto Miró (DEM), Reni Pereira (PSB), Rose Litro (PSDB), Stephanes Jr. (PMDB), Teruo Kato (PMDB), e Waldyr Pugliesi (PMDB).

• Contra

Elton Welter (PT), Enio Verri (PT), Luciana Rafagnin (PT), Péricles de Mello (PT), Professor Lemos (PT), Rasca Rodrigues (PV), Toninho Wandscheer (PT), e Tadeu Veneri (PT).

• Ausentes

Anibelli Neto (PMDB), Douglas Fabrício (PPS), Fabio Camargo (PTB), Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Marla Tureck (PSD), Nereu Moura (PMDB), e Roberto Aciolli (PV).

Obs.: Valdir Rossoni (PSDB), como presidente, só vota em caso de empate.

Fonte: Gazeta do povo 07/12/2011

terça-feira, dezembro 06, 2011

Itapoá representa Santa Catarina internacionalmente

No último final de semana (2 e 3), o “Prêmio Integración Latino Americano 2011” foi entregue à Secretária de Educação de Itapoá, Valci Terezinha de Souza, a qual representou toda a competência e comprometimento da Secretaria de Educação em gerenciar as ações da educação do município que caminha em busca da excelência.

O Prêmio contemplou seis estados brasileiros: Santa Catarina, com Itapoá; Paraná, com a cidade Jataizinho; Pernambuco, com Nazaré da Mata; Minas Gerais, com a cidade Raposos; São Paulo, com Votorantim; e Paraíba, com Paraupebas. O evento, que aconteceu em Curitiba, contou com a participação de autoridades do Brasil e demais países da América Latina, como Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai, os quais fizeram a entrega solene do troféu e diploma aos secretários de educação dos municípios premiados.

A marca significativa da educação de Itapoá é o trabalho coletivo, mola que impulsiona todos os avanços, calcados na busca, no comprometimento, nos currículos e métodos eficientes que são elaborados e amadurecidos no percurso que definem a intenção da ação educativa. Sem contar na amplitude dos recursos materiais que foram disponibilizados para as escolas e professores da rede, como câmeras digitais, projetores multimídia, climatizadores, notebooks e um acervo literário de aproximadamente dez mil exemplares, contemplando todos os segmentos.

Para isso, a condição imediata é aprender a aprender, conforme um dos pilares da educação apresentados pela Unesco. O trabalho de ensinar e aprender trás novas exigências aos profissionais da educação. Dessa forma, foram implementadas Formações Continuadas na em todas as áreas da educação do município.

Itapoá se veste de uma proposta pedagógica, apresentando um norte para a educação que está constantemente em mudança com suas novas concepções em torno de sua realidade contextual. Assim, é necessário um maior investimento nos sistemas avaliativos, como forma de garantir a qualidade da educação.

A Secretária Municipal de Educação, Valci Terezinha de Souza, agradece todos que tornaram e tornam possível essa educação de qualidade no município. Agradece a autonomia recebida pelo Prefeito para investir em formações continuadas, nos recursos físicos, nas multimídias e materiais pedagógicos. Também estende os agradecimentos à equipe pedagógico-administrativa da Secretaria de Educação, à Consultoria e demais profissionais da rede que fazem parte da consolidação do sucesso educacional de Itapoá.

A Prefeitura sente-se honrada e parabeniza toda a equipe pelo empenho e comprometimento com a educação do município.

“O futuro das organizações e nações, dependerá cada vez mais de sua capacidade de aprender coletivamente”. (Peter Senge)
Informações: Terezinha Fávaro da Silveira (Coordenadora de Projetos e Eventos da SME/Itapoá)
Fotos: CIPIS (Câmara Internacional de Pesquisas e Integração Social)




"FONTE" PREFEITURA DE ITAPOÁ

DPVAT bate recorde de indenização a acidentados

A violência no trânsito fez o número de indenizações pagas pelo seguro DPVAT até setembro deste ano superar o total de 2010. Foram 256 mil indenizações em nove meses, um recorde se comparado às 252 mil registradas em todo o ano passado. Oito em cada dez benefícios liberados foram direcionados a pessoas do sexo masculino, sobretudo motociclistas. Os dados são da Seguradora Líder, administradora do DPVAT no Brasil.

As indenizações por invalidez permanente (quando a vítima não pode mais voltar às suas atividades normais após o acidente) lideram o ranking de pagamentos em 2011, com 165 mil acidentados beneficiados, média de 18 mil por mês. Houve ainda a liberação de indenizações em casos de morte para famílias de 42 mil vítimas e de reembolso de despesas médicas para 48 mil pessoas. Ao todo, R$ 1,6 bilhão foi pago em indenizações até setembro.

De acordo com a seguradora, 66% das situações indenizadas foram resultado de acidentes envolvendo moto. No caso de invalidez, a motocicleta foi responsável por 72% das indenizações. Proporcionalmente à frota, os acidentes com motos deixam mais vítimas – os automóveis representam 61% da frota nacional e as motos, 26,6%.

DIREITO ASSEGURADO

Serviço é simples e gratuito

O seguro DPVAT dá cobertura a da­­nos pessoais causados por veículos automotores terrestres. O benefício foi criado em 1974 e ampara as vítimas de acidentes em todo o território nacional. Motoristas, passageiros e pedestres podem requerer o benefício.

Para acidentes fatais, a indenização aos familiares da vítima é de R$ 13,5 mil. Em caso de invalidez permanente, o valor máximo também é de R$ 13,5 mil. Para reembolso de despesas médicas são pagos até R$ 2,7 mil. O tempo médio para que o seguro seja depositado na conta bancária do beneficiário é de 30 dias.

Para solicitar a indenização, não é necessário o auxílio de intermediários ou advogados. O procedimento é gratuito. “É necessário juntar a documentação e levar ao local de atendimento mais próximo, com um boletim de ocorrência que comprove ter sido um acidente de trânsito e mais uma perícia médica agendada por nós para evitarmos fraudes”, explica o diretor da Seguradora Líder, José Norton. Quem quiser mais informações ou sanar dúvidas pode entrar em contato pelo telefone 0800 022 1204.

O dinheiro das indenizações é oriundo do pagamento feito anualmente pelos proprietários de veículos. Do total arrecadado com o DPVAT, 45% são repassados ao Sistema Único de Saúde (SUS), para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito, e 5% são repassados ao Denatran, para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito. Os demais 50% ficam para o pagamento das indenizações. Neste ano, é estimado que R$ 3,3 bilhões sejam revertidos ao SUS e R$ 300 milhões ao Denatran.

Superação

Após 8 anos, acidentado começa a se recuperar

Há oito anos Carlos Alberto Malaquias, de 44 anos, sofreu um acidente em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Ele conduzia sua moto pela Avenida Monteiro Lobato quando foi atingido por um carro em alta velocidade. Acabou arremessado contra uma árvore. A pancada resultou em traumatismo cranioencefálico. Os médicos disseram aos familiares que não havia perspectiva de vida.

Carlos foi atendido por um socorrista que morava em frente ao local do acidente. O condutor do carro fugiu. Acostumado a salvar vidas como bombeiro, Carlos via sua vida passar diante de seus olhos.

“Os médicos não deram nenhuma perspectiva de vida a ele”, conta a cunhada Graciane Auer Malaquias. No hospital, ele chegou a receber duas extremas unções. Após, passar 45 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Carlos voltou para casa sem conseguir falar e com perda total dos movimentos das pernas e braços.

Vitória

Hoje, o ex-bombeiro se recupera em clínicas de fisioterapia, equoterapia e faz sessões de fonoaudiologia. Carlos consegue andar e falar com dificuldade. Mas para quem ficou três anos deitado em uma cama, se alimentando por uma sonda durante dois anos e se comunicando apenas com os piscar dos olhos, conseguir se exercitar em uma bicicleta ergométrica e ficar de pé sozinho já pode ser considerado uma vitória.

“Ele chegou em casa depois do acidente como um ‘bebezão’. Era dependente de tudo. Agora, ele já apresenta melhoras e lutamos para que ele consiga evoluir a cada dia”, conta a cunhada, responsável pelos cuidados de Carlos.

Para poder comprar uma cadeira de roda, os familiares de Cláudio entraram com pedido para receber indenização do DPVAT. “Nós conseguimos quase R$ 8 mil. Foi ótimo porque também compramos alguns aparelhos para ele fazer fisioterapia em casa e ajudou na compra de medicamentos”, relata Graciane.

“Os motivos variam tanto pela falta de fiscalização quanto pelo perigo da moto, já que o ‘airbag’ da motocicleta é o próprio condutor. Uma queda de moto provoca, geralmente, lesões graves, isso quando não é fatal”, ressalta o diretor de relações institucionais da Líder, José Márcio Norton.

Por região

O Sudeste concentrou o maior número de indenizações por morte no período, com 38% dos casos, e quase a metade dos casos ocorreu em São Paulo. Em relação ao Brasil, o estado responde por 18% dos acidentes indenizados por morte – o mesmo porcentual destinado à Região Sul e também às Regiões Centro-Oeste e Norte juntas.

No Sul, o Paraná lidera o índice de ressarcimentos do DPVAT por óbito, com 41%, o que representa 2.955 benefícios pagos. Já o pagamento por invalidez é maior no Norte do país, com 30% dos casos, seguida pelo Sul, com 29%. A seguradora não divulga o balanço por estado.

De acordo com Norton, outros fatores influenciam no aumento de vítimas no trânsito. “Há motoristas que abusam da velocidade e dirigem sob efeito de álcool. Além disso, há a pressão por parte de algumas empresas para que as entregas de motofretes sejam realizadas rapidamente. Isso coloca em risco a vida da pessoa que está trabalhando”, afirma.

O presidente da regional Paraná da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, Jacks Szymanski, revela que as estatísticas do DPVAT demonstram a onda de violência que toma conta do trânsito. “O tráfego está produzindo mais óbitos e mais pessoas com sequelas permanentes. A tendência é piorar cada vez mais com o aumento da frota. Em contrapartida, há pouca fiscalização e baixo investimento em melhorias na estrutura das vias públicas”, ressalta.

Cada R$ 1 investido reduz R$ 25 em gastos

A cada R$ 1 aplicado nas estradas brasileiras, melhorando a infraestutura do trânsito, o Estado poderia economizar até R$ 25 em outras áreas, como a saúde pública. O da­­do faz parte do levantamento da pós-doutoranda Lilian Diesel, que estuda a “quantificação por aciden­­tes em rodovias” pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

“Investir em infraestrutura é o caminho para diminuirmos o número de acidentes. Também se deve investir em fiscalização e educação. Se as rodovias tivessem melhores condições, 60% dos casos de colisões e atropelamentos poderiam sumir”, ressalta. “Poderia até se criar uma faixa exclusiva para motos. Mas outro problema é a falta de educação e conscientização dos condutores. Para minimizar isso é necessário investir em um policiamento ostensivo, que conscientize e penalize quem infringe as leis de trânsito.”

O diretor da Seguradora Líder, José Márcio Norton, também acredita na necessidade de implantar po­­líticas públicas para reduzir os acidentes. “É necessário investir na conscientização dos motoristas e também em melhorias de tráfego. Deve-se debater com os próprios condutores medidas que possam di­­minuir a violência no trânsito”, diz.

Ele crê que as escolas devem realizar um forte trabalho de segurança no trânsito com as crianças. “Infelizmente, os adultos só sentem o problema quando atinge o bolso ou acontece alguma fatalidade”, diz Norton.
Fonte: Gazeta do povo 06/12/2011

Acidente entre ônibus e caminhão deixa sete feridos em Curitiba

Um acidente entre um ônibus e um caminhão-guincho deixou sete pessoas feridas no início da manhã desta terça-feira (6), em Curitiba. A colisão ocorreu no trecho urbano da BR-277, no quilômetro 81, que fica próximo à fábrica da Coca-Cola, no Jardim das Américas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 7h40 e pelo menos duas pessoas ficaram feridas com gravidade.

O ônibus estava parado em um ponto, no acostamento, quando foi atingido pelo caminhão. Segundo a Ecovia, concessionária de pedágio que administra o trecho, as vítimas foram encaminhadas para os hospitais Cajuru e Evangélico, em Curitiba.

A PRF orientou o trânsito no local, que ficou complicado. Apesar de haver uma faixa liberada para o tráfego, muitos motoristas observavam o acidente, causando mais congestionamento. Por volta de 9h10, o trecho foi totalmente liberado.
Fonte: Gazeta do povo 06/12/2011

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Suspeito de estuprar menina de dois anos é preso

Policiais civis de Cantagalo, sob o comando do delegado chefe da 2ª Subdivisão Policial (SDP) de Laranjeiras do Sul, prenderam, na manhã da última quinta-feira (01), Amauri de Campos, 56 anos, suspeito de estuprar uma menia de 2 anos.

De acordo com a polícia, o crime aconteceu na cidade de Virmond, em julho deste ano. Após investigações, os policiais localizaram o suspeito em uma plantação de pinus na localidade de Lagoa Bonita, zona rural de Virmond.

O suspeito foi conduzido a Cadeia Pública da delegacia de Cantagalo, onde se encontra recolhido à disposição da Justiça.

"FONTE" Policia Civil do pr

Erro de deputados põe em risco 96 leis do Pr

Noventa e seis projetos de lei aprovados na Assembleia Legislativa nos últimos dois meses podem ser contestados na Justiça – tendo que passar novamente pelo crivo dos deputados estaduais. O reajuste de até 271% das taxas do Detran, por exemplo, é um dos casos que o Poder Judiciário poderá declarar sem validade. Outro exemplo é a Lei da Ficha Limpa, que impede que cargos e funções do governo do estado sejam ocupados por pessoas condenadas por órgão colegiado.

As propostas, já transformadas em lei, foram aprovadas em desacordo com a Constituição do Paraná. A inconstitucionalidade, citada por advogados ouvidos pela Gazeta do Povo, foi percebida na semana passada, depois que o deputado Tadeu Veneri (PT) a usou como argumento para impedir a votação de um projeto de lei de interesse do governador Beto Richa (PSDB). O projeto em questão é o que autoriza o governo a repassar a organizações sociais (OSs) serviços de responsabilidade do Estado – o qual deve ser votado hoje, depois da apreciação dos vetos.

Sob risco

Dos 96 projetos de lei aprovados na Assembleia Legislativa que podem ser declarados nulos, pelo menos cinco deles causaram grande repercussão na sociedade:

- Lei que aumenta em até 271% as taxas do Detran;

- Lei que obriga farmácias a receber medicamentos vencidos;

- Lei que cria cargos em comissão no Tribunal de Justiça e no Ministério Público do Paraná;

- Lei da Ficha Limpa estadual, que impede que pessoas condenadas por órgão colegiado assumam cargos no governo;

- Lei que institui o auxílio-saúde para magistrados e funcionários do Poder Judiciário.

Veneri citou o artigo 71 da Constituição do Paraná, que diz que nenhuma proposta de lei pode ser aprovada se houver vetos a serem apreciados pelos deputados. O deputado petista encontrou dois vetos que, por lei, deveriam trancar a pauta de votação. Um de 22 de agosto de 2011 e o outro de 24 de outubro. Como a lei diz que os parlamentares têm até 30 dias após o recebimento do veto para votá-lo – sob pena de trancar a pauta –, todo o projeto aprovado a partir de 22 de setembro pode ser declarado inconstitucional.

Por lei, qualquer cidadão pode ingressar na Justiça pedindo a nulidade dos projetos de lei. “Estou estudando a possibilidade de pedir na Justiça a nulidade do projeto do tarifaço do Detran. Como as novas tarifas só começam a valer em fevereiro, não teria nenhuma perda”, afirmou Veneri.

O deputado Ademar Traiano (PSDB), líder do governo Richa na Assembleia, diz que não acredita na nulidade dos projetos já aprovados. “Temos uma decisão do Tribunal de Justiça que negou pedido semelhante, de anular as propostas já votadas por causa da não apreciação dos vetos”, disse o tucano. A ação em questão foi proposta pelo então deputado Durval Amaral (DEM) em 2004. Na época, o desembargador relator Ângelo Zattar justificou que o caso se aproximava mais da esfera interna administrativa e que “não existe previsão constitucional, legal ou regulamentar autorizatória de declaração da pretendida nulidade”, diz um trecho da decisão.

Análise

Dois especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, no entanto, têm outro entendimento. Zilmar Fachin, membro da Comissão Nacional de Estudos Constitu­cionais da OAB, diz que “a possibilidade de se anular os atos é muito forte”. Fachin afirma que tanto a Constituição Estadual quanto a Federal determinam que os vetos, se não apreciados num prazo de 30 dias do recebimento, trancam a pauta e suspendem a votação de qualquer projeto de lei. “Está aí o quadro que pode ensejar a anulação dos projetos aprovados”, afirmou.

O professor de Direito Administrativo da Universidade Positivo Tarso Cabral Violin afirma que, juridicamente, é possível tornar nulos todos os projetos aprovados pela Assembleia. “Os vetos deveriam ser apreciados antes de qualquer proposta de lei.”
Fonte: Gazeta do povo 05/12/2011

domingo, dezembro 04, 2011

Alunos do Colégio Paulo Leminski, de Curitiba, visitam o Legislativo

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), e o deputado Cesar Silvestri Filho (PPS), receberam alunos do Colégio Estadual Paulo Leminski, de Curitiba, na tarde desta quinta-feira (1º), no gabinete da Presidência do Legislativo, oportunidade em que Cesar Filho entregou para os estudantes a carteirinha de “Vigilante da Democracia”.

O projeto “Vigilantes da Democracia” é desenvolvido pela Rede de Participação Política do Empresariado e por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná. Por meio de um site os estudantes fazem um monitoramento da atuação dos políticos do Estado. “Essa é uma parceria que vocês estão fazendo conosco, cobrando e acompanhando os nossos trabalhos. A vigilância de vocês é uma forma de fortalecer a Assembleia, porque vocês vão passar adiante as nossas ideias e propostas”, expôs o deputado Cesar Filho.

Durante os meses de setembro e outubro os alunos participaram de oficinas de educação política coordenadas por universitários da UFPR, que monitoram o trabalho de 89 políticos por meio do portal Vigilantes da Democracia, mantido por iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). “Esse projeto foi piloto no Colégio Paulo Leminski e os alunos puderam ver que eles podem participar ativamente da política municipal e estadual”, explicou Daniele Rodrigues, coordenadora do grupo de pesquisa sobre internet e política da UFPR.

"Fonte" Portal da Alep

Ex-jogador Sócrates morre em SP

Ele estava internado no Hospital Albert Einstein.
Segundo hospital, ele teve choque séptico de origem intestinal

O ex-jogador Sócrates, de 57 anos, morreu na madrugada deste domingo (4) no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo. Segundo o hospital, Sócrates morreu em decorrência de um choque séptico às 4h30. Ele estava internado no hospital desde quinta-feira (1º) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O ex-jogador estava em coma induzido e respirava com a ajuda de aparelhos. Segundo boletim médico divulgado neste sábado (3), o quadro dele já era grave. Esta foi a terceira vez este ano que o ex-atleta e ídolo do Corinthians foi internado. Nas duas ocasiões anteriores, ele passou por tratamento para conter uma hemorragia digestiva, causada pelo consumo prolongado de álcool.
Em sua última internação no mesmo hospital, dia 5 de setembro, Sócrates ficou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e precisou da ajuda de aparelhos para respirar. Recuperado, recebeu alta médica dia 22. Anteriormente, ele havia ficado nove dias internado, e saiu no dia 27 de agosto. Segundo a mulher de Sócrates, o ex-jogador teve uma infecção no intestino causada por uma bactéria.
De acordo com a família do jogador, o corpo dele será levado para Ribeirão Preto. A previsão de chegada é às 13h. Depois, será realizado o velório, e o enterro está marcado para as 17h deste domingo.

Bebida
Em entrevista ao Fantástico gravada após ter alta, Sócrates contou como a bebida quase o levou à morte. Ele reconheceu que era dependente de álcool. “É nessas horas que a gente cresce. Saio muito mais forte, muito maior e com muito mais compromissos e responsabilidades que eu tinha antes”, resumiu.
O ídolo corintiano, do calcanhar inconfundível e formado em medicina, falou abertamente sobre a doença que quase o levou à morte e os problemas com bebida alcoólica. “Eu tenho um ponto cirrótico. É uma lesão que não é tão grave, mas ela está localizada em área hipersensível do fígado. Essa lesão é causada, fundamentalmente, por álcool”, disse Sócrates.

Perfil

Sócrates era o mais velho de seis irmãos – o ex-jogador Raí é um deles -, e teve seis filhos. Ele começou sua carreira em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Por causa da faculdade de medicina, que cursava na Universidade de São Paulo (USP), ele quase não treinava. Em 1978 ele foi para o Corinthians, onde se consagrou como ídolo. Já era médico formado e ganhou da torcida o apelido de Doutor. Com o time, foi bicampeão paulista em 1982 e 1983.

O jogador participou de duas Copas do Mundo pela Seleção Brasileira. Em 1982, foi capitão. Depois de uma breve passagem pelo Fiorentina, da Itália, atuou ainda no Flamengo e no Santos.
Sócrates também era politizado. Ele participou da campanha pelas Diretas Já, e em 1984 foi um dos principais idealizadores da Democracia Corintiana, que reivindicava para os jogadores mais liberdade e mais influência nas decisões administrativas do clube.

"Fonte" G1 globo.com

sábado, dezembro 03, 2011

Devastação nos sítios arqueológicos


Sambaquis da Baía de Guaratuba estão desprotegidos e sendo invadidos.

Em recente alerta feito por membros do Instituto Guaju, Fabiano Cecílio, Marcos Wasilewski e Luiz Michalizen Filho que é também diretor da Faculdade Isep de Guaratuba, vários sítios arqueológicos de Guaratuba estão desprotegidos e sendo invadidos, segundo o Professor Luiz Michalizen Filho estes sambaquis datam de mais de 3500 anos antes de Cristo e possuem uma quantidade enorme de informações, objetos, ossadas de civilizações que habitavam a região de Guaratuba.

Os Sambaquis são de propriedade do patrimônio da União e cabe a ele em conjunto com o Estado e Município fazer a preservação destes sítios.Outro órgão diretamente envolvido é o IPHAN (INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL).

O alerta é para que os órgãos competentes tomem as providências, com a fiscalização dos locais, colocação de placas, orientando a população, pois muitas vezes os pescadores não sabem da importância deste patrimônio e que não podem invadir esses sítios.

Um dos passos iniciais seria a colocação de placas de orientação , outro é o levantamento desse material arqueológico, criando inclusive um museu com as informações contidas nestes locais.

Nesta semana estará sendo feito um documento que será encaminhado a União, Governo do Estado , IPHAN e outras entidades responsáveis por este setor.

"FONTE" GUARATUBA.COM

Brasiguaios temem futuro no Paraguai

Cerca de 3 mil produtores rurais de cinco estados fronteiriços protestaram contra novas medidas do governo paraguaio

Cerca de 3 mil produtores rurais dos estados de Alto Paraná, Ita­­púa, Canindeyú, Caaguazú e San Pedro protestaram na quinta-feira em Minga Guazú, a 25 quilômetros da fronteira com Foz do Iguaçu, contra uma série de medidas recentemente adotadas pelo governo paraguaio. Os agricultores, a maioria brasileiros, são contra o decreto presidencial que regulamenta a chamada Lei de Segurança Fronteiriça. Caso o governo não retroceda, os dirigentes da Coordenadoria Agrí­­cola do Paraguai (CAP) ameaçam bloquear as principais rodovias do país.

A nova regra estabelece uma faixa de segurança de 50 quilômetros que se estende ao longo da fronteira que o Paraguai mantém com a Argentina, Brasil e Bolívia. Conforme estabelece a Lei 2.532/05, imigrantes de países vizinhos e empresas com capital de maioria estrangeira não poderão ser proprietários de terras nas regiões limítrofes. De acordo com os líderes de agremiações agrícolas, a determinação ameaça pelo menos 700 mil produtores brasileiros e descendentes que há mais de 40 anos vivem nos estados atingidos.

Pelo Decreto Presidencial 7.525, a fiscalização caberá a militares do Exército e técnicos do Instituto Nacional de Desenvolvimento Rural e da Terra (Indert) irão observar o cumprimento das regras. “Os proprietários de terra têm um prazo de 72 horas para providenciar os documentos necessários e provar que estão em situação regular. Isto é impossível. Alguns títulos estão com os bancos, como garantia pelas hipotecas. Na verdade, o que o governo quer é criar mais obstáculos aos produtores”, comentou o secretário regional da CAP, Áureo Frighetto, há 40 anos no Paraguai.

Além da mobilização, representantes de agremiações de produtores rurais entregaram à Suprema Corte de Justiça uma ação de inconstitucionalidade contra o decreto. “Atitudes como essa só aumentam os conflitos por terras que se espalham por quase todo o país, principalmente onde estão instalados os brasileiros, responsáveis pelos seguidos recordes na produção de grãos no Paraguai. No início da colonização, o governo entregava as terras para quem quisesse produzir. Hoje querem pressionar e ganhar dinheiro às custas dos agricultores”, completou o produtor Davi Bakes.

Pressão

Outra determinação combatida pelos agricultores é a Resolução 660, do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Vegetal e de Sementes (Senave). Pela medida, explica o agricultor Adelar Wanderley Schneider, os agricultores são obrigados a manter áreas de reservas naturais que praticamente não deixam espaço suficiente para o plantio. Exige-se ainda que se comunique nas rádios, com pelo menos 24 horas de antecedência, a aplicação de agrotóxicos. “Não estamos contra isso. Somos contra o mau uso das leis. Os fiscais utilizam isso como meio de extorsão.”

Os agricultores reclamam também do recente aumento do preço do óleo diesel – que passou de 5,1 mil guaranis para 5,6 mil guaranis. O combustível, que nas áreas rurais sofre um acréscimo de quase 300 guaranis por conta do frete, apontam, é responsável por parte considerável dos custos de produção. “Não bastasse o estímulo às invasões de terra e a violência, o governo está criando cada vez mais barreiras. Com o tempo, a pressão vai ser tão grande que será insuportável para os agricultores brasileiros continuar no campo. Tenho medo por meus filhos”, desabafou Schneider.
Manifestação aconteceu em Minga Guazú, a 25 quilômetros da fronteira com Foz

700 mil brasileiros

serão atingidos pela nova lei de segurança paraguaia, que estabelece uma faixa que exclusão de 50 km da fronteira para imigrantes e empresas estrangeiras, segundo líderes de agremiações agrícolas

"FONTE" GAZETA DO POVO

Deputado Paranaense vai à Justiça contra Dilma porque ela não demitiu Lupi

O deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR) protocolou nesta sexta (2), na 5ª Vara Federal de Curitiba, uma ação popular, com pedido cautelar, na qual pede à Justiça “imediato afastamento" do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

A ação tem como réus a União, a presidente Dilma Rousseff e o ministro. Sobre Dilma, o texto diz que ela “está a beneficiar” Lupi. Além do afastamento, Francischini pede a condenação de Lupi e outras pessoas ligadas às denúncias de uso irregular de cargos públicos, para a devolução do dinheiro público e pagamento das “custas e demais despesas, judiciais e extrajudiciais”.
A assessoria do Palácio do Planalto informou que não irá se manifestar porque ainda não tem conhecimento do processo.

Em entrevista ao G1, Francischini disse que “a medida é radical [contra Dilma]. Porque com tudo que ela tem na mão, até mesmo depois da recomendação [de afastamento do ministro] da Comissão de Ética escolhida por ela, e não fazer nada, só se pode entrar na Justiça. (...) Isso é para demonstrar que, como deputados, já fizemos o máximo. Agora, vamos à Justiça comum, como cidadãos”.

Francischini disse que deputados da bancada dele manifestaram receio. “Eles me recomendaram usar primeiro todas as medidas que temos na Câmara, mas não se consegue nem aprovar pedidos de informações”, declarou.

VIA G1

Último ato

Atletiba de domingo (4) será o último jogo da Arena da Baixada no formato atual. Depois, estádio fecha para virar o palco da Copa de 2014

Arena da Baixada, amanhã, 17 horas. Assim que o árbitro San­­dro Meira Ricci apitar o início do Atle­tiba, estará também decretando os minutos finais da casa atleticana como ela foi originalmente projetada. Depois de uma hora e meia de bola rolando, será fechada para se transformar em estádio de Copa do Mundo. Só voltará a receber jo­­gos em março de 2013, se os prazos desta vez forem cumpridos.

Assim, quem deixar o clássico em vantagem no placar terá sido o protagonista do último capítulo da atual versão do Joa­­quim Amé­­rico. Um gosto que tanto os anfitriões rubro-negros quanto os visitantes alviverdes adorariam saborear.
O Coritiba já teve o privilégio de vencer o primeiro Atletiba do estádio: 2 a 1, no dia 28 de novembro de 1999, pela Seletiva da Liber­ta­dores – a vaga, porém, ficou com o Atlético. Ao todo, foram 19 clássicos na Arena, com sete vitórias atleticanas, sete empates e cinco triunfos do Coxa.

A conclusão da Arena teve suas obras adiadas inúmeras vezes até finalmente começar em câmera lenta, no dia 4 de outubro, no terreno ao lado que antes abrigava um colégio. Pro­­telado, o trabalho deu um tempo extra para o Fura­cão dentro de seu caldeirão, pois as primeiras previsões indicavam que o clube não terminaria o Brasi­leiro atuando lá dentro.

A crise técnica que levou o time à rabeira da tabela desde a primeira rodada, aliada à falta de dinheiro para pagar os custos da construção, ajudou a convencer a diretoria a não fechar o estádio antes.

A solução para os cofres vazios surgiu de uma engenharia financeira envolvendo o dono do estádio e o poder público. A prefeitura cederá papéis imobiliários – o potencial construtivo – no valor de R$ 90 milhões para o clube. O Furacão, por sua vez, se encarregará de usar esse trunfo para pedir um empréstimo de R$ 123 milhões ao Banco Nacional de Desen­vol­vi­mento Econômico e Social (BNDES), intermediado pela Agência de Fomento do go­­verno paranaense.

Essa ponte é obrigatória, pois o BNDES não aceita os documentos da prefeitura como garantia do financiamento. Isso significa que, caso o Rubro-Negro não honre a dívida, o governo estadual terá de vender os documentos para “fazer dinheiro”. Outros R$ 57 milhões terão de ser levantados pelo Atlé­tico para bancar a sua parte nos R$ 180 milhões ne­­cessários para adaptar a Baixa­da às exigências da Fifa.

Para o clássico deste domingo, a capacidade do estádio é de 28 mil torcedores, a maioria atleticanos preocupados com o futuro próximo do clube. Se perder pontos para o rival, o Furacão terá de mandar seus jogos como inquilino na luta para voltar à elite – seja na Vila Capanema ou no Couto Pereira. Um desafio extra para um caminho já árduo, desgastante e sem brilho.

A expectativa dentro do Atlé­­tico, então, é evitar a catástrofe da queda para ter tranquilidade na sua temporada de desabrigado. E para garantir público pensando na Arena “internacional”. Quando os portões forem reabertos, as arquibancadas do palco do Mundial em Curitiba terão possibilidade de abrigar até 42 mil pessoas. Garantir a ocupação desses espaços seria mais fácil na Série A.

Do outro lado do maior clássico do futebol local, carimbar a despedida do estádio seria a cereja do bolo para os coxas-brancas. Até porque o segundo triunfo seguido no campo do rival valeria a vaga na Liber­­tadores e a continuidade do tabu no clássico: o Alviverde não perde para o Rubro-Negro desde 5 de maio de 2008 – 11 jogos. Lá, no reduto adversário, deu três voltas olímpicas, em 2004, 2008 e 2011.

"FONTE" GAZETA DO POVO

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Movimentação de mercadorias pelos portos paranaenses já supera recorde histórico de 2007

A movimentação de mercadorias pelos portos de Paranaguá e Antonina já ultrapassou o recorde histórico de 2007. A um mês do final do ano, já foram movimentadas mais de 38 milhões de toneladas de mercadorias e a expectativa é que até o final do mês, a Appa movimente 41 milhões de toneladas de produtos.

“Estes resultados são fruto das mudanças administrativas determinadas pelo governador Beto Richa. Uma administração de portas abertas, com o intuito de facilitar os processos e recuperar cargas. Bater o recorde histórico do porto antes mesmo do final do ano é prova efetiva de que este novo estilo de governar implantado por ele está dando certo”, disse o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Airton Vidal Maron.

Já em novembro, a Appa registrou outros recordes na importação e exportação de produtos. Foram exportadas, 6,7 milhões de toneladas de soja em 2011. O volume é 13% superior ao recorde histórico de exportações do produto, registrado em 2003. As exportações de açúcar também superaram o recorde de 2010 em 4%, atingindo em novembro pouco mais de 4 milhões de toneladas exportadas.

A importação de fertilizantes também bateu o recorde histórico de 2007. Até novembro deste ano, foram 8,5 milhões de toneladas importadas do produto. A movimentação de veículos também superou o recorde registrado no ano passado em 14%, atingindo a marca de 207 mil veículos movimentados até novembro.

Uma das melhores recuperações registradas pela Appa em 2011 foi a movimentação de mercadorias no Porto de Antonina. Até novembro, foram 1,3 milhão de toneladas movimentadas, superando o recorde de 2004 em 25%. No comparativo com 2010, por exemplo, a movimentação deste ano em Antonina é 400% superior.

“Estamos recuperando a movimentação de mercadorias em Antonina, usando o Porto como suporte ao de Paranaguá e trabalhando em diversos projetos para aumentar ainda mais a produtividade dos terminais lá instalados. A cidade já está sentindo os reflexos disso com a recuperação de empregos e movimentação da economia”, afirma o superintendente.

A receita cambial gerada pelas exportações de mercadorias também já atingiu recorde histórico. Até novembro, foram quase US$ 16 bilhões, valor 14% superior ao recorde de receita registrada em 2008 pela Appa.
Seguindo a tendência dos números, a expectativa é que a movimentação de 2011 supere os melhores números já atingidos em toda a história dos portos paranaenses.

"FONTE" APPA

Campanha Paz Sem Voz É Medo promove ação em escola do CIC

Durante a manhã de hoje, alunos do Colégio Estadual Rodolpho Zaninelli poderão participar de diversas oficinas culturais e profissionalizantes

A campanha Paz Sem Voz É Medo promove durante a manhã desta sexta-feira (2) diversas atividades culturais e profissionalizantes no Colégio Estadual Rodolpho Zaninelli, na Cidade Industrial de Curitiba. Entre as atividades, que acontecem simultaneamente em toda a escola, estão as oficinas de grafite, horta, badminton, discotecagem, hip hop, xadrez e unhas decoradas.
A região do CIC é uma das mais violentas da cidade de Curitiba, onde se encontram os maiores índices de criminalidade entre os jovens. A diretora do colégio, Vania Bruns fala que eventos como esse são muito importantes para a comunidade, pois os alunos se sentem valorizados. "A maioria desses jovens não terão a oportunidade de realizar atividades como esta fora do ambiente escolar. Eles tendem a ter baixa estima, pois não tem oportunidade e não são lembrados", explica Vania.

Além de todas as atividades, os alunos terão a oportunidade de conversar com os integrantes da banda O Rappa, que virão até a escola especialmente para o evento.

"FONTE" RPCTV

Assembleia economizará R$ 7 milhões com o corte de aposentadorias irregulares

Presidente do Legislativo, deputado Valdir Rossoni (PSDB), e o 1º secretário, deputado Plauto Miró (DEM), durante entrevista coletiva.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), e o 1º secretário, deputado Plauto Miró (DEM), apresentaram nesta quinta-feira (1º) o relatório final da Comissão Especial que analisou 302 aposentadorias de servidores da Casa. A série de medidas que serão adotadas a partir do relatório vão permitir economia anual de aproximadamente R$ 7 milhões aos cofres do Poder Legislativo. Dos casos analisados, 104 não tinham registro no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e 180 processos não constavam sequer dos arquivos do Legislativo, tendo sido localizados apenas os atos de concessão das aposentadorias.

Diante dos fatos, entre as providências já determinadas pela Mesa Executiva da Assembleia, está a suspensão imediata dos pagamentos de vantagens irregulares nas aposentadorias, como gratificação por encargos especiais, abono natalino, férias, vale-refeição e vale-transporte. Segundo Rossoni, mais uma etapa foi vencida pela Comissão Executiva, talvez uma das mais importantes na reforma administrativa. “Tomamos as medidas para a regularização das aposentadorias. Vamos fazer uma grande economia com estes cortes. Tivemos muitas dificuldades pela falta de documentação, mas com o trabalho da nossa Procuradoria conseguimos concluir a etapa. O relatório agora será encaminhado ao Ministério Público do Paraná e ao Tribunal de Contas”, afirmou o presidente.

A Comissão Especial identificou irregularidades também na situação funcional de sete procuradores, que estavam sem o registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pré-requisito para o ingresso e atuação no cargo. Nestas aposentadorias, o prejuízo ao Poder Legislativo era de R$ 1 milhão ao ano. Foram determinadas, portanto, a redução de 50% nos salários, que caem de R$ 24 mil para R$ 12 mil, além da regressão ao cargo de consultor legislativo. A mesma redução será aplicada aos oitos consultores legislativos que foram promovidos e aposentados como procuradores, cujos vencimentos, também de R$ 24 mil mensais, serão reduzidos pela metade, além de retornarem ao cargo de origem.

“Quase todos os casos tinham irregularidades, de menor ou maior porte. O importante é que fizemos a nossa parte. Tomamos uma medida que talvez muitos não acreditavam que fosse tomada. Foi a medida mais difícil, porque são pessoas aposentadas. Vai causar desconforto. Mas não podemos oferecer confortos com o dinheiro público. Acredito que estamos dando uma resposta para a sociedade com as medidas tomadas. E tínhamos que regularizar. Eu não tenho mais dúvidas de que hoje já somos a melhor Assembleia do Brasil”, avaliou Rossoni.

O levantamento apontou ainda a situação irregular de servidores aposentados com cargo de nível superior sem sequer haver documentos comprovando a titulação, assim como o enquadramento incorreto para o recebimento em dobro de verba de representação e pagamento indevido de vantagens, como função gratificada e proventos em comissão. Na opinião do 1º secretário, deputado Plauto Miró, a Assembleia Legislativa venceu importante etapa no processo de moralização, cabendo agora aos órgãos competentes o devido encaminhamento do relatório para as medidas legais. “A Mesa tomou a atitude ao fazer cessar o pagamento irregular. Em muitos casos, por exemplo, foram encontrados atos de aposentadorias, mas muitos processos correspondentes não foram localizados. A Assembleia Legislativa fez o seu papel, cabendo agora ao Tribunal de Contas, ao Ministério Público e à Justiça, a apuração final destes casos”, disse o deputado.

O ato de regularização dos casos de aposentadorias da Assembleia Legislativa foi acompanhado pelo diretor geral da Assembleia Legislativa, Benoni Constante Manfrin, pelo procurador geral, Luiz Carlos Caldas, pelos procuradores Fábio Bertoli Esmanhotto e Pedro de Noronha da Costa Bispo, além dos demais diretores do Poder Legislativo.

Fonte: Assessoria de Imprensa (41) 3350-4049/4188
Jornalista: Rodrigo Rossi

Luciano Ducci anuncia contratação de mais 234 casas para famílias da Vila Parolin

O prefeito Luciano Ducci anunciou nesta quinta-feira (1º) a construção de mais 100 casas e 80 apartamentos para complementação do projeto de urbanização da Vila Parolin, que está em andamento.

As novas unidades serão licitadas no início do próximo ano e irão se somar a outras 54 em processo de contratação. As 234 unidades serão destinadas ao reassentamento de moradores em situação de risco ou insalubridade. O investimento nestas obras será de 10,6 milhões, com recursos da Prefeitura e do governo federal.

“A Vila Parolin é uma das ocupações mais antigas da cidade e por mais de 50 anos não teve do poder público a atenção que merecia. Agora, com o projeto de urbanização que a Prefeitura está realizando, estamos resgatando a dívida que a cidade tinha com esta área”, disse o prefeito.

Luciano Ducci compareceu à reunião semanal da comunidade, que é realizada no barracão da Associação de Moradores local. Ele estava acompanhado da secretaria estadual da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, do secretário municipal de Habitação, Osmar Bertoldi, e do administrador regional do Portão, Gilberto Bedin.

A 234 unidades com previsão de construção na Vila Parolin irão se somar às 677 que fazem parte do projeto original de urbanização da área, que está sendo desenvolvido pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). Serão 911 casas que abrigarão famílias em situação de risco. Parte dos reassentamentos previstos no projeto já foi realizada e 337 famílias estão morando em casas novas.

O projeto de urbanização da Vila Parolin atende a um total de 1.507 famílias. Além dos reassentamentos, está prevista a realização de obras para complementação da infraestrutura, para atender às famílias que irão permanecer no mesmo local onde vivem hoje.

“Estamos promovendo uma verdadeira transformação na área da Vila Parolin, com melhoria da condição habitacional das famílias e reforço na rede de equipamentos comunitários”, disse o secretário Osmar Bertoldi. As obras que estão em execução na Vila incluem uma escola, uma creche, uma unidade de saúde e um barracão para reciclagem de material.

"Fonte" Agência NOTICIAS da Prefeitura de Curitiba

Delegacias à beira do colapso

Governo atrasa repasse de R$ 5,4 milhões e obriga distritos policiais a comprarem fiado para manter os serviços. Para delegado, situação está “insuportável”


As 470 delegacias da Polícia Civil do Paraná estão desde setembro sem receber recursos para comprar a comida dos presos, abastecer viaturas e manter serviços básicos. Essa é a segunda vez no ano que o governo do estado atrasa em mais de dois meses os repasses do fundo rotativo, única fonte de subsistência das delegacias. Algumas estão à beira do colapso, sem poder colocar os carros nas ruas por falta de combustível ou tendo de dar salsicha todos os dias para os presos por falta de crédito com os fornecedores. A crise é maior nas cidades menores.

Os R$ 2,7 milhões mensais do fundo destinam-se aos serviços emergenciais e a materiais de expediente e de limpeza de todas as delegacias do estado, à alimentação de 12,5 mil presos recolhidos em 200 unidades do interior e ao combustível das 440 delegacias que não dispõem de postos próprios. Apenas as de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e Gua­rapuava possuem bombas próprias para o abastecimento. As delegacias das demais cidades do estado dependem do fundo para abastecer as viaturas em postos conveniados.

Culpa da burocracia

A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) prometeu fazer o repasse às delegacias até terça-feira que vem. Os valores vencidos somam R$ 5,4 mi­­lhões. Em condições normais, a par­­cela de um mês é depositada até o dia 15 do mês seguinte. “Não po­­de passar do dia 17, por causa dos fornecedores”, diz o chefe do Grupo Financeiro da Polícia Civil, Pe­­dro Rei­chembak de Brito. Ele as­­segura que o atraso se deveu à bu­­rocracia e não à falta de dinheiro.

Segundo Brito, o governo atual decidiu fazer uma conferência geral nos procedimentos do repasse do fundo rotativo (que existe des­­de 1992), para checar se estavam dentro das normas legais, sem irregularidades. “Isso tomou tempo e provocou o atraso”, justifica Brito. O problema é que essa não foi a primeira vez no ano. A atual administração estadual co­­meçou 2010 com um atraso superior a dois meses na transferência do fundo rotativo. Tanto no início do ano quanto agora, as delegacias precisaram improvisar para evitar o caos.

Na primeira crise do ano, a Sesp atribuiu a demora às implicações inerentes à transição de governo, como a necessidade de estudar cada uma das despesas. Negou ainda que o atraso decorreu da falta de dinheiro em caixa. Ou seja, o mesmo argumento de agora do chefe do Grupo Financeiro da Polícia Civil.

Consequências

O novo atraso do fundo já apresenta reflexos negativos no trabalho dos policiais. Um delegado do Litoral do estado, cujo nome não será revelado, por precaução, diz que há um mês nenhuma operação é feita na cidade. O jeito é comprar fiado, ainda que isso acarrete num custo moral para o delegado. “Como a cidade é pequena, os fornecedores acabam pessoalizando a dívida. É como se ‘eu’ não estivesse pagando”, desabafou.

Nas cidades que fazem a guarda de presos provisórios, as refeições são preparadas no próprio distrito. Em uma cidade do Norte do estado, os 30 detentos estão há quase um mês comendo apenas salsicha. O mercado suspendeu as entregas até a quitação dos atrasados. “Os presos chegaram a iniciar uma rebelião, que foi contida. A situação está insuportável”, diz o delegado. “O posto ainda está fornecendo combustível, mas a paciência do dono também está acabando. Só estamos atendendo emergências”, afirma.

Burocracia deixa as viaturas de Curitiba dois dias sem gasolina

Mesmo com melhor infraestrutura em comparação com o interior, as delegacias de Curitiba também começam a sentir a escassez de recursos. O delegado de um distrito da capital sofreu com a falta de combustível no início da semana. “As viaturas da Polícia Civil estavam sendo abastecidas com gasolina emprestada da Polícia Militar”, disse. A falta de recursos já afetou o trabalho administrativo e começa a prejudicar o de investigação. “As equipes não vão para as ruas. De um mês para cá, o trabalho de investigação na maioria dos distritos não existe.”

A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) nega o rumor corrente em algumas delegacias da capital de que o combustível estaria sendo racionado. O abastecimento de todas as viaturas de Curitiba é centralizado numa unidade da Polícia Civil na Rua Barão do Rio Branco, no Centro. As bombas ficaram a terça-feira inteira e a manhã de quarta sem gasolina. A culpa teria sido novamente da burocracia, como aconteceu com o atraso nos repasses do fundo rotativo para as delegacias.

O governo do estado informou ontem que o atraso na entrega desta semana não se deveu a qualquer problema com os contratos mantidos com as distribuidoras, a Petrobras e a Ipiranga. O problema estaria na formalização de cadastro, retardado por causa da revisão geral que o atual governo está fazendo nos contratos e pagamentos da administração estadual. É, portanto, a mesma justificativa informada para os atrasos nos repasses do fundo rotativo às delegacias de todo o estado.

"FONTE"GAZETA DO POVO

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Eduardo Requião diz que sua gestão foi polêmica, mas nega irregularidades

A maior parte do depoimento, de cerca de duas horas, o ex-superintendente usou para responder questões sobre o processo de licitação de compra da draga chinesa para o Canal da Galheta

O ex-superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) Eduardo Requião de Mello e Silva, irmão do senador e ex-governador Roberto Requião (PMDB), prestou depoimento nesta quarta-feira (30) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Portos na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Ele admitiu que sua gestão a frente da autarquia foi “polêmica”.

Eduardo, no entanto, negou ter praticado as irregularidades pelas quais foi acusado no inicio do ano em uma operação da Polícia Federal e também em ações do Ministério Público Federal. “São administrações polêmicas pois a nossa visão é diferente da visão do outro. Mas não concordei com muitos, mas tenho uma maneira de pensar que está dentro da legalidade e da probidade”, disse.

A maior parte do depoimento, de cerca de duas horas, o ex-superintendente usou para responder questões sobre o processo de licitação de compra da draga chinesa para o Canal da Galheta. Eduardo disse que não teve interferência nenhuma na licitação e que não seria beneficiado por ela.

“Como vou me beneficiar de algo que não aconteceu? “, indagou, lembrando que a licitação foi cancelada pelo governo. Ele também afirmou que o grande número de denúncias contra a sua gestão na APPA podem ter sido motivadas para impedir que a presidente Dilma Rousseff lhe convidasse para um cargo de gerência portuária na esfera federal.

O ex-superintendente defendeu sua atuação na APPA que segundo ele teria modernizado os portos, porém admitiu que a gestão é muito complexa. “Eu sei o sofrimento que o atual superintendente está passando. Eu sei o que é o porto. São mais de quatro mil interesses diferentes, 11 sindicatos, os maiores empresários do mundo para conciliar”, disse. O depoimento de Eduardo foi interrompido ao meio dia desta quarta e deve recomeçar na próxima terça-feira (6).

"Fonte" Gazeta do Povo

Sistema operacional do Porto de Paranaguá serve de modelo para o Porto do Pecém (CE)

Técnicos do porto do Pecém, no Ceará, estiveram nesta terça-feira (29) no Porto de Paranaguá. Três diretores do terminal vieram conhecer de perto o sistema de produtividade mínima adotado pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), bem como o sistema de cobranças tarifárias.

Com apenas nove anos de atividade, o Porto do Pecém possui pouca experiência no estabelecimento de normas operacionais, o que fez com que um grupo de diretores visitasse Paranaguá para conhecer melhor o sistema operacional adotado.

Eles foram recebidos pelo superintendente Airton Vidal Maron. “Consideramos sempre muito importante esta troca de experiências com outros portos. Para nós é uma honra poder dividir nossa experiência e ajudar no que pudermos. Por outro lado, sempre podemos também aprender nesta troca de informações. Eles estão instalando um sistema de monitoramento e segurança bastante semelhante ao que estamos implantando em Paranaguá. Podemos aprender também com a experiência deles”, disse Maron.

Além de informações técnicas operacionais, os diretores do porto do Pecém também vieram buscar informações sobre os sistemas de arrendamentos e contratos, nos quais Paranaguá possui mais experiência.

O Porto do Pecém é o maior exportador de frutas do Brasil. De acordo com o diretor de desenvolvimento comercial do Porto, Francisco Gomes Oliveira, 43% das frutas brasileiras são exportadas pelo terminal cearense e o principal destino é a Europa.

Considerando o total de cargas movimentadas por Pecém, os contêineres dominam a operação, com 50% do volume total. Além disso, são movimentados minérios, produtos siderúrgicos e gás natural.

Em 2011, o Porto do Pecém deve fechar o ano com a movimentação de 3,8 milhões de toneladas de mercadorias. Os portos de Paranaguá e Antonina, até hoje, já movimentaram 37 milhões de toneladas de mercadorias, devendo ultrapassar o volume registrado em 2010, que foi de 38 milhões de toneladas.

"FONTE" APPA

Novos valores do pedágio passam a valer nesta quinta-feira

As novas tarifas do sistema paranaense de pedágio passam a valer em todo o estado a partir desta quinta-feira (1º). No último dia 23 de novembro, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) aprovou o reajuste anual de 4,53% no valor das tarifas das concessionárias que administram as rodovias do Paraná.

Ao contrário dos últimos oito anos, desta vez o governo estadual autorizou o aumento sem que as concessionárias precisassem recorrer à Justiça para garantir a elevação, prevista em contrato. O reajuste aprovado ficou abaixo da inflação dos últimos doze meses, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que registrou 6,66%.

Independentemente disso, o reajuste do pedágio no estado não está vinculado diretamente à inflação. A fórmula de aumento é baseada numa combinação de diversos índices de variação de preços de obras e serviços voltados a rodovias.

O novo valor autorizado não chega a ser o menor registrado no sistema paranaense de concessões: em 2009, a variação foi de 1,5%, em média.

Novos valores

Os valores praticados em cada uma das 27 praças das seis concessionárias - Econorte, Viapar, Ecocataratas, Caminhos do Paraná, Rodonorte e Ecovia - devem ter oscilação mínima de 3,57% e máxima de 5,33%.
Fonte: Gazeta do povo 01/12/2011

Justiça condena Derosso por não entregar documentos públicos

A Justiça condenou o presidente licenciado da Câmara de Vereadores de Curitiba e político licenciado do PSDB, João Cláudio Derosso, ao pagamento de multa por não entregar documentos solicitados pelo deputado federal Rubens Bueno (PPS).
Na sentença, o juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Falências e Recuperação Judicial, Marcos Vinícius da Rocha Loures Demchick, diz que o deputado não teve acesso a “documentos públicos (...), mesmo depois de pedido administrativo formulado diretamente” em julho de 2011.
As informações não entregues a Bueno se referem à “licitação feita pela Câmara de Vereadores, que culminara com contratação de empresa publicitária de propriedade da esposa do Vereador impetrado [Derosso]”.
Foram pedidos, conforme texto oficial da Justiça: “todos os procedimentos licitatórios que redundaram na contratação das agências de publicidade Oficina da Notícia Ltda e Visão Publicidade; cópia de todos os contratos e aditivos firmados com essas mesmas agências de publicidade; cópia de todos os empenhos, notas fiscais de fornecedores dessas agências que embasaram as emissões de notas fiscais das comissões contratuais; demais documentos e informações referentes aos contratos”.
No texto, o juiz escreve: “Concedo (...) as multas aplicadas ao longo do trâmite processual em desfavor (...) [de João Cláudio Derosso]”. De acordo com advogado do PPS, Gustavo Guedes, o valor dessas multas soma R$ 25,5 mil, valor referente a diversas contagens entre 25 de agosto e 13 de outubro. A decisão do juiz é de 7 de novembro de 2011.
Entenda o caso
O presidente licenciado da Câmara de Curitiba, João Cláudio Derosso, passou a ser questionado pelo Conselho de Ética da Casa, por uma Comissão Especial de Inquérito – popularmente conhecida como CPI do Derosso, Ministério Público (MP) e Tribunal de Contas do Paraná a partir de uma denúncia da vereadora da oposição Professora Josete (PT), sobre uma publicação paga pela casa, mas que ninguém viu.
Reuniões e depoimentos foram pouco proveitosos. Até mesmo os vereadores envolvidos na investigação tinha insegurança sobre o que efetivamente estava sendo feito para esclarecer os indícios de irregularidades que, além do jornal, envolviam também contratações suspeitas de empresas e pessoas. Depois disso, o Ministério Público interferiu mais fortemente, com os pedidos de afastamento e bloqueio dos bens.
Embora as investigações do MP apontem que houve desvios de conduta, o Conselho de Ética da Câmara arquivou, na terça-feira (22), duas das três denúncias de quebra de decoro parlamentar contra o vereador.
Fonte: G1 Paraná