terça-feira, outubro 07, 2014

Farol do Saber no Xaxim é reaberto após passar pela primeira reforma

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O Farol do Saber Aristides de Oliveira Vinholes, no Xaxim, foi reaberto ao público na tarde desta terça-feira (07). O espaço, que funciona como biblioteca e centro de disseminação de cultura, esteve fechado por pouco mais de dois meses para a revitalização total da estrutura. Desde sua inauguração, na década de 1990, o prédio nunca havia passado por uma grande reforma. Outros quatro Faróis do Saber tiveram reforma concluída e mais sete ainda passam por reforma. Será um investimento de R$ 600 mil para recuperar as estruturas metálicas muito atingidas pela ação do tempo .

Foram gastos R$ 108 mil para a recuperação do Farol do Saber Aristides de Oliveira Vinholes. A reforma incluiu a troca geral do piso, da iluminação, adequação do espaço dos computadores, reforma do banheiro, pintura interna e externa.

Moradores próximos aos faróis do saber têm o espaço como referência para a pesquisa e leitura de fácil acesso. A estudante Aline Silva, de 17 anos, moradora do Xaxim, frequenta o Farol há muito tempo e sentiu falta das visitas no tempo em que esteve em reforma. “Quando um professor passa alguma atividade, além de pesquisar na biblioteca da escola, procuro dar uma olhadinha nos livros do Farol. Aqui encontro complemento para estudar e sei que minha pesquisa ficará completa”, disse Aline.

O Farol Aristides de Oliveira Vinholes foi inaugurado em 1997 e homenageia o intelectual que foi grande disseminador da cultura e defensor da liberdade de pensar. O acervo da unidade é de mais de 4 mil livros distribuído no andar térreo. No mezanino ficam os computadores que oferecem acesso gratuito à internet e espaço para cursos e oficinas.

“As bibliotecas em geral e os Faróis do Saber devem ser considerados como extensão da nossa casa. Se ela está limpa e organizada, aqui também devemos manter o cuidado e zelo pelo acervo e estrutura”, disse a Presidente da Associação de moradores da Vila São Pedro, Rita de Cássia A. Longo.

Reformas

Estão concluídas as reformas nos Faróis Aristides Vinholes, das Cidades (Boa vista), Antônio Machado (Barreirinha), Frei Miguel (CIC), Bosque Alemão (Vista Alegre).Estão em obras os Faróis Aparecido Quináglia (Santa Felicidade), Emílio de Menezes (Bigorrilho), Hideo Handa (Batel), Machado de Assis (Vista Alegre), São Pedro e São Paulo (Umbará), Tom Jobim (Santa Quitéria), além da Biblioteca Especializada em Educação, no Centro de Formação Continuada.

Os recursos para esses prédios compreendem um pacote maior de obras, dentro do Plano de Expansão e Revitalização dos Equipamentos da Educação, que neste ano está destinando R$ 28 milhões para recuperação, melhorias ou ampliação de unidades escolares.

A revitalização dos Faróis prevê troca de pisos, pintura, restauração da parte elétrica entre outros reparos. Estão sendo revitalizadas as unidades localizadas em praças da cidade. “Além de importante cartão postal, os faróis do saber são espaços de troca e busca de conhecimento, que devem ser valorizados pela população”, disse a Secretária da Educação, Roberlayne Borges Roballo.

A cidade conta com 45 Faróis, localizados em bairros distantes do centro da cidade. Muitos estão anexos a escolas municipais e desta maneira servem como biblioteca para a comunidade escolar. Eles servem de ponto de referência de cultura e saber e tem como diferencial o acervo, superior a um milhão de livros, que integram a Rede Municipal de Bibliotecas Escolares da Rede Municipal de Ensino de Curitiba. “Por vezes as grandes bibliotecas estão longe de quem busca uma pesquisa e é no farol do saber que muitas pessoas encontram o que procuram sem precisar sair do bairro”, disse a secretária da Educação.

“A melhoria nos espaços colabora para que cada um dos faróis se torne polo difusor de cultura para toda a comunidade”, disse o diretor do departamento de tecnologia e difusão cultural, Marlon Terres. “Desta maneira estamos promovendo um contato ainda maior com as diversas linguagens culturais”, completou Marlon.
http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/index.php?subcan=7&cod_not=41316&PHPSESSID=7b9f6b59964c5a9f27a332834d1e9be9

segunda-feira, outubro 06, 2014

Richa se reelege com 8,6% mais votos do que em 2010

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), assegurou nesse domingo (5) a reeleição no primeiro turno, mesmo concorrendo com dois senadores da República dos maiores partidos do Brasil – Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT). O tucano foi escolhido por 3.301.322 eleitores, o equivalente a 55,67% dos votos válidos e venceu nas principais cidades do estado. Ao comentar a vitória e falar sobre os planos para o próximo mandato, ele declarou que “o melhor está por vir”.
Richa vai bem no Oeste e Norte, mas perde votos na RMC
O Norte e o Oeste do Paraná garantiram a Beto Richa (PSDB) a reeleição no primeiro turno. Nas duas regiões, a segunda e a terceira mais populosas do Paraná, respectivamente, o tucano fez 65,77% e 62,53% dos votos. Já a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) foi uma das duas únicas regiões onde Richa não venceria a eleição já no primeiro turno. Nos arredores da capital, o governador fez 49,01% dos votos – no Centro-Sul, ele fez 47,86%.
Prometeu, tem de cumprir!
Gazeta do Povo compilou as promessas do governador reeleito Beto Richa (PSDB) durante a campanha eleitoral. O material foi coletado a partir do programa de governo registrado na Justiça Eleitoral, no site de campanha do tucano, no material distribuído à imprensa e em entrevistas.
Os vencidos
Terceira colocada na disputa pelo governo do Paraná, a senadora Gleisi Hoffmann (PT), criticou a campanha feita por seus adversários, afirmando que buscou trazer propostas concretas para o debate. “Apesar das mentiras e das calúnias propagadas pelos adversários contra a nossa candidatura, fizemos uma campanha limpa, séria, baseada em propostas concretas de desenvolvimento para o estado”, disse, por meio de nota. “Tenho certeza que contribuímos com o processo de discussão da situação política e econômica do nosso estado”, acrescentou.
Na casa do senador Rober­­to Requião (PMDB), no Bigor­­rrilho, em Curitiba, o clima ontem após a divulgação do resultado das urnas era de decepção pela derrota do peemedebista. Mas também de alegria pela eleição para a Assembleia Legislativa do filho dele, Maurício (PMDB), que concorreu ao cargo usando o nome Requião Filho. O senador não quis conversar com a imprensa depois que Beto Richa (PSDB) foi confirmado como governador reeleito já no 1.º turno. Durante a contagem dos votos, pelo portão, foi possível observar o senador indo de um local para outro da casa por duas vezes.
Richa se reelegeu devido a fragilidade dos adversários somado a força do governo
Poder conquistado enquanto governador e fragilidade dos adversários. Para cientistas políticos, estes foram os dois fatores principais que contribuíram para a reeleição de Beto Richa(PSDB), que derrotou Roberto Requião (PMDB) eGleisi Hoffmann (PT). Requião, inclusive, chegou a estar praticamente empatado com Beto no início das pesquisas de intenções de voto, mas perdeu força.
PSC promove renovação forçada na Assembleia
Assembleia Legislativa do Paraná sofreu um processo de renovação forçada: a votação expressiva de Ratinho Jr. (PSC) ajudou a eleger nove candidatos que nunca tinham exercido cargo na Casa. A bancada do PSC também inflou repentinamente, passando dos atuais dois deputados para 12 – a maior, se não forem consideradas as coligações. A base de apoio ao governador Beto Richa (PSDB) também aumentou. O PT elegeu três parlamentares – e viu a bancada ser reduzida em mais da metade. O PMDB também encolheu, perdendo cinco cadeiras.
Paraná renova 40% da bancada na Câmara Federal
O Paraná elegeu 12 novatos para a Câmara dos Deputados. Das 30 vagas do estado, 18 são de deputados federais se reelegeram; os demais são principiantes. A taxa de renovação da bancada paranaense foi de 40%. Para especialistas, foi uma “pseudo-renovação”, já que apenas duas candidatas (Christiane Yared e Leandre Dal Ponte) não têm histórico político.
Richa conquistou 8,6% mais votos do que na eleição de 2010 (3.039.774), quando também venceu no primeiro turno. Os problemas financeiros enfrentados no primeiro mandato – como a falta de pagamento a fornecedores e de gasolina para abastecer veículos da PM – não devem se repetir, segundo o governador. “Posso assegurar que o melhor está por vir. Dediquei parte do meu tempo a pagar dívidas. Agora, as contas estão praticamente saneadas”, afirmou, na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), onde atendeu à imprensa e comemorou a vitória.
Ainda não há, porém, indicação clara do caminho a ser seguido. “Vamos continuar assim: com muita austeridade e absoluto rigor na aplicação dos recursos públicos”, disse, em primeiro momento. Depois, questionado se o estado ainda passaria por algum ajuste fiscal, declarou que “a prioridade é investir no social”. “Nenhuma administração se justifica se não praticar ações para melhorar a vida das pessoas, em especial daquelas que mais precisam do poder público.”
Retomando o tom da campana, o tucano voltou a reclamar do que considera “discriminação” do governo federal na liberação de recursos para o Paraná. “Vamos intensificar as ações de políticas públicas e investimentos, já que tivemos dificuldades para sanear as contas e por perdemos muito tempo para liberar um empréstimo [da União], que só veio depois de determinação do Supremo Tribunal Federal”, atacou. Entretanto, disse que espera contar com a colaboração de Requião e Gleisi. “Quero cumprimentá-los pela campanha e espero contar com eles para ajudar o Paraná, afinal são senadores com mandato delegado pelo povo.”
Legitimidade
Apesar de a vitória em primeiro turno dar legitimidade à administração tucana, analistas ponderam que são necessárias mudanças na gestão do estado. “Há uma tendência nacional, que se confirmou no Paraná, de eleições mantenedoras. Isso mostrou que o eleitor não está tão insatisfeito quanto parece pela cobertura dos meios de comunicação”, observa o cientista político Emerson Cervi, professor da UFPR. Uma questão prática que vai modificar o governo, diz ele, é a acomodação de mais partidos e forças políticas na equipe. Richa foi reeleito com apoio de 17 partidos; em 2010, eram 14.
Cervi avalia que a vitória de Richa também é consequência do desempenho negativo dos candidatos de oposição. Mesma opinião temAntonio Gonçalves de Oliveira, professor do Mestrado em Mestrado em Planejamento e Governança Pública da UTFPR. “Cabe ao governador empenhar-se para promover um mandato muito melhor do que foi o primeiro, corrigindo falhas cometidas, as quais, pela falta de opção política, não chegaram a influenciar no resultado da atual eleição.”
Bancada
Oliveira acrescenta ainda que a nova composição da Assembleia Legislativa, com apoio maciço à Richa gera um “excesso” de governabilidade que pode ser ruim para o Paraná. “Para o governador, o lado bom é fazer tudo do jeito que projeta, mas também não há desculpa para não encaminhar os projetos. Para o povo é ruim, há falta dos pesos e contrapesos essenciais ao Estado Republicano. É quase que uma administração imperial.” Cervi, por sua vez, lembra que a tendência no Brasil é que o segundo mandato tenha avaliação pior que a do primeiro.
Como “soldado” do partido, Richa ainda não projeta futuro
Com a confirmação de que o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disputará o segundo turno, Beto Richa disse que pretende se dedicar à campanha nacional. “Ainda não pensei a respeito, mas talvez mais pra frente eu me licencie para intensificar a campanha do Aécio aqui no estado”, afirmou. “Ele [Aécio] me garantiu que vai reconciliar o Brasil com o Paraná.”
O governador reeleito disse que se considera um “soldado” do partido e que ainda não tem planos para cargos futuros. “Nunca fui de me projetar para o futuro. Procuro desempenhar bem minhas funções para o cargo para o qual foi eleito. Aquele que se diz candidato de si geralmente está fadado ao insucesso. Sou um soldado do meu partido e cumpri com meu papel aqui no Paraná.”
Para o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Richa ganha projeção nacional com a vitória em primeiro turno, mas sofre a “concorrência” de outras figuras dentro do PSDB. “A princípio ele continua tendo a sombra de Geraldo Alckmin e José Serra”. Além disso, analisa, é preciso “buscar” a liderança. “O Paraná é um estado importante e naturalmente o nome de Richa sai fortalecido. Mas, para se projetar nacionalmente, é preciso trabalhar para isso, tal qual Eduardo Campos fez, mesmo oriundo de um estado menos forte economicamente, que é Pernambuco.”
Superando o mestre
Apesar da falta de incentivo do pai, Beto Richa ingressou na vida pública para superar o próprio. Segundo mandato de governador é um feito que José Richa não conseguiu alcançar
Carlos Guimarães Filho
Carlos Alberto Richa (PSDB) ingressou na vida pública em 1994 quando eleito deputado estadual, apesar do contragosto do pai, o ex-governador José Richa (1934-2003). Posteriormente, continuou galgando cargos na política estadual. Foi reeleito em 1998; vice-prefeito de Curitiba, em 2000; prefeito da capital, em 2004 e 2008; e governador do estado, em 2010 e agora em 2014.
O atual governador aprendeu a fazer política em casa, com o pai e demais políticos que frequentavam a residência da família como Ulisses Guimarães [ex-deputado, ex-ministro e candidato a presidente em 1989] e Tancredo Neves [ex-presidente]. As advertências de que a “vida pública é muito difícil” não foram suficientes para que Beto optasse pela carreira de engenheiro civil, sua formação acadêmica.
E, parece que o ensinamento político foi bem assimilado, a ponto do discípulo superar o próprio mestre. O segundo mandato como governador do Paraná coloca o filho do meio de três irmãos em um patamar que o patriarca não conseguir alcançar. Nas eleições de 1990, José Richa tentou, sem sucesso, retornar ao cargo máximo do Executivo estadual, ocupado anteriormente em 1982. Na ocasião, ficou em terceiro colocado na disputa.
A reeleição de ontem para governador do Paraná tem ainda um gostinho especial para família. No longínquo ano de 1990, além do fraco desempenho nas urnas, o patriarca dos Richa assistiu Roberto Requião (PMDB) vencer o pleito após uma disputa acirrada com José Carlos Martinez (1948-2003), então candidato do PRN e apontado como favorito pelas pesquisas. Na época, o caso Ferreirinha, quando um suporto João Ferreira se identificou como matador de agricultores a serviço da família Martinez durante o horário político de Requião, foi fundamental para a derrota do candidato do PRN -- posteriormente, a Polícia Federal provou que Ferreirinha era apenas um ator. Passados 24 anos, a vitória de ontem ainda no primeiro turno por uma larga vantagem de votos eliminou as pretensões do senador de assumir o comando do Paraná pela quarta vez.
O segundo mandato como governador marca também o início da terceira década na vida pública de Beto, uma espécie de resposta aos ataques adversários de que nunca trabalhou e “acorda sempre depois das 11 horas da manhã”, frase proferida diversas vezes por Requião. Mais que isso, a reeleição alça o governador do Paraná ao hall dos nomes de peso do PSDB para eventuais disputas em âmbito nacional, apesar do mesmo renegar tais pretensões. A posição fica ainda mais evidente em função da proximidade com Aécio Neves, influente na cúpula do partido. “Eu vim para o Paraná pegar um pouco do mel de Beto Richa”, declarou o candidato a presidência na sua última passagem por Curitiba, dando ênfase a força de voto de Richa.
Casado e pai de três filhos, Beto terá os próximos quatro anos no comando do estado para reafirmar sua posição de bom administrador antes de qualquer pretensão nacional. O período é necessário para apagar eventuais rusgas da última gestão quando enfrentou a falta de dinheiro nos cofres públicos, o que desencadeou problemas como carros da polícia sem gasolina, racionamento na alimentação dos cães da mesma corporação e inúmeros rebeliões pelo estado, entre outros.
Além dos cuidados com o estado, o governador tem outra tarefa paralela: acompanhar a carreira política do filho mais velho, Marcello, 28 anos. Assim como José Richa, Beto desencorajou o herdeiro, sem sucesso. Marcello já ocupou o cargo de secretário de Esportes de Curitiba na gestão de Luciano Ducci (PSB) e participou diretamente da campanha de Beto para reeleição para governador. No momento, a lei impossibilita que Marcello dispute cargos no estado governado pelo próprio pai. Porém, talvez para desgosto de duas gerações da família Richa, ele gosta de política e parece que quer fazer carreira na vida pública.
Beto Richa se reelegeu pela Coligação Todos Pelo Paraná, formada pelo PSDB, PROS, DEM, PSB, PSD, PTB, PP, PPS, PSC, PR, SD, PSL, PSDC, PMN, PHS, PEN e PTdoB. A deputada federal Cida Borghetti (PROS) foi eleita vice-governadora do Paraná.

Veja fotos da trajetória de Beto RichaAMPLIAR

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Governador Beto Richa comemora a reeleição após a proclamação do resultado no TRE Albari Rosa / Agência de Notícias Gazeta do Povo
http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/eleicoes/2014/conteudo.phtml?tl=1&id=1504126&tit=Richa-se-reelege-com-86%-mais-votos-do-que-em-2010

sexta-feira, outubro 03, 2014

Experiências de prática de movimento com bebês são mostradas em seminário

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Bebês e crianças pequenas, de até 5 anos, são envolvidas desde cedo em práticas de movimento ensinadas nos Centros de Educação Infantil (CMEIs) e nas turmas de pré-escolar, nas escolas municipais de Curitiba. Uma mostra desse trabalho que é feito para garantir o desenvolvimento integral da criança foi apresentado nesta quarta-feira (01) no 6.º Seminário de Saberes e Práticas do Movimento na Educação Infantil, promovido ela Secretaria Municipal da Educação, no Teatro da Federação Espírita do Paraná (FEP), no Centro.

O evento reuniu 600 participantes entre educadores, professores de Educação Física e acadêmicos de Educação Física das Universidades Federal do Paraná (UFPR) e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Durante todo o dia foram apresentados relatos das experiências de movimento com as crianças.

Entre os trabalhos em evidência está a projeto Cama de Gato, desenvolvido no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Ubatuba-Tambaú, no bairro Cidade Industrial, pelas educadoras Katiuscia de Moura, Marcia Bortolan e Fernanda Costa. Para iniciar a movimentação corporal da turminha de 18 bebês, de 3 meses a 1 ano e 5 meses, o trio de educadoras usou a criatividade e aproveitou o material da própria sala de atividade das crianças.

Alças elásticas presas aos berços transformaram o objeto antes dedicado ao descanso dos bebês em espaços divertidos e convidativos para os pequenos descobrirem suas próprias possiblidades, movimentando o corpo. “O trabalho com movimento para a criança pequena é sempre um desafio. Os bebês são muito curiosos e precisam ser estimulados adequadamente”, disse a educadora, Marcia Bortolan.

Com apenas um ano de ingresso na rede municipal de ensino, a educadora Katiuscia de Moura comemorou a possibilidade de participar do evento. “É muito bom trabalhar quando há reconhecimento e valorização. Além de apresentar o que temos feito, o seminário é um espaço rico para novos conhecimentos”, disse Katiuscia.

A realização do seminário, e que vem sendo realizado desde 2009, é uma ação do departamento de Educação Infantil, em parceria com as universidades, para ampliar as discussões sobre o trabalho educativo com movimento corporal da criança . “As equipes da secretaria e nas unidades têm se aprofundado e refinado as ações que têm como resultados um trabalho de excelência com as crianças na educação infantil. A reunião de tantos e bons trabalhos é motivo de comemoração e orgulho”, disse a secretária municipal da Educação, Roberlayne Borges Roballo.

Discutir o movimento na educação infantil é uma forma aprimorada de envolver os profissionais da educação e acadêmicos que fazem estágios de Educação Física nas unidades na formação continuada. “Movimento voltado à criança pequena é muito mais do que apenas mexer as partes do corpo, é uma linguagem”, disse a diretora do Departamento de Educação Infantil, Maria da Glória Galeb.

No CMEI Liberdade, no Bairro Alto, a professora de educação infantil Marcia Ozinski escolheu a música para representar o trabalho que tem desenvolvido sobre movimento com as 30 crianças da turma do pré. “Queremos ampliar a visão que nossas crianças têm sobre a música e a dança, por isso apresentar a cultura musical regional por meio do Fandango, sempre fazendo a ponte atividades de movimento”, disse Marcia.

Universidade

A parceria com universidades tem feito ampliar o trabalho de movimento com a criança desenvolvido nos nas unidades municipais para outras esferas. “Nossos acadêmicos tem vivenciado nos CMEIs, partilhando com os educadores, experiências muito ricas e produtivas no desafio de entender o que é e qual o movimento deve ser trabalhado nesta etapa da vida. Temos aprendido muito com vocês”, disse a professora do curso de Educação Física da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Simone Miranda.

A realização do trabalho de movimento na educação infantil teve início a partir de uma parceria entre a Secretaria da Educação e UFPR. Na opinião da professora Marynelma Garanhani, do curso de Educação Física da Universidade Federal do Paraná, a ampliação de participações no seminário e a qualidade dos trabalhos em desenvolvimento são provas de que a união de esforços rendeu bons resultados. “É uma grande satisfação vermos transformados em ação o que já foi um dia objeto de estudo”, disse Marynelma.

O seminário, assim como a continuidade da pesquisa e do estudo dos profissionais da área, é muito importante. “Precisamos de profissionais competentes e estudiosos e que possam justificar a importância do movimento entre as crianças”, disse Marynelma.
http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/index.php?subcan=7&cod_not=41309&PHPSESSID=5d7dcdc0fcd2b0980419142af8dffff9

quarta-feira, outubro 01, 2014

10 episódios polêmicos da campanha eleitoral no Paraná

Toda eleição tem suas particularidades – e muitas delas rendem bons risos ao eleitor. Em 2014 não foi diferente. Separamos alguns dos pontos altos das campanhas para você relembrar.
Geonísio tentando viralizar

No debate da RPC TV, na última terça-feira (30), Geonísio Marinho (PRTB) tentou emplacar um viral estranho: pediu para seus eleitores fazerem uma corrente no estilo do “desafio do balde de gelo”. A ideia era gravar um vídeo escrevendo o número do candidato à caneta na palma da mão e divulgar nas redes sociais. Resultado: não viralizou e muita gente usou o pedido contra ele.
A “bala de prata”

Roberto Requião (PMDB) resolveu fazer barulho nas redes sociais: prometeu que em seu programa eleitoral noturno da última segunda-feira (29), lançaria uma “bala de prata” que derrubaria Beto Richa (PSDB). Para se prevenir, os tucanos colocaram no ar Orlando Pessuti dizendo que “com Requião sempre tem armação” e pedindo para o eleitor não acreditar nas mentiras que ouviria a seguir. Mas não teve ataque. Foi ao ar um programa com sua vice, Rosane Ferreira (PV), falando sobre políticas públicas voltadas à mulher. Depois, o ex-senador abordou o tema polêmico na internet e, vendo que não surtiu muito efeito, optou por argumentar que a “bala de prata” foi inventada pela Globo para aumentar a audiência.
Kinder Ovo

No primeiro debate entre os candidatos a governador do Paraná, transmitido pela TV Bandeirantes, Gleisi Hoffmann (PT) chamou Beto Richa de “Kinder Ovo”, acusando o candidato de ser “cheio de surpresas”. Richa não gostou, chegou até a recorrer à Justiça para barrar o “bullying”, mas perdeu. E a internet não perdoou.
Bernardo Pilotto em transe

No mesmo debate, Bernardo Pilotto (PSOL) foi anunciado pelo apresentador e apareceu meio que, digamos, dormindo. Virou meme, claro. Depois, nas redes sociais, ele disse que estava “rezando para ter paciência para aguentar o Beto, a Gleisi e o Requião”.
Hugo Henrique, o bichon friséAlvaro Dias (PSDB) resolveu inovar: no programa eleitoral, apareceu com seu cachorro no colo, o Hugo Henrique, enquanto falava sobre sua atuação no Congresso em prol da proteção animal. E tem mais: depois de ver que todo mundo começou a chamar o pet de “poodle”, o tucano alfinetou, em entrevista ao Caixa Zero: “O Hugo Henrique diz que vai sair mordendo o calcanhar de quem disse que ele é poodle. É um bichon frisé. E é bravo”.
Galo Ezequias

Em seu programa caseiro veiculado na internet, Requião apresentou ao público um personagem pitoresco, o “Galo Ezequias”. O brinquedo de plástico cacareja ao ser apertado e seu nome faz referência a Ezequias Moreira, que foi chefe de gabinete de Richa na prefeitura e usava a sogra como laranja para receber R$ 3,4 mil mensais da Assembleia. Em 2013, o tucano resolveu nomeá-lo para o cargo de secretário especial do Cerimonial e Relações Internacionais.
A invasão do RequiãoNa metade de agosto, o diretório estadual do PMDB, liderado por Requião, decidiu substituir cinco membros da Executiva estadual da legenda. Como a sede do partido estava fechada, após decretar luto oficial pela morte de Eduardo Campos, a reunião foi feita em uma tenda improvisada na calçada da Rua Vicente Machado. Mais tarde, no calor do momento, o candidato resolveu chamar um chaveiro para que os novos membros pudessem “tomar posse” do local - e teve festa quando a porta foi aberta.
Eleitores de mentirinha
Que os candidatos usam fotos de bancos de imagem em seus materiais de campanha, não é surpresa. Mas o caso chama a atenção quando cruza o limite do bom senso. No Paraná, a equipe da Gleisi resolveu usar modelos em peças divulgadas no Facebook. Nas artes, eles diziam que eram seus eleitores, citando profissão e tudo mais. Embora não seja proibido, não passava muita credibilidade. Os adversários, é claro, se aproveitaram do caso e divulgaram fotos de eleitores de verdade que os apoiavam.
Galdino natalino
Professor Galdino (PSDB), candidato a deputado estadual, é conhecido por pedalar fazendo campanha por Curitiba. Em julho, ele foi atropelado enquanto andava de bicicleta na faixa de pedestres na Avenida Marechal Floriano Peixoto e, desde então, resolveu andar por aí cheio de lâmpadas na roupa para não passar batido.
Candidatos exóticos
Sempre tem um candidato engraçado. Ou vários. No Paraná, Clark Crente (PSC), Obama de Colombo (PV) e Chik Jeitoso (PTN), que parodiou o hit “Tic Tic Nervoso”, da banda Magazine, para seu jingle de campanha, destacaram-se. Nem precisa explicar o motivo, né?

terça-feira, setembro 30, 2014

Greve fecha mais bancos na RMC do que em 2013

O primeiro dia da greve dos bancários nessa terça-feira (30) foi marcado por mais agências fechadas naRegião Metropolitana de Curitiba (RMC) do que no início da paralisação do ano passado, ainda que nem número bem inferior ao de 2012. Também ocorrida no fim de setembro, a greve de 2013 começou com 145 das então 532 agências da região fechadas (27%), segundo o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região. Nesta terça, diz a entidade, 165 agências não funcionaram -- ou seja, cerca de 31%. Em 2012, 49% das agências foram fechadas no primeiro dia. Os bairros de Curitiba com mais bancários parados são Centro, Centro Cívico e Batel, de acordo com o sindicato, que não divulga quais agências estão fechadas.
Informações ao vivo
Gazeta do Povo fará uma cobertura ao vivo da greve dos bancários nessa quarta-feira (1º) novamente. Serão repassadas informações sobre agências fechadas pelos grevistas e em quais locais o atendimento ao público está disponível.
Adesão à greve no Paraná é maior do que em 2013
De acordo com o Sindicato dos Bancários, o número de agências fechadas por causa da greve no Paraná aumentou neste ano na comparação com 2013. No ano passado, foram 375, contra as 397 deste ano (o que inclui a RMC). Estão na conta as regionais de Apucarana, Arapoti, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Guarapuava, Londrina, Paranavaí e Umuarama. Em Toledo, a greve deve ser definida nessa quarta-feira em assembleia -- nessa terça, as agências estavam abertas.
Segundo o Tribunal Regional do Trabalho, não foram registrados nessa terça processos de interdito -- quando o banco pede judicialmente a retirada de obstáculos na entrada das agências.
Salários maiores, mas menos vagas
Apesar dos ganhos salariais sucessivos (18,3% de ganho real entre 2004 e 2013), a categoria de bancários vem reduzindo no país. Segundo estudo recente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de trabalhadores nos seis maiores bancos está em queda desde 2012. Foram fechados quase 5 mil postos de trabalho entre junho de 2013 e junho de 2014.
Na soma, Santander, Bradesco, Itaú, HSBC e BB registraram mais de 9 mil vagas a menos. Fez diferença na conta as mais de 4,1 mil vagas abertas para Caixa, que passou a ter mais funcionários efetivos do que o Bradesco.
A categoria decidiu entrar em greve nacional no fim de semana, depois de negar a proposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban), de 7,35% de reajuste salarial e de 8% para os pisos. Os bancários pedem 12,5% de reajuste e piso de R$ 2.979,25 conforme salário mínimo sugerido pelo Dieese, e vale-alimentação, refeição e auxílio-creche de R$ 724, além de plano de cargos e carreiras e fim de metas consideradas abusivas.
A intenção do comando de greve é buscar grande aumento de adesão nos próximos dias, o que deve deixar pouco tempo para consumidores que precisam resolver problemas em agências. Em 2013, o número de agências fechadas passou para 50% já no segundo dia. De acordo com um dos diretores do sindicato, Antônio Luiz Firmino, a adesão neste ano já foi quase total nos bancos estatais -- Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal -- e em agências da região central de Curitiba. Em bancos privados, com destaque para Itaú e Bradesco, agências foram mantidas abertas nos bairros. Em alguns casos, como nas agências do Bradesco nos bairros Bacacheri e Bairro Alto, não havia faixas nos prédios relacionadas à paralisação.
Também houve agências em que a gerência se dispôs a resolver problemas urgentes, em especial os relacionados a pagamentos de benefícios. Uma situação atípica, porém, ocorreu na agência do Banco do Brasil no Alto da XV, em que o gerente geral se dividiu para orientar clientes no autoatendimento e tentou resolver problemas com cartões bloqueados de aposentados. “É o que a minha função pede, não faz sentido deixar para terceirizados fazerem”, comentou ele, citando os funcionários do autoatendimento.
Em agências da Caixa e do BB visitadas pelaGazeta do Povo, os terceirizados estavam trabalhando normalmente. Mas havia exceções -- caso de uma agência do BB no Bacacheri, que estava vazia, inclusive sem grevistas. O sindicato garante ter conversado com gerentes sobre a necessidade de manter pessoal orientando a população. Segundo Antônio Firmino, os aposentados que recebem nesta quarta-feira na Caixa terão atendimento normal, desde que possuam o cartão para saque. “Quem não tem pode ter problemas, mas acredito que não seja nem 5% dos aposentados”, diz o diretor.
O Procon-PR pretende ainda conversar com a diretoria do sindicato e com os bancos para que problemas que o consumidor enfrentou em 2013 não se repitam -- entre eles, a falta de envelopes para depósitos nas agências, uma vez que o serviço deve ser mantido. “Não chegou nada em termos de reclamação ainda, e agimos conforme essa demanda, mas foi apenas o primeiro dia”, diz Claudia Silvano, diretora do Procon. “Na greve passada, conversamos com os bancos e com o sindicato e um jogava o problema para o outro, mas conseguimos equacionar”, diz.
Nacional
A greve nacional dos bancários parou as atividades em 6.572 agências no país, de acordo com aConfederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). A paralisação foi aprovada em assembleias ocorridas nos dias 25 e 29 de setembro. Segundo a entidade, bancários de todos os estados e do Distrito Federal participam do movimento.
“Mais uma vez os bancários dão uma grande demonstração de unidade nacional e a força de sua mobilização, fazendo uma greve ainda maior que no ano passado. É um recado inequívoco aos bancos de que queremos mais do que os 7,35% de reajuste e que não fecharemos acordo sem que nossas reivindicações econômicas e sociais sejam atendidas”, disse o presidente da Contraf, em nota divulgada no site da entidade.