A mudança da Lei Orgânica de Curitiba, que está sendo discutida na Câmara Municipal, deve deixar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) mais caro em toda a cidade a partir de 2013. A proposta atualmente em discussão no Legislativo prevê que a atualização da planta genérica de valores imobiliários da cidade seja feita obrigatoriamente a cada três anos. E a prefeitura confirma que, se a lei for modificada, os valores começarão a subir logo em seguida. A defasagem, segundo a atual administração, chega a 300% em algumas regiões da cidade.
A Lei Orgânica, espécie de Constituição do município, está passando por uma ampla revisão na Câmara. A mudança na planta de valores imobiliários é o item que deverá mexer mais diretamente no bolso do cidadão. A planta é usada para calcular o valor venal de cada imóvel da cidade, dependendo do bairro e da região em que ele se localiza. Quanto maior o valor venal, maior o IPTU.
A prefeitura afirma que a planta atualmente está desatualizada, o que faz com que o IPTU seja cobrado sobre um valor que não corresponde ao preço real de cada imóvel. A última atualização dos valores foi feita no primeiro ano de gestão do então prefeito Beto Richa (PSDB), em 2005. Desde lá, o IPTU só foi corrigido pela inflação.
Em algumas áreas, segundo a prefeitura, a defasagem ultrapassa os 100%. A maior diferença seria na área onde fica a antiga BR-116, atual Linha Verde. A transformação do trecho urbano da estrada em avenida teria valorizado os terrenos do entorno, causando uma defasagem estimada hoje em cerca de 300%.
Em todas as áreas houve valorização. No Centro, a defasagem fica em 50%, segundo a prefeitura. Outros bairros que devem ter diferenças grandes são Batel, Santa Felicidade, Mossunguê, Bairro Novo e Pinheirinho. A prefeitura não divulgou a lista completa de defasagem bairro a bairro.
A prefeitura afirma que para evitar grandes saltos no imposto, a cobrança será feita de maneira gradual. As regras sobre como isso deverá ocorrer, porém, ainda não foram anunciadas. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Finanças, o tema será discutido após a aprovação das mudanças na lei.
Outro ponto que a gestão de Luciano Ducci (PSB) pretende colocar em debate é o tempo de espera entre cada revisão da planta genérica de valores. A prefeitura provavelmente apresentará uma emenda ao atual projeto, modificando o prazo de três para quatro anos. A ideia é evitar que um prefeito precise fazer duas revisões durante um único mandato (de quatro anos).
Fonte: Gazeta do povo 21/11/2011
segunda-feira, novembro 21, 2011
TRE-PR vai aos bairros de Curitiba para incentivar recadastramento
A partir de segunda-feira (21), o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) estará com um ônibus nos bairros de Curitiba para incentivar a população a fazer o recadastramento biométrico. No ônibus, os eleitores poderão agendar o atendimento na central do eleitor, que fica na Rua João Parolin, 55.
Na primeira fase da campanha de incentivo, o ônibus passará pelos bairros Tatuquara, Caximba e Umbará. Além do ônibus, os moradores também podem agendar o atendimento no site do TRE-PR. O prazo para fazer o recadastramento biométrico vai até 20 de janeiro de 2012.
Segundo o Tribunal, pouco mais da metade dos eleitores fizeram o recadastramento, que é obrigatório para quem vota em Curitiba. Quem não fizer terá o título cancelado.
Fonte: G1 Pr 21/11/2011
Na primeira fase da campanha de incentivo, o ônibus passará pelos bairros Tatuquara, Caximba e Umbará. Além do ônibus, os moradores também podem agendar o atendimento no site do TRE-PR. O prazo para fazer o recadastramento biométrico vai até 20 de janeiro de 2012.
Segundo o Tribunal, pouco mais da metade dos eleitores fizeram o recadastramento, que é obrigatório para quem vota em Curitiba. Quem não fizer terá o título cancelado.
Fonte: G1 Pr 21/11/2011
Sites viram vilões dos Procons
Ao mesmo tempo em que cresce impulsionado por uma nova classe emergente e pela popularização da internet – a previsão para este ano é de 36% –, o comércio eletrônico tem se tornado um dos principais focos de conflito entre empresas e consumidores.
O número de registros do setor no Procon do Paraná entre janeiro a novembro deste ano já supera a soma de todas ocorrências entre 2006 e 2010. Desde 2008, os problemas aumentaram 780%. “Vários consumidores que não tinham acesso a esse tipo de mercado agora compram pela internet. As empresas esperavam vender mais, mas não se planejaram para isso. Em síntese, o problema não é o produto – que é o mesmo que é vendido na loja física –, é uma questão de desorganização das empresas, que não se planejaram para resolver questões práticas ligadas a essa nova forma de comprar “, avalia a coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano.
Dentre as principais queixas dos consumidores está a dificuldade no cancelamento de serviço, a não entrega do produto comprado, cobranças indevidas e o descumprimento de prazos anunciados durante a compra.
Recentemente, o Procon paulista pediu a suspensão das atividades dos sites do grupo B2W, que controla os sites da Americanas, Submarino e Shoptime, e definiu uma multa de R$ 2 milhões por problemas na entrega dos produtos vendidos pelos portais. A empresa está recorrendo.
No ranking do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, com dados de 24 Procons do país, a empresa registrou 20 mil atendimentos (4,72% do total), seguida da Ricardo Eletro (3,64%) e Ponto Frio (3,63%).
No Paraná, a B2W ficou em segundo lugar no ranking de empresas com menor índice de resolução de problemas. Das 251 audiências marcadas pelo Procon-PR, apenas 10% dos casos tiveram uma solução imediata pela empresa.
A coordenadora do Procon-PR lembra que a Lei do SAC, que estabeleceu normas de atendimento ao consumidor, vale apenas para os serviços regulados pelo governo federal e não se aplica ao varejo. Para ela, a solução passa pelo legislativo e por uma ação firme dos órgãos de defesa do consumidor, através da proposição de ações civis públicas. “Esperar o mercado se autorregular é complicado. Seria postergar uma solução indefinidamente. Essas empresas terceirizam a logística, o atendimento. Até para dar uma solução ao problema do consumidor elas dependem de terceiros. Não adianta tratar do problema no ‘varejinho’, consumidor por consumidor”, aponta Claudia.
Dicas
Evite problemas com compras feitas pela internet:
• O acesso às informações sobre o produto e a compra devem ser fácil em todas as fases da relação de consumo;
• O consumidor pode se arrepender da compra em até sete dias após receber o produto, sem necessidade de justificativa e sem custo;
• Caso o fornecedor descumpra o contrato de compra, o cancelamento da cobrança no cartão de crédito deve ser facilitado pelo banco;
• Antes da confirmação do pedido, o consumidor tem direito de revisar os produtos da lista, corrigir erros e alterar ou cancelar o pedido;
• O fornecedor deve confirmar pedido por e-mail;
• Deve-se garantir a proteção e a privacidade dos dados pessoais do consumidor.
Fonte: Idec e Ministério da Justiça
Previna-se
Promoções merecem mais atenção
Nesta semana as principais empresas de comércio eletrônico do país começam campanhas para incluir o Brasil na Black Friday, data tradicional no varejo dos Estados Unidos que inicia as vendas de fim de ano.
O Procon-PR orienta para que os consumidores deem preferência aos sites com identificação (razão social, CNPJ, endereço, telefone e outras formas de contato além do email), e estabelecimentos que também operem fisicamente.
Antes de finalizar a compra, é preciso ainda checar a descrição do produto, prazo e taxa de entrega – que devem ser informados de forma clara.
Também é importante guardar os documentos da compra, de preferência imprimindo comprovantes de pagamento, contratos, etc.
Vale lembrar que o consumidor pode desistir da compra até sete dias após o recebimento do produto, pedir a devolução do dinheiro e que o fornecedor não pode exigir que a embalagem não tenha sido violada.
Fonte: Gazeta do povo 21/11/2011
O número de registros do setor no Procon do Paraná entre janeiro a novembro deste ano já supera a soma de todas ocorrências entre 2006 e 2010. Desde 2008, os problemas aumentaram 780%. “Vários consumidores que não tinham acesso a esse tipo de mercado agora compram pela internet. As empresas esperavam vender mais, mas não se planejaram para isso. Em síntese, o problema não é o produto – que é o mesmo que é vendido na loja física –, é uma questão de desorganização das empresas, que não se planejaram para resolver questões práticas ligadas a essa nova forma de comprar “, avalia a coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano.
Dentre as principais queixas dos consumidores está a dificuldade no cancelamento de serviço, a não entrega do produto comprado, cobranças indevidas e o descumprimento de prazos anunciados durante a compra.
Recentemente, o Procon paulista pediu a suspensão das atividades dos sites do grupo B2W, que controla os sites da Americanas, Submarino e Shoptime, e definiu uma multa de R$ 2 milhões por problemas na entrega dos produtos vendidos pelos portais. A empresa está recorrendo.
No ranking do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, com dados de 24 Procons do país, a empresa registrou 20 mil atendimentos (4,72% do total), seguida da Ricardo Eletro (3,64%) e Ponto Frio (3,63%).
No Paraná, a B2W ficou em segundo lugar no ranking de empresas com menor índice de resolução de problemas. Das 251 audiências marcadas pelo Procon-PR, apenas 10% dos casos tiveram uma solução imediata pela empresa.
A coordenadora do Procon-PR lembra que a Lei do SAC, que estabeleceu normas de atendimento ao consumidor, vale apenas para os serviços regulados pelo governo federal e não se aplica ao varejo. Para ela, a solução passa pelo legislativo e por uma ação firme dos órgãos de defesa do consumidor, através da proposição de ações civis públicas. “Esperar o mercado se autorregular é complicado. Seria postergar uma solução indefinidamente. Essas empresas terceirizam a logística, o atendimento. Até para dar uma solução ao problema do consumidor elas dependem de terceiros. Não adianta tratar do problema no ‘varejinho’, consumidor por consumidor”, aponta Claudia.
Dicas
Evite problemas com compras feitas pela internet:
• O acesso às informações sobre o produto e a compra devem ser fácil em todas as fases da relação de consumo;
• O consumidor pode se arrepender da compra em até sete dias após receber o produto, sem necessidade de justificativa e sem custo;
• Caso o fornecedor descumpra o contrato de compra, o cancelamento da cobrança no cartão de crédito deve ser facilitado pelo banco;
• Antes da confirmação do pedido, o consumidor tem direito de revisar os produtos da lista, corrigir erros e alterar ou cancelar o pedido;
• O fornecedor deve confirmar pedido por e-mail;
• Deve-se garantir a proteção e a privacidade dos dados pessoais do consumidor.
Fonte: Idec e Ministério da Justiça
Previna-se
Promoções merecem mais atenção
Nesta semana as principais empresas de comércio eletrônico do país começam campanhas para incluir o Brasil na Black Friday, data tradicional no varejo dos Estados Unidos que inicia as vendas de fim de ano.
O Procon-PR orienta para que os consumidores deem preferência aos sites com identificação (razão social, CNPJ, endereço, telefone e outras formas de contato além do email), e estabelecimentos que também operem fisicamente.
Antes de finalizar a compra, é preciso ainda checar a descrição do produto, prazo e taxa de entrega – que devem ser informados de forma clara.
Também é importante guardar os documentos da compra, de preferência imprimindo comprovantes de pagamento, contratos, etc.
Vale lembrar que o consumidor pode desistir da compra até sete dias após o recebimento do produto, pedir a devolução do dinheiro e que o fornecedor não pode exigir que a embalagem não tenha sido violada.
Fonte: Gazeta do povo 21/11/2011
domingo, novembro 20, 2011
Minerinho!!! rsrsrrs
Após bater no carro de um Mineiro, o Gringo desce do carro e fala gentilmente:
- HELLO!
E o Mineirinho responde:
-Relou o karai! Massô tudin uai, cê num ta vendo!
Thomas, o gatão
- HELLO!
E o Mineirinho responde:
-Relou o karai! Massô tudin uai, cê num ta vendo!
Thomas, o gatão
Nova plataforma usa facebook para defesa do consumidor
O brasileiro adora uma rede social. Primeiro, a espantosa adesão ao Orkut, muito superior a quaisquer outros países. Agora, o estrondoso sucesso de Facebook, Twitter e YouTube abriu uma ampla janela de oportunidades para a defesa do consumidor. Aqueles que se sentem lesados por empresas das quais compraram produtos e serviços podem dar muito mais visibilidade a suas reclamações e arranhar a imagem da companhia, conforme o tamanho de sua rede de amigos.
Mesmo assim, nada garante a reparação do dano. Para se ter uma ideia, um levantamento divulgado em outubro pela empresa de pesquisa Maritz Research, dos Estados Unidos, apenas 30% das pessoas que reclamam no Twitter recebem algum tipo de resposta das empresas.
Como no mundo das redes o coletivo é voz que pesa, números como os encontrados pela pesquisa levaram dez microempreendedores de São Paulo a se unir para lançar uma nova plataforma, atrelada ao Facebook, cujo objetivo é reunir consumidores com os mesmos tipos de problemas e, em conjunto, encaminhá-los às empresas, ao Ministério Público, aos Procons e às agências reguladoras. A plataforma entra no ar na próxima segunda-feira, 21.
A ideia, segundo a sócia-fundadora do Zaanga.com.br, Raquel Costa, é melhorar concretamente a relação entre as empresas e os consumidores lesados. "As empresas conseguem monitorar quantas vezes são citadas nas redes. Mas o consumidor não tem como saber quantas pessoas vivem o mesmo problema que ele. O Zaanga permite que eles se encontrem e ajam conjuntamente", esclarece Raquel.
O consumidor acessa o Zaanga a partir de seu cadastro no Facebook, preenche um questionário em que, a partir de palavras-chave, vai permitir que tome conhecimento de outro tanto de pessoas com o mesmo problema. A partir daí, ele tem a opção 'mobilize-se', caso queira ter sua reclamação encaminhada para a empresa e órgão competentes - uma advogada se encarrega de fazer os encaminhamentos. As respostas chegam também pela mesma plataforma. Usuário não será tarifado. Caso não queira mobilizar-se, pode ficar apenas como observador.
Na linha das empresas startup, os investimentos na nova plataforma foram basicamente em capital intelectual. Segundo Raquel, não existe iniciativa como essa no Brasil. Ela também não tem conhecimento de nada parecido no mundo. O Zaanga é administrado por quatro equipes: concepção de produto, tecnologia, comunicação e jurídico. A ideia nasceu da experiência dos fundadores nos dois lados da mesa: como consumidores que já foram lesados mais de uma vez e como consultores de empresas.
Fonte: Gazeta do povo 20/11/2011
Mesmo assim, nada garante a reparação do dano. Para se ter uma ideia, um levantamento divulgado em outubro pela empresa de pesquisa Maritz Research, dos Estados Unidos, apenas 30% das pessoas que reclamam no Twitter recebem algum tipo de resposta das empresas.
Como no mundo das redes o coletivo é voz que pesa, números como os encontrados pela pesquisa levaram dez microempreendedores de São Paulo a se unir para lançar uma nova plataforma, atrelada ao Facebook, cujo objetivo é reunir consumidores com os mesmos tipos de problemas e, em conjunto, encaminhá-los às empresas, ao Ministério Público, aos Procons e às agências reguladoras. A plataforma entra no ar na próxima segunda-feira, 21.
A ideia, segundo a sócia-fundadora do Zaanga.com.br, Raquel Costa, é melhorar concretamente a relação entre as empresas e os consumidores lesados. "As empresas conseguem monitorar quantas vezes são citadas nas redes. Mas o consumidor não tem como saber quantas pessoas vivem o mesmo problema que ele. O Zaanga permite que eles se encontrem e ajam conjuntamente", esclarece Raquel.
O consumidor acessa o Zaanga a partir de seu cadastro no Facebook, preenche um questionário em que, a partir de palavras-chave, vai permitir que tome conhecimento de outro tanto de pessoas com o mesmo problema. A partir daí, ele tem a opção 'mobilize-se', caso queira ter sua reclamação encaminhada para a empresa e órgão competentes - uma advogada se encarrega de fazer os encaminhamentos. As respostas chegam também pela mesma plataforma. Usuário não será tarifado. Caso não queira mobilizar-se, pode ficar apenas como observador.
Na linha das empresas startup, os investimentos na nova plataforma foram basicamente em capital intelectual. Segundo Raquel, não existe iniciativa como essa no Brasil. Ela também não tem conhecimento de nada parecido no mundo. O Zaanga é administrado por quatro equipes: concepção de produto, tecnologia, comunicação e jurídico. A ideia nasceu da experiência dos fundadores nos dois lados da mesa: como consumidores que já foram lesados mais de uma vez e como consultores de empresas.
Fonte: Gazeta do povo 20/11/2011
Atlético empata com Cruzeiro e segue na zona do rebaixamento
No duelo dos desesperados Atlético e Cruzeiro, ninguém levou a melhor. Na luta contra o rebaixamento, o Furacão precisava da vitória para sair da zona da degola, mas acabou apenas conseguindo um empate por 1 a 1 na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Com o resultado, o time paranaense perdeu uma posição e agora está na 18ª posição, com 38 pontos.
A vitória deste sábado (19) do Ceará sobre o Grêmio por 3 a 1 mandou o Rubro-Negro para trás na tabela. Mesmo assim, segue a apenas um ponto do primeiro time fora da zona do rebaixamento, que é o Cruzeiro. Com isso, o Atlético precisa vencer os dois próximos jogos e ainda torcer contra o Ceará e a Raposa para escapar da Segunda Divisão.
No próximo domingo o Furacão enfrenta o América-MG, outro que ainda luta contra o rebaixamento, também em Sete Lagoas. E na última rodada terá o clássico Atletiba para jogar a sobrevivência.
O jogo
O primeiro tempo começou aberto, com os dois times buscando o ataque. Mesmo assim, poucas oportunidades claras de gol foram criadas. O Atlético tentava as jogadas pela direita, com Wendel e Guerrón.
E foi por lá que saiu o gol atleticano. Aos 25 minutos, o lateral Wendel roubou a bola na linha de fundo e cruzou no pé de Marcinho, que não perdoou e abriu o placar.
O Furacão continuou forçando pelo lado direito, enquanto o Cruzeiro parecia perdido, sem conseguir marcar em cima nem criar jogadas de gol. Só que em um contra-ataque rápido, a Raposa chegou ao empate com Charles, aos 42. O volante cruzeirense aproveitou um desentendimento na marcação entre Wendel e Renan Rocha para tocar de cabeça para as redes.
Na volta do intervalo, a partida ficou mais aberta, com os dois times buscando o gol da vitória. Com contra-ataques dos dois lados, a velocidade do jogo aumentou, mas nada de bola na rede.
O Atlético melhorou depois das entradas de Cléber Santana e Branquinho e com Guerrón aberto pela esquerda. Tanto que foi com o equatoriano que o Furacão quase conseguiu ampliar o placar, em dois chutes que o goleiro Fábio fez ótimas defesas.
Sem a inspiração do argentino Montillo, o Cruzeiro não conseguiu criar jogadas próximas à trave defendida pelo goleiro Renan Rocha. No fim, ficou a igualdade no placar, que complica a situação principalmente do Furacão.
Fonte: Gazeta do povo 20/11/2011
A vitória deste sábado (19) do Ceará sobre o Grêmio por 3 a 1 mandou o Rubro-Negro para trás na tabela. Mesmo assim, segue a apenas um ponto do primeiro time fora da zona do rebaixamento, que é o Cruzeiro. Com isso, o Atlético precisa vencer os dois próximos jogos e ainda torcer contra o Ceará e a Raposa para escapar da Segunda Divisão.
No próximo domingo o Furacão enfrenta o América-MG, outro que ainda luta contra o rebaixamento, também em Sete Lagoas. E na última rodada terá o clássico Atletiba para jogar a sobrevivência.
O jogo
O primeiro tempo começou aberto, com os dois times buscando o ataque. Mesmo assim, poucas oportunidades claras de gol foram criadas. O Atlético tentava as jogadas pela direita, com Wendel e Guerrón.
E foi por lá que saiu o gol atleticano. Aos 25 minutos, o lateral Wendel roubou a bola na linha de fundo e cruzou no pé de Marcinho, que não perdoou e abriu o placar.
O Furacão continuou forçando pelo lado direito, enquanto o Cruzeiro parecia perdido, sem conseguir marcar em cima nem criar jogadas de gol. Só que em um contra-ataque rápido, a Raposa chegou ao empate com Charles, aos 42. O volante cruzeirense aproveitou um desentendimento na marcação entre Wendel e Renan Rocha para tocar de cabeça para as redes.
Na volta do intervalo, a partida ficou mais aberta, com os dois times buscando o gol da vitória. Com contra-ataques dos dois lados, a velocidade do jogo aumentou, mas nada de bola na rede.
O Atlético melhorou depois das entradas de Cléber Santana e Branquinho e com Guerrón aberto pela esquerda. Tanto que foi com o equatoriano que o Furacão quase conseguiu ampliar o placar, em dois chutes que o goleiro Fábio fez ótimas defesas.
Sem a inspiração do argentino Montillo, o Cruzeiro não conseguiu criar jogadas próximas à trave defendida pelo goleiro Renan Rocha. No fim, ficou a igualdade no placar, que complica a situação principalmente do Furacão.
Fonte: Gazeta do povo 20/11/2011
Prefeito abre encontro de autoridades ambientais latinoamericanas
O prefeito Luciano Ducci faz nesta segunda-feira (21), às 9h30, a abertura do encontro da Rede de Autoridades Ambientais para a América Latina e Caribe, no Salão de Atos do Parque Barigui. O prefeito curitibano preside a rede latinoamericana de autoridades ambientais, tento sido eleito no ano passado, na Cidade do México, durante a Cúpula Mundial de Prefeitos sobre o Clima.
Estarão reunidos em Curitiba autoridades de Bogotá (Colômbia), Cidade do México, Quito (Equador), San José (Costa Rica), Buenos Aires e Santa Fé (Argentina) e Santiago (Chile) para discutir “O papel das redes na construção de sociedades sustentáveis” e também temas prévios para a Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) Rio +20, que acontecerá em 2012.
Na abertura do encontro haverá a palestra do escritor e especialista em redes sociais, Augusto de Franco.
“Será um espaço de diálogo entre gestores públicos e uma excelente oportunidade para a troca de experiências sobre ações ambientais urbanas”, avalia o prefeito de Curitiba e presidente da Rede de Autoridades Ambientais para a América Latina e Caribe, Luciano Ducci.
No evento, que seguirá até quarta-feira (23), serão tratados também de temas como a destinação dos resíduos sólidos, mudanças climáticas e biodiversidade urbana.
Serviço:
Data: 21 de novembro, segunda-feira
Horário: 9h30
Local: Salão de Atos do Parque Barigui
AGÊNCIA NOTICIAS DA PREFEITURA DE CURITIBA.
Estarão reunidos em Curitiba autoridades de Bogotá (Colômbia), Cidade do México, Quito (Equador), San José (Costa Rica), Buenos Aires e Santa Fé (Argentina) e Santiago (Chile) para discutir “O papel das redes na construção de sociedades sustentáveis” e também temas prévios para a Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) Rio +20, que acontecerá em 2012.
Na abertura do encontro haverá a palestra do escritor e especialista em redes sociais, Augusto de Franco.
“Será um espaço de diálogo entre gestores públicos e uma excelente oportunidade para a troca de experiências sobre ações ambientais urbanas”, avalia o prefeito de Curitiba e presidente da Rede de Autoridades Ambientais para a América Latina e Caribe, Luciano Ducci.
No evento, que seguirá até quarta-feira (23), serão tratados também de temas como a destinação dos resíduos sólidos, mudanças climáticas e biodiversidade urbana.
Serviço:
Data: 21 de novembro, segunda-feira
Horário: 9h30
Local: Salão de Atos do Parque Barigui
AGÊNCIA NOTICIAS DA PREFEITURA DE CURITIBA.
Este é um momento de aprendizado, diz Gianecchini sobre câncer
Por FAMOSIDADES
SÃO PAULO - Reynaldo Gianecchini, ator querido por milhões de brasileiros, está passando por uma fase difícil na vida. Vítima de câncer no sistema linfático, Giane está no meio do tratamento de quimioterapia para combater a doença e, de visual novo e com um sorriso no rosto, está conseguindo caminhar de cabeça erguida e pensando positivamente.
O ator abriu o seu coração em entrevista exclusiva para o programa “Fantástico”, da Rede Globo. Em um encontro com a apresentadora Patrícia Poeta, em sua casa, na tarde da última sexta-feira (18), Gianecchini falou sobre como foi receber a triste notícia de sua fragilidade na saúde, sobre o início de seu tratamento e ainda comentou a dolorosa perda de seu pai, também vítima de câncer.
Sem dramas, o ator revelou ainda sua reação às sessões de químio e se mostrou totalmente complacente com a situação: “Estou bem e este é um momento de aprendizado”, disse.
O ator comentou ainda sobre espiritualidade, explicou que acredita muito em Deus, medita diariamente bons pensamentos e agradece todas as suas pequenas vitórias. A entrevista será exibida neste domingo (20).
MSN NOTICIAS
SÃO PAULO - Reynaldo Gianecchini, ator querido por milhões de brasileiros, está passando por uma fase difícil na vida. Vítima de câncer no sistema linfático, Giane está no meio do tratamento de quimioterapia para combater a doença e, de visual novo e com um sorriso no rosto, está conseguindo caminhar de cabeça erguida e pensando positivamente.
O ator abriu o seu coração em entrevista exclusiva para o programa “Fantástico”, da Rede Globo. Em um encontro com a apresentadora Patrícia Poeta, em sua casa, na tarde da última sexta-feira (18), Gianecchini falou sobre como foi receber a triste notícia de sua fragilidade na saúde, sobre o início de seu tratamento e ainda comentou a dolorosa perda de seu pai, também vítima de câncer.
Sem dramas, o ator revelou ainda sua reação às sessões de químio e se mostrou totalmente complacente com a situação: “Estou bem e este é um momento de aprendizado”, disse.
O ator comentou ainda sobre espiritualidade, explicou que acredita muito em Deus, medita diariamente bons pensamentos e agradece todas as suas pequenas vitórias. A entrevista será exibida neste domingo (20).
MSN NOTICIAS
secretários de Richa em avião de empresa
Assim como ministro, Romanelli e Ricardo Barros usaram aeronave particular em viagem oficial. Políticos negam irregularidade
No momento em que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, está na iminência de ser demitido do cargo por ter voado em um avião bancado com recursos privados, um vídeo obtido pela Gazeta do Povo mostra que a prática também é comum no Paraná. A imagem mostra os secretários de Estado do Trabalho, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), e de Indústria e Comércio, Ricardo Barros (PP), desembarcando de uma aeronave da empresa Pro Tork, que fabrica motopeças, no município de Siqueira Campos, no Norte Pioneiro. Ambos justificaram que a viagem foi feita para negociar a instalação de mais duas fábricas da Pro Tork no estado e não envolveu interesses ou benefícios privados.
Nos últimos meses, vieram à tona vários casos de políticos viajando em aeronaves de empresas particulares, incluindo algumas que mantêm contratos com o poder público (veja quadro ao lado). No caso de Romanelli e Barros, a viagem ocorreu no último dia 10 até a sede da Pro Tork em Siqueira Campos, que é considerada a maior fábrica de motopeças da América Latina e emprega cerca de 3,5 mil pessoas.
Os dois secretários disseram ter viajado a convite da empresa para discutir a instalação de mais duas fábricas, uma de motos e outra de bicicletas, no Paraná. Segundo eles, o objetivo do governo é vencer a Bahia na disputa pelas duas fábricas por meio do Programa Paraná Competitivo, que foi lançado em fevereiro deste ano e permite a flexibilização no porcentual cobrado de ICMS na tentativa de atrair novos investimentos para o estado. Romanelli ressaltou ainda que eles somente viajaram no avião da Pro Tork porque a aeronave do governo que os levaria até Siqueira Campos teve de ser utilizada pela Central Estadual de Transplante de órgãos.
“Fomos abrir formalmente a mesa de negociações entre o Estado e a Pro Tork, que poderá gerar pelo menos mais 500 empregos. Viajei exclusivamente pensando no desenvolvimento econômico do Paraná”, argumentou o secretário do Trabalho. “Não vejo nenhum conflito de interesses nisso. Não usei o transporte em beneficio próprio. Tratei unicamente do interesse público, atuando como secretário do Trabalho em uma atividade pública.”
Barros deu as mesmas justificativas de Romanelli e destacou ainda que não há voos de carreira para Siqueira Campos. “Além da geração imediata de 500 empregos diretos, essas duas novas fábricas vão duplicar o faturamento da empresa e, consequentemente, aumentar o recolhimento de ICMS”, afirmou. “Estamos tratando de algo que vai ser muito bom para o Paraná. Se eu usasse o avião da empresa para um compromisso não relacionado ao empreendimento, poderia haver um eventual questionamento. Mas não é o caso.”
Por meio da assessoria de imprensa, a Pro Tork confirmou que os secretários viajaram a convite da própria empresa para discutir o enquadramento da companhia no Paraná Competitivo, com o objetivo de instalar as duas novas fábricas de motos e bicicletas no estado. A reunião serviu, segundo a empresa, para apresentação do programa do governo.
Previsão legal
Para o cientista político Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná, o maior problema da prática corriqueira do uso de aviões particulares por integrantes do poder público está no fato de que não há regras definidas para essa forma de transporte. Ele defende que, na medida em que a opinião pública cobra uma postura mais ética em relação a isso, casos como esse deveriam ser regulamentados por lei.
“Particularmente, defendo que haja o impedimento dessa prática. O próprio Estado tem de garantir o transporte aos seus integrantes, principalmente aos do primeiro escalão”, afirma. “Assim, haveria a proteção da autoridade em relação a interesses privados. Isso evitaria a promiscuidade entre o público e o privado, até porque quem oferece esse tipo de serviço muitas vezes cobra uma contrapartida depois.”
"FONTE" GAZETA DO POVO
No momento em que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, está na iminência de ser demitido do cargo por ter voado em um avião bancado com recursos privados, um vídeo obtido pela Gazeta do Povo mostra que a prática também é comum no Paraná. A imagem mostra os secretários de Estado do Trabalho, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), e de Indústria e Comércio, Ricardo Barros (PP), desembarcando de uma aeronave da empresa Pro Tork, que fabrica motopeças, no município de Siqueira Campos, no Norte Pioneiro. Ambos justificaram que a viagem foi feita para negociar a instalação de mais duas fábricas da Pro Tork no estado e não envolveu interesses ou benefícios privados.
Nos últimos meses, vieram à tona vários casos de políticos viajando em aeronaves de empresas particulares, incluindo algumas que mantêm contratos com o poder público (veja quadro ao lado). No caso de Romanelli e Barros, a viagem ocorreu no último dia 10 até a sede da Pro Tork em Siqueira Campos, que é considerada a maior fábrica de motopeças da América Latina e emprega cerca de 3,5 mil pessoas.
Os dois secretários disseram ter viajado a convite da empresa para discutir a instalação de mais duas fábricas, uma de motos e outra de bicicletas, no Paraná. Segundo eles, o objetivo do governo é vencer a Bahia na disputa pelas duas fábricas por meio do Programa Paraná Competitivo, que foi lançado em fevereiro deste ano e permite a flexibilização no porcentual cobrado de ICMS na tentativa de atrair novos investimentos para o estado. Romanelli ressaltou ainda que eles somente viajaram no avião da Pro Tork porque a aeronave do governo que os levaria até Siqueira Campos teve de ser utilizada pela Central Estadual de Transplante de órgãos.
“Fomos abrir formalmente a mesa de negociações entre o Estado e a Pro Tork, que poderá gerar pelo menos mais 500 empregos. Viajei exclusivamente pensando no desenvolvimento econômico do Paraná”, argumentou o secretário do Trabalho. “Não vejo nenhum conflito de interesses nisso. Não usei o transporte em beneficio próprio. Tratei unicamente do interesse público, atuando como secretário do Trabalho em uma atividade pública.”
Barros deu as mesmas justificativas de Romanelli e destacou ainda que não há voos de carreira para Siqueira Campos. “Além da geração imediata de 500 empregos diretos, essas duas novas fábricas vão duplicar o faturamento da empresa e, consequentemente, aumentar o recolhimento de ICMS”, afirmou. “Estamos tratando de algo que vai ser muito bom para o Paraná. Se eu usasse o avião da empresa para um compromisso não relacionado ao empreendimento, poderia haver um eventual questionamento. Mas não é o caso.”
Por meio da assessoria de imprensa, a Pro Tork confirmou que os secretários viajaram a convite da própria empresa para discutir o enquadramento da companhia no Paraná Competitivo, com o objetivo de instalar as duas novas fábricas de motos e bicicletas no estado. A reunião serviu, segundo a empresa, para apresentação do programa do governo.
Previsão legal
Para o cientista político Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná, o maior problema da prática corriqueira do uso de aviões particulares por integrantes do poder público está no fato de que não há regras definidas para essa forma de transporte. Ele defende que, na medida em que a opinião pública cobra uma postura mais ética em relação a isso, casos como esse deveriam ser regulamentados por lei.
“Particularmente, defendo que haja o impedimento dessa prática. O próprio Estado tem de garantir o transporte aos seus integrantes, principalmente aos do primeiro escalão”, afirma. “Assim, haveria a proteção da autoridade em relação a interesses privados. Isso evitaria a promiscuidade entre o público e o privado, até porque quem oferece esse tipo de serviço muitas vezes cobra uma contrapartida depois.”
"FONTE" GAZETA DO POVO
sábado, novembro 19, 2011
Estaleiro de reparos navais poderá ser instalado em Paranaguá
Uma empresa norte-americana está finalizando os estudos de viabilidade técnica para a instalação de um estaleiro de reparos na região do Porto de Paranaguá, no Paraná. Há um ano a empresa McQuilling Services está fazendo estudos para averiguar qual região do Brasil seria a ideal para receber um empreendimento deste tipo. O empreendimento, orçado em R$ 500 milhões, estará pronto para entrar em funcionamento em 2015 e gerará mil empregos diretos e mil empregos indiretos.
O estaleiro terá duas docas, 1800 metros de cais e será instalado numa área de 850 mil metros quadrados. Uma vez pronto, será o maior estaleiro do Brasil e uma de suas docas – a de maior porte – será a maior de toda costa leste americana.
“Considerando diversas variáveis, acreditamos que o Paraná seria o melhor local para receber o estaleiro em função da localização geográfica privilegia e mão de obra qualificada”, explicou David Saginaw, diretor comercial da empresa que fez a apresentação do projeto.
O secretário de estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Airton Maron, o capitão dos portos do Paraná, José Henrique Rabello, diretores e engenheiros da Appa, além de técnicos do Instituto de Engenharia do Paraná, assistiram à apresentação. “É importante que diferentes atores do nosso sistema estejam reunidos para conhecerem o projeto e verificar como cada um pode ajudar para que ele seja implementado. Um estaleiro deste porte trará muito desenvolvimento para o Paraná”, afirmou o secretário José Richa Filho.
Capacidade – Os técnicos da empresa McQuilling Services verificaram que há grande demanda por serviços de reparos navais, principalmente para navios de grande porte. Existem cerca de 29 mil navios no mundo, com capacidade para 10 mil toneladas ou mais. Destes, cerca de oito mil navegam pela América do Sul todos os anos, o que gera uma demanda de reparos de 1500 navios deste porte anualmente. “O estaleiro que queremos instalar aqui estaria apto a atender 8% deste mercado, que significa 121 navios por ano. É um volume grande, que manterá o estaleiro ocupado o ano inteiro”, avaliou Saginaw.
Entre as regiões que estão sendo estudadas pela empresa para a instalação do empreendimento está a região do Embocuí.
"FONTE" APPA
O estaleiro terá duas docas, 1800 metros de cais e será instalado numa área de 850 mil metros quadrados. Uma vez pronto, será o maior estaleiro do Brasil e uma de suas docas – a de maior porte – será a maior de toda costa leste americana.
“Considerando diversas variáveis, acreditamos que o Paraná seria o melhor local para receber o estaleiro em função da localização geográfica privilegia e mão de obra qualificada”, explicou David Saginaw, diretor comercial da empresa que fez a apresentação do projeto.
O secretário de estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Airton Maron, o capitão dos portos do Paraná, José Henrique Rabello, diretores e engenheiros da Appa, além de técnicos do Instituto de Engenharia do Paraná, assistiram à apresentação. “É importante que diferentes atores do nosso sistema estejam reunidos para conhecerem o projeto e verificar como cada um pode ajudar para que ele seja implementado. Um estaleiro deste porte trará muito desenvolvimento para o Paraná”, afirmou o secretário José Richa Filho.
Capacidade – Os técnicos da empresa McQuilling Services verificaram que há grande demanda por serviços de reparos navais, principalmente para navios de grande porte. Existem cerca de 29 mil navios no mundo, com capacidade para 10 mil toneladas ou mais. Destes, cerca de oito mil navegam pela América do Sul todos os anos, o que gera uma demanda de reparos de 1500 navios deste porte anualmente. “O estaleiro que queremos instalar aqui estaria apto a atender 8% deste mercado, que significa 121 navios por ano. É um volume grande, que manterá o estaleiro ocupado o ano inteiro”, avaliou Saginaw.
Entre as regiões que estão sendo estudadas pela empresa para a instalação do empreendimento está a região do Embocuí.
"FONTE" APPA
Educação: A desvalorização dos professores
Hoje vou brincar de professor de matemática. Vou passar alguns problemas para vocês resolverem.
Problema nº1
Um professor trabalha 5 horas diárias, 5 salas com 40 alunos cada. Quantos alunos ele atenderá por dia?
Resposta: 200 alunos dia.
Se considerarmos 22 dias úteis. Quantos alunos ele atenderá por Mês?
Resposta: 4.400 alunos por mês.
Consideremos que nenhum aluno faltou (hahaha) e, que em cada um deles, resolveram pagar ao professor com o dinheiro da pipoca do lanche: 0,80 centavos, diárias. Quanto é a fatura do professor por dia?
R: 160,00 reais diários
Se considerarmos 22 dias úteis. Quanto é faturamento mensal do mesmo professor?
R: Final do mês ele terá a faturado R$ 3.520,00.
Problema nº2
O piso salarial é 1.187 reais, para o professor atender 4.400 alunos mensais. Quanto o professor fatura por cada atendimento?
Resposta: aproximadamente 0,27 mensais
(vixe, valemos menos que o pacote de pipoca)... continuando os exercícios...
Problema nº3
Um professor de padrão de vida simples,solteiro e numa cidade do interior, em atividade, tem as seguintes despesas mensais fixas e variáveis :
Sindicato: R$12,00reais
Aluguel: R$350,00reais ( pra não viver confortável)
Agua/energia elétrica: R$100,00 reais (usando o mínimo)
Acesso à internet: R$60,00 reais
Telefone: R$30,00 reais (com restrições de ligações)
Instituto de previdência: R$150,00 reais
Cesta básica: R$500,00 reais
Transporte: sem dinheiro
Roupas: promocionais
Quanto um professor gasta em um mês?
Total das despesas: R$1202,00
Qual o saldo mensal de um professor?
Saldo mensal: R$1187,00 - 1202= -15 reais, passando necessidades
Agora eu te pergunto:
- Que dinheiro o professor terá para seu fim de semana?
- Quanto o professor poderá gastar com estudos, livros, revistas, etc.
- Quanto vale o trabalho de um professor??
Isso é bom para o aluno???
- Isso é bom para a educação pública do Brasil??
NO CEARÁ.....
Agora olhem a pérola que o Sr. Governador do Ceará disse:
" Quem quiser dar aula faça isso por gosto, e não pelo salário.
Se quiser ganhar melhor, peça demissão e vá para o ensino privado "
Cid Gomes - Governador do Ceará
SE VOCÊ ACHA QUE NOSSOS GOVERNANTES DEVEM ABRIR MÃO DE SEU SALÁRIO E GOVERNAR POR AMOR, PASSE PARA A FRENTE!.
CAMPANHA
"Políticos, doem seus SALÁRIOS e governem por AMOR !"
Vamos espalhar isso aos 4 cantos do Brasil
Observação: Os valores utilizados nas matérias acima são valores aproximados, isso quer dizer que não são exatos, mas sim próximos, bem próximos da realidade, as fotos acima foram utilizadas somente para ilustrar a matéria, visando chamar a atenção de nossos governantes para a valorização da Educação em nosso estado e em nosso país.
Colaboração Altair (taico)
Problema nº1
Um professor trabalha 5 horas diárias, 5 salas com 40 alunos cada. Quantos alunos ele atenderá por dia?
Resposta: 200 alunos dia.
Se considerarmos 22 dias úteis. Quantos alunos ele atenderá por Mês?
Resposta: 4.400 alunos por mês.
Consideremos que nenhum aluno faltou (hahaha) e, que em cada um deles, resolveram pagar ao professor com o dinheiro da pipoca do lanche: 0,80 centavos, diárias. Quanto é a fatura do professor por dia?
R: 160,00 reais diários
Se considerarmos 22 dias úteis. Quanto é faturamento mensal do mesmo professor?
R: Final do mês ele terá a faturado R$ 3.520,00.
Problema nº2
O piso salarial é 1.187 reais, para o professor atender 4.400 alunos mensais. Quanto o professor fatura por cada atendimento?
Resposta: aproximadamente 0,27 mensais
(vixe, valemos menos que o pacote de pipoca)... continuando os exercícios...
Problema nº3
Um professor de padrão de vida simples,solteiro e numa cidade do interior, em atividade, tem as seguintes despesas mensais fixas e variáveis :
Sindicato: R$12,00reais
Aluguel: R$350,00reais ( pra não viver confortável)
Agua/energia elétrica: R$100,00 reais (usando o mínimo)
Acesso à internet: R$60,00 reais
Telefone: R$30,00 reais (com restrições de ligações)
Instituto de previdência: R$150,00 reais
Cesta básica: R$500,00 reais
Transporte: sem dinheiro
Roupas: promocionais
Quanto um professor gasta em um mês?
Total das despesas: R$1202,00
Qual o saldo mensal de um professor?
Saldo mensal: R$1187,00 - 1202= -15 reais, passando necessidades
Agora eu te pergunto:
- Que dinheiro o professor terá para seu fim de semana?
- Quanto o professor poderá gastar com estudos, livros, revistas, etc.
- Quanto vale o trabalho de um professor??
Isso é bom para o aluno???
- Isso é bom para a educação pública do Brasil??
NO CEARÁ.....
Agora olhem a pérola que o Sr. Governador do Ceará disse:
" Quem quiser dar aula faça isso por gosto, e não pelo salário.
Se quiser ganhar melhor, peça demissão e vá para o ensino privado "
Cid Gomes - Governador do Ceará
SE VOCÊ ACHA QUE NOSSOS GOVERNANTES DEVEM ABRIR MÃO DE SEU SALÁRIO E GOVERNAR POR AMOR, PASSE PARA A FRENTE!.
CAMPANHA
"Políticos, doem seus SALÁRIOS e governem por AMOR !"
Vamos espalhar isso aos 4 cantos do Brasil
Observação: Os valores utilizados nas matérias acima são valores aproximados, isso quer dizer que não são exatos, mas sim próximos, bem próximos da realidade, as fotos acima foram utilizadas somente para ilustrar a matéria, visando chamar a atenção de nossos governantes para a valorização da Educação em nosso estado e em nosso país.
Colaboração Altair (taico)
Redução da pobreza incentiva volta à cidade
José Carlos Antunes com Edileide, os filhos Mirian e Michael e a neta Eduarda: retorno para São Jorge do Patrocínio atraídos pela qualidade de vida
São Jorge do Patrocínio lidera cidades que mais reduziram a pobreza na última década no Paraná e consegue fixar população local
Toda a história de José Carlos Antunes está relacionada com a de sua cidade natal, São Jorge do Patrocínio, no extremo Noroeste do Paraná. Quando deixou o município com a esposa em 1991, em direção a Maringá, era mais um trabalhador rural que partia em busca de novas oportunidades em um grande centro. O retorno às origens aconteceu 13 anos depois, já com três filhos e a necessidade de amparo financeiro para poder sustentá-los. Hoje, com toda a família empregada, o conselheiro tutelar é um exemplo de superação, assim como São Jorge do Patrocínio, que ao longo da última década conseguiu bons resultados na luta contra a pobreza.
O município lidera um estudo realizado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que apontou as cidades que mais conseguiram reduzir a pobreza entre os anos de 2000 e 2010. O levantamento foi feito com base na renda domiciliar dos habitantes, apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com um aumento pouco expressivo no número de domicílios (apenas 139 a mais), o total de famílias com renda de até um salário mínimo caiu de 1.064 para 350. Isso significa uma redução de 40% na quantidade de famílias consideradas pobres em dez anos.
Paulo Sérgio Fávaro e o filho Guilherme: eles comandam os cafés Noroeste e Ilha Grande
Entre essas famílias está a de José Carlos, que de 2004 e 2008 recebeu o Bolsa Família, benefício concedido pelo governo federal para quem possui renda per capita de até R$ 140. Após deixar Maringá, retornou a São Jorge do Patrocínio e conseguiu emprego em uma indústria local. A esposa Edileide e os filhos seguiram o mesmo caminho, garantindo assim o sustento da casa sem a necessidade do auxílio governamental. “Não vou dizer que a gente ganha muito, mas conseguimos nos manter bem”, afirma José Carlos, que hoje atua no Conselho Tutelar e já viu a família aumentar com a chegada de uma neta.
As explicações para os números do combate à pobreza no município não apontam em uma única direção. Para o prefeito Cláudio Palozi, eles são resultado de um conjunto de ações que inclui o incentivo à industrialização, o aporte à agropecuária e o trabalho na assistência social. “Nós damos amparo aos mais carentes, que precisam de ajuda para sobreviver. Mas estimulamos sobretudo a geração de emprego e renda”, ressalta.
Nesse processo de geração de emprego, a industrialização teve um papel dos mais importantes, conforme apontam as estatísticas. Somente nas indústrias têxtil e de transformação, os empregos passaram de 280 em 2000 a mais de mil no ano passado. Na área de assistência social, o município adotou uma política de aliar concessão de benefícios à capacitação. Os cerca de 430 beneficiários do programa Bolsa Família, por exemplo, são estimulados a participar de cursos profissionalizantes, como culinária, corte e costura. “A ideia é fazer com que aqueles que não têm emprego consigam um trabalho e que os já empregados busquem algo melhor”, explica a secretária municipal de Assistência Social, Vera Palozi.
Socióloga e pesquisadora do Ipardes, Louise Ronconi de Nazareno observa que o levantamento ainda não permite identificar quais os fatores que contribuíram para a redução da pobreza nos municípios. “Nossa ideia foi explorar dados mais recentes que pudessem ser relacionados com a pobreza. Essa redução pode ser fruto da geração de emprego ou de políticas assistenciais, por exemplo. O importante é que as prefeituras consigam dimensionar adequadamente seus problemas.”
Industrialização muda perfil da economia local
A exemplo da maioria das cidades do Noroeste paranaense, São Jorge do Patrocínio teve no passado sua economia baseada na cultura do café. Com o declínio da produção, em meados da década de 1970, a cidade continuou tendo seu sustento baseado na agropecuária, porém, diversificando as culturas. Além disso, apostou também na industrialização, o que deu uma nova feição à economia do município.
Em meados da década de 1990 a prefeitura iniciou um programa de incentivo à industrialização, concedendo benefícios fiscais e espaço físico para empresários interessados em iniciar ou expandir seus negócios. Um dos beneficiados foi Paulo Sérgio Fávaro, cerealista que há 17 anos começou a torrar café em seu sítio. Hoje administra com o filho Guilherme uma indústria com várias marcas de café e que se prepara agora para produzir farofa industrializada. “No começo eu torrava 20 quilos em 40 minutos. Agora são 240 quilos em 18 minutos”, conta o empresário, cuja produção está na casa de 80 mil quilos por mês.
Existem hoje no município 26 empresas instaladas, que juntas geram cerca de mil empregos. A maior parte está na área de confecções. Segundo o prefeito Cláudio Palozi, a cidade já sofre com a falta de mão de obra especializada. “Algumas empresas estão buscando profissionais em outras cidades porque não estamos conseguindo atender à demanda”, revela.
No campo, programas financiam a produção agrícola e pecuária, apoiada também pela formação de cooperativas. Uma delas é a Cooperativa dos Produtores de Leite Entre Rios (Coopeler), que reúne 160 produtores de oito municípios da região. Laércio Bevilaqua Sanches entrou no ramo leiteiro há seis anos, com apenas quatro vacas. Agora com 35 animais, produz em torno de 220 litros por dia, com a meta de chegar a 350. “Sozinho não se chega a lugar algum. Com a cooperativa todo mundo vende bem”, avalia, comemorando os resultados da iniciativa.
"Fonte" gazeta do povo
São Jorge do Patrocínio lidera cidades que mais reduziram a pobreza na última década no Paraná e consegue fixar população local
Toda a história de José Carlos Antunes está relacionada com a de sua cidade natal, São Jorge do Patrocínio, no extremo Noroeste do Paraná. Quando deixou o município com a esposa em 1991, em direção a Maringá, era mais um trabalhador rural que partia em busca de novas oportunidades em um grande centro. O retorno às origens aconteceu 13 anos depois, já com três filhos e a necessidade de amparo financeiro para poder sustentá-los. Hoje, com toda a família empregada, o conselheiro tutelar é um exemplo de superação, assim como São Jorge do Patrocínio, que ao longo da última década conseguiu bons resultados na luta contra a pobreza.
O município lidera um estudo realizado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que apontou as cidades que mais conseguiram reduzir a pobreza entre os anos de 2000 e 2010. O levantamento foi feito com base na renda domiciliar dos habitantes, apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com um aumento pouco expressivo no número de domicílios (apenas 139 a mais), o total de famílias com renda de até um salário mínimo caiu de 1.064 para 350. Isso significa uma redução de 40% na quantidade de famílias consideradas pobres em dez anos.
Paulo Sérgio Fávaro e o filho Guilherme: eles comandam os cafés Noroeste e Ilha Grande
Entre essas famílias está a de José Carlos, que de 2004 e 2008 recebeu o Bolsa Família, benefício concedido pelo governo federal para quem possui renda per capita de até R$ 140. Após deixar Maringá, retornou a São Jorge do Patrocínio e conseguiu emprego em uma indústria local. A esposa Edileide e os filhos seguiram o mesmo caminho, garantindo assim o sustento da casa sem a necessidade do auxílio governamental. “Não vou dizer que a gente ganha muito, mas conseguimos nos manter bem”, afirma José Carlos, que hoje atua no Conselho Tutelar e já viu a família aumentar com a chegada de uma neta.
As explicações para os números do combate à pobreza no município não apontam em uma única direção. Para o prefeito Cláudio Palozi, eles são resultado de um conjunto de ações que inclui o incentivo à industrialização, o aporte à agropecuária e o trabalho na assistência social. “Nós damos amparo aos mais carentes, que precisam de ajuda para sobreviver. Mas estimulamos sobretudo a geração de emprego e renda”, ressalta.
Nesse processo de geração de emprego, a industrialização teve um papel dos mais importantes, conforme apontam as estatísticas. Somente nas indústrias têxtil e de transformação, os empregos passaram de 280 em 2000 a mais de mil no ano passado. Na área de assistência social, o município adotou uma política de aliar concessão de benefícios à capacitação. Os cerca de 430 beneficiários do programa Bolsa Família, por exemplo, são estimulados a participar de cursos profissionalizantes, como culinária, corte e costura. “A ideia é fazer com que aqueles que não têm emprego consigam um trabalho e que os já empregados busquem algo melhor”, explica a secretária municipal de Assistência Social, Vera Palozi.
Socióloga e pesquisadora do Ipardes, Louise Ronconi de Nazareno observa que o levantamento ainda não permite identificar quais os fatores que contribuíram para a redução da pobreza nos municípios. “Nossa ideia foi explorar dados mais recentes que pudessem ser relacionados com a pobreza. Essa redução pode ser fruto da geração de emprego ou de políticas assistenciais, por exemplo. O importante é que as prefeituras consigam dimensionar adequadamente seus problemas.”
Industrialização muda perfil da economia local
A exemplo da maioria das cidades do Noroeste paranaense, São Jorge do Patrocínio teve no passado sua economia baseada na cultura do café. Com o declínio da produção, em meados da década de 1970, a cidade continuou tendo seu sustento baseado na agropecuária, porém, diversificando as culturas. Além disso, apostou também na industrialização, o que deu uma nova feição à economia do município.
Em meados da década de 1990 a prefeitura iniciou um programa de incentivo à industrialização, concedendo benefícios fiscais e espaço físico para empresários interessados em iniciar ou expandir seus negócios. Um dos beneficiados foi Paulo Sérgio Fávaro, cerealista que há 17 anos começou a torrar café em seu sítio. Hoje administra com o filho Guilherme uma indústria com várias marcas de café e que se prepara agora para produzir farofa industrializada. “No começo eu torrava 20 quilos em 40 minutos. Agora são 240 quilos em 18 minutos”, conta o empresário, cuja produção está na casa de 80 mil quilos por mês.
Existem hoje no município 26 empresas instaladas, que juntas geram cerca de mil empregos. A maior parte está na área de confecções. Segundo o prefeito Cláudio Palozi, a cidade já sofre com a falta de mão de obra especializada. “Algumas empresas estão buscando profissionais em outras cidades porque não estamos conseguindo atender à demanda”, revela.
No campo, programas financiam a produção agrícola e pecuária, apoiada também pela formação de cooperativas. Uma delas é a Cooperativa dos Produtores de Leite Entre Rios (Coopeler), que reúne 160 produtores de oito municípios da região. Laércio Bevilaqua Sanches entrou no ramo leiteiro há seis anos, com apenas quatro vacas. Agora com 35 animais, produz em torno de 220 litros por dia, com a meta de chegar a 350. “Sozinho não se chega a lugar algum. Com a cooperativa todo mundo vende bem”, avalia, comemorando os resultados da iniciativa.
"Fonte" gazeta do povo
Ator Charles Paraventi é preso após bater na ex-mulher no Rio
Paraventi já foi levado à delegacia em outras duas ocasiões, ambas por porte de maconha"
SÃO PAULO - O ator Charles Adrian Paraventi Essabbá, de 42 anos, foi preso, no início da noite de sexta-feira, 18, no Rio, após agredir, com um tapa no rosto, a ex-mulher, com quem ainda vive, em um apartamento em Ipanema, na zona sul da capital fluminense. Essa teria sido a terceira vez que ele agride a ex-mulher, com a qual tem uma filha. A discussão, que se iniciou verbalmente e partiu para a agressão física, foi motivada por dinheiro, segundo depoimento da vítima.
Depois da agressão, a mulher procurou a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher e foi orientada a fazer um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. O resultado deu positivo. Preso e encaminhado à 5ª Delegacia, de Mem de Sá, na região central do Rio, o ator foi autuado em flagrante na Lei Maria da Penha. Como Charles não pagou a fiança estipulada pela Polícia Civil, o delegado enviou ofício à justiça, a quem cabe agora o recebimento do valor. O ator, até as 4 horas deste sábado, 19, permanecia preso na carceragem de Mem de Sá.
Paraventi já foi detido em pelo menos outras duas ocasiões: em 28 de abril de 2006, por PMs do 23º Batalhão, do Leblon, após comprar três trouxinhas de maconha na localidade conhecida como Via Ápia, uma das vias de acesso à Favela da Rocinha; e em 18 de dezembro do mesmo ano, quando foi flagrado pela PM portando um cigarro de maconha. Entre os trabalhos do ator, está a participação dele, como o professor Afrânio, em 'Malhação', na TV Globo, e no filmes 'Cidade de Deus', onde atuou como um traficante de armas, e 'De Pernas Para o Ar', além do norte-americano 'Chamas de Vingança'.
"Fonte" O Estadão
SÃO PAULO - O ator Charles Adrian Paraventi Essabbá, de 42 anos, foi preso, no início da noite de sexta-feira, 18, no Rio, após agredir, com um tapa no rosto, a ex-mulher, com quem ainda vive, em um apartamento em Ipanema, na zona sul da capital fluminense. Essa teria sido a terceira vez que ele agride a ex-mulher, com a qual tem uma filha. A discussão, que se iniciou verbalmente e partiu para a agressão física, foi motivada por dinheiro, segundo depoimento da vítima.
Depois da agressão, a mulher procurou a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher e foi orientada a fazer um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. O resultado deu positivo. Preso e encaminhado à 5ª Delegacia, de Mem de Sá, na região central do Rio, o ator foi autuado em flagrante na Lei Maria da Penha. Como Charles não pagou a fiança estipulada pela Polícia Civil, o delegado enviou ofício à justiça, a quem cabe agora o recebimento do valor. O ator, até as 4 horas deste sábado, 19, permanecia preso na carceragem de Mem de Sá.
Paraventi já foi detido em pelo menos outras duas ocasiões: em 28 de abril de 2006, por PMs do 23º Batalhão, do Leblon, após comprar três trouxinhas de maconha na localidade conhecida como Via Ápia, uma das vias de acesso à Favela da Rocinha; e em 18 de dezembro do mesmo ano, quando foi flagrado pela PM portando um cigarro de maconha. Entre os trabalhos do ator, está a participação dele, como o professor Afrânio, em 'Malhação', na TV Globo, e no filmes 'Cidade de Deus', onde atuou como um traficante de armas, e 'De Pernas Para o Ar', além do norte-americano 'Chamas de Vingança'.
"Fonte" O Estadão
sexta-feira, novembro 18, 2011
Estacionamento rotativo no centro de Curitiba é reduzido para uma hora
A Urbanização de Curitiba (Urbs) reduziu de duas para uma hora o tempo máximo que um carro pode ficar estacionado nas ruas próximas a Praça Osório, no centro da capital. De acordo com o órgão, por enquanto, a medida está sendo testada e haverá agentes de trânsito orientando os motoristas na região. Nenhuma infração é aplicada ao motorista que ultrapassar o tempo de uma hora.
Curitiba tem 13.986 vagas de EstaR (Foto: Divulgação/ prefeitura de Curitiba)
A alteração foi feita em 236 vagas na própria Praça Osório e nas ruas Ermelino de Leão, Cândido Lopes, Vicente Machado e Voluntários da Pátria. De acordo com a Urbs, a medida visa aumentar a rotatividade dos carros que utilizam o Estacionamento Regulamentado (EstaR) naquela área, especialmente no fim no ano.
O cartão do EstaR custa R$ 1,50 a hora.
Fonte: G1 Paraná 18/11/2011
Curitiba tem 13.986 vagas de EstaR (Foto: Divulgação/ prefeitura de Curitiba)
A alteração foi feita em 236 vagas na própria Praça Osório e nas ruas Ermelino de Leão, Cândido Lopes, Vicente Machado e Voluntários da Pátria. De acordo com a Urbs, a medida visa aumentar a rotatividade dos carros que utilizam o Estacionamento Regulamentado (EstaR) naquela área, especialmente no fim no ano.
O cartão do EstaR custa R$ 1,50 a hora.
Fonte: G1 Paraná 18/11/2011
Polícia prende jovem que foi flagrado comemorando furto em elevador
Foi preso na tarde de quinta-feira (17), em Curitiba, o rapaz de 21 anos que foi flagrado por câmeras de segurança de um elevador comemorando o furto de um laptop. De acordo com a Polícia Civil, a prisão foi realizada no terminal de ônibus Guadalupe, no centro. Ele foi reconhecido pelos policiais quando tentava embarcar em um ônibus.
Os policiais informaram também que ele atuava sempre em estabelecimentos comerciais e as imagens divulgadas ajudaram quatro vítimas a reconhecer o suspeito.
Na gravação, o jovem entra no elevador com um laptop na mão e o guarda na bolsa. O suspeito demonstra nervosismo, mas depois não segura a felicidade e vibra muito.
Além do rapaz, outra pessoa que agia com ele também foi presa.
Fonte: Gazeta do povo 18/11/2011
Os policiais informaram também que ele atuava sempre em estabelecimentos comerciais e as imagens divulgadas ajudaram quatro vítimas a reconhecer o suspeito.
Na gravação, o jovem entra no elevador com um laptop na mão e o guarda na bolsa. O suspeito demonstra nervosismo, mas depois não segura a felicidade e vibra muito.
Além do rapaz, outra pessoa que agia com ele também foi presa.
Fonte: Gazeta do povo 18/11/2011
Obras bloqueiam trecho da Avenida Marechal Floriano Peixoto nesta sexta
Os motoristas que trafegam pelo bairro Hauer, em Curitiba, encontram bloqueio no trânsito nesta sexta-feira (18). A interdição ocorre no sentido Centro-bairro da Avenida Marechal Floriano Peixoto, entre as ruas Júlio César Ribeiro de Sousa e Waldemar Kost.
De acordo com a prefeitura de Curitiba, obras estão sendo feitas no local. O bloqueio deve seguir até as 17 horas. Agentes da Diretoria de Trânsito de Curitiba Diretran orientam o trânsito.
Fonte:Gazeta do povo 18/11/2011
De acordo com a prefeitura de Curitiba, obras estão sendo feitas no local. O bloqueio deve seguir até as 17 horas. Agentes da Diretoria de Trânsito de Curitiba Diretran orientam o trânsito.
Fonte:Gazeta do povo 18/11/2011
O MINEIRINHO ENFRENTANDO O "BULLING"
O mineirinho está comendo no balcão de um restaurante de estrada, quando entram três motoqueiros cariocas, do grupo "Abutres" (aqueles caras que vestem roupas de couro preto, cheias de coisas cromadas e que gostam de mostrar sua força quando estão em bando).
O primeiro, vai até o mineirinho, apaga o cigarro em cima do bife dele e vai sentar-se em uma ponta do balcão.
O segundo, vai até o mineirinho, cospe no copo dele e vai sentar-se na outra ponta do balcão.
O terceiro, vira o prato do mineirinho e também vai sentar ao outra ponta do balcão.
Sem uma palavra de protesto, o mineirinho levanta-se, põe o chapéu e vai embora.
Depois de um tempo, um dos motoqueiros diz ao garçom:
- Esse sujeito não era homem!
E o garçom:
- E nem bom motorista... Acabou de passar, com o SCANIA dele, em cima de três motos!!!
Thomas, o gatão
Baile Gaúcho & Sertanejo
O Movimento de Juventude Cristã - MOJUC
Convida você e toda a sua família para participar deste grande evento.
Garanta seu ingresso.Crianças até 10 anos não pagam.
Participação especial do CTG 20 de setembro.
Local: Salão Paroquial Santuário Santa Rita de Cássia
Maiores informações pessoalmente no Santuário ou pelo fone 3276-2075
Participem!
Convida você e toda a sua família para participar deste grande evento.
Garanta seu ingresso.Crianças até 10 anos não pagam.
Participação especial do CTG 20 de setembro.
Local: Salão Paroquial Santuário Santa Rita de Cássia
Maiores informações pessoalmente no Santuário ou pelo fone 3276-2075
Participem!
Blogueiro terá de se retratar à viúva de vítima
Dois dos três desembargadores da 9.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná votaram pela condenação do jornalista norte-americano Joe Sharkey, do The New York Times, em uma ação por danos morais julgada ontem, em Curitiba. Sharkey era passageiro do jatinho Legacy que colidiu com o voo 1907 da Gol, em um acidente que deixou 154 pessoas mortas em 2006.
O jornalista está sendo processado por Rosane Gutjahr, que perdeu o marido na tragédia. Sharkey é acusado de usar um blog para fazer críticas pesadas ao povo brasileiro e por culpar as autoridades do país pela colisão dos aviões. Ele não compareceu ao julgamento e nem apresentou defesa, mas no blog disse que as alegações contra ele são falsas.
Apesar dos dois a zero, a sentença final não foi anunciada ontem porque o desembargador José Augusto Gomes Aniceto pediu vistas para analisar melhor o processo, adiando para dezembro o anúncio do seu voto. Votaram pela condenação os magistrados Sérgio Luiz Patitucci e Rosana Fachinn.
O advogado da autora do processo, Dante D’Aquino, esclarece que, mesmo com o pedido de vistas, o resultado não deve ser modificado porque já se tem a maioria dos votos. O jornalista deve ser condenado a fazer uma retratação pública ao povo brasileiro e a pagar uma indenização de R$ 50 mil, retroativo a janeiro de 2008, acrescido de juros e correção monetária. O dinheiro será doado à Associação de Amigos do Hospital de Clínicas de Curitiba. “Essa condenação não é financeira, é moral. Isso nos acalenta um pouco”, disse Rosane.
Fonte: Gazeta dom povo 18/11/2011
O jornalista está sendo processado por Rosane Gutjahr, que perdeu o marido na tragédia. Sharkey é acusado de usar um blog para fazer críticas pesadas ao povo brasileiro e por culpar as autoridades do país pela colisão dos aviões. Ele não compareceu ao julgamento e nem apresentou defesa, mas no blog disse que as alegações contra ele são falsas.
Apesar dos dois a zero, a sentença final não foi anunciada ontem porque o desembargador José Augusto Gomes Aniceto pediu vistas para analisar melhor o processo, adiando para dezembro o anúncio do seu voto. Votaram pela condenação os magistrados Sérgio Luiz Patitucci e Rosana Fachinn.
O advogado da autora do processo, Dante D’Aquino, esclarece que, mesmo com o pedido de vistas, o resultado não deve ser modificado porque já se tem a maioria dos votos. O jornalista deve ser condenado a fazer uma retratação pública ao povo brasileiro e a pagar uma indenização de R$ 50 mil, retroativo a janeiro de 2008, acrescido de juros e correção monetária. O dinheiro será doado à Associação de Amigos do Hospital de Clínicas de Curitiba. “Essa condenação não é financeira, é moral. Isso nos acalenta um pouco”, disse Rosane.
Fonte: Gazeta dom povo 18/11/2011
Porto de Paranaguá recebe navio de cruzeiro alemão
O navio de cruzeiro alemão Aida Cara chegou ao Litoral do Paraná nesta quinta-feira (17) e se tornou o primeiro a atracar no Porto de Paranaguá para turismo nesta temporada. Os 1,4 mil passageiros e parte da tripulação deixaram a embarcação para conhecer a cidade e outros pontos turísticos da região. Entre os destinos estava a Ilha do Mel.
VÍDEO: Conheça um navio de cruzeiro por dentro
O capitão do navio, Thomas Mey, disse que, mesmo sem um terminal de passageiros, a impressão da passagem por Paranaguá foi ótima. Ele ainda ressaltou as condições de segurança e a limpeza do cais, em entrevista para a Agência Estadual de Notícias (AEN), órgão oficial de comunicação do governo do estado.
Mey recebeu os secretários de Turismo, Faisal Saleh; e de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho; e o superintendente do Porto, Airton Vidal Maron. Saleh acredita que esse foi um primeiro passo para a mudança do perfil do litoral paranaense, por conta da movimentação do comércio, do artesanato e da oferta de serviços ligados ao turismo que esse tipo de atividade proporciona.
A previsão é que as paradas regulares comecem já na próxima temporada. Neste ano, estão previstas apenas paradas técnicas. O objetivo é consolidar a atividade com um terminal de passageiros para que Paranaguá faça parte dos roteiros oficiais de viagens.
Segundo Maron, para receber o navio de passageiros, foi necessário alterar a programação dos navios de cargas e separar uma área do cais onde havia 500 veículos importados aguardando alfandegamento. Para o superintendente do Porto, o esforço valeu a pena.
Quem se mostrou satisfeito com o Litoral do Paraná foi o representante da Aida Cruises, empresa proprietária do navio, Feiz Taha. Para ele, o empenho do governo do Paraná foi fundamental para que o Aida Cara decidisse fazer quatro paradas técnicas em Paranaguá na temporada 2011-2012.
Dez ônibus foram colocados à disposição dos visitantes pela prefeitura de Paranaguá. O município também preparou uma recepção com apresentações culturais e tendas para venda de artesanato na Praça de Eventos 29 de Julho. Em apenas um dia, e expectativa do vice-prefeito de Paranaguá, Fabiano Elias, é que os visitantes deixem 150 mil dólares (cerca de R$ 266 mil) em consumo direto no comércio local.
Fonte: Gazeta do povo 17/11/2011
Cinco presos cavam túnel e fogem de penitenciária de Piraquara
Cinco presos escaparam da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), na região metropolitana de Curitiba, na noite de terça-feira (15), após cavarem um túnel em uma das celas do complexo. Um sexto detento também tentou escapar, mas se feriu ao tentar pular um dos muros do centro de detenção. Até a tarde desta quinta-feira (17), nenhum dos fugitivos havia sido recapturado.
Segundo o diretor da penitenciária, José Luis Silva Ribas, o túnel foi escavado em uma cela onde nove homens estavam presos. Os detentos retiraram a latrina e cavaram um pequeno túnel de cerca de dois metros de extensão, até o pátio do presídio. Seis homens saíram pelo buraco e escalaram um muro, já na parte externa da unidade. Um deles sofreu uma queda e foi recapturado. Três presos que estavam na cela optaram por não tentar fugir. “São presos que trabalham na unidade e que tem um bom comportamento”, observou Ribas.
A fuga só foi percebida na manhã de quarta-feira (16), quando os agentes penitenciários fizeram a contagem dos presos. De acordo com o diretor da penitenciária, não há indícios de que tenha havido falhas na segurança ou que funcionários do presídio tenham facilitado a fuga. “De acordo com o depoimento dos próprios presos que não quiserem fugir, não houve qualquer conivência de agentes. Mas tudo isso será apurado”, garantiu Ribas.
O Departamento Penitenciário (Depen) foi comunicado da fuga. A Delegacia de Vigilâncias e Capturas (DVC), da Polícia Civil, foi acionada para tentar localizar os foragidos. O Instituto de Criminalística (IC) periciou a cela onde a fuga ocorreu e prepara um laudo técnico sobre as falhas.
Outro caso
No dia 8 de novembro, agentes carcerários descobriram que presos de uma das celas da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), no bairro Jardim Botânico, em Curitiba, cavavam um túnel para tentar fugir. Cinco presos que estavam detidos no local usaram utensílios improvisados para revolver a terra, que era escondida em um dos beliches. A polícia acredita que os 20 presos da ala tentariam fugir.
Fonte: Gazeta do povo 17/11/2011
Segundo o diretor da penitenciária, José Luis Silva Ribas, o túnel foi escavado em uma cela onde nove homens estavam presos. Os detentos retiraram a latrina e cavaram um pequeno túnel de cerca de dois metros de extensão, até o pátio do presídio. Seis homens saíram pelo buraco e escalaram um muro, já na parte externa da unidade. Um deles sofreu uma queda e foi recapturado. Três presos que estavam na cela optaram por não tentar fugir. “São presos que trabalham na unidade e que tem um bom comportamento”, observou Ribas.
A fuga só foi percebida na manhã de quarta-feira (16), quando os agentes penitenciários fizeram a contagem dos presos. De acordo com o diretor da penitenciária, não há indícios de que tenha havido falhas na segurança ou que funcionários do presídio tenham facilitado a fuga. “De acordo com o depoimento dos próprios presos que não quiserem fugir, não houve qualquer conivência de agentes. Mas tudo isso será apurado”, garantiu Ribas.
O Departamento Penitenciário (Depen) foi comunicado da fuga. A Delegacia de Vigilâncias e Capturas (DVC), da Polícia Civil, foi acionada para tentar localizar os foragidos. O Instituto de Criminalística (IC) periciou a cela onde a fuga ocorreu e prepara um laudo técnico sobre as falhas.
Outro caso
No dia 8 de novembro, agentes carcerários descobriram que presos de uma das celas da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), no bairro Jardim Botânico, em Curitiba, cavavam um túnel para tentar fugir. Cinco presos que estavam detidos no local usaram utensílios improvisados para revolver a terra, que era escondida em um dos beliches. A polícia acredita que os 20 presos da ala tentariam fugir.
Fonte: Gazeta do povo 17/11/2011
quinta-feira, novembro 17, 2011
MP pede afastamento de Derosso da presidência da Câmara
O Ministério Púbico do Paraná (MP-PR) propôs, nesta quinta-feira (17), uma ação de improbidade administrativa contra o presidente da Câmara de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), pedindo o afastamento do vereador, além do bloqueio dos bens. Os motivos são irregularidades na contratação da empresa Oficina da Notícia, que teria prestado serviços de publicidade para a Casa.
A jornalista Cláudia Queiroz Guedes, mulher de Derosso e proprietária da empresa, e outros quatro integrantes da Comissão de Licitação da Casa também são citados na ação que pede a devolução de R$ 5,966 milhões aos cofres públicos.
Afastamento
Segundo o MP-PR, o afastamento cautelar de Derosso das funções públicas na administração da Câmara é necessário para que o presidente da Câmara não continue desempenhando as atividades pelas quais está sendo investigado. Além disso, a ação diz que Derosso poderia intimidar, ainda que indiretamente, as testemunhas do processo. Outra justificativa seria a “ameaça de que o Poder Legislativo Municipal seja conduzido ao descrédito”.
Bloqueio de bens
A solicitação da indisponibilidade dos bens é justificada como medida cautelar pelo fato de o ato de improbidade administrativa, na avaliação do MP, causar lesão ao patrimônio público ou enriquecimento ilícito.
Irregularidades
De acordo com a ação, o edital de licitação para a contratação de uma empresa de publicidade foi autorizado no dia 30 de janeiro de 2006 e foi “publicado tão somente no Diário Oficial do Município e no Jornal Diário Popular, ambos em data de 23 de fevereiro de 2006, não havendo publicação no Diário Oficial do Estado”, como estabelece a lei. O jornal, que não existe mais, tinha circulação essencialmente municipal e baixa tiragem na avaliação do MP-PR, fato que desrespeita a lei 8.666/93, que determina a publicação em jornal “diário de grande circulação no Estado”. Ainda segundo o MP-PR, em outras ocasiões a Câmara adotou as medidas cabíveis.
A ação ainda questiona o fato de outras empresas não terem se interessado pela concorrência e cita outros contratos firmados por órgão públicos para a prestação de serviços similares que atraíram interesse de várias empresas. Para o MP-PR, houve “ausência de vontade da administração da Câmara em trazer a público o edital, ao que parece objetivando satisfazer interesses particulares”.
Com isso, o contrato com a antiga prestadora do serviço, a empresa Visão Publicidade, que já prestava serviços à Câmara desde 1998, foi renovado e a empresa Oficina da Notícia, de propriedade de Cláudia foi contratada quando esta era funcionária comissionada e mantido quando, posteriormente, ela se tornou esposa do presidente da Câmara.
Ainda na ação consta que Washington Luiz Moreno, presidente da comissão de licitação, teria dito, em audiência, que, após elaborado o edital para a contratação de uma empresa que prestaria os serviços de publicidade da Câmara, partiu de Derosso a decisão de contratar duas empresas.
O contrato previa, para os meses de maio a dezembro de 2006, o gasto de R$ 5,2 milhões ou R$ 650 mil por mês que seria dividido entre as duas empresas conforme a divisão de serviços. A forma de divisão dos trabalhos e valores não consta no edital e nem no contrato, segundo a ação proposta.
Aditivos
O MP-PR ainda esclarece que o contrato inicialmente firmado com as empresas Visão e Oficina da Notícia, assinado em maio de 2006 sofreu dois aditivos. O primeiro deles em maio de 2008, devidamente publicado no Diário Oficial de Curitiba, que estendia o contrato por mais doze meses. O segundo aditivo foi assinado em maio de 2009, prorrogando o contrato por mais 24 meses. Os aditivos foram autorizados e firmados pelo presidente da Câmara Municipal, o vereador João Claudio Derosso.
Na data da prorrogação dos contratos, Claudia não fazia mais parte do quadro de servidores da Câmara Municipal de Curitiba, mas já mantinha com Derosso um relacionamento íntimo de afeto.
Os membros da Comissão de Licitação Washington Luiz Moreno, Airton Luiz Bonacif Borges, Maria Angélica Bellani Martins e Priscilla de Sá e Benevides Carneiro, também são citados na ação. Para o MP-PR, eles “deixaram de verificar, através da documentação apresentada, que uma das empresas participantes da licitação tinha como proprietária servidora comissionada da Câmara Municipal de Curitiba”.
Defesa
A reportagem da Gazeta do Povo entrou em contato com o advogado de Cláudia, Marcelo Ciscato, que disse que só vai se pronunciar após tomar conhecimento da ação. Ele ainda afirmou que conversaria com a jornalista para saber se ela quer se pronunciar sobre o pedido do MP-PR.
Já os quatro funcionários da comissão de licitação citados na ação não foram localizados na Câmara pela reportagem por conta do horário. A reportagem ainda tenta entrar em contato com João Cláudio Derosso por meio da assessoria do vereador.
Histórico
Derosso foi denunciado no Conselho de Ética em 21 de julho por irregularidades na contratação da empresa Oficina de Notícias. No dia 1º de agosto, após o recesso parlamentar, a primeira sessão da Câmara terminou em tumulto após um protesto organizado por representantes sindicais, estudantes e de partidos da oposição. No dia seguinte, Derosso falou sobre as denúncias no plenário, mas deixou o local sem conversar com os jornalistas.
Ainda em agosto, os vereadores aprovaram a criação de uma CPI para investigar as supostas irregularidades envolvendo Derosso. No dia 18 de agosto, em depoimento do Conselho de Ética, Derosso afirmou que não iria renunciar ao cargo de presidente da Câmara.
No dia 20 de agosto, manifestantes assaram batatas em frente à Câmara em prostesto contra Derosso. Três dias depois, em sessão secreta, Derosso admitiu que sabia que Cláudia era funcionária comissionada da Câmara. No dia 26 do mesmo mês, Derosso prestou depoimento no MP.
Em setembro, o Conselho de Ética aprovou o afastamento de Derosso da Câmara. No dia 6 de setembro, O TJ cassou a liminar que obrigava a Mesa Executiva da Câmara a colacar em votação os pedidos de afastamento de Derosso. No fim de setembro, centenas de pessoas se reuniram em um ato contra o presidente da Câmara.
Em depoimento na CPI, os funcionários da Comissão de Licitação da Câmara negaram participação nas irregularidades apontadas em denúncias. Em outubro, o relator do Conselho de Ética da Câmara, vereador Dirceu Moreira (PSL), apresentou o relatório solicitando o arquivamento da representação contra Derosso referente ao jornal Câmara em Ação. O relator teve mais tempo para analisar o caso, mas optou pelo arquivamento um mês depois. Antes disso, Cláudia prestou depoimento na CPI e afirmou que consultou a procuradoria jurídica da Câmara antes de realizar a renovação do contrato de sua empresa com o Legislativo municipal.
Fonte: Gazeta do povo 16/11/2011
Religião não se discute!!!
Num banquete, botaram um padre sentado ao lado de um rabino.
O padre, querendo gozar o rabino, enche o prato com pedaços
de um suculento leitão e depois oferece para o colega.
O rabino recusa, dizendo:
- Muito obrigado, mas... não sabe que a minha religião não permite a carne de porco?
- Noooossa! Que religião esquisita! Comer leitão é uma delííícia!
- Comenta o padre com ironia.
Na hora da despedida, o rabino chega e diz para o padre:
- Mande minhas recomendações a sua mulher!
E o padre, horrorizado:
- Minha mulher? Não sabe que a minha religião não permite casamento de sacerdotes?
- Noooossa! Que religião esquisita! Comer mulher é uma delííícia!!!..
Mas se você prefere leitão......
Thomas, o gatão.
O microfone, a escola e a professora: o descaso com as condições de trabalho na educação
Francis Madlener
Representante sindical de escola municipal de Curitiba
27/09/2011
Em uma escola pública, quando um aluno precisa de uma carteira ou cadeira, não é pedido que sua família a compre, ou quando uma professora de educação física precisa de bolas e cordas para dar sua aula, não lhe é pedido que compre os materiais necessários para seu trabalho. Por que então, quando uma professora que, em decorrência de seu trabalho docente desenvolve problemas de voz, lhe é dito que “cabe ao profissional adquirir o microfone para seu uso”?
As questões ligadas às condições do trabalho docente envolvem uma série de fatores que dizem respeito ao cotidiano escolar e à vida dos trabalhadores e trabalhadoras em educação. As necessidades pertinentes a esse trabalho se refletem em cada realidade de formas específicas, porém, estão ligadas à toda categoria e às reivindicações dessas trabalhadoras e trabalhadores. O caso aqui apresentado é mais um dentre as várias histórias que, infelizmente, estamos carecas de viver e contar.
A professora em questão trabalha na Rede Municipal de Ensino de Curitiba e há um ano vem fazendo tratamento fonoterápico através de um programa de saúde vocal da administração municipal, porém, vem vivendo um dilema nos últimos dias em virtude da orientação da fonoaudióloga que a acompanha no programa. A especialista orientou a professora a começar a usar um microfone para dar aulas e também afirmou que o microfone existente na escola na qual trabalha não é adequado. Além de não se adequado para o trabalho docente, tal microfone necessita de trocas constantes de suas baterias, cerca de duas vezes por semana, e o custo dessas baterias deveria, segundo o programa de saúde vocal e a própria escola, ser coberto pela professora. Ou seja, além de ter desenvolvido uma doença em decorrência do trabalho, a professora deverá pagar para poder trabalhar, comprando as baterias necessárias para poder continuar dando aula.
Uma vez que o microfone que a escola tem é inadequado, a professora tentou então, conseguir outro microfone, próprio para seu uso, e novamente ouviu que nem a secretaria de recursos humanos, responsável pelo programa, quanto a secretaria municipal de educação são responsáveis por isso, e que, se ela assim desejar, deverá comprar outro microfone. Resumindo, se a professora quer continuar dando aula, mantendo sua saúde vocal, terá que mexer no seu já minguado salário.
Como dito no início desse texto, nós professoras e professores precisamos de diversos instrumentos de trabalho, e esses instrumentos, em uma escola pública, deve ser fornecido pela mantenedora, nesse caso, a Prefeitura Municipal de Curitiba, através de sua Secretaria Municipal de Educação. Se, como professoras, precisamos recorrer ao uso de microfones, para a manutenção do nosso trabalho e, principalmente, de nossa saúde, cabe a mantenedora nos dar condições de trabalho, certo?
A saída para essa situação não é a mesma dada para tantos outros problemas financeiros das nossas escolas: rifas, festas, contribuições, doações e benfeitorias de políticos “amigos”. Esse exemplo, que parece pequeno em meio ao mar de problemas que vivenciamos na escola pública, demonstra que, entre outras reivindicações em prol da melhoria da educação, o investimento através da aplicação de 10% do PIB nacional na educação é fundamental para a melhoria da escola e das condições do trabalho docente.
A saída é a mobilização para que as condições mínimas de trabalho sejam atendidas, afinal, a melhoria da educação pública caminha de mãos dadas com a valorização do professor e da professora, e isso se dá através da melhoria das condições de trabalho, valorização salarial, carreira, hora atividade e nesse bojo estão as coisas mais simples, como a aquisição de um microfone para que nossa colega possa continuar seu ofício.
http://diariodaclasse.wordpress.com/
Representante sindical de escola municipal de Curitiba
27/09/2011
Em uma escola pública, quando um aluno precisa de uma carteira ou cadeira, não é pedido que sua família a compre, ou quando uma professora de educação física precisa de bolas e cordas para dar sua aula, não lhe é pedido que compre os materiais necessários para seu trabalho. Por que então, quando uma professora que, em decorrência de seu trabalho docente desenvolve problemas de voz, lhe é dito que “cabe ao profissional adquirir o microfone para seu uso”?
As questões ligadas às condições do trabalho docente envolvem uma série de fatores que dizem respeito ao cotidiano escolar e à vida dos trabalhadores e trabalhadoras em educação. As necessidades pertinentes a esse trabalho se refletem em cada realidade de formas específicas, porém, estão ligadas à toda categoria e às reivindicações dessas trabalhadoras e trabalhadores. O caso aqui apresentado é mais um dentre as várias histórias que, infelizmente, estamos carecas de viver e contar.
A professora em questão trabalha na Rede Municipal de Ensino de Curitiba e há um ano vem fazendo tratamento fonoterápico através de um programa de saúde vocal da administração municipal, porém, vem vivendo um dilema nos últimos dias em virtude da orientação da fonoaudióloga que a acompanha no programa. A especialista orientou a professora a começar a usar um microfone para dar aulas e também afirmou que o microfone existente na escola na qual trabalha não é adequado. Além de não se adequado para o trabalho docente, tal microfone necessita de trocas constantes de suas baterias, cerca de duas vezes por semana, e o custo dessas baterias deveria, segundo o programa de saúde vocal e a própria escola, ser coberto pela professora. Ou seja, além de ter desenvolvido uma doença em decorrência do trabalho, a professora deverá pagar para poder trabalhar, comprando as baterias necessárias para poder continuar dando aula.
Uma vez que o microfone que a escola tem é inadequado, a professora tentou então, conseguir outro microfone, próprio para seu uso, e novamente ouviu que nem a secretaria de recursos humanos, responsável pelo programa, quanto a secretaria municipal de educação são responsáveis por isso, e que, se ela assim desejar, deverá comprar outro microfone. Resumindo, se a professora quer continuar dando aula, mantendo sua saúde vocal, terá que mexer no seu já minguado salário.
Como dito no início desse texto, nós professoras e professores precisamos de diversos instrumentos de trabalho, e esses instrumentos, em uma escola pública, deve ser fornecido pela mantenedora, nesse caso, a Prefeitura Municipal de Curitiba, através de sua Secretaria Municipal de Educação. Se, como professoras, precisamos recorrer ao uso de microfones, para a manutenção do nosso trabalho e, principalmente, de nossa saúde, cabe a mantenedora nos dar condições de trabalho, certo?
A saída para essa situação não é a mesma dada para tantos outros problemas financeiros das nossas escolas: rifas, festas, contribuições, doações e benfeitorias de políticos “amigos”. Esse exemplo, que parece pequeno em meio ao mar de problemas que vivenciamos na escola pública, demonstra que, entre outras reivindicações em prol da melhoria da educação, o investimento através da aplicação de 10% do PIB nacional na educação é fundamental para a melhoria da escola e das condições do trabalho docente.
A saída é a mobilização para que as condições mínimas de trabalho sejam atendidas, afinal, a melhoria da educação pública caminha de mãos dadas com a valorização do professor e da professora, e isso se dá através da melhoria das condições de trabalho, valorização salarial, carreira, hora atividade e nesse bojo estão as coisas mais simples, como a aquisição de um microfone para que nossa colega possa continuar seu ofício.
http://diariodaclasse.wordpress.com/
Ordem para matar adolescentes na Vila Sabará partiu do tráfico, diz polícia Jovens seriam integrantes de gangues que são usadas por traficantes.
O tráfico de drogas está por trás dos assassinatos de adolescentes ocorridos em novembro na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Segundo a Delegacia de Homicídios (DH), as mortes foram determinadas por traficantes que atuam na área e que usam as gangues de jovens para a venda de drogas. Desde o início do mês, dois jovens foram mortos e três pessoas foram baleadas no entorno da Escola Municipal Candido Portinari, na Vila Sabará. Na Vila Barigui, um rapaz de 18 anos também foi atingido por disparos. Segundo o delegado Rubens Recalcatti, chefe da DH, todos os casos estão relacionados.
A polícia identificou três gangues formadas por jovens daquela região. Segundo o delegado Jaime da Luz, responsável pelas investigações, esses grupos se enfrentam entre si, disputando espaços de convivência (como ruas de maior movimento e bosques). Entretanto, as facções também seriam usadas pelo tráfico de drogas, o que teria servido de estopim para as mortes. “Apesar de essas gangues não terem sido formadas para traficar, elas acabam sendo usadas pelos traficantes”, ressalta.
Como cada gangue está fixada em um local específico, seus integrantes acabaram cooptados pelos traficantes desta localidade. A rixa entre os traficantes teria acirrado, segundo a polícia, a indisposição entre os grupos. “Os dois assassinatos e as outras tentativas de homicídios foram determinados pelos ‘patrões’ [chefes de um pequeno grupo ligado ao tráfico], que disputam pontos de tráfico naquela área”, explicou o delegado.
Nesta semana, a DH intensifica as investigações dos casos para identificar os traficantes envolvidos nas disputas e nas mortes. A polícia trabalha com base no depoimento de testemunhas e sobreviventes, em informações levantadas pela unidade e em denúncias. Os investigadores também se apoiam sobre uma suposta lista de jovens que integrariam as gangues e que estariam marcados para morrer. “É um trabalho delicado e que envolve adolescentes. Então, é preciso cautela. Mas esperamos terminar essas investigações com a prisão dos traficantes”, disse o delegado Recalcatti.
Disputas e mortes
O primeiro adolescente foi assassinado no dia 1º de novembro. Loredo Messias da Silva, de 15 anos foi morto a tiros, após sair da Escola Cândido Portinari, por volta das 12h30. Segundo a polícia, o jovem integrava uma gangue chamada Cidade de Deus (CDD). Apesar disso, o rapaz mantinha amizades em uma área dominada por outro grupo, o Comando Sabará. “Não há evidências de que Loredo Messias, pessoalmente, tivesse envolvimento com o tráfico. Mas o CDD é usado pelo tráfico. A ordem para a morte dele partiu de traficantes de outro ponto”, disse Jaime da Luz.
Segundo as investigações, entre os assassinos de Loredo Messias está Maicon Wilian de Lima Patrício, de 16 anos. Ele é apontado como integrante do Comando Sabará e foi morto no dia seguinte, a poucas quadras da escola. Além dessas duas facções, a polícia também identificou a existência de um terceiro grupo: o Comando Corbélia.
O delegado afirma que as outras quatro tentativas de homicídio também obedecem a mesma dinâmica. Inclusive, o caso de Eduardo de Toledo, de 18 anos, atingido por dois tiros na Vila Barigui, na CIC. Ele seria morador da Vila Sabará e foi alvejado quando ia visitar a namorada. “No primeiro momento, nos debruçamos sobre os assassinatos. Agora, vamos ampliar os trabalhos sobre essas tentativas de homicídio”, disse Jaime.
Espaços públicos
Além do forte sentimento de pertencimento dos jovens em relação às localidades em que nasceram, a rivalidade das gangues também se nutriu de disputa por espaços públicos. Com poucos locais destinados a prática de esportes e atividades de lazer, as gangues mediriam forças para prevalecer sobre alguns pontos no bairro.
Dois deles seriam as ruas Antonio Geroslau Ferreira e Professor José Rodrigues Vieira Netto, no entorno da Escola Cândido Portinari. "Nos fins de semana, os jovens param seus carros por ali e permanecem. A gangues acabam se encontrando nesses lugares", explica Jaime da Luz.
Outros espaços disputados pelos grupos seriam os bosques, especialmente o Parque dos Tropeiros. Neste local, os jovens permaneceriam nos dias de semana. "A conversa que se ouve é que os grupos querem tomar o Parque dos Tropeiros", disse Recalcatti.
Fonte: Gazeta do povo 16/11/2011
A polícia identificou três gangues formadas por jovens daquela região. Segundo o delegado Jaime da Luz, responsável pelas investigações, esses grupos se enfrentam entre si, disputando espaços de convivência (como ruas de maior movimento e bosques). Entretanto, as facções também seriam usadas pelo tráfico de drogas, o que teria servido de estopim para as mortes. “Apesar de essas gangues não terem sido formadas para traficar, elas acabam sendo usadas pelos traficantes”, ressalta.
Como cada gangue está fixada em um local específico, seus integrantes acabaram cooptados pelos traficantes desta localidade. A rixa entre os traficantes teria acirrado, segundo a polícia, a indisposição entre os grupos. “Os dois assassinatos e as outras tentativas de homicídios foram determinados pelos ‘patrões’ [chefes de um pequeno grupo ligado ao tráfico], que disputam pontos de tráfico naquela área”, explicou o delegado.
Nesta semana, a DH intensifica as investigações dos casos para identificar os traficantes envolvidos nas disputas e nas mortes. A polícia trabalha com base no depoimento de testemunhas e sobreviventes, em informações levantadas pela unidade e em denúncias. Os investigadores também se apoiam sobre uma suposta lista de jovens que integrariam as gangues e que estariam marcados para morrer. “É um trabalho delicado e que envolve adolescentes. Então, é preciso cautela. Mas esperamos terminar essas investigações com a prisão dos traficantes”, disse o delegado Recalcatti.
Disputas e mortes
O primeiro adolescente foi assassinado no dia 1º de novembro. Loredo Messias da Silva, de 15 anos foi morto a tiros, após sair da Escola Cândido Portinari, por volta das 12h30. Segundo a polícia, o jovem integrava uma gangue chamada Cidade de Deus (CDD). Apesar disso, o rapaz mantinha amizades em uma área dominada por outro grupo, o Comando Sabará. “Não há evidências de que Loredo Messias, pessoalmente, tivesse envolvimento com o tráfico. Mas o CDD é usado pelo tráfico. A ordem para a morte dele partiu de traficantes de outro ponto”, disse Jaime da Luz.
Segundo as investigações, entre os assassinos de Loredo Messias está Maicon Wilian de Lima Patrício, de 16 anos. Ele é apontado como integrante do Comando Sabará e foi morto no dia seguinte, a poucas quadras da escola. Além dessas duas facções, a polícia também identificou a existência de um terceiro grupo: o Comando Corbélia.
O delegado afirma que as outras quatro tentativas de homicídio também obedecem a mesma dinâmica. Inclusive, o caso de Eduardo de Toledo, de 18 anos, atingido por dois tiros na Vila Barigui, na CIC. Ele seria morador da Vila Sabará e foi alvejado quando ia visitar a namorada. “No primeiro momento, nos debruçamos sobre os assassinatos. Agora, vamos ampliar os trabalhos sobre essas tentativas de homicídio”, disse Jaime.
Espaços públicos
Além do forte sentimento de pertencimento dos jovens em relação às localidades em que nasceram, a rivalidade das gangues também se nutriu de disputa por espaços públicos. Com poucos locais destinados a prática de esportes e atividades de lazer, as gangues mediriam forças para prevalecer sobre alguns pontos no bairro.
Dois deles seriam as ruas Antonio Geroslau Ferreira e Professor José Rodrigues Vieira Netto, no entorno da Escola Cândido Portinari. "Nos fins de semana, os jovens param seus carros por ali e permanecem. A gangues acabam se encontrando nesses lugares", explica Jaime da Luz.
Outros espaços disputados pelos grupos seriam os bosques, especialmente o Parque dos Tropeiros. Neste local, os jovens permaneceriam nos dias de semana. "A conversa que se ouve é que os grupos querem tomar o Parque dos Tropeiros", disse Recalcatti.
Fonte: Gazeta do povo 16/11/2011
Universitária é acusada de furtar lojas de shopping
Uma estudante universitária foi presa, na tarde desta quarta-feira (16), acusada de ter furtado pelo menos cinco lojas de um shopping localizado no Alto da Rua XV, em Curitiba. Ela foi descoberta por uma funcionária de uma das lojas, que acionou os agentes de segurança do estabelecimento. A jovem poderá responder pelos crimes em liberdade, após pagar a fiança arbitrada pela polícia.
A universitária foi identificada como Sara Guimarães de Lima, de 20 anos, apontada como aluna da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). O curso que ela frequenta não foi divulgado pelas autoridades. Segundo informações da Polícia Militar (PM), os furtos ocorreram no início da tarde, por volta das 12h30. Entre os estabelecimentos furtados, estão uma loja de roupas, duas de roupas íntimas e duas de produtos variados.
A PM informou que foi acionada pela equipe de segurança do Polloshop, que havia detido a estudante sob suspeita de ter cometido os furtos. De acordo com a denúncia, a jovem se passava por cliente das lojas e escondia os objetos em uma bolsa. Segundo a PM, uma viatura do 12º Batalhão foi ao shopping e constatou os crimes, prendendo a universitária em flagrante.
O delegado Geraldo Celezinski, do 5º Distrito Policial (DP), disse que pretendia ouvir a estudante e representantes das lojas vítimas ainda nesta quarta-feira. O responsável pelas investigações arbitrou fiança no valor de R$ 550. “Como não é um crime grave, assim que ela pagar a fiança, será liberada”, explicou o delegado. Até as 16h30, o valor ainda não havia sido pago.
Fonte: Gazeta do povo 16/11/2011
A universitária foi identificada como Sara Guimarães de Lima, de 20 anos, apontada como aluna da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). O curso que ela frequenta não foi divulgado pelas autoridades. Segundo informações da Polícia Militar (PM), os furtos ocorreram no início da tarde, por volta das 12h30. Entre os estabelecimentos furtados, estão uma loja de roupas, duas de roupas íntimas e duas de produtos variados.
A PM informou que foi acionada pela equipe de segurança do Polloshop, que havia detido a estudante sob suspeita de ter cometido os furtos. De acordo com a denúncia, a jovem se passava por cliente das lojas e escondia os objetos em uma bolsa. Segundo a PM, uma viatura do 12º Batalhão foi ao shopping e constatou os crimes, prendendo a universitária em flagrante.
O delegado Geraldo Celezinski, do 5º Distrito Policial (DP), disse que pretendia ouvir a estudante e representantes das lojas vítimas ainda nesta quarta-feira. O responsável pelas investigações arbitrou fiança no valor de R$ 550. “Como não é um crime grave, assim que ela pagar a fiança, será liberada”, explicou o delegado. Até as 16h30, o valor ainda não havia sido pago.
Fonte: Gazeta do povo 16/11/2011
Urbs recebe proposta para bicicletários
Termina hoje, às 9 horas, o prazo para a entrega das propostas para a ocupação e exploração de seis bicicletários em diferentes pontos de Curitiba. Os equipamentos estão localizados no Parque São Lourenço, Centro Cívico, Santa Quitéria, Carmo, Pinheirinho e Jardim Botânico.
As propostas serão recebidas na sede da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), na Estação Rodoferroviária. O edital está disponível no site www.urbs.curitiba.pr.gov.br no item “Licitações”, na página inicial. Vencerá a concorrência aquele que apresentar a maior oferta para a permissão de uso dos equipamentos.
Fonte: Gazeta do povo 16/11/2011
As propostas serão recebidas na sede da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), na Estação Rodoferroviária. O edital está disponível no site www.urbs.curitiba.pr.gov.br no item “Licitações”, na página inicial. Vencerá a concorrência aquele que apresentar a maior oferta para a permissão de uso dos equipamentos.
Fonte: Gazeta do povo 16/11/2011
terça-feira, novembro 15, 2011
Curso de inglês da UFPR seleciona candidatos para vagas gratuitas
O Centro de Línguas e Interculturalidade (Celin) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) está com processo seletivo para vagas gratuitas até o dia 25 de novembro. Os interessados devem preencher um formulário na internet. Este formulário deverá ser entregue junto com a documentação comprobatória.
Segundo o Celin, a classificação dos candidatos será feita do menor para o maior Valor Familiar Mensal Final “Per Capita” (VFMPC) que será obtido da aplicação da seguinte fórmula: Valor Familiar Mensal Final (VFMF) dividido pelo número de pessoas na família.
Além da carência financeira, a justificativa de necessidade socioeconômica e acadêmica para o aprendizado de uma língua estrangeira também será considerado. As vagas gratuitas representam 10% do total de vagas ofertadas pelo Celin no ano de 2012.
Fonte: G1 Paraná 15/11/2011
Segundo o Celin, a classificação dos candidatos será feita do menor para o maior Valor Familiar Mensal Final “Per Capita” (VFMPC) que será obtido da aplicação da seguinte fórmula: Valor Familiar Mensal Final (VFMF) dividido pelo número de pessoas na família.
Além da carência financeira, a justificativa de necessidade socioeconômica e acadêmica para o aprendizado de uma língua estrangeira também será considerado. As vagas gratuitas representam 10% do total de vagas ofertadas pelo Celin no ano de 2012.
Fonte: G1 Paraná 15/11/2011
Anvisa proíbe alimentos e bebidas à base de aloe vera
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda, fabricação e importação de alimentos e bebidas à base de aloe vera. De acordo com o órgão, não há comprovação da segurança do uso do componente e nem registro para esse fim. A restrição foi publicada nesta segunda-feira (14) no Diário Oficial da União.
A aloe vera é uma planta conhecida popularmente como babosa. É usada principalmente em produtos para o cabelo, mas recentemente também era encontrada em bebidas e alimentos, inclusive com função de emagrecimento. Por se encaixar na categoria de "novos alimentos", a planta precisa se submeter ao registro da Anvisa para poder ser comercializada com esse fim.
De acordo com a resolução, o uso da aloe vera é regulamentado apenas como aditivo na função de aromatizantes de alimentos e bebidas, o que continua sendo permitido. As informações são da Agência Brasil.
Fonte: Gazeta do povo 15/11/2011
A aloe vera é uma planta conhecida popularmente como babosa. É usada principalmente em produtos para o cabelo, mas recentemente também era encontrada em bebidas e alimentos, inclusive com função de emagrecimento. Por se encaixar na categoria de "novos alimentos", a planta precisa se submeter ao registro da Anvisa para poder ser comercializada com esse fim.
De acordo com a resolução, o uso da aloe vera é regulamentado apenas como aditivo na função de aromatizantes de alimentos e bebidas, o que continua sendo permitido. As informações são da Agência Brasil.
Fonte: Gazeta do povo 15/11/2011
Câmara autorizou a renovação do contrato, diz mulher de Derosso
A jornalista Cláudia Queiroz Guedes, mulher do presidente da Câmara de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), disse ontem ter consultado a procuradoria jurídica da Casa antes de realizar a renovação do contrato de sua empresa com o Legislativo municipal, quando já era casada com o dirigente da Casa. Dona da agência de propaganda Oficina da Notícia, Cláudia venceu uma licitação para prestar serviços de publicidade para a Câmara em 2006. Até o início deste ano, ela administrou R$ 5,1 milhões da verba publicitária da Casa.
A declaração de Cláudia foi dada ontem em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades nos contratos de publicidade da Câmara.
A renovação do contrato é um dos pontos mais polêmicos de toda a crise na Câmara de Curitiba. Em 2008 e 2009, a Câmara prorrogou um contrato que tinha com a empresa sabendo que a proprietária tinha relação afetiva com Derosso. Em 2006, data da licitação, os dois alegam que ainda não estavam juntos.
Cláudia, que compareceu ontem acompanhada do advogado Marcelo Ciscato, disse que já previa que sua relação com Derosso poderia gerar questionamentos sobre a prorrogação dos contratos. Entretanto, ela diz ter consultado tanto os procuradores da Casa quanto o advogado José Cid Campêlo Filho, e que ambos teriam dado aval para a renovação. De acordo com a jornalista, como o contrato estava sendo executado a contento e como seu relacionamento com Derosso começou depois da licitação, os advogados entenderam que não existiam motivos para não prorrogá-lo. A CPI requisitou a apresentação desses pareceres.
Procurado pela reportagem, Cid Campêlo confirmou que foi procurado pela jornalista. No entanto, ele afirmou que, em razão do sigilo profissional, não pode comentar o caso.
Funcionária
No depoimento, Cláudia confirmou ainda que trabalhou na Câmara como funcionária comissionada entre fevereiro e abril de 2006, prestando assessoria às comissões. Ela teria sido indicada para o cargo pelo ex-vereador Luiz Ernesto (PSDB). De acordo com seu depoimento, ela ficou sabendo da licitação pelo jornal Diário Popular enquanto era funcionária, e pediu sua exoneração para participar do processo. Ela disse também desconhecer que a lei proíbe a participação de servidores em licitações lançadas pelos órgãos públicos nos quais trabalham.
Cláudia disse ainda que a decisão de incluir serviços de publicidade na razão social de sua empresa aconteceu antes de ela decidir participar da licitação. Segundo a jornalista, a empresa estava crescendo e já prestava esse tipo de serviço, e começou o processo de mudança em janeiro de 2006. Segundo relatório do Tribunal de Contas do Paraná (TC), a empresa mudou sua razão social para poder prestar serviço de publicidade 21 dias antes do início da licitação. Antes, a empresa era uma assessoria de comunicação.
A jornalista afirmou ainda que a empresa dela fazia informes, editais e até reportagens para serem publicadas, mediante pagamento da Câmara, em diversos veículos de comunicação da capital. De acordo com ela, a decisão sobre quais veículos receberiam dinheiro da Câmara era tomada pela Oficina da Notícia e pela administração da Casa.
Ela afirmou que havia veículos indicados pelos vereadores para receber publicidade da Casa, mas que nenhum deles, nem mesmo Derosso, entrava em contato diretamente com a empresa dela. De acordo com a jornalista, cabia aos diretores administrativos da Câmara, Relindo Schlegel e João Carlos Milani, fazer essa intermediação. Cláudia destacou que toda a relação da empresa dela com a Câmara era feita com a direção administrativa, sem envolver a presidência e os outros vereadores.
Fonte: Gazeta do povo15/11/2011
segunda-feira, novembro 14, 2011
São José dos Pinhais (PR) encerra inscrições para 98 vagas
A Prefeitura de São José dos Pinhais (PR) encerra nesta segunda-feira (14) as inscrições do concurso para 98 vagas em cargos de nível superior. Os salários variam de R$ 1.374,87 a R$ 2.800,66.
Prefeitura de São José dos Pinhais (PR)
Inscrições
Até 14 de novembro
Vagas
98
Salário
R$ 1.374,87 e R$ 2.800,66
Taxa
R$ 60
Provas
11 de dezembro
São 3 vagas para arquitetos, com salário inicial de R$ 2.800,66, e 95 vagas para professores, com salário de R$ 1.374,87.
Para professor é exigido curso superior de licenciatura graduação plena (reconhecido pelo MEC) específico para o magistério de educação infantil da 1ª a 4ª séries (1º ao 5º ano) do ensino fundamental ou curso superior de licenciatura graduação plena (reconhecido pelo MEC), desde que acompanhado de magistério em nível médio.
As inscrições devem ser feitas no site www.fafipa.org/concurso/ até as 12h de 14 de novembro. As taxas são de R$ 60.
A prova objetiva terá a duração total de 4 horas, incluindo nesse tempo a marcação da folha de respostas, e deverá ser aplicada na data de 11 de dezembro.
Fonte: Gazeta do povo 14/11/2011
Prefeitura de São José dos Pinhais (PR)
Inscrições
Até 14 de novembro
Vagas
98
Salário
R$ 1.374,87 e R$ 2.800,66
Taxa
R$ 60
Provas
11 de dezembro
São 3 vagas para arquitetos, com salário inicial de R$ 2.800,66, e 95 vagas para professores, com salário de R$ 1.374,87.
Para professor é exigido curso superior de licenciatura graduação plena (reconhecido pelo MEC) específico para o magistério de educação infantil da 1ª a 4ª séries (1º ao 5º ano) do ensino fundamental ou curso superior de licenciatura graduação plena (reconhecido pelo MEC), desde que acompanhado de magistério em nível médio.
As inscrições devem ser feitas no site www.fafipa.org/concurso/ até as 12h de 14 de novembro. As taxas são de R$ 60.
A prova objetiva terá a duração total de 4 horas, incluindo nesse tempo a marcação da folha de respostas, e deverá ser aplicada na data de 11 de dezembro.
Fonte: Gazeta do povo 14/11/2011
Busca por temporário cria clima de vale tudo
Diante da necessidade de contratar temporários para o fim de ano, empresas paranaenses estão adotando a política do vale tudo, como oferecer salários altos a profissionais treinados por concorrentes, fazer anúncios de emprego em outras cidades e contar com a indicação de parentes dos funcionários.
O gerente administrativo da agência de recursos humanos Exalt, Osvaldo Kulchesky Junior, apresenta a proporção do problema: a média do número de ofertas de trabalho em relação aos profissionais preparados está em 3 para 1, o que dificulta a contratação de temporários e eleva os salários. “Nesta briga acirrada entre empregadores e empresas de RH na busca de bons talentos vale tudo, desde prazos de contratações estendidos até cestas básicas e brindes para cativar os candidatos”, explica.
As estratégias
Empresários têm usado diversas estratégias para atrair e manter funcionários, sejam eles temporários ou efetivos. Veja algumas das práticas:
- Brindes: oferecer brindes e cestas básicas aos candidatos a vaga de temporário
- Prazo: aumentar o prazo de contratação do temporário
- Benefícios: proporcionar mais benefícios, como plano de saúde e premiações diferenciadas por cumprimento de metas
- Mudança de função: treinar profissionais da área administrativa para que eles aprendam outras funções, como atendimento ao cliente
- Indicação: contar com indicações de parentes de funcionários e clientes da empresa
- Anúncios: fazer anúncios em cidades do interior para atrair profissionais para a capital
- Estrangeiros: receber profissionais de outros países
- Salário: ficar de olho nos profissionais que estão sendo treinados pelos concorrentes para, após o treinamento, oferecer melhores salários e atrair um funcionário qualificado
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem), o país precisa de 147 mil empregados temporários neste fim de ano.
Antonio Espolador Neto, vice-presidente da ACP e proprietário das lojas Scarpinni e Planeta Pé Calçados, ressalta que, em geral, o comércio já vive com um efetivo de 10% a 15% menor que o ideal. “Isso resulta em salários mais altos para os temporários. Além disso, é preciso oferecer diferenciais. Os mais comuns são planos de saúde e premiação diferenciada para o cumprimento de metas”, avalia Espolador Neto.
Adaptação
O empresário Rui Carlos Machado, proprietário da rede de lojas Lua Nova, conta que os funcionários da área administrativa têm treinamento específico e são deslocados para o balcão de vendas caso a demanda seja maior do que a esperada. “A gente pega quem está na retaguarda e coloca na linha de frente. As pessoas que trabalham no escritório já estão preparadas para os momentos de pico. Eu também estou”, ressalta.
Machado revela que, entre as estratégias para conseguir funcionários, está a indicação de parentes de colaboradores da empresa, bem como as recomendações de clientes. Quando o trabalhador mostra que tem perfil para o cargo, já entra como “temporário efetivo”. “Nos últimos 60 dias eu fiz quatro anúncios em jornais e nenhum deles trouxe mais de três candidatos. O pior é que não aproveitei nenhum. Estou há 20 anos no comércio e não me lembro de um final de ano como este.”
Bares contratam estrangeiros
A falta de mão de obra atinge todos os setores, mas é no ramo de bares e restaurantes em que a competição por funcionários está mais acirrada. No fim de ano, a situação piora, devido ao aumento da demanda. Pelas contas da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas do Paraná (Abrabar-PR), o movimento nestes estabelecimentos cresce 30% a partir da entrada em vigor do horário de verão, crescendo gradativamente até o pico de 50% a mais de clientes no auge da estação.
A maioria dos empresários vem recorrendo a anúncio de emprego no interior do Paraná para encontrar funcionários, mas há outros sotaques que podem ser ouvidos nos restaurantes da capital, como o “portunhol” de vizinhos do Mercosul. De acordo com Fábio Aguayo, presidente da Abrabar-PR, argentinos e paraguaios já perceberam a carência do mercado de trabalho brasileiro e cruzaram as fronteiras para preencher as vagas desocupadas.
“Guerra”
Segundo Aguayo, o “jogo sujo” de alguns empresários alimenta a guerra no setor e inflaciona salários dos profissionais. Ele conta histórias de bares que têm planos de carreira, oferecem um bom treinamento profissional e veem os concorrentes assediarem – e levarem – seus funcionários. “É uma verdadeira guerra interna, em que os bares mais organizados são os mais atacados. Os concorrentes oferecem salários muito maiores, porque estão precisando de gente boa, e acabam aumentando, e muito, a remuneração média de mercado”, analisa o presidente da Abrabar-PR. O piso da categoria é de R$ 698, mas Aguayo conta que há profissionais que recebem propostas de R$ 2 mil, quase três vezes o salário mínimo da classe.
Fonte: Gazeta do povo 14/11/2011
O gerente administrativo da agência de recursos humanos Exalt, Osvaldo Kulchesky Junior, apresenta a proporção do problema: a média do número de ofertas de trabalho em relação aos profissionais preparados está em 3 para 1, o que dificulta a contratação de temporários e eleva os salários. “Nesta briga acirrada entre empregadores e empresas de RH na busca de bons talentos vale tudo, desde prazos de contratações estendidos até cestas básicas e brindes para cativar os candidatos”, explica.
As estratégias
Empresários têm usado diversas estratégias para atrair e manter funcionários, sejam eles temporários ou efetivos. Veja algumas das práticas:
- Brindes: oferecer brindes e cestas básicas aos candidatos a vaga de temporário
- Prazo: aumentar o prazo de contratação do temporário
- Benefícios: proporcionar mais benefícios, como plano de saúde e premiações diferenciadas por cumprimento de metas
- Mudança de função: treinar profissionais da área administrativa para que eles aprendam outras funções, como atendimento ao cliente
- Indicação: contar com indicações de parentes de funcionários e clientes da empresa
- Anúncios: fazer anúncios em cidades do interior para atrair profissionais para a capital
- Estrangeiros: receber profissionais de outros países
- Salário: ficar de olho nos profissionais que estão sendo treinados pelos concorrentes para, após o treinamento, oferecer melhores salários e atrair um funcionário qualificado
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem), o país precisa de 147 mil empregados temporários neste fim de ano.
Antonio Espolador Neto, vice-presidente da ACP e proprietário das lojas Scarpinni e Planeta Pé Calçados, ressalta que, em geral, o comércio já vive com um efetivo de 10% a 15% menor que o ideal. “Isso resulta em salários mais altos para os temporários. Além disso, é preciso oferecer diferenciais. Os mais comuns são planos de saúde e premiação diferenciada para o cumprimento de metas”, avalia Espolador Neto.
Adaptação
O empresário Rui Carlos Machado, proprietário da rede de lojas Lua Nova, conta que os funcionários da área administrativa têm treinamento específico e são deslocados para o balcão de vendas caso a demanda seja maior do que a esperada. “A gente pega quem está na retaguarda e coloca na linha de frente. As pessoas que trabalham no escritório já estão preparadas para os momentos de pico. Eu também estou”, ressalta.
Machado revela que, entre as estratégias para conseguir funcionários, está a indicação de parentes de colaboradores da empresa, bem como as recomendações de clientes. Quando o trabalhador mostra que tem perfil para o cargo, já entra como “temporário efetivo”. “Nos últimos 60 dias eu fiz quatro anúncios em jornais e nenhum deles trouxe mais de três candidatos. O pior é que não aproveitei nenhum. Estou há 20 anos no comércio e não me lembro de um final de ano como este.”
Bares contratam estrangeiros
A falta de mão de obra atinge todos os setores, mas é no ramo de bares e restaurantes em que a competição por funcionários está mais acirrada. No fim de ano, a situação piora, devido ao aumento da demanda. Pelas contas da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas do Paraná (Abrabar-PR), o movimento nestes estabelecimentos cresce 30% a partir da entrada em vigor do horário de verão, crescendo gradativamente até o pico de 50% a mais de clientes no auge da estação.
A maioria dos empresários vem recorrendo a anúncio de emprego no interior do Paraná para encontrar funcionários, mas há outros sotaques que podem ser ouvidos nos restaurantes da capital, como o “portunhol” de vizinhos do Mercosul. De acordo com Fábio Aguayo, presidente da Abrabar-PR, argentinos e paraguaios já perceberam a carência do mercado de trabalho brasileiro e cruzaram as fronteiras para preencher as vagas desocupadas.
“Guerra”
Segundo Aguayo, o “jogo sujo” de alguns empresários alimenta a guerra no setor e inflaciona salários dos profissionais. Ele conta histórias de bares que têm planos de carreira, oferecem um bom treinamento profissional e veem os concorrentes assediarem – e levarem – seus funcionários. “É uma verdadeira guerra interna, em que os bares mais organizados são os mais atacados. Os concorrentes oferecem salários muito maiores, porque estão precisando de gente boa, e acabam aumentando, e muito, a remuneração média de mercado”, analisa o presidente da Abrabar-PR. O piso da categoria é de R$ 698, mas Aguayo conta que há profissionais que recebem propostas de R$ 2 mil, quase três vezes o salário mínimo da classe.
Fonte: Gazeta do povo 14/11/2011
domingo, novembro 13, 2011
Parada da Diversidade reúne milhares de pessoas em Curitiba
Milhares de pessoas participam da Parada da Diversidade de Curitiba, no Centro de Curitiba, na tarde deste domingo (13). O evento começou com 40 minutos de atraso, por volta das 15h40. A concentração ocorreu desde 13 horas, na Praça 19 de Dezembro (Praça do Homem Nu).
O Hino Nacional foi executado às 15h40 e em seguida os participantes iniciaram a caminhada até o Centro Cívico. O trajeto é feito pela Avenida Cândido de Abreu até o Centro Cívico. A previsão é de que os desfiles irão ocorrer até as 17 horas.
A seguir, discursos serão feitos em frente ao palácio. O show da banda Decafonis está programado para começar às 18 horas e o evento terminará às 20 horas.
Os organizadores do evento estão otimistas quanto ao número de participantes. A expectativa é de que 150 mil pessoas acompanhem a parada. O número foi estimado mesmo com o feriado, o mau tempo e o vestibular da UFPR.
O tema da Parada neste ano é “Estamos ao redor do mundo”. A temática muda todos os anos e é baseado nas demandas do movimento LGBT e no tema da InterPride, associação internacional que organiza eventos pelos direitos LGBT.
A mobilização, criada há 14 anos, tem como objetivo promover a cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). A Parada Gay, como é popularmente conhecida, é organizada pela Associação Paranaense da Parada da Diversidade (APPAD) em parceria com a Aliança Paranaense pela Cidadania LGBT.
Recorde de público
Em 2010, a Parada Gay de Curitiba reuniu 150 mil pessoas nas ruas do Centro Cívico. Este é o sexto ano seguido em que a Parada é realizada no bairro, entre as praças 19 de Dezembro e Nossa Senhora da Salete.
O público do ano passado foi o maior registrado desde que foi a mobilização foi criada, e com a marca, o evento tornou-se o segundo maior evento de rua do estado. Perde apenas para a Caiobanda, trio elétrico do carnaval de Caiobá, que tem um público estimado de 200 mil pessoas.
Trânsito
Quarenta linhas de ônibus urbanos e metropolitanos que passam nos arredores do Centro Cívico tiveram seus percursos parcialmente alterados pela Urbs. As mudanças ocorrerem em horários específicos.
Até o fim da parada, a Rua Rosalvo Leitão, ao lado da Assembleia Legislativa, e o trecho da Avenida Cândido de Abreu que acompanha a Praça Nossa Senhora do Salete, do Palácio Iguaçu à rotatória, estarão bloqueadas. Motoristas procedentes da Rua Marechal Hermes, no sentido Bairro-Centro, devem desviar pela Rua Deputado Mário de Barros. A Rua Barão do Serro Azul e seus acessos também ficam bloqueados até as 15 horas.
Fonte: Gazeta do povo 13/11/2011
O Hino Nacional foi executado às 15h40 e em seguida os participantes iniciaram a caminhada até o Centro Cívico. O trajeto é feito pela Avenida Cândido de Abreu até o Centro Cívico. A previsão é de que os desfiles irão ocorrer até as 17 horas.
A seguir, discursos serão feitos em frente ao palácio. O show da banda Decafonis está programado para começar às 18 horas e o evento terminará às 20 horas.
Os organizadores do evento estão otimistas quanto ao número de participantes. A expectativa é de que 150 mil pessoas acompanhem a parada. O número foi estimado mesmo com o feriado, o mau tempo e o vestibular da UFPR.
O tema da Parada neste ano é “Estamos ao redor do mundo”. A temática muda todos os anos e é baseado nas demandas do movimento LGBT e no tema da InterPride, associação internacional que organiza eventos pelos direitos LGBT.
A mobilização, criada há 14 anos, tem como objetivo promover a cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). A Parada Gay, como é popularmente conhecida, é organizada pela Associação Paranaense da Parada da Diversidade (APPAD) em parceria com a Aliança Paranaense pela Cidadania LGBT.
Recorde de público
Em 2010, a Parada Gay de Curitiba reuniu 150 mil pessoas nas ruas do Centro Cívico. Este é o sexto ano seguido em que a Parada é realizada no bairro, entre as praças 19 de Dezembro e Nossa Senhora da Salete.
O público do ano passado foi o maior registrado desde que foi a mobilização foi criada, e com a marca, o evento tornou-se o segundo maior evento de rua do estado. Perde apenas para a Caiobanda, trio elétrico do carnaval de Caiobá, que tem um público estimado de 200 mil pessoas.
Trânsito
Quarenta linhas de ônibus urbanos e metropolitanos que passam nos arredores do Centro Cívico tiveram seus percursos parcialmente alterados pela Urbs. As mudanças ocorrerem em horários específicos.
Até o fim da parada, a Rua Rosalvo Leitão, ao lado da Assembleia Legislativa, e o trecho da Avenida Cândido de Abreu que acompanha a Praça Nossa Senhora do Salete, do Palácio Iguaçu à rotatória, estarão bloqueadas. Motoristas procedentes da Rua Marechal Hermes, no sentido Bairro-Centro, devem desviar pela Rua Deputado Mário de Barros. A Rua Barão do Serro Azul e seus acessos também ficam bloqueados até as 15 horas.
Fonte: Gazeta do povo 13/11/2011
Rapaz pula do 2º andar com filho no colo após briga conjugal
Um rapaz de 19 anos pulou da janela do segundo andar de um apartamento levando o filho no colo – um bebê de menos de um ano -, em Curitiba, na manhã deste domingo (13). De acordo com a Polícia Militar (PM), ele queira deixar o apartamento dos sogros e levar a criança consigo, mas foi impedido pela mulher. O casal teria discutido. Para sair do local, ele pulou a janela. O caso foi registrado na Estrada Delegado Bruno de Almeida, no bairro Tatuquara, por volta das 9h.
De acordo com a Polícia Militar, a criança e o pai foram encaminhados pelo Siate ao Hospital do Trabalhador. A criança bateu a cabeça, mas passava bem, por volta das 11h30. O bebê ficará internado em observação por até 48 horas.
O pai da criança teve ferimentos no queixo. Ele estava sendo atendido e depois será preso. O rapaz será levado para Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac-Sul), no bairro Portão. A PM informou que ele será indiciado por tentativa de homicídio.
Segundo a PM, a mãe da criança não queria acionar a polícia. O caso foi informado à PM pelo síndico do condomínio.
Fonte: Gazeta do povo 13/11/2011
De acordo com a Polícia Militar, a criança e o pai foram encaminhados pelo Siate ao Hospital do Trabalhador. A criança bateu a cabeça, mas passava bem, por volta das 11h30. O bebê ficará internado em observação por até 48 horas.
O pai da criança teve ferimentos no queixo. Ele estava sendo atendido e depois será preso. O rapaz será levado para Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac-Sul), no bairro Portão. A PM informou que ele será indiciado por tentativa de homicídio.
Segundo a PM, a mãe da criança não queria acionar a polícia. O caso foi informado à PM pelo síndico do condomínio.
Fonte: Gazeta do povo 13/11/2011
sábado, novembro 12, 2011
Um trabalho de formiguinhas
Do ponto mais alto do Jardim Gabineto – uma das 83 vilas que formam a Cidade Industrial de Curitiba (CIC) –, os estudantes de Psicologia Louise Zacarias Vieira, 22 anos, e Carlos Henrique Santos, 28, olham a paisagem típica de periferia: uma selva de prédios ao fundo e uma imensidão de telhados na margem. Dali, para os dois universitários, é impossível não refletir sobre o futuro dos 172 mil habitantes do bairro. Para os dois universitários em particular.
Louise e Carlos são os agentes comunitários responsáveis pela implantação da Rede de Desenvolvimento Local em duas áreas da região – o Gabineto e o Conjunto Oswaldo Cruz I. Juntas, essas áreas somam 20 mil moradores. Na CIC tudo é gigantesco, inclusive os problemas, como o projeto tem mostrado. Os agentes se deparam todos os dias com os efeitos da violência na comunidade. Ela não leva apenas vidas – leva também a coragem e a disposição para se reunir e enfrentar os problemas.
A Rede de Desenvolvimento Local é uma iniciativa da Federação de Indústrias do Paraná (Fiep) e do Serviço Social da Indústria (Sesi). Seu formato é simples – com a ajuda de universitários, aplica-se um extenso questionário para identificar desejos da população, do lazer ao trabalho, passando pelo transporte e pela pavimentação. Ao mesmo tempo, os agentes estimulam a formação de grupos de discussão e ação. Uma vez aumentada a capacidade de organização comunitária e identificadas as lideranças, a rede dá seu trabalho por encerrado, mas com manutenção.
O líder comunitário Antônio Monteiro Sobrinho, o Seu Toninho, diz que o Gabineto é um local privilegiado, apesar da falta de segurança e das vazantes do Ribeirão dos Müller: “Quem já saiu, voltou. Aqui a água é doce”
Pesquisa
Perigo define geografia no Gabineto
A Rede de Desenvolvimento Local no Jardim Gabineto está na fase de “levantar os ativos”, ou seja, descobrir o que tem, o que não tem e o que precisa ter no bairro. Vencer esta etapa da pesquisa é dureza: cada conversa chega a levar 40 minutos. Vale cada uma delas: ao final, não raro, identifica-se uma nova liderança. E uma história que pode explicar os subterrâneos da CIC – esse grande dicionário dos dilemas urbanos.
É o caso de Dorvalina de Souza, 77 anos, uma artesã – mas talvez não saiba.“Faço tapetinhos com retalhos”, conta, orgulhosa, sentada em um sofá do lado de fora de casa, sobre a habilidade que pode ajudar uma rede a funcionar e a fazer diferença. Tomara a violência permita que isso aconteça.
“Dorva” é uma das primeiras moradoras “do outro lado do rio”, como são chamados informalmente os que vivem no Gabineto de Baixo, nas rebarbas do Ribeirão dos Müller. Vive ali há 27 anos. Mas muito do que se diz nesses tempos de organização popular e comunitária é para ela pura novidade.
Violência
Entre “sins e nãos” à pesquisa da rede, ela afirma nunca ter ouvido falar de conselhos de segurança e tampouco nos casos de mobilização de moradores. Mas está por dentro das questões que a tocam diretamente: avalia a academia de ginástica ao ar livre e os programas voltados para a terceira idade. Quando é indagada sobre violência, sua reação é típica: olha para o lado e aponta. “Violência é lá no Barro Preto”. O morador da periferia tende a achar que os males estão em outro lugar. Basta perguntar-lhes: “O crime foi ali em baixo. Nesse lado da rua não tem disso não.”
O Barro Preto do qual fala Dorvalina é uma região indefinida. Sabe-se que é “para lá do posto de saúde” e nada mais. Do lado contrário ao Barro ficam “os Baianos”. É assim que os moradores da CIC fazem geografia – pelas zonas de influência e de perigo. E assim, nas entrelinhas, manifestam que há disputas por territórios na região onde vivem. Onde isso acontece mora a insegurança. Não é assunto do qual gostem de falar.
Mobilização
O que é a Rede de Desenvolvimento Local
A Rede de Desenvolvimento Local foi montada com a intenção de ajudar a comunidade a assumir o papel de protagonista. A metodologia de atuação prevê oito etapas que incluem a instalação do comitê articulador, composta por voluntários; a articulação da rede local; um seminário – “Visão do futuro” – no qual os participantes traçam o “Mapa dos Sonhos”, ou seja, o que almejam para sua região nos próximos dez anos; pesquisa das necessidades de todos os moradores; elaboração do plano de metas; formação de uma agenda local de prioridades para o próximo ano; formalização do pacto local com as lideranças; e a realização da agenda com a construção de um projeto de continuidade. Atualmente, 50 bairros de Curitiba são atendidos pela rede, com 9 mil pessoas conectadas.
Serviço:
Para articular a Rede de Desenvolvimento Local em sua comunidade entre em contato pelo (41) 3271-7423, no site www.desenvolvimentolocal.org.br ou pelo e-mail desenvolvimentolocal@sesipr.org.br.
Percalços
Não tem sido fácil. Até pouco tempo, havia agentes em outras nove comunidades da CIC, fora o Gabineto e o Oswaldo Cruz: as vilas Verde, Vitória Régia, Caiuá, Diadema, Santa Helena, Itatiaia, Atenas I e II e Zimbros. Mas o trabalho não sobreviveu ao esvaziamento constante de participantes. Motivos? Não é difícil adivinhar.
Na Vila Verde, por exemplo, o projeto iniciou no segundo semestre de 2010. Começou bem, mas perdeu o fôlego, conta a estudante Aline Nascimento, 22 anos, que precisou encerrar as atividades, num caso típico dos percalços da ação comunitária, mas também da inibição trazida pelo crime. Vale lembrar que no Mapa do Crime a CIC conta 115 mortos neste ano.
Em princípio, conta Aline, os agentes adotaram a ideia. A rede agregou profissionais da saúde e da ação social, membros de ONGs e moradores de primeira viagem. Com o tempo, o grupo foi esvaziando. “Foi frustrante”, diz. Para a futura psicóloga, faltam maturidade e generosidade aos que pretende participar de um programa dessa natureza. “É um processo longo. Não é de uma hora para outra que você convence uma população que está acostumada com o assistencialismo”, analisa.
Mapa dos Sonhos
Nas áreas de Louise e Carlos já foram cadastradas e entrevistadas 170 pessoas. Até agora, o que os consultados mais pedem e querem – como era de se esperar – é a diminuição da violência. O item “segurança” é onipresente em todos os pontos da pesquisa, incluindo o “Mapa dos Sonhos”, com folga a etapa mais interessante do levantamento.
Os moradores dizem como imaginam seu bairro daqui a uma década. A “malícia” da pergunta é instantânea: ao responderem, eles entendem que o futuro virá se todos trabalharem para isso. “O futuro só será positivo se houver conscientização e participação”, resume Louise.
Futebol divide grupos
Para o líder comunitário da Associação do Jardim Gabineto, Antônio Monteiro Sobrinho, 64 anos, a divisão de áreas naquelas bandas, veja só, começou pelo futebol. O time do Barro Preto se estranhou com o dos Baianos. Os pontapés e agressões evoluíram para saber quem domina o tráfico, o famoso “quem é que manda”, lembra uma moradora que prefere não se identificar. “Pior do que está não fica.”
A partida entre times adversários ainda não acabou: teve mãe com filho morto e mulher que precisa visitar marido na prisão. Esse saldo afeta os resultados da rede, é claro. “Participar do projeto, sei não. Dá muita visibilidade”, justifica uma moradora de um local onde uma placa de trânsito chega a ter sete marcas de tiros.
Seu Toninho, líder comunitário com “23 anos de liderança nata”, como gosta de afirmar, rebate parte das reclamações sobre o Gabineto. Para ele, o bairro é privilegiado. Fala da estrutura e da qualidade de vida, resultado das parcerias firmadas com a comunidade e com o poder público. “Quem já saiu, voltou. Aqui a água é doce”, brinca. Mas Toninho admite: entre os males da região está a falta de segurança e as vazantes do Ribeirão dos Müller. E o jovem que “não abre a cabeça” para participar e tomar as rédeas do futuro do local que mora. “Estamos muito atrasados nessa área”, provoca.
Sonho que saiu do papel
No Conjunto Oswaldo Cruz I – vizinho da Vila Nossa Senhora da Luz e um dos mais tradicionais da CIC – 99 pessoas já integram a Rede de Desenvolvimento Local. O projeto teve início ali em maio de 2010 e, como se diz, já começa a andar com as próprias pernas. Está na fase “pacto local”. A maior conquista, até agora, foi ter conseguido motivar uma associação de moradores. “A turma de lá percebeu que é mais forte se estiver unida”, diz Carlos Henrique Santos – agente do projeto no local.
Mas o Oswaldo Cruz quer mais. Entre os sonhos para os próximos dez anos estão mais postos de saúde e creches; projetos para prevenção do uso de drogas; escolas e câmeras. A quase centena de participantes promete não parar por aí. Para um dos membros da rede, Viviane Bayer Mença, 20 anos, a partir da união dos moradores se começou a perceber mudanças. “A formação da rede propiciou às pessoas se conhecerem melhor e formar uma corrente de amigos, o que vai ajudar no desenvolvimento do lugar onde moramos”.
Fonte: Gazeta do povo 12/11/2011
Louise e Carlos são os agentes comunitários responsáveis pela implantação da Rede de Desenvolvimento Local em duas áreas da região – o Gabineto e o Conjunto Oswaldo Cruz I. Juntas, essas áreas somam 20 mil moradores. Na CIC tudo é gigantesco, inclusive os problemas, como o projeto tem mostrado. Os agentes se deparam todos os dias com os efeitos da violência na comunidade. Ela não leva apenas vidas – leva também a coragem e a disposição para se reunir e enfrentar os problemas.
A Rede de Desenvolvimento Local é uma iniciativa da Federação de Indústrias do Paraná (Fiep) e do Serviço Social da Indústria (Sesi). Seu formato é simples – com a ajuda de universitários, aplica-se um extenso questionário para identificar desejos da população, do lazer ao trabalho, passando pelo transporte e pela pavimentação. Ao mesmo tempo, os agentes estimulam a formação de grupos de discussão e ação. Uma vez aumentada a capacidade de organização comunitária e identificadas as lideranças, a rede dá seu trabalho por encerrado, mas com manutenção.
O líder comunitário Antônio Monteiro Sobrinho, o Seu Toninho, diz que o Gabineto é um local privilegiado, apesar da falta de segurança e das vazantes do Ribeirão dos Müller: “Quem já saiu, voltou. Aqui a água é doce”
Pesquisa
Perigo define geografia no Gabineto
A Rede de Desenvolvimento Local no Jardim Gabineto está na fase de “levantar os ativos”, ou seja, descobrir o que tem, o que não tem e o que precisa ter no bairro. Vencer esta etapa da pesquisa é dureza: cada conversa chega a levar 40 minutos. Vale cada uma delas: ao final, não raro, identifica-se uma nova liderança. E uma história que pode explicar os subterrâneos da CIC – esse grande dicionário dos dilemas urbanos.
É o caso de Dorvalina de Souza, 77 anos, uma artesã – mas talvez não saiba.“Faço tapetinhos com retalhos”, conta, orgulhosa, sentada em um sofá do lado de fora de casa, sobre a habilidade que pode ajudar uma rede a funcionar e a fazer diferença. Tomara a violência permita que isso aconteça.
“Dorva” é uma das primeiras moradoras “do outro lado do rio”, como são chamados informalmente os que vivem no Gabineto de Baixo, nas rebarbas do Ribeirão dos Müller. Vive ali há 27 anos. Mas muito do que se diz nesses tempos de organização popular e comunitária é para ela pura novidade.
Violência
Entre “sins e nãos” à pesquisa da rede, ela afirma nunca ter ouvido falar de conselhos de segurança e tampouco nos casos de mobilização de moradores. Mas está por dentro das questões que a tocam diretamente: avalia a academia de ginástica ao ar livre e os programas voltados para a terceira idade. Quando é indagada sobre violência, sua reação é típica: olha para o lado e aponta. “Violência é lá no Barro Preto”. O morador da periferia tende a achar que os males estão em outro lugar. Basta perguntar-lhes: “O crime foi ali em baixo. Nesse lado da rua não tem disso não.”
O Barro Preto do qual fala Dorvalina é uma região indefinida. Sabe-se que é “para lá do posto de saúde” e nada mais. Do lado contrário ao Barro ficam “os Baianos”. É assim que os moradores da CIC fazem geografia – pelas zonas de influência e de perigo. E assim, nas entrelinhas, manifestam que há disputas por territórios na região onde vivem. Onde isso acontece mora a insegurança. Não é assunto do qual gostem de falar.
Mobilização
O que é a Rede de Desenvolvimento Local
A Rede de Desenvolvimento Local foi montada com a intenção de ajudar a comunidade a assumir o papel de protagonista. A metodologia de atuação prevê oito etapas que incluem a instalação do comitê articulador, composta por voluntários; a articulação da rede local; um seminário – “Visão do futuro” – no qual os participantes traçam o “Mapa dos Sonhos”, ou seja, o que almejam para sua região nos próximos dez anos; pesquisa das necessidades de todos os moradores; elaboração do plano de metas; formação de uma agenda local de prioridades para o próximo ano; formalização do pacto local com as lideranças; e a realização da agenda com a construção de um projeto de continuidade. Atualmente, 50 bairros de Curitiba são atendidos pela rede, com 9 mil pessoas conectadas.
Serviço:
Para articular a Rede de Desenvolvimento Local em sua comunidade entre em contato pelo (41) 3271-7423, no site www.desenvolvimentolocal.org.br ou pelo e-mail desenvolvimentolocal@sesipr.org.br.
Percalços
Não tem sido fácil. Até pouco tempo, havia agentes em outras nove comunidades da CIC, fora o Gabineto e o Oswaldo Cruz: as vilas Verde, Vitória Régia, Caiuá, Diadema, Santa Helena, Itatiaia, Atenas I e II e Zimbros. Mas o trabalho não sobreviveu ao esvaziamento constante de participantes. Motivos? Não é difícil adivinhar.
Na Vila Verde, por exemplo, o projeto iniciou no segundo semestre de 2010. Começou bem, mas perdeu o fôlego, conta a estudante Aline Nascimento, 22 anos, que precisou encerrar as atividades, num caso típico dos percalços da ação comunitária, mas também da inibição trazida pelo crime. Vale lembrar que no Mapa do Crime a CIC conta 115 mortos neste ano.
Em princípio, conta Aline, os agentes adotaram a ideia. A rede agregou profissionais da saúde e da ação social, membros de ONGs e moradores de primeira viagem. Com o tempo, o grupo foi esvaziando. “Foi frustrante”, diz. Para a futura psicóloga, faltam maturidade e generosidade aos que pretende participar de um programa dessa natureza. “É um processo longo. Não é de uma hora para outra que você convence uma população que está acostumada com o assistencialismo”, analisa.
Mapa dos Sonhos
Nas áreas de Louise e Carlos já foram cadastradas e entrevistadas 170 pessoas. Até agora, o que os consultados mais pedem e querem – como era de se esperar – é a diminuição da violência. O item “segurança” é onipresente em todos os pontos da pesquisa, incluindo o “Mapa dos Sonhos”, com folga a etapa mais interessante do levantamento.
Os moradores dizem como imaginam seu bairro daqui a uma década. A “malícia” da pergunta é instantânea: ao responderem, eles entendem que o futuro virá se todos trabalharem para isso. “O futuro só será positivo se houver conscientização e participação”, resume Louise.
Futebol divide grupos
Para o líder comunitário da Associação do Jardim Gabineto, Antônio Monteiro Sobrinho, 64 anos, a divisão de áreas naquelas bandas, veja só, começou pelo futebol. O time do Barro Preto se estranhou com o dos Baianos. Os pontapés e agressões evoluíram para saber quem domina o tráfico, o famoso “quem é que manda”, lembra uma moradora que prefere não se identificar. “Pior do que está não fica.”
A partida entre times adversários ainda não acabou: teve mãe com filho morto e mulher que precisa visitar marido na prisão. Esse saldo afeta os resultados da rede, é claro. “Participar do projeto, sei não. Dá muita visibilidade”, justifica uma moradora de um local onde uma placa de trânsito chega a ter sete marcas de tiros.
Seu Toninho, líder comunitário com “23 anos de liderança nata”, como gosta de afirmar, rebate parte das reclamações sobre o Gabineto. Para ele, o bairro é privilegiado. Fala da estrutura e da qualidade de vida, resultado das parcerias firmadas com a comunidade e com o poder público. “Quem já saiu, voltou. Aqui a água é doce”, brinca. Mas Toninho admite: entre os males da região está a falta de segurança e as vazantes do Ribeirão dos Müller. E o jovem que “não abre a cabeça” para participar e tomar as rédeas do futuro do local que mora. “Estamos muito atrasados nessa área”, provoca.
Sonho que saiu do papel
No Conjunto Oswaldo Cruz I – vizinho da Vila Nossa Senhora da Luz e um dos mais tradicionais da CIC – 99 pessoas já integram a Rede de Desenvolvimento Local. O projeto teve início ali em maio de 2010 e, como se diz, já começa a andar com as próprias pernas. Está na fase “pacto local”. A maior conquista, até agora, foi ter conseguido motivar uma associação de moradores. “A turma de lá percebeu que é mais forte se estiver unida”, diz Carlos Henrique Santos – agente do projeto no local.
Mas o Oswaldo Cruz quer mais. Entre os sonhos para os próximos dez anos estão mais postos de saúde e creches; projetos para prevenção do uso de drogas; escolas e câmeras. A quase centena de participantes promete não parar por aí. Para um dos membros da rede, Viviane Bayer Mença, 20 anos, a partir da união dos moradores se começou a perceber mudanças. “A formação da rede propiciou às pessoas se conhecerem melhor e formar uma corrente de amigos, o que vai ajudar no desenvolvimento do lugar onde moramos”.
Fonte: Gazeta do povo 12/11/2011
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