sexta-feira, julho 26, 2013

Policiais da DFRV fecham desmanches de carro em Curitiba

Foto: Policiais da DFRV fecham desmanches de carro em Curitiba


Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos fecharam, na última segunda-feira (22), dois desmanches de carros. A operação foi realizada nos bairros Uberaba e Boqueirão, em Curitiba.

Segundo a polícia, as investigações começaram há um mês e apontavam que duas residências estavam sendo utilizadas para desmanche de veículos na capital. 

No bairro Uberaba, os policiais conseguiram recuperar um veículo Saveiro, furtado no último domingo (21) no bairro Novo Mundo. O veículo apreendido estava sem as portas, capô e bancos, que já estavam no interior de outro carro, também apreendido no local. Reginaldo Soares, 33 anos, proprietário da residência, foi preso. 

Já no bairro Boqueirão foram apreendidos uma carcaça de um veículo Gol, furtado no dia 15 deste mês no bairro Hauer e um veículo Fiat Uno Vivace, furtado no último domingo (21) no Centro da capital.

De acordo com o delegado-titular da DFRV, Renato Figueiroa, as investigações continuam no intuito de apurar outros envolvidos nos casos. “A DFRV já tem outras investigações em curso e outros desmanches devem ser fechados em breve” comenta.

Soares foi encaminhado ao Setor de Carceragem Temporária da DFRV, onde aguarda decisão da Justiça.
Policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos fecharam, na última segunda-feira (22), dois desmanches de carros. A operação foi realizada nos bairros Uberaba e Boqueirão, emCuritiba.

Segundo a polícia, as investigações começaram há um mês e apontavam que duas residências estavam sendo utilizadas para desmanche de veículos na capital.

No bairro Uberaba, os policiais conseguiram recuperar um veículo Saveiro, furtado no último domingo (21) no bairro Novo Mundo. O veículo apreendido estava sem as portas, capô e bancos, que já estavam no interior de outro carro, também apreendido no local. Reginaldo Soares, 33 anos, proprietário da residência, foi preso.

Já no bairro Boqueirão foram apreendidos uma carcaça de um veículo Gol, furtado no dia 15 deste mês no bairro Hauer e um veículo Fiat Uno Vivace, furtado no último domingo (21) no Centro da capital.

De acordo com o delegado-titular da DFRV, Renato Figueiroa, as investigações continuam no intuito de apurar outros envolvidos nos casos. “A DFRV já tem outras investigações em curso e outros desmanches devem ser fechados em breve” comenta.

Soares foi encaminhado ao Setor de Carceragem Temporária da DFRV, onde aguarda decisão da Justiça.


https://www.facebook.com/policiacivildoparana?fref=ts

quinta-feira, julho 25, 2013

Brechó cria ‘árvore solidária’ para levar agasalhos aos moradores de rua

25.07.13 LIBELULA
Ação direta está mobilizando outras pessoas. Foto: Arquivo Libélula Brechó

O frio nesta época do ano deixa os curitibanos ainda mais solidários. Afinal, é impossível não pensar naqueles que não têm com o que espantar as baixas temperaturas:  casacos e roupas quentes. Pensando nisso, o Libélula Brechó criou uma campanha que está dando certo entre os voluntários.
É o ‘árvore solidária’. Em vários pontos de Curitiba, o Libélula colocou um cabine com agasalhos de frios pendurados. A ideia é que o frio aos moradores de ruas seja estancado com mais rapidez e sem intermédios. O dono do brechó e da ideia, Rafael Gomes Savae, 21 anos, conversou com a Banda B sobre como a árvore solidária surgiu. “Ouvi uma pessoa perguntar ‘e se pagássemos pela neve’? Comprei a ideia e resolvi expandir porque é justamente isso, estávamos tão ansiosos pela neve, então que tal fazer algo importante para merecermos ela?”, explicou.
A ação tomou grande proporção e já conta com ajuda de outras pessoas que também depositam roupas e casacos nos cabines. “Para cada doação e compartilhamento da foto postada, o brechó dobra o donativo”, contou.
Os cabides vão ficar nos locais até o fim do inverno. São eles: na República Argentina , no bairro Portão, na Praça do Japão, na Praça Oswaldo Cruz, na Praça Eufrásio Correia, no Passeio Público, no Largo da Ordem e no bairro São Francisco, na Matheus Leme, onde fica outra unidade da loja.
Para aqueles que querem fazer parte da corrente do bem, Rafael diz que é fácil. “É só levar um casaco as duas lojas da Libélula Brechó ou deixar diretamente nos locais da ação. Não se esqueça de postar a foto para garantir que faremos outra doação em dobro”, finaliza.

Internauta do Paraná faz boneco de neve do Papa Francisco

Boneco chamou atenção de curiosos em Guarapuava, na região central.
Inspiração surgiu com as notícias sobre a visita do Papa ao Brasil.


Boneco de neve do Papa Francisco foi feito em Guarapuava (Foto: Daniel de Andrade/ VC no G1)
Boneco de neve do Papa Francisco foi feito em Guarapuava (Foto: Daniel de Andrade/ VC no G1)
O internauta Daniel de Andrade, de Guarapuava, região central do Paraná, aproveitou a neve que caiu na cidade na segunda-feira (22) para homenagear o Papa Francisco, que está de passagem pelo Brasil.  Com ajuda do cunhado, Andrade construiu um boneco de neve representando o pontífice - e atraiu a atenção de curiosos que passavam em frente à casa dele.
Daniel contou ao G1 que, durante a noite, eles construíram um boneco de neve tradicional com quase três metros de altura, o qual amanheceu derretido em partes na terça-feira (23). Na quarta (24), surgiu a ideia de fazer outro boneco de neve, aproveitando o que ainda sobrava do primeiro boneco. “Estávamos assistindo às notícias do Papa Francisco no Brasil na televisão, quando tivemos a ideia de pegar o que restou do boneco feito na noite de segunda e fazer um boneco do Papa. Somos uma família católica, mas a ideia veio mesmo por causa das notícias”, explicou. 
O boneco de neve do Papa Francisco virou atração instantaneamente na rua da Guarapuava, e Andrade diz que várias pessoas pararam para fotografar a obra. O autor da obra diz que, durante a confecção do boneco, cinco pessoas pararam para fotografar, mas, depois de pronto, já perdeu as contas de quantos curiosos registraram a homenagem.
Nota da redação: O boneco do Papa, porém, deve deixar de existir antes mesmo de Francisco deixar o Brasil, no domingo (28). Na tarde desta quinta-feira (25), a temperatura estava em 11°C, e não havia previsão de neve para os próximos dias. “Levamos duas horas e meia, mais ou menos, pra construir, mas agora ele já está derretendo por causa do sol”, disse Andrade.
Daniel perdeu as contas de quantas vezes o boneco foi fotografado (Foto: Daniel de Andrade/ VC no G1)Daniel perdeu as contas de quantas vezes o boneco foi fotografado (Foto: Daniel de Andrade/ VC no G1)


terça-feira, julho 23, 2013

Neve cai em Curitiba e região metropolitana

Após 38 anos, voltou a nevar em Curitiba. Pouco antes das 10 horas desta terça-feira (23), o Instituto Tecnológico Simepar confirmou que houve queda de chuva congelada com a incidência de flocos de neve misturados às pequenas gotas de gelo. O fenômeno foi constatado por registros fotográficos e vídeos, em diferentes horários entre as 8h e 9 horas, em pontos isolados da região sul e oeste da cidade. Houve incidência de flocos até a região do Batel, na área central da capital. Também ocorreu a confirmação de neve em Araucária e Campo Largo, na região metropolitana, e registro por parte de equipe da Gazeta em Fazenda Rio Grande.
Geada deve atingir todo o estado na quarta
As temperaturas continuam baixas nesta quarta-feira e em alguns locais caem ainda mais. A previsão é que todo o Paraná amanheça com formação de geada, com exceção do Litoral. Curitiba deve amanhecer com -1ºC e Ponta Grossa -2ºC. Pato Branco também terá temperatura negativa de -2ºC e Guarapuava deveregistrar mínima de -3ºC. A maior mínima do Paraná nesta quarta deve ocorrer em Paranaguá, onde fará 5ºC pela manhã. Em todo o interior, o dia amanhece com temperaturas abaixo de 2ºC. O sol predominará durante o dia, condição que deve durar até quinta.
Última neve registrada na capital ocorreu em 1975
A neve de 38 anos atrás gerou euforia entre os curitibanos. O fenômeno ocorreu de forma mais consistente do que nesta terça-feira (23) e gerou reflexos até na Rodoferroviária, que recebeu um fluxo incomum de curiosos de outras cidades próximas, que queriam ver a novidade.
Neve causa estragos em Guarapuava
A neve que caiu no município de Guarapuava entre a noite desta segunda e a madrugada desta terça-feira (23) danificou pelo menos oito estruturas do município, segundo informou o Corpo de Bombeiros local. Um ginásio de esportes da cidade, uma loja de grande porte, um estabelecimento comercial em construção, uma campo coberto de futebol, dois postos de combustíveis e um centro de convivência religioso tiveram seus telhados totalmente destruídos por não terem conseguido suportar o peso da neve acumulada na superfície externa. Conforme o órgão, estas edificações tinham entre três e cinco mil metros quadrados.
Um evento esportivo que estava sendo realizado no município teve de modificar o cronograma dos jogos por conta da queda do telhado do ginásio. No entanto, de acordo com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, nenhuma residência ficou danificada e, por isso, não havia até as 17 horas desta terça-feira registro de desalojados ou desabrigados. Também não foram notificados casos de ferimentos.
Nas rodovias que cortam o Paraná, não houve acidentes graves em decorrência do gelo acumulado nas estradas. A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) disse que até as 16h30 não tinha informações de problemas ocorridos nas rodovias estaduais devido à neve e à chuva congelada.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também não registrou graves incidentes. Segundo a corporação, apenas o trecho entre o pedágio Relógio e a praça de Candói, na BR-277, precisou ser interditado pela manhã devido ao gelo. O ponto foi liberado ainda cedo, por volta das 9 horas.
Mesmo em pequena quantidade e por pouco tempo, a ocorrência de neve deixou em polvorosa moradores de bairros como Umbará, Xaxim, Campo Comprido, Portão e Água Verde. Durante a manhã, o fenômeno era o tema principal nas conversas. Em um posto de combustíveis no Umbará, os funcionários trocavam vídeos e fotos da neve que teria caído no início da manhã, por volta das 8h.
“Foi uma sensação única mesmo. Na hora, liguei pra minha esposa acordar meus filhos, que ainda estavam dormindo. Eles foram na janela de casa e conseguiram enxergar os flocos caindo”, descreveu o gerente de pista Josué Cius.
A moradora do Xaxim Isabel Rivas relatou que chegou a dormir com o celular ligado do lado da cama para receber notícias sobre a possível ocorrência de neve na cidade – a nora trabalha no Simepar e ficou de repassar notícias para a família. A expectativa foi atendida de manhã cedo, às 8h, quando, segundo Isabel, nevou “forte” no bairro.
“Foram apenas 10 minutos, mas já foi lindo de ver. Todo mundo se levantou e foi pra rua pra olhar’, diz.
Paraná
As temperaturas baixas que atingem o Paraná entre a noite desta segunda (22) e terça-feira (23) fizeram cair neve e/ou chuva congelada em pelo menos 32 municípios paranaenses.
Apesar de já haver algumas cidades onde a queda de neve foi confirmada, como Curitiba, Guarapuava, Araucária, Campo Largo e Pinhão, por exemplo, até as 17h30 desta segunda-feira o Instituto Tecnológico Simepar ainda não tinha a relação oficial de quais cidades registraram neve e quais tiveram presença de chuva congelada.
No mesmo período, o levantamento feito pelo instituto relacionava as seguintes cidades que tiveram registro de chuva congelada e/ou neve confirmadas: Cascavel, Pato Branco, Pinhão, União da Vitória, Porto Vitória, Guarapuava, Lapa, São Mateus do Sul, Toledo, Palmas, Paula Freitas, Irati, Toledo, Antônio Olinto, Campo Largo, Campo Magro, Araucária, Curitiba, Colombo, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Cantagalo, Apucarana, Cambira, Maringá, Jaguariaíva, General Carneiro, Mallet, Piraí do Sul, Goioxim, Ponta Grossa e Carambeí.
Em Curitiba, algumas pessoas relataram o registro de chuva congelada, uma espécie de fase anterior à ocorrência de neve. De acordo com o meteorologista do Simepar, Lizandro Jacobsen, quanto mais ao sul da capital, maior a chance de ocorrer o congelamento da chuva. “Ficou um pouco mais difícil de nevar em Curitiba porque o resfriamento diminuiu um pouco [às 7h45], mas a chuva congelada tem uma grande chance de ocorrer.”
Em vários municípios paranaenses houve registro da chuva congelada, conhecida como “sleet”. A técnica em meteorologia do Instituto Somar Patrícia Vieira explica que a diferença começa já em sua formação. “A chuva congelada acontece quando as gotas de chuva congelam conforme estão caindo. Com a neve, o floco se forma já nas nuvens”, diz. “Quando a neve cai no chão, ela continua por ali. Com a chuva congelada, as gotas derretem assim que tocam alguma superfície”, completa.
Em todo o estado houve registro de temperaturas muito baixas nesta manhã, principalmente em Palmas, com -2Cº. Na capital, a mínima até às 7h45 foi de 2ºC, mas a sensação térmica chegou a -3º, conforme o instituto. Ao longo do dia, a temperatura deve subir pouco, chegando no máximo a 7º.
Rodovias
Na BR-277, em Guarapuava, a neve causou transtorno aos motoristas nesta manhã. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), faz uma operação especial entre o pedágio Relógio e a praça de Candói, onde o fluxo chegou a ser totalmente interrompido. Uma densa camada de neve está sobre a pista e uma espécie de trilha no meio do asfalto permite a passagem. Todo o trecho está bastante escorregadio, mas não foram registrados acidentes até às 8 horas.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou, nesta segunda-feira (22), que dois pontos da BR-116 foram interditados por volta das 21h20, nos quilômetros 100 (sentido Sul) e 152 (sentido norte). Já na BR-282, foi fechado um ponto no quilômetro 45, próximo ao município de Rancho Queimado, a 65 quilômetros de Florianópolis.
Estragos
Em Guarapuava, o telhado de uma das lojas da rede Havan desabou devido ao acúmulo de neve no telhado. De acordo com a assessoria de imprensa da entidade, ninguém ficou ferido no incidente. Segundo os bombeiros, há o risco de queda de um muro da loja.
Os telhados do ginásio de esportes Trianon e de uma quadra de futebol da cidade do Centro-Sul do Paraná também desabaram com o peso da neve acumulada na madrugada de hoje. Os bombeiros receberam também chamados de moradores sobre queda de telhado de garagens.
Ajuda
Não há um instrumento que consiga precisar se houve ou não neve, e, para que o fenômeno possa ser comprovado, o Simepar precisa da ajuda dos cidadãos. “Pedimos que as pessoas nos enviem fotos e vídeos daquilo que eles acreditam ser neve para que possamos verificar e registrar a ocorrência”, informa Jacóbsen.
Com neve ou sem neve, as temperaturas vão continuar baixas no Paraná. Em Curitiba, a máxima não deve passar dos oito graus. Em Palmas, a mínima pode chegar até os três graus negativos. A partir de quarta-feira, a tendência é que a umidade diminua bastante, o que deve fazer com que o estado registre fortes geadas.

Interatividade
Frio, geada, chuva congelada ou neve. Fez registro de algum destes fenômenos no Paraná? Então participe da nossa galeria. Você pode enviar sua foto para o e-mail pautagpol@gazetadopovo.com.br ou postar nas redes sociais com a hashtag #japragazeta. Antes de compartilhar, leia os termos departicipação e cessão das imagens.

domingo, julho 21, 2013

A geração que bagunçou a paróquia

Antônio More/Gazeta do Povo / Padre Rivael de Jesus Nascimento, jovens do Ahú e um dos suvenires da jornada: bagunça juvenil
A educadora curitibana Andréia Ferrari aproveitou as férias de julho para se atirar – de “corpo e alma”, como se diz – no que considera um momento histórico: a Jornada Mundial da Juventude. Tem trabalhado como uma missionária em terras infiéis. De todos os agentes da JMJ na capital, foi a que conduziu a maior trupe de peregrinos – 106 ao todo, parte deles poloneses, aos quais não deu trégua nem para o pierogi. Promoveu até caminhada do grupo pelas calçadas que ligam Santa Felicidade ao São Braz, bairro em que atua, fazendo com que muitos desavisados temessem ser mais uma manifestação de rua.
Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo / Jovens peregrinos no Bosque São Cristóvão, em Curitiba, na última quinta-feira: diversidade à forçaAmpliar imagem
Jovens peregrinos no Bosque São Cristóvão, em Curitiba, na última quinta-feira: diversidade à força
Não era. Mas a líder não tem medo de afirmar que, daqui para a frente, tudo vai ser diferente. E não propriamente porque nos próximos meses sua caixa de e-mails vai lotar de mensagens vindas de Cracóvia. Tal e qual milhares de leigos e religiosos católicos ligados ao Setor da Juventude – denominação dada a partir de 2004, ampliando a antiga Pastoral da Juventude –, Andréa entende que a jornada é resultado não de alguns meses de serviço pesado, mas de uma década em que se discutiu, à exaustão, o mais líquido e certo dos problemas: como atrair os jovens da era iPad para uma religião com 2 mil anos de estrada, marcada pelo rigor moral e pelo encolhimento. De acordo com o Mapa das Religiões da Fundação Getúlio Vargas, em 20 anos o rebanho católico diminuiu 15,2% no Brasil.
Know-how
A contar pelas cenas vistas na capital ao longo desta semana, pelo menos parte da equação parece resolvida. A Igreja sempre teve know-how com jovens. Basta lembrar a Ação Católica, que nos anos pós-Guerra varreu o mundo de idealismo com a metodologia do “ver-julgar-agir”. Ou da década de 1960, cuja imagem mais forte até pode ser a da moça de minissaia dançando iê-iê-iê, mas é também a época do seriado A noviça voadora e do rapaz com violão, tocando músicas religiosas numa roda de amigos. Difícil encontrar uma liderança civil que não tenha passado por uma reunião de grupo de jovem num sábado à tarde.
A euforia em torno da jornada bem lembra esses tempos idos, com o agravante de que os tempos de hoje são tão diferentes que dispensam apresentações. Ao conseguir o engajamento local de 5 mil jovens na JMJ, parte deles um dia secularizados, a Igreja mostra que fez a lição de casa na década em que esboçou sua reação à perda de fiéis, em especial os que têm menos de 25 anos. Gente como Andréia Ferrari é uma prova disso. Ela não se furta de comentar o que mais angustia os rapazes e moças que acompanha: a violência e a miséria, e a falta de sentido. “Eles esperam um discurso da Igreja sobre isso”, afirma.
O discurso existe, não é de hoje, mas ganhou, a duras penas, uma versão 3.0. Coube ao Setor da Juventude fazê-­la, virando de pernas para o ar até mesmo as práticas pastorais tidas como avançadas, a exemplo das que pregavam a inserção em favelas, nos idos da Teologia da Libertação. Foi preciso entender como veem-julgam-­agem jovens não mais nascidos de tradicionais famílias católicas, muitas vezes filhos de pais divorciados, quando não, sequer batizados. “Eles buscam uma experiência. Querem curtir. Estar lá, juntos, sentindo-se acolhidos. Se isso acontece, são capazes de fazer algo”, explica o sacerdote Alexsander Cordeiro Lopes, 34 anos, da Arquidiocese de Curitiba.
Pluralidade
Padre Alex, como é chamado, não é apenas um sujeito boa praça, com traquejo para lidar com os jovens. É um estudioso da juventude. Acumula milhagens em pesquisa acadêmica, mas também bate palmas na porta dos aproximados 137 grupos juvenis da Arquidiocese. Tempos atrás, isso seria impensável. Os conflitos ideológicos entre a Igreja Progressista e a Conservadora eram de tal monta que, ao se aproximar de um ou outro lado, padre Alex teria de mudar para o Oriente Médio, para se sentir seguro.
“Havia uma crise íntima na Igreja. Um abismo entre o que diziam os documentos eclesiais e o que praticávamos. Para cativar a juventude, tivemos de nos abrir para a pluralidade. Assumir os grupos que valorizam mais a emoção. Não sabíamos como. Aprendemos fazendo”, comenta, no lugar que se tornou seu hábitat natural – uma sala da Cúria Metropolitana, no bairro São Francisco, na companhia de jovens oriundos de vários movimentos, ali para realizarem uma tarefa que vá preencher aquele dia. Não lhes peçam para resolver o problema da África. “Tem de ser palpável. A jornada é. Por isso vai se tornar um marco pastoral”, alardeia.
Difícil duvidar. O Setor da Juventude realizou uma espécie de missão impossível no seio da Igreja. Amenizou as barreiras ideológicas. E tem mostrado que é possível conviver nos mesmos territórios. “Nos tornamos uma comunidade de micromunidades. Estamos reagindo à sociedade da solidão e do tédio”, festeja o padre Rivael de Jesus Nascimento, 37 anos, coordenador da Ação Evangelizadora da Arquidiocese. Na prática, sugere ele, a juventude anda mesmo é tirando do lugar a mobília das paróquias. É a melhor notícia desde que o papa João XXIII anunciou o Concílio Vaticano II.
Daqui pra frente
Padres e teólogos destacam linhas pastorais da Igreja Católica que devem ser reforçadas depois da visita do papa Francisco e da Jornada Mundial da Juventude
Cidade
A chamada “pastoral urbana” ocupa o centro dos debates eclesiais no país. Há necessidade de trocas de experiências, para saber como falar à população que vive em condomínios, sem tempo, acuada pela violência.
Clero
Apenas na Arquidiocese de Curitiba são 500 padres e 136 paróquias. É um dos melhores índices nacionais. Cativar os pastores para uma pastoral da juventude mais plural exigiu de pastoralistas, como padre Rivael de Jesus Nascimento, oferecer cursos e simpósios, de modo a transformar a questão em “um tema do coração”, como diz ele.
Domicílio
Ganha impulso a prática pastoral do atendimento na casa dos fieis – inclusive para prepará-los para os sacramentos.
Gestos
Tudo indica que o estilo pastoral do papa Francisco – dado a pequenos gestos de simplicidade e despojamento – seja reforçado na JMJ, dando uma nova afinação à ação do clero, dos leigos e, em particular, à nova juventude católica.
Missão
Antes de moralizar, a pastoral tende a assumir o papel de samaritana e missionária, acolhendo as pessoas e suas diferenças, trabalhando na promoção humana. Esse espírito, a propósito, responde aos anseios da juventude que se aproxima da Igreja.
Território
As estruturas paroquiais não respondem mais às necessidades, em especial dos jovens, que tendem a circular mais livremente, fazendo suas próprias divisas. Estima-se em 50 mil o número de jovens que participam de atividades na Arquidiocese de Curitiba. Dividem-se em 17 movimentos diferentes. O tema ainda é motivo de debates na Igreja, que segue modelo de território adotado no Concílio de Trento. A palavra que melhor define o atual estágio é “setorização” – traduzida como “uma comunidade de várias comunidades.”
Universalidade
A JMJ tende a reforçar o caráter universal do catolicismo, chamando para uma Igreja em movimento, aberta a outros povos e culturas. A campanha da Fraternidade de 2014 tratará da mobilidade humana.

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/jornada-mundial-da-juventude/conteudo.phtml?tl=1&id=1392580&tit=A-geracao-que-baguncou-a-paroquia

quinta-feira, julho 18, 2013

Jornada terá 42 mil jovens conterrâneos do papa

Mais de 42 mil jovens de diversas províncias argentinas registraram-se para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro. Os jovens, a maioria de organizações católicas ou grupos paroquiais, realizam seus últimos preparativos para a viagem rumo ao Brasil. Diversas estimativas indicam que metade dos peregrinos virá em ônibus e o restante, de avião.
O maior grupo organizado partirá na noite da sexta-feira, 19, da Praça de Mayo, na frente da catedral portenha, templo onde o cardeal Jorge Bergoglio, o papa Francisco, trabalhou durante mais de uma década.
Esse grupo, que reúne 400 peregrinos que viajarão ao Brasil em oito ônibus, levará três réplicas da Virgem de Luján, a padroeira argentina. Uma das estátuas será entregue ao papa Francisco; outra será dada da presente à catedral carioca, enquanto a terceira está destinada à favela que o sumo pontífice visitará.
Nas últimas semanas, os jovens organizaram rifas, sorteios, concertos de rock, peças de teatro e feiras de alimentos para reunir dinheiro para a viagem.
Sofía López, estudante de 25 anos, colocou durante vários fins de semana uma foto do papa em tamanho natural em uma esquina da Praça de Mayo, na expectativa de arrecadar contribuições dos pedestres interessados em fazer uma foto ao lado da imagem do papa. “Estou feliz com a viagem, pois é um momento de renovação espiritual”, explicou.
Débora Corvalán, de 17 anos, afirma que tem grande orgulho de que o papa seja argentino. “Mas o que importa mesmo é que ele, independente do lugar onde nasceu, está dando um exemplo ao mundo de grande simplicidade!”, exclamou.
Centenas de jovens portenhos conhecem o papa Francisco desde os tempos em que era o cardeal Bergoglio. “Sempre ouvia as missas dele, mas nunca imaginei que um dia ele seria o papa”, disse Soledad De Angelis, que não se registrou para a JMJ, mas irá mesmo assim. A jovem, de 19 anos, afirma que quer sentir de perto “o clima de alegria cristã” no Rio.

sexta-feira, julho 12, 2013

Casal paranaense se prepara para cantar ao Papa Francisco

O casal Marcos da Matta e Cristiane da Matta, de Apucarana, no norte do Paraná, vão cantar para o Papa Francisco, que estará no Brasil durante a Jornada Mundial da Juventude, de 22 a 28 de julho. A música "O Enfermo é Meu Irmão" foi escolhida para a visita do pontífice ao Hospital São Francisco da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ), na tarde do dia 24. A canção, criada pelo próprio casal, conta a história da cura de um leproso após ser abraçado por São Francisco de Assis.
A indicação da música é do frei responsável do hospital, que é atendido por frades franciscanos. “Nós tínhamos gravado essa música em um CD chamado ‘Perfeita Alegria’, junto com o Frei Florival, do Espírito Santo. O frei do hospital, que se chama Francisco, ouviu o álbum e decidiu que a música deveria ser cantada ao Papa”, conta Marcos, que é técnico judiciário. O CD tem a vida de São Francisco como tema, sendo sete das 16 músicas compostas pelo casal.
A música foi criada após um pedido de Frei Florival, que organizou o CD e contou com a participação de vários compositores do país. “Ele nos conheceu através de minha cunhada, e passou vários temas sobre o carisma franciscano, entre eles o encontro de São Francisco com o leproso. Ali buscamos mostrar todo o carinho de Francisco, que com o abraço curou aquele homem”, explica Marcos, que já teve composições gravadas em outros CDs, todos ligados à Igreja Católica.
Cristiane, que é musicista e dá aula de música, diz que não acreditou quando recebeu a notícia. “No primeiro momento, não achei que era verdade. Porém, o frei que fez parte do projeto do CD confirmou que sim, fomos convidados para cantar ao Papa”, lembra. “Receber o convite para um momento assim é para nós um momento de convicção, uma resposta mostrando que estamos no caminho certo”, afirma o compositor.
Para ela, o tema da canção acabou sendo escolhida por ir de encontro ao local onde Francisco estará. “Cantaremos em um local franciscano, para o Papa Francisco, sobre a acolhida de São Francisco de Assis para um enfermo”, disse.
O casal sabe que o momento deve ser de grande emoção. “Eu que sou muito emotiva, vou precisar me conter muito para não chorar na hora”, disse Cristiane. “A nossa vontade é que o momento chegue logo. Para um católico, é algo muito forte”, completa Marcos.
Casal participa na Catedral de Apucarana, onde cantam nas missas (Foto: Rodrigo Saviani/G1)Casal participa na Catedral de Apucarana, onde cantam nas missas (Foto: Rodrigo Saviani/G1)
Devoção e fé
Devotos de São Francisco de Assis, eles consideram o convite um grande presente. “Já foi uma graça poder compor músicas para um CD franciscano. Agora, poder cantar para o Papa, é uma graça ainda maior”, celebra Cristiane.
Ela conta que já teve uma graça alcançada em oração ao santo. “Eu tive uma gravidez muito complicada da minha filha. Passei praticamente nove meses dentro do hospital, e o próprio médico chegou a dizer que a gravidez era de grande risco, podendo sobreviver ou eu, ou o bebê. E no fim, tudo saiu bem, tanto para mim, como para minha filha. Creio que foi a força da oração e a intercessão de São Francisco e de Santa Paulina”, relata.
Marcos e Cristiane são casados há 15 anos e tem dois filhos. Eles se conheceram na igreja, justamente através do cantar. “Nós cantávamos nos corais da igreja aqui em Apucarana. Depois passamos a cantar juntos em casamentos. Fomos nos aproximando cada vez mais e estamos juntos até hoje”, diz Marcos. Atualmente, eles coordenam as equipes de música na Catedral Nossa Senhora de Lourdes, em Apucarana.

quinta-feira, julho 11, 2013

Ação do MPRJ ameaça realização da JMJ Rio2013

Paz, solidariedade, justiça, fé e amor são algumas das bandeiras de peregrinos e participantes das Jornadas Mundiais da Juventude na construção de um mundo novo, valores universais presentes na realização da sua 28ª edição, no Rio de Janeiro. Porém, tudo isso está em risco por causa de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), ajuizado nesta terça-feira, 9 de julho.
Mesmo sem a venda de ingressos, sem fins lucrativos e com a programação aberta a todos, o Ministério Público disse entender a JMJ como um “evento de natureza privada”. O órgão não considerou o papel de parceria desempenhado pelo Poder Público, de todas as esferas, desde a candidatura para sediar o evento. E, por isso, a ação civil pública pretende suspender imediatamente o edital de licitação publicado pelo município do Rio para contratação de serviços de saúde para a Jornada. A pena, caso a ação seja acolhida pela Justiça, é a possibilidade do cancelamento total ou parcial dos eventos que integram a programação da JMJ Rio2013.
O Comitê Organizador Local da JMJ Rio2013 lançou uma nota oficial em que reafirma o caráter público do evento, apesar da natureza religiosa, e demonstra a preocupação pelo bem estar dos milhares de peregrinos e participantes. “Os organizadores da JMJ 2013 informam que oferecerão oportunamente resposta à inicial proposta, certos de que o Poder Judiciário decidirá a questão atendendo a todos os anseios da sociedade, e que, apesar de tais obstáculos, a JMJ Rio2013 será um sucesso”.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, defendeu o apoio do Governo Municipal à Jornada, em pronunciamento durante a passagem dos símbolos da JMJ ao Palácio da Cidade, nesta quarta-feira. “A prefeitura vai disponibilizar todos os serviços públicos necessários para atender bem a essa multidão que aqui está. Seja com serviços de segurança, com a Guarda Municipal; serviços de limpeza, com a Comlurb; e serviços também de saúde para a multidão que estará na Jornada Mundial da Juventude”. A prefeitura deve executar o serviço de atendimento médico pré-hospitalar fixo e móvel nos eventos a serem realizados em Copacabana e Guaratiba.

Apoio dos governos
A candidatura da cidade do Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude foi feita com o apoio das várias instâncias dos Governos Municipal, Estadual e Federal. 
Na carta de compromisso do Governo Estadual ao Vaticano, de novembro de 2010, o governador Sérgio Cabral afirmava: “Estamos realizando ações que visam assegurar condições ideais para a realização da Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Somos um povo cristão, acolhedor e caloroso e não mediremos esforços, com as graças de Deus, para alcançarmos o sucesso nos eventos acima referidos (JMJ, Copa do Mundo e Olimpíadas), que teremos no Rio de Janeiro”.
Em apoio à JMJ Rio2013, o Governo do Rio de Janeiro criou, em outubro de 2011, uma Comissão Especial para JMJ Rio2013. A Comissão Governamental Especial tem o objetivo de organizar e coordenar os trabalhos para a JMJ. O decreto foi assinado pelo governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, durante solenidade no Palácio Guanabara. Estiveram presentes também o vice-governador Luiz Fernando Pezão e o chefe da Casa Civil, Regis Fichtner, além do arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta e demais coordenadores.
A presidente Dilma Rousseff também criou uma Comissão Especial para JMJ Rio2013 em março do ano passado. A comissão, cujo decreto foi assinado e publicado no Diário Oficial da União, tem o objetivo de "adotar todas as medidas necessárias para o êxito da visita de Sua Santidade o Papa" ao Brasil. A comissão teria ainda a finalidade de articular os trabalhos da União com os órgãos federais, estaduais e municipais, a Nunciatura Apostólica, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e a Arquidiocese do Rio de Janeiro.

JMJ Rio 2013 deixará legados
Entre os diversos legados que a Jornada Mundial da Juventude deixará para a população do Rio de Janeiro e do Brasil, destacam-se os aspectos ambiental, social, econômico e, principalmente, o espiritual. Em cada um, há ações e projetos que, inicialmente elaborados em ocasião do evento, continuarão em funcionamento após o dia 28 de julho. Os investimentos de segurança pública também são parte deste legado.
A preocupação com a sustentabilidade do evento é palpável no trabalho de gestão de resíduos. O COL assumiu o compromisso de despejo zero de resíduos em aterros sanitários, no Campus Fidei, em Guaratiba. Em relação ao legado ambiental está sendo realizada também uma parceria com a Rede WWF. Além disso, junto aos sacerdotes jesuítas do Secretariado de Justiça Social e Ecologia da Companhia de Jesus (SJSE), será elaborado um site ecológico.
Há ainda um plano de acessibilidade para pessoas com deficiência. Está sendo montada uma estratégia para garantir que as pessoas com deficiência possam participar bem dos eventos em Copacabana e em Guaratiba. No Campus Fidei, haverá uma área adaptada para os principais tipos de deficiência: visual, auditiva, intelectual e motora (cadeirantes). A estrutura foi apreciada pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos durante reunião.  Além disso, os peregrinos cadeirantes poderão solicitar hospedagem especial e transporte para Guaratiba.
A JMJ também trará oportunidades de diálogo entre diversas iniciativas públicas e privadas sobre as expectativas e anseios da juventude, a partir de princípios e valores cristãos. Por exemplo, em parceria com as Organizações das Nações Unidas (ONU), a JMJ vai promover uma manhã de debates sobre o papel da juventude no desenvolvimento sustentável e da paz. Também haverá umencontro ecumênico que reunirá jovens líderes das três principais religiões monoteístas do mundo.

Impacto econômico
A JMJ Rio2013 trará benefícios econômicos para o estado. A estimativa do Comitê Organizador Local (COL) é de que sejam criados 20 mil empregos diretos e sejam movimentados mais de R$ 500 milhões no estado do Rio de Janeiro.
Levando em consideração apenas o comércio carioca, a projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é de que a Jornada injete R$273,9 milhões no setor.
O impacto positivo também acontecerá em larga escala no turismo. Jovens gastam mais e retornam ao destino turístico, de acordo com estudo da Organização Mundial de Turismo (OMT).

quarta-feira, julho 10, 2013

Peregrinos contam os dias para a JMJ

Daniel Castellano/Gazeta do Povo / Isabella Pimenta (em primeiro plano) com os amigos Jonathan, Cassius e Karime. Jovem foi escolhida para acompanhar o papa
Faltando duas semanas para o início da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), peregrinos em todo o Brasil iniciam os preparativos finais para o encontro religioso que terá como ponto alto a presença do papa Francisco, em sua primeira visita oficial ao Brasil como pontífice. Dos 2,5 milhões de participantes, segundo estimativas do comitê organizador, ao menos 10 mil partirão de Curitiba rumo ao Rio de Janeiro, cidade-sede do evento que ocorre entre os dias 22 e 29 de julho.
O grupo mais numeroso é o da Arquidiocese, que já tem 250 inscritos, que devem reunir um comboio de cinco ônibus. Mas a expectativa da Cúria é de que cada paróquia, colégio ou instituição ligada à Igreja Católica envie ao menos um ônibus à Jornada. “Estamos na expectativa em relação à mensagem que o papa vai transmitir aos jovens”, ressalta Marcos Moura, secretário do setor Juventude da Cúria Metropolitana de Curitiba. “Acho que ele vai surpreender a todos, dando um ar jovial para a Igreja e mostrando que, por mais que tenhamos nossa tradição e conservadorismo, somos também uma Igreja jovem, e onde os jovens estão fazendo a diferença em seu meio social.”
A escolhida
Universitária será a representante de Curitiba perante o papa
A estudante universitária Isa­bel­la Pimenta, de 23 anos, é uma das líderes que está organizando a excursão para a Jornada Mun­dial da Juventude, no Rio de Janeiro. Voluntária em trabalhos na Paróquia de Nossa Senhora da Visitação, no Boqueirão, e na Cúria Metropolitana de Curi­ti­ba, ela foi escolhida pela Ar­quidiocese para ser a representante da cidade na vigília com o papa Francisco, ficando no palco junto ao pontífice. “Até agora não consigo acreditar”, diz.
A jovem aguarda o começo da peregrinação com ansiedade, junto com os colegas. “Estamos contando os dias, afinal é uma oportunidade única”, revela.
Perdão
Os fiéis que participarem da JMJ receberão do papa Francisco indulgência dos pecados, desde que confessem, comunguem e rezem em intenção dele. O decreto foi assinado no dia 2, no Vaticano. As indulgências são concedidas a grupos de fiéis em ocasiões especiais.
Grupos católicos da capital paranaense se preparam para a Jornada há um ano e meio. Desde a confirmação do evento, organizam festas, rifas e confraternizações para levantar recursos para hospedagem e alimentação. “Fazemos também encontros espirituais de preparação para que o peregrino reflita sobre o significado de uma Jornada da Juventude e ir para lá abraçar o que a fé católica tem para oferecer”, afirma Moura.
Além dos moradores locais, partirão na excursão perto de 5 mil peregrinos de outros países que, nas semanas anteriores à jornada, se dedicarão a atividades diversas nas paróquias. São, em sua maioria, poloneses e sul-americanos que se inscreveram pelos canais internos da igreja e ficarão hospedados em casas de fiéis ou em acomodações da própria igreja.
Essa etapa pré-jornada terá seu ápice no próximo dia 20, o sábado anterior ao início do evento, quando ocorrerá a celebração de envio ao Rio de Janeiro, a partir das 14 horas, no câmpus da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. A atração principal é o violonista nicaraguense Tony Meléndez, conhecido por não ter os braços e tocar com os pés, e que em 1987 se apresentou para o papa João Paulo II. “É um momento de comunhão, no qual os diferentes grupos paroquiais poderão se conhecer. Esperamos em torno de 15 mil pessoas. Mesmo quem não vai para a Jornada poderá participar, como uma forma de se unir em espírito aos demais”, explica Moura.

Reflexão do dia!!!

terça-feira, julho 09, 2013

Estudante curitibana do ProJovem vence concurso de fotografia

.
A estudante, Luciléia Rodrigues Nascimento, aluna do Programa ProJovem da Escola Municipal Augusta Ribas, no Bairro Novo, venceu o concurso nacional na modalidade fotografia, promovido pela Secretaria Nacional de Juventude. Luciléia disputou com centenas de trabalhos produzidos por estudantes de 15 a 29 anos, de todas as regiões do país, a partir “O que desejo em 20 de novembro de 2020?” à respeito da condição da juventude negra no Brasil.

Como prêmio Luciléia terá sua foto publicada em uma produção que reunirá os 30 melhores trabalhos. Além de fotografia o concurso avaliou produção de prosas e poemas dos estudantes. O concurso é parte das ações do Plano de Prevenção à Violência contra a Juventude Negra, denominado Juventude Viva. 

Para participar do concurso, a estudante curitibana contou com a colaboração da professora que emprestou o equipamento fotográfico para Luciléia produzir sua foto. Uma fileira de lápis coloridos, em fundo escuro acompanhado da frase “Meu Lápis cor de pele é .....” ganhou destaque no concurso como bom exemplo de representatividade da diversidade humana. “O concurso me deu a oportunidade de adquirir novos conhecimentos sobre a arte da fotografia e o contexto da diversidade retratada pela linguagem não-verbal”, disse Luciléia.

O concurso foi promovido para incentivar entre os jovens a reflexão sobre prevenção à violência estimulando a exposição de ideias e o debate com a sociedade sobre a condição da juventude negra e os desafios que vivenciam para o exercício pleno da cidadania. 

A avaliação e seleção dos premiados foi feita por uma comissão composta por representantes da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e da Fundação Cultural Palmares e pela fotógrafa Denise Camargo.
http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/index.php?subcan=7&cod_not=40572