sábado, janeiro 24, 2015

Para rir

O  professor pergunta:
- Alguém já trabalhou com casos de emergência, urgência ou trabalho na área?
O aluno muito, inteligente, afirma:
- Eu
Professor:
- E onde e com o que?
O aluno responde: 
- Dirigindo ambulância.

Thomas, o gatão

quinta-feira, janeiro 22, 2015

Escola de Informática e Cidadania do Shopping Jardim das Américas está com inscrições abertas‏

A Escola de Informática e Cidadania (EIC) do Shopping Jardim das Américas está com inscrições abertas para cursos gratuitos de informática, com módulos de Windows, Word, Excel, Power Point e noções de internet, e também para cursos de edição de fotos e vídeos. Os cursos são destinados a pessoas de todas as idades, contendo turmas especiais para crianças e idosos, e as inscrições podem ser realizadas até o dia 14 de fevereiro mediante a taxa simbólica de um litro de leite e uma taxa de R$ 20,00.

Clique para obter Opções

domingo, janeiro 18, 2015

Agora, é a vez da Rua São Francisco

No início da madrugada do último domingo (11), o designer Henrique Martins, de 34 anos, tomava uma cerveja com uma amiga na Rua São Francisco, entre a Presidente Faria e a Rua Riachuelo.
De repente, um estouro. Nuvens de fumaça e uma correria danada. Henrique e sua amiga também fugiram. “Não havia o que fazer”, diz, já que a Polícia Militar (PM) usou bombas e balas de borracha para dispersar aquelas centenas de pessoas. “Não houve aviso e nenhum diálogo”, afirma Martins. O depoimento é sintomático.
Hugo Harada/Gazeta do Povo
Hugo Harada/Gazeta do Povo / Praça de Bolso do Ciclista, gênese do movimento que deu vida nova à região Ampliar imagem
Praça de Bolso do Ciclista, gênese do movimento que deu vida nova à região
Blitz
Polícia Militar dá sua versão do que ocorreu na madrugada do dia 11
A pedido da reportagem, a assessora de imprensa da Polícia Militar do Paraná, Márcia Santos, disse que explicaria brevemente o ocorrido no último fim de semana na Rua São Francisco. De acordo com a versão dos policiais, o Batalhão de Polícia de Trânsito realizava uma blitz na região da Praça Santos Andrade. Uma equipe foi averiguar uma denúncia de roubo de veículo e flagrou o crime. O suspeito, que teria várias passagens pela polícia, reagiu e foi baleado na perna.
“Aí o povo que estava na rua, alguns jovens, viram a situação e, com pedras e garrafas, foram para cima dos policiais”, diz Márcia. O Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope) foi acionado na sequência. “A equipe utilizou técnicas para distúrbios civis incontroláveis”, afirma Márcia. Essas técnicas preveem “dispersão” e uso de munição “menos que letal”. A versão da PM é confirmada por alguns donos de estabelecimentos da região. Frequentadores da rua disseram em redes sociais que o policial teria atirado no suspeito enquanto ele estava no chão, e por isso o confronto começou. A PM afirma que está “checando os fatos” e que irá abrir um procedimento interno para investigar o ocorrido. A assessoria não informou o hospital em que o suspeito está internado, alegando que ele está “sob custódia”.
Testemunhas
Grupo de teatro se envolveu com as mudanças da região
Em 2011, o jornalista Valmir Santos incorporou à crítica da peça Homem-Piano, assistida durante um Festival de Curitiba, a experiência com o taxista que não quis levá-lo à sede da CiaSenhas, na Rua São Francisco. “Lá não tem teatro, só tem boca de fumo”, disse o motorista, parando três quadras antes.
Instalada no local desde 2008, a companhia representou por vários anos a única opção cultural da região, que à noite era escura e, realmente, prato cheio para usuários do crack – o teatro foi assaltado duas vezes em anos passados. Movimentação diferente, só em dia de peça.
Desde que alugaram o imóvel e passaram a ensaiar ali, os artistas viram a reforma das calçadas, a nova iluminação e a construção da Praça de Bolso do Ciclista, da qual participaram, além da crescente ocupação da região.
Neste ano, a CiaSenhas abre as portas novamente com atrações culturais na São Francisco. Só no primeiro semestre, o grupo tem programadas duas atividades cênicas. No fim de fevereiro, Gilda Convida Maria Bueno promoverá encontros entre diferentes grupos em cabarés sobre as duas personagens da história curitibana. Em junho, será a vez de Os Pálidos, peça inspirada no cineasta Luis Buñuel em que a companhia pretende incorporar a voz da nova vizinhança: o barulho dos bares em frente que hoje lotam as calçadas e a rua.
No momento, ninguém sabia que a Setran e a PM realizavam uma operação na região (leia mais sobre o caso nesta página), cujo desfecho fez a ruela se transformar numa confusão instantaneamente, lembrando o ocorrido no pré-carnaval de 2012, no Largo da Ordem. O quiproquó suscita novas questões sobre a ocupação espontânea de ruas do Centro de Curitiba, cidade que sai da toca no verão e parece, ainda, não saber lidar muito bem com isso.
A São Francisco começou a virar moda em abril de 2014, quando um grupo de voluntários iniciou a construção da Praça de Bolso do Ciclista, na esquina com a Presidente Faria. Não demorou e bares e restaurantes se instalaram ali um após o outro.
O boca a boca funcionou, e a estreita viela de paralelepípedo, então, tornou-se uma “nova Trajano” e fez a alegria dos que querem viver a cidade numa noite quente; fomentou certo desespero em alguns moradores, que reclamam do barulho todo – inevitável --; e tornou-se novo foco de atenção da polícia, que volta e meia dá “batidas” em busca de usuários de drogas. É pano para manga, mas não é de hoje.
Já faz algum tempo que Curitiba vê pipocar eventos espontâneos e a céu aberto – pense no ano-novo fora de época, na Quadra Cultural (que depois de anos no São Francisco e alguns rounds judiciais irá se mudar para a Pedreira Paulo Leminski) e na vida noturna da Rua Trajano Reis. É uma nova forma de entender a cidade e de se relacionar com ela. Os incidentes recentes, entretanto, indicam que tudo ainda está verde, mesmo nas questões básicas. “Esse processo está em andamento e é irreversível. Por isso é preciso reflexão e atitudes mais coerentes. Se há crimes por ali, a PM precisa ser assertiva e não repressora,” diz Jorge Brand, o Goura, coordenador da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguaçu), responsável pela construção da pracinha. Parece ser também um momento de provação: a CicloIguaçu criou uma petição on-line para o fechamento daquela quadra da rua para automóveis. Até agora, 1,8 mil pessoas assinaram o documento.
Para além do cabo de guerra, o fato é que a São Francisco está, ao que tudo indica, mais segura. “As pessoas transformaram o espírito da rua. Conheço moradores que tinham medo de ir para casa ou passar por ali durante a noite e hoje fazem isso com prazer”, diz Goura.
A princípio, pessoas nas ruas não deveriam ser um problema. Mas há quem tenha se debruçado sobre o tema e levantado questões interessantes. Como a escritora Jane Jacobs (1916-2006), autora de Morte e Vida de Grandes Cidades (Martins Fontes), livro de cabeceira de arquitetos humanistas e urbanistas de plantão. “O problema da insegurança não pode ser solucionado por meio da dispersão das pessoas”, sentenciou a norte-americana. Em 1961.
Entrevista
“Temos medo da multidão”, diz arquiteto
Nos últimos anos, o arquiteto Fábio Domingos Batista acompanhou os eventos que reuniram pessoas nas ruas de Curitiba. O resultado foi o livro A Cidade como Cenário (Grifo, R$ 30), que faz um panorama da ocupação recente de locais públicos. “Estamos nos apropriando da cidade”, diz quem entende do riscado.
Como entende o que ocorreu na Rua São Francisco?
Eu moro perto e ouvi o barulho. Primeiro é preciso dizer que a rua, em si, não é atrativa, e mudou depois que as pessoas a assumiram. Isso está acontecendo com frequência. O melhor exemplo é o [bar do] Torto. Mas há falta de compreensão porque temos medo da multidão. Esses eventos quebram a ordem e a rotina da cidade. Muitos não os entendem bem, e aí surgem as inabilidades todas, da polícia inclusive.
O livro faz um panorama sobre a ocupação de espaços públicos. Estamos indo bem?
O mais difícil e complexo em uma cidade é as pessoas se apropriarem de coisas públicas. A violência existe quando um grupo se apropria de um espaço com intenções não naturais. A São Francisco era muito mais perigosa do que é hoje. Estamos de fato nos apropriando da cidade. Nos anos 1990, o Centro era mais degradado. Hoje, vemos um comércio pulsante. O shopping deixou de ser a única possibilidade. Talvez esse movimento de vivência da cidade seja uma tendência a se dispersar nos bairros, inclusive.
O que faz uma rua ser segura?
A única maneira de conter a violência é ter pessoas na rua. Pense numa rua cheia de muros. Ela é escura porque nada acontece. Não há pessoas passando. Se a rua tem comércio e gente, é viva, mais segura.
Como lidar com o consumo e o tráfico de drogas na região?

Na rua, é bem possível que você encontre um ou outro usuário. Mas, se o caso se tornar um problema de ordem pública, existem maneiras para fazer a abordagem. Se há uma pessoa criminosa na multidão, é preciso preparo para lidar com isso. Porque todos são inocentes até que se prove o contrário. É, de novo, a inabilidade, também no âmbito político.
http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=1526641&tit=Agora-e-a-vez-da-Rua-Sao-Francisco

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Papa diz que "não se pode provocar" e nem "ofender" a religião

  EFE/Dennis M. Sabangan / Papa Francisco chega para visita às Filipinas
O papa Francisco afirmou nesta quinta-feira que a liberdade de expressão tem seus limites e que não se pode provocar nem ofender a religião, ao se referir, embora sem citar, ao atentado contra a revista satírica "Charlie Hebdo" em Paris.
O pontífice disse que tanto a liberdade de expressão como a religiosa "são direitos humanos fundamentais". "Temos a obrigação de falar abertamente, de ter esta liberdade, mas sem ofender", continuou.
O papa respondeu assim a uma pergunta dos jornalistas que viajavam com ele, no avião que o levou do Sri Lanka para as Filipinas, aonde chegou hoje.
Sobre a liberdade religiosa, destacou que "cada um tem o direito de praticar sua religião, mas sem ofender" e considerou uma "aberração" matar em nome de Deus.
"Não se pode ofender, ou fazer guerra, ou assassinar em nome da própria religião ou em nome de Deus", afirmou.

O papa considerou que embora agora possa surpreender o que está passando nesse âmbito, no passado houve guerras nas quais a religião desempenhou um papel determinante.
"Também nós fomos pecadores, mas não se pode assassinar em nome de Deus", insistiu.
"Acho que os dois são direitos humanos fundamentais, tanto a liberdade religiosa, como a liberdade de expressão", continuou o papa sobre a compatibilidade entre ambos os conceitos.
E disse ao jornalista francês que lhe perguntou: "Vamos (falar) sobre Paris, falemos claro".
Papa disse: "Temos a obrigação de falar abertamente, de ter esta liberdade, mas sem ofender".
"É verdade que não se pode reagir violentamente, mas se Gasbarri (o papa se referiu a um de seus colaboradores junto com ele no avião), grande amigo, diz uma palavra feia da minha mãe, pode esperar um murro. É normal!", assegurou.
Francisco lamentou que haja "muita gente que fala mal de outras religiões ou das religiões (...), que transforma em um brinquedo as religiões dos demais".
Para o pontífice, estas pessoas "provocam" e foi quando estimou que "há um limite para a liberdade de expressão".
"Dei este exemplo (...) para dizer que nisto da liberdade de expressão há limites, como o que Gasbarri disse da minha mãe", disse o papa aos correspondentes.
Sobre a questão da liberdade de expressão, o pontífice esclareceu que "é uma obrigação dizer o que se pensa para ajudar o bem comum".
"Se um senador ou um político não diz o que pensa, não colabora com o bem comum", defendeu o papa.
Francisco citou, por outro lado, o papa emérito Bento XVI quando este falou na universidade alemã de Regensburg sobre a existência de uma mentalidade "pós-positivista" que conduz a considerar como "subculturas" as religiões ou as expressões religiosas.
http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/conteudo.phtml?tl=1&id=1526287&tit=Papa-diz-que-http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/conteudo.phtml?tl=1&id=1526287&tit=Papa-diz-que-http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/conteudo.phtml?tl=1&id=1526287&tit=Papa-diz-que-

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Músicos de fama mundial compõem elenco da Oficina

 A 33.ª Oficina de Música de Curitiba, que tem início nesta quinta-feira (08), recebe em sua etapa inicial – Música Erudita e Música Antiga – nomes que pela primeira vez participam desse encontro musical, considerado um dos mais importantes da América Latina. Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), sede oficial dessa fase, os alunos terão a oportunidade de aperfeiçoar conhecimentos com mestres consagrados mundialmente
Entre os novos professores que irão compartilhar seus conhecimentos figuram expoentes da música como o violinista israelense Hagai Shaham, que combina brilhantismo técnico e personalidade musical, colecionando prêmios internacionais; a norte-americana Jennifer Stumm que estreia na Oficina de Música como professora de viola, trazendo na bagagem o reconhecimento mundial na inovação musical de seu instrumento, premiações destacadas e participações em aclamados grupos europeus; o russo Roman Mekinulov, violoncelista principal da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, mesmo cargo que ocupa na Orquestra Filarmônica de Buffalo (EUA).
Da Estônia chega Martin Kuuskmann, que com suas apresentações carismáticas em todo o mundo foi nomeado ao Grammy em 2007 e conquistou a fama de ser um dos principais fagotistas da atualidade. O curso de contrabaixo estará a cargo do francês Thierry Barbé, principal contrabaixo da orquestra da Ópera Nacional de Paris e, desde 2000, professor desse instrumento no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris.
Um dos mais conceituados intérpretes portugueses de todos os tempos, Abel Pereira ministrará o curso de trompa. O instrumentista também atua como professor na Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo do Porto, além de ser Chefe de Naipe da Orquestra Sinfônica daquela cidade portuguesa. Uma das classes de piano será orientada por Claudio Soares, pianista brasileiro que vive no Japão desde 1983, onde desenvolve um trabalho com adolescentes, resultando em premiações em concursos internacionais.
O polonês Michal Karol Szymanowski responde por outra classe de piano, demonstrando o talento que o leva a ser convidado para tocar com as principais orquestras internacionais, sob a batuta de importantes maestros. O brasileiro Fernando Portari fecha a relação de novos professores de Erudita, comandando o curso de canto. Nas últimas temporadas, Portari tem atuado regularmente na Europa, apresentando-se em locais como o Teatro alla Scala de Milão e nas óperas de Colônia, Helsinki, Moscou, Paris, Munique e Varsóvia.
Abertura
O maestro e violinista Cláudio Cruz, que este ano assume a direção de Música Erudita da Oficina de Música de Curitiba, será o regente do concerto de abertura da 33ª edição consecutiva do evento, à frente da Orquestra de Câmara de Curitiba. O espetáculo acontece às 20h30 do dia 8 de janeiro, no Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto do Teatro Guaíra, tendo como solistas o jovem pianista japonês Atsushi Imada, uma das revelações no atual cenário da música internacional, e o paranaense Fernando Dissenha, que desde 1997 é trompete solo da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP).
Realizada pela Prefeitura Municipal e Fundação Cultural de Curitiba, por meio do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (ICAC), a Oficina de Música 2015 está orçada em R$ 2,2 milhões e tem como principal patrocinadora a própria Prefeitura, além de participação financeira da Copel e da Caixa.
Em 2015, os principais parceiros da Oficina de Música de Curitiba são o Centro Cultural Teatro Guaíra, Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo, Consulado Geral da França em São Paulo,  Consulado Geral da República da Polônia em Curitiba, Curitiba Hostel, Família Farinha, E-Paraná, Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), Faculdade de Artes do Paraná (FAP), Instituto Goethe de Curitiba, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC), Secretaria de Estado da Cultura, SESC da Esquina e Paço da Liberdade, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade Federal do Paraná (UFPR)/Pró-Reitoria de Extensão e Cultura.
Veja a programação completa da 33.ª Oficina de Música de Curitiba Aqui
http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/musicos-de-fama-mundial-compoem-elenco-da-oficina/35213 

sexta-feira, janeiro 02, 2015

A cidade dos 19 santuários

Quando o padre Dirley Moreira chegou à Paróquia São Francisco de Assis, no Xaxim, em 2008, logo recebeu a demanda. “A igreja é muito pequena, precisamos de uma nova”, diziam os mais impacientes. Em pouco tempo, o novo pároco concordou com os fiéis. A igreja antiga tinha lugares para cerca de 300 pessoas, número bem inferior aos quase 3 mil paroquianos que vão à missa todos os fins de semana. O sacerdote aceitou o desafio, demoliu o antigo templo em abril deste ano e quando a nova construção for concluída, em 2017, virá com um status a mais. “A paróquia vai virar santuário”, informa Moreira.
INFOGRÁFICO: Veja a rota dos santuários em Curitiba
Rodolfo BUHRER/ Gazeta do Povo
Rodolfo BUHRER/ Gazeta do Povo / Cenas da fé : novenas no Santuário do Perpétuo Socorro mobilizam 40 mil pessoas por semana Ampliar imagem
Cenas da fé : novenas no Santuário do Perpétuo Socorro mobilizam 40 mil pessoas por semana
Atender multidões virou a especialidade dos redentoristas
O Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Alto da Glória, é o exemplo mais bem-sucedido de “santuário-paróquia” em Curitiba. “O mérito é de Deus”, diz o padre Primo Aparecido Hipólito, reitor do santuário. Mas os fatos e a história deixam claro que o trabalho da congregação dos redentoristas foi fundamental para a comunidade exibir os números de que dispõe hoje. Nas 17 novenas rezadas de hora em hora às quartas-feiras, das 6 às 22 horas, o santuário recebe em média 40 mil pessoas. No balanço mensal, levando em conta todas as missas celebradas, o número salta para 150 mil fiéis. O atendimento a toda essa gente é feito por apenas três padres, auxiliados por seminaristas .
Cuidar de santuários pode não ser oficialmente o carisma da Congregação do Santíssimo Redentor, mas ao menos no Brasil essa se tornou a especialidade do grupo de religiosos fundado por Santo Afonso de Ligório. Além de promover a novena mais famosa da cidade, iniciada na década de 60, os redentoristas administram o Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá; o Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Goiás; e o Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo. “Acho que os bispos gostam de nós”, resume o padre Primo, ao explicar os frequentes convites para que a congregação assuma grandes santuários.
Sem bingos e sem rifas
Avesso a festas, bingos ou rifas, padre Moreira quer construir o Santuário de São Francisco de Assis exclusivamente com o dinheiro de doações. Além dos comuns exageros de fiéis no consumo de bebidas em festas de paróquia, o padre aponta o estresse causado por essas iniciativas. O sacerdote prefere contar apenas com a boa vontade dos paroquianos para financiar a obra.
Com 1,9 mil metros quadrados, o novo edifício deve comportar 700 pessoas sentadas. O projeto foi pensado com olhos no futuro. Pouco a pouco, os galpões e antigas residências da região têm dado lugar a condomínios de edifícios, com centenas de novos moradores, e que acompanham as transformações trazidas pela Linha Verde.
A rodovia fica a poucos metros da paróquia, bem como o extenso terreno no qual será erguido o futuro Park Shopping Boulevard, que tem previsão de inauguração para o mesmo ano em que o santuário ficará pronto, 2017.
Se tudo correr dentro do previsto, a paróquia, que fica na movimentada Rua Francisco Derosso, vai se tornar o vigésimo santuário da arquidiocese de Curitiba, número elevado se comparado a arquidioceses maiores. A de Belo Horizonte, por exemplo, tem dez; a do Rio de Janeiro, sete.
Peregrinos
Segundo o Código de Direito Canônico, santuário é um lugar sagrado para o qual se dirige um grande número de fiéis, em peregrinação, motivados por devoção religiosa. O teólogo Robert Rautman explica que um santuário deve ter estrutura adequada para o acolhimento de peregrinos, incluindo a disponibilidade de padres para celebrar missas e ouvir confissões diariamente, em vários horários.
É comum, inclusive entre membros do clero, a percepção de que nem metade dos santuários locais atende com rigor o que a lei eclesiástica prevê. “São poucos os santuários nos quais se pode chegar em qualquer dia e encontrar um padre para se confessar”, admite Moreira. Questionado se dará conta do recado quando o Santuário de São Francisco estiver pronto, ele responde com modéstia. “É difícil, mas tento ser ‘caxias’. Fico na paróquia o dia inteiro para receber o povo, e quando o santuário estiver pronto, quero fazer isso melhor ainda”.
“Santuários-Paróquia”
O acúmulo das atividades de paróquia com as de santuário é motivo frequente para justificar a escassez de serviços religiosos de algumas igrejas. Rautmann explica que numa paróquia comum, as responsabilidades do pároco são numerosas, envolvem frequentes reuniões para tratar de temas administrativos, que vão além das necessidades espirituais da comunidade. Num santuário, a devoção popular deve ser o foco dos sacerdotes que ali atuam, e que dispõem de mais tempo para se dedicar quase exclusivamente aos peregrinos.
Em Curitiba, contudo, com exceção da Igreja do Rosário, no Centro Histórico, todos os demais santuários são também paróquias, o que obriga seus dirigentes a se desdobrarem para atender as demandas das duas realidades.
Apesar disso, o aumento de trabalho vale a pena, afirma Moreira. A eficácia dos santuários em impulsionar devoções é apontado pelo padre como o principal motivador para encarar as novas exigências. “São Francisco de Assis é uma figura amada por muitos, mas há apenas três santuários dedicados a ele no Brasil, e nenhum no Sul. Acho que esse título pode nos ajudar a atrair muita gente para Cristo”, afirma.

 
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1523669&tit=A-cidade-dos-19-santuarios

domingo, dezembro 28, 2014

Tiririca apresenta projeto para evitar desperdício de alimentos. “A fome e a miséria não tem graça”

 tiririca2112
Tiririca é um dos deputados que não se ausentou de uma só sessão de plenário desde o início do mandato
Cientistas políticos são unânimes ao analisar o fenômeno Tiririca (PR-SP), reconduzido ao cargo de deputado federal com o apoio de mais de 1 milhão de eleitores: é um voto de protesto. Mas o palhaço por profissão e que debocha da classe política nas propagandas trata de coisa séria no Congresso.
Na última semana, o parlamentar, um dos únicos a comparecer a todas as sessões do mandato, apresentou projeto que institui a política nacional de redução de perdas e desperdício de alimentos. Na justificativa, usou tom emocional, lembrou sua história e citou até uma paródia que costuma cantar para sensibilizar os colegas.
O projeto de Tiririca propõe princípios, objetivos, metas e ações a serem adotados pelo governo federal em cooperação com Estados, municípios e iniciativa privada, de modo a maximizar o aproveitamento para consumo humano dos alimentos no país. Entre as ações, defende que se conscientize as pessoas e se faça investimentos sobre os impactos do desperdício e a elaboração de iniciativas que tenham por finalidade a redução das perdas.
Isso inclui, por exemplo, a inserção do tema no conteúdo programático do ensino fundamental, em disciplinas relacionadas à educação alimentar e nutricional, e a  conscientização quanto aos aspectos sociais, ambientais e econômicos relacionados às perdas e ao desperdício.
A política nacional versaria também sobre a capacitação de pessoal para produção, colheita, processamento, transporte, armazenamento e comercialização e a pesquisa científica que contribuíssem para reduzir as perdas.
Na justificativa, Tiririca lembra estimativa da Organização das Nações Unidas para a Fome e a Alimentação  (FAO) de que a terça parte de todo o alimento produzido no mundo se perde ou é desperdiçada, provocando imenso impacto negativo sobre a economia global, a oferta mundial de alimentos e o meio ambiente. “Uma das coisas mais tristes e vergonhosas que acontecem todos os dias é o desperdício de toneladas e toneladas de alimentos, enquanto muitos não têm o que comer”, diz o parlamentar no texto.
Tiririca destaca que foi menino pobre, cita a vida de palhaço e resume: “Grandes humoristas brasileiros e de todo o mundo, que sempre me inspiraram, têm demonstrado rara capacidade de produzir humor nas mais variadas situações e até ajudado a amenizar a dor de crianças que sofrem com graves enfermidades, internadas em hospitais. No entanto, há coisas que definitivamente não têm graça, como a miséria e a fome”. 
Ao encerrar a justificativa, Tiririca volta a tratar de sua origem nos palcos. “Sem fome e sem miséria, muitos brasileiros que hoje enfrentam dificuldades poderão, de fato, perceber-se como cidadãos; bem alimentados, poderão aproveitar melhor a vida e, entre outras coisas, divertir-se com as pilhérias dos palhaços”, avalia, antes de citar uma paródia que costuma cantar nos palcos. Assim ele conclui:
 “Não se admire se um dia 
menino de rua invadir 
a porta da sua casa, 
pegar alimento e fugir. 
Não condene esse menino, 
não chame ele de ladrão 
que leva sol e chuva 
e ainda dorme no chão. 
Mas se você parar pra pensar 
e prestar bem atenção 
’cê pode ajudar 
e tirar ele do chão. 
Já sabendo disso tudo 
ele vai lhe dar as mãos. 
É a nossa obrigação: 
ajudar nossos irmãos!”

quarta-feira, dezembro 17, 2014

Indicadores de qualidade da educação infantil de Curitiba são premiados pelo Inep

A Rede Municipal de Ensino de Curitiba recebeu o prêmio Inovação em Gestão Educacional concedido pelo Ministério da Educação por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A premiação foi nesta terça-feira (16) na sede do Inep, em Brasília, em razão do desenvolvimento dos Parâmetros e Indicadores de Qualidade para os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). O prêmio é concedido a cada dois anos aos municípios com resultados significativos para a qualidade da educação, a partir de mudanças na gestão de suas redes de ensino.

O prêmio foi entregue pelo presidente do Inep, José Francisco Soares, para a secretária municipal da Educação, Roberlayne Borges Roballo, e para parte da equipe da rede municipal de ensino responsável pela elaboração e implantação dos Parâmetros. Os parâmetros são referenciais de organização de espaços e tempos nos CMEIs para o trabalho com crianças de 0 a 5 anos.

“Receber o prêmio é o reconhecimento por uma ação desenvolvida por profissionais muito dedicados que têm trabalhado na construção de uma identidade para a educação infantil de Curitiba já reconhecida como referência para o país, porém reconhecendo e respeitando as diversidades de cada unidade e com a participação das famílias”, disse Roberlayne.

Os parâmetros e indicadores são um conjunto de medidas para garantir que em todas as unidades as crianças tenham as mesmas oportunidades para crescer, brincar, aprender e se desenvolver, em ambientes voltados à garantia de seus direitos. Estão reunidos em um documento que sinaliza ações e condutas que devem ser seguidas pelas equipes da educação infantil e que garantem a todas as crianças atendidas nos CMEIs, independentemente de seja a unidade, o direito à educação de qualidade.

“É o que faz com que cada CMEI seja um espaço organizado, aconchegante, seguro e desafiador para os meninos e meninas e que no período em lá estiverem tenham interações de qualidade com os adultos, pautadas na intencionalidade educativa”, explica Roberlayne.

São nove parâmetros, que podem ser entendidos como modelos para a reflexão e desenvolvimento de boas práticas para o cuidar e o educar da criança pequena. Todos os envolvidos na educação e cuidados das crianças participam e validam os indicadores, incluído os pais e as próprias crianças. O instrumento foi elaborado em 2010, com base nos parâmetros do Ministério da Educação. “Foi uma construção coletiva com base nas observações dos profissionais da educação infantil, nas experiências vivenciadas nos CMEIs considerando a organização dos espaços a diversidade e qualidade de propostas oferecidas às crianças”, disse a superintendente de gestão educacional da Secretaria Municipal da educação, Ida Regina Moro Milléo e Mendonça.

Também foram considerados na elaboração do documento o investimento na gestão democrática e, pincipalmente, ressalta Ida, o interesse e o envolvimento os profissionais para o planejamento de desenvolvimento do trabalho com as crianças. Com base neste documento as avaliações nos CMEIs são realizadas anualmente e contam com a participação dos pais. “Os parâmetros revelam pontos de partida e chegada que desejamos ter com relação aos diferentes aspectos que compõem o cotidiano das unidades da rede”, explica a diretora do Departamento de Educação Infantil, Maria da Glória Galeb.

No CMEI Santo Antônio, no Uberaba, a avaliação feita recentemente deixou satisfeita a equipe de profissionais e as famílias das crianças atendidas. “Seguimos os parâmetros e indicadores e nosso resultado é muito positivo. Apenas uma das nossas metas não foi plenamente alcançada e ainda assim em função de não depender de nossas atitudes”, comemora a diretora do CMEI, Aridina Machado de Liz dos Santos.

Entre as melhorias que os parâmetros e indicadores garantiram para a unidade estão o jardim suspenso e o refeitório para alimentação das crianças. Os dois ambientes estão entre os espaços que devem ser ofertados em todos os CMEIs, porém, a falta de espaço na unidade que é uma construção antiga, da década de 90, não contemplava os ambientes. “Tivemos de vencer o desafio arquitetônico e buscar soluções ousadas e criativas, mas conseguimos e temos garantido melhorias pedagógicas e autonomia para as crianças se alimentarem”, comemora Aridina.

A solução veio com a montagem de um jardim suspenso na entrada da unidade que, apesar de pequeno, garante a interação das crianças com flores e plantas, além de um canteiro onde são plantados morangos e alface. A falta de espaço para o refeitório foi solucionado transformando a hall de entrada que passou por melhorias em espaço para a alimentação das crianças. “E tudo com a participação ativa e avaliada das 20 professoras de educação infantil, das três professoras da unidade e das famílias as nossas crianças”, comemora Aridina.

Entre as 130 crianças atendidas nas turmas do berçário ao maternal do CMEI está Laura, de 4 anos e filha de Dione Gruber, uma mãe que faz questão de participar de todas as avaliações do CMEI. “É uma segurança para nós podemos avaliar o que está bom e poder sugerir melhorias que consideramos necessárias”, disse Dione.

Na avaliação feita neste ano, Dione viu sair da marcação de situação crítica a organização dos armários onde ficam guardados os brinquedos. “Foi um item apontado na última avaliação como crítico, mas houve mudança e ela foi positiva’, disse Dione.

Outro exemplo de indicador nos CMEIs é o que estabelece que todas as salas de atividades, de todos os CMEIs devem ter um canto permanente para a leitura, com livros organizados ao alcance das crianças, que escolhem livros de sua preferencia para ler. O momento de leitura da criança deve acontecer todos os dias, e até mesmo entre as crianças menores, de dois a 4 anos. A leitura nestes casos é das imagens, razão pela qual outro indicador apresenta a necessidade dos livros serem todos de apropriados à faixa etária.

Ainda dentro deste mesmo referencial, de literatura, um indicador prevê a leitura diária de gêneros narrativos pelo educador para as crianças. A forma como cada profissional fará a leitura pode ser diferenciada de uma sala para outra, de uma unidade para outra.

Prêmio

Essa é a quarta edição da premiação, que reconhece boas práticas desenvolvidas para a melhoria da qualidade do ensino. Foram premiadas nove experiências nas áreas de Avaliação e Resultados Educacionais, Gestão Pedagógica, Gestão de Pessoas e Planejamento e Gestão.

O prêmio teve início em 2006 e integra as ações do Laboratório de Experiências Inovadoras em Gestão Educacional do Inep. O objetivo é reconhecer e valorizar os trabalhos dos gestores que mudam a realidade educacional dos seus municípios e dessa forma, contribuem para o alcance dos objetivos e metas dos Planos Nacionais de Educação (PNE), do Compromisso Todos pela Educação e, de forma mais ampla para a melhoria da qualidade da educação no Brasil.

O prêmio é coordenado pela Dired e pela Diretoria de Apoio à Gestão Educacional (Dage), da Secretaria de Educação Básica (SEB), do MEC. Sãoparceiros da iniciativa a Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (SASE/MEC), FNDE, UNDIME e a UNESCO.

http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/cidadedoconhecimento/index.php?subcan=7&cod_not=41431&PHPSESSID=404229967b51a92ac4cd8971c24859aa# 

segunda-feira, dezembro 15, 2014

Auto de Natal




O Grupo Teatral Lanteri apresenta, nesta quarta-feira, dia 17, o Auto de Natal em 2 horários: às 1900  e às 20:30 horas, no salão social  anexo ao Santuário do Carmo.

A encenação do Auto de Natal relata a vinda de Jesus Cristo desde as primeiras profecias até o seu nascimento, sob a narrativa de Abraão, que mostra todos os pontos marcantes de seu povo até a chegada do Salvador.

Conhecido na cidade pela tradicional apresentação do espetáculo “Vida, Paixão e Morte de Jesus Cristo”, o Grupo Lanteri é formado por atores profissionais e amadores voluntários. Constituído há 36 anos, o Lanteri ocupa lugar de destaque no cenário cultural da cidade de Curitiba e realiza também outras apresentações teatrais.


Entrada Franca.  

Endereço:  Av. Marechal Floriano Peixoto, 8520 - Boqueirão - Ctba/PR

sexta-feira, dezembro 12, 2014

Pastoral da Criança inaugura Museu da Vida em Curitiba

A Pastoral da Criança inaugurou nesta sexta-feira (12) o Museu da Vida, que, por meio de sete exposições permanentes, conta a história dos 30 anos da instituição e de sua missão em prol das crianças. A inauguração acontece no Dia de Nossa Senhora de Guadalupe, considerada a padroeira da América Latina, celebrada nesta sexta.
Veja imagens do Museu da Vida
Serviço
Entrada: gratuita
Funcionamento: de segunda à sexta, das 8 às 19 horas*
Endereço: Rua Jacarezinho, 1.691, no bairro Mercês
*O museu ficará fechado do dia 24/12 ao dia 04/01, devido às festividades de fim de ano.
“A ideia do museu surgiu em outubro do ano passado da necessidade de criar um local para que as pessoas que atuam na base da Pastoral, acompanhando as crianças atendidas, pudessem aprender mais e sair das visitas de Curitiba com uma motivação maior”, conta o coordenador adjunto da Pastoral, Nelson Arns Neumann. “A meta parece ter sido alcançada”, comemora.
O destaque fica para o Memorial Dra. Zilda Arns, que inclui uma visita à sala em que a fundadora da Pastoral trabalhava. O escritório conta com objetos originais na mesma disposição feita por Zilda, antes de viajar para o Haiti, quando veio a falecer em 2010, vítima do terremoto que atingiu o país caribenho. Além disso, trechos de próprio cunho de seu diário e de seu último discurso foram gravados nas paredes do Memorial e são narradas pela voz da jornalista Marília Gabriela.
O Museu da Vida conta ainda com exposições sobre as práticas e as ações desenvolvidas pela Pastoral. A visita acaba com uma trilha por um bosque de mata nativa com mais de 13 mil metros quadrados, diversas árvores centenárias e uma gruta natural.
História da fundadora
Zilda Arns nasceu em Forquilhinha, Santa Catarina, e construiu sua vida no Paraná, escolhendo a Medicina como missão. Por isso, o Hospital do Idoso, inaugurado em 2012 no Pinheirinho, traz seu nome.
Ela fundou a Pastoral da Criança em 1983 e levou a primeira ação da entidade a Florestópolis, no Paraná, onde o índice de mortalidade infantil chegava a 127 mortes a cada mil crianças. Após um ano de atividades, o índice caiu para 28 mortes a cada mil nascimentos.
O sucesso incentivou a Igreja Católica a expandir a pastoral para todos os estados e o Ministério da Saúde a adotar e aperfeiçoar alguns dos métodos criados pela pastoral para combater a mortalidade infantil e a desnutrição. Desde então, Zilda foi indicada três vezes ao Prêmio Nobel da Paz e colecionou glórias pelo mundo todo. Em 2004, ela fundou e coordenou a Pastoral da Pessoa Idosa.
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1520296&tit=Pastoral-da-Crianca-inaugura-Museu-da-Vida-em-Curitiba

quarta-feira, dezembro 10, 2014

Cantata de Natal com o Coral Luterano da Cruz

 Domingo, 14 de dezembro às 20h, após a Missa das 19h, dentro do Santuário Santa Rita de Cássia. Rua Padre Dehon, 728 Vila Hauer
 
CANTAI, SUA LUZ CHEGOU! Será uma cantata de Natal que conta a história do nascimento de Jesus, visto pelos olhos de uma família fictícia. Os componentes dessa família fabricam lâmpadas em Belém e estavam lá no dia do nascimento de Jesus. O negócio daquela família era iluminar a vida das pessoas com as lâmpadas, mas ela admitia que estava em trevas. Finalmente, ao conhecer Jesus, aquele lar é capaz de aceitá-lo e de levar sua luz para todos os que precisam.
 
IMPERDÍVEL!!!! Venha prestigiar o talento dos nossos irmãos Luteranos e, juntos, testemunhando a unidade pedida por Jesus, vamos preparar o Natal em nossa comunidade.

Convide seus amigos, familiares e compartilhe esta boa notícia!
 
 
 
Foto de José Querino de Paula.

domingo, novembro 30, 2014

Florinda acompanha traslado do corpo de Bolaños e agradece aos fãs

EFE/Alonso Cupul / Florinda em conversa com jornalistas, durante o traslado do corpo de Bolaños
A mulher de Roberto Gómez BolañosFlorinda Meza, e o filho mais velho do criador de Chaves, Roberto Gómez Fernández, partiram na manhã deste sábado (29) da cidade de Cancún, onde vivem, para a Cidade do México.
Ela acompanhou o transporte do corpo do marido, que desembarcou no aeroporto de Toluca e segue em cortejo à Cidade do México, onde será velado no Estádio Azteca no domingo (30).
Ainda no aeroporto de Cancún, a viúva agradeceu as manifestações dos fãs: "Obrigada por todo o apoio que deram ao meu Robert", disse antes de embarcar, segundo o site do jornal mexicano Excelsior.
A família de Bolaños já havia agradecido aos fãs no Twitter, após o anúncio da morte do ator, na sexta-feira (29).
"Em nome da família, obrigado por tanto amor. Esperamos todos amanhã no estádio Azteca a partir das 12h para a despedida. Los Gómez.", diz a mensagem.
Bolaños morreu na sexta (28) em sua casa em Cancún, aos 85 anos. Desde 2009, o estado de saúde do comediante era instável. Ele precisou operar a próstata e, por conta do procedimento, deixou de andar. Desde então, diversos boatos sobre sua morte são divulgados. Ao completar 85 anos em fevereiro, um parente próximo de Bolaños disse que o ator tinha acompanhamento médico 24 horas por dia.

sexta-feira, novembro 28, 2014

O dia certo de montar a árvore de Natal

Ivonaldo Alexandre / Gazeta do Povo / Estela Muller exibe a nova aquisição, uma árvore natalina, e o enfeite herdado da mãe
Todo ano é assim: ainda em outubro, as pessoas começam a desencaixotar a árvore, o presépio, as luzes e os papais-noéis. Mas você sabia que, pela tradição cristã, existe um dia apropriado para a começar a decoração natalina? O teólogo Robert Rautmann, professor de religião no Colégio Internacional Everest, explica que a data correta para enfeitar a casa é o primeiro domingo do Advento que, neste ano, cai em 30 de novembro. “O Advento é um período especial para o cristianismo, que compreende os quatro domingos anteriores ao dia 25 de dezembro. Nele, os cristãos preparam-se para a grande festa de Natal – o nascimento de Jesus – e lembram-se, também, que Ele um dia voltará.”
Da mesma tradição, acrescenta o teólogo, vem o costume de desmanchar a árvore e guardar os enfeites em 6 de janeiro, o Dia de Reis, que representa o encontro dos Reis Magos com o Menino Jesus. Portanto, se você ainda não preparou a casa para o Natal, domingo é a data perfeita para a tarefa. “Uma dica é envolver toda a família na montagem da árvore e da decoração. O trabalho é mais rápido e as crianças guardarão para sempre estes momentos!”, ressalta Rautmann.
Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo / Durante o ano, Márcia guarda os enfeites na casa da praia
Significados
Ainda que a teologia ignore a maioria dos símbolos natalinos, como defende o professor da PUCPR Cesar Leandro Ribeiro, a tradição acabou atribuindo significados para cada um deles. Confira os principais:
Presépio
Tradição atribuída a São Francisco de Assis, no século 13, retrata o momento exato do nascimento de Cristo, com Maria, José, os pastores e os Reis Magos. “É a dimensão simbólica que mais marca. Trata-se de uma devoção popular, sem sentido litúrgico, uma fotografia do momento”, explica Ribeiro.
Guirlanda
É composta de pequenos ramos verdes, com quatro velas ao centro, que devem ser acesas a cada domingo do Advento. “O momento é acompanhado da oração da família reunida”, ensina o teólogo Robert Rautmann. Segundo Ribeiro, o Advento significa chegada, mas é caracterizado pela espera.
Maria grávida
Símbolo expressivo nas igrejas, a figura de Maria que espera o Menino Jesus representa a concepção, a anunciação do Anjo. “O Natal começa ali. Esse simbolismo é litúrgico e forte. O retrato de Maria que se põe a caminho prefigura o Menino, que será levado para todos os cantos”, detalha Ribeiro.
Árvore
Símbolo mais conhecido, sua origem como imagem natalina remonta ao século 16 e provém do norte da Europa, segundo Rautmann. “Árvore resistente aos piores invernos, o pinheiro simboliza a esperança em Cristo que vence todo desespero e morte.”
Bolas
Como os demais enfeites que colocamos sobre a árvore, representa os bons frutos (as boas ações) que podemos realizar se estivermos unidos a Cristo, lembra Rautmann.
Velas e luzes
Fazem memória do que o próprio Cristo disse em João 8,12: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas”, explica o teólogo.
Presentes
Trocados na noite de Natal, lembram a visita que os Reis Magos fizeram a Jesus, Maria e José. “E lembram, principalmente, que Jesus é o grande presente que o Pai nos deu”, reforça Rautmann.
Ceia
Em vários momentos da vida de Cristo, ele se reuniu com aqueles que amava, inclusive, os pobres e os pecadores, para fazer a refeição. Na visão do professor de teologia, é isso que simboliza a ceia. “Em que todos têm lugar, e as desavenças são perdoadas”.
História
O coordenador do curso de Teologia da PUCPR, Cesar Leandro Ribeiro, recorda que as datas na Bíblia são sempre simbólicas. A adoção de 25 de dezembro como nascimento de Cristo aconteceu após a queda do Império Romano, quando o cristianismo passou a substituir festas pagãs por religiosas. “Existia uma festa de culto ao deus Sol, então, os cristãos adotaram a data, numa referência ao verdadeiro Sol, que é o Cristo.”
Embora tenha origem no cristianismo, o Natal é uma festa que entrelaça o fator religioso e o cultural, na opinião do professor de sociologia da PUCPR Lindomar Boneti. “No fator religioso, o símbolo se constitui num ritual de expressão de fé. No cultural, é uma construção que adotamos, trazemos de nossos antepassados. Na América, temos o Papai Noel, uma influência da expressão mercadológica.”
Arrumação
Para Márcia e Estela, a festa começa no fim de outubro
A paixão da artesã e dona de casa Márcia Maria Augusto, 56 anos, pelo Natal já é velha conhecida dos amigos e familiares. “Tenho um sobrinho que diz ‘a casa da tia é uma durante o ano e outra no Natal’”, brinca. Todo fim de outubro, a decoração habitual da casa é engavetada, para dar espaço aos itens natalinos – tantos, que, durante o ano, ela precisa guardar na casa da praia. Não é exagero do sobrinho. Nos últimos meses do ano, o bonito e espaçoso apartamento fica tomado pelos enfeites de Natal. Hall de entrada, salas, cozinha, quartos e banheiros: não há um canto da casa que escape. “Adoro Natal, desde que era pequena!”
60 anos de tradição
A árvore de Natal de 2,10 metros de altura é estreante na casa de Estela Muller, 80 anos, mas os enfeites acumulam histórias de três gerações da família. Desde o dia 24 de outubro, a residência está tomada por enfeites verdes, vermelhos e muito brilho. “Não tem religiosidade ligada, é tradição da família. Minha mãe fazia a árvore desde que eu nasci, depois eu vim fazendo, passei para minha filha. Começamos a montar cedo para ir curtindo mais tempo. Sempre tem uma coisa para tirar daqui e por ali”, comenta.