sexta-feira, abril 12, 2013

Bati o carro... e agora?



Em uma cidade com uma frota de 915,1 mil automóveis, como a capital paranaense, parece inevitável que, vez ou outra, dois carros teimem em ocupar o mesmo espaço. Basta uma pequena distração, a ausência de um sinal de luz, uma freada abrupta e pronto. O estrago está feito.
Em Curitiba, historicamente, a grande maioria dos acidentes no trânsito não resulta em feridos. Proporcionalmente, a cada dez batidas, sete deixam “apenas” estragos materiais – além de uma indesejada dor de cabeça para o motorista.
Justiça
Em batidas com danos materiais, quando não há consenso sobre de quem é a culpa pelo acidente, a discussão pode parar na Justiça. O condutor pode buscar seus direitos no Juizado Especial, sem advogado, quando o pedido de ressarcimento é de até 20 salários mínimos. Acima disso, é preciso um advogado.
Mas atenção: para buscar o ressarcimento na Justiça, é preciso ter provas ou testemunhos contundentes.
Seguro
Após o acidente, a seguradora tem de enviar um guincho ao local, se necessário. Os atendentes do 0800 são treinados para indicar ao motorista os passos a seguir. É essencial fazer o BO, seja no sistema Bateu ou na PM.
Em caso de danos materiais, é preciso analisar se é vantajoso acionar o seguro, se o custo do conserto não é superior ao da franquia e se vale a pena perder a bonificação do seguro.
Baixa
Em caso de perda total, o dono precisa fazer a baixa do carro no Detran. Deixar de fazê-lo é infração grave, com 5 pontos na carteira e multa de R$ 127,69.
Interatividade
Você ou alguém próximo já se envolveu em algum acidente? Seguiu ou não os passos desse “guia”? Como foi a experiência?
Deixe seu comentário abaixo ou escreva paraleitor@gazetadopovo.com.br
Leia as regras para a participação nas interatividades da Gazeta do Povo.
As mensagens selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
O porta-voz do Batalhão da Polícia de Trânsito (BPTran) da capital, tenente Ismael Veiga, reforça: nessas horas, não adianta espernear. Independentemente de quem tenha sido o culpado, é essencial manter a cabeça no lugar. Ou pelo menos tentar. “A primeira coisa a se fazer após uma batida é manter-se calmo. Afinal, já aconteceu o que tinha de acontecer”, resume o tenente. Já os passos seguintes variam, conforme a gravidade do acidente, a existência ou não de vítimas e o efeito da colisão no trânsito.
Pensando nisso, a Gazeta do Povo preparou um pequeno guia com dicas essenciais que os motoristas devem seguir para minimizar os problemas decorrentes de acidentes de trânsito no perímetro urbano e garantir que eventuais danos sejam ressarcidos depois. A principal dica, porém, que não está nesta página, continua valendo para qualquer condutor: respeite os sinais de trânsito, mantenha uma direção defensiva, preste atenção ao seu redor e, para o bem de todos, não se envolva em acidentes.
SEM VÍTIMAS
1 - Veículo: Quando ocorre uma batida só com danos materiais, a primeira coisa a se fazer é retirar os carros da via, para evitar outros acidentes e não comprometer a fluidez do trânsito. O motorista que não fizer isso pode inclusive ser multado: deixar o carro propositalmente no local é infração média, com quatro pontos na carteira e multa de R$ 85,13.
2 - Reforço: Nessa hora, não adianta ligar para a PM ou para o 156, para solicitar um agente de trânsito. Os PMs só vão ao local do acidente quando há vítimas. E os agentes costumam comparecer apenas quando não é possível tirar os carros, bloqueando o trânsito.
3 - Dados: A rua não é o local para se discutir quando nenhuma das partes assume a culpa. Não adianta bater boca. Pegue o máximo de informações sobre o outro veículo e o condutor, hora e local do acidente e contatos de testemunhas que presenciaram a batida.
4 - Registro: Com os dados do acidente, pode-se fazer o registro até com fotos no Sistema Bateu, em www.bateu.pr.gov.br, num prazo de seis meses. Depois de pagar a guia de R$ 72 emitida pelo sistema, dá para imprimir o boletim final.
5 - Garantia: O fato de fazer o boletim de ocorrência não significa que o acidente será investigado. Mas é essencial para solicitar o seguro do carro e para eventuais ações judiciais, quando o outro motorista se recusar a ressarcir os danos da batida.
COM VÍTIMAS
1 - Reforço: Em caso de acidentes com vítimas, a PM deve ser acionada pelo 190, assim como os Bombeiros, pelo 193. Nesses casos, é preciso manter o carro no local e esperar pelo socorro especializado. Os policiais farão o registro do acidente, verificarão a situação dos condutores e, se necessário, farão testes de alcoolemia, entre outros procedimentos.
2 - Veículo: Mesmo se os ferimentos não forem graves e não haja necessidade de deslocar a vítima para um hospital, o Código de Trânsito estabelece que o motorista só pode remover o veículo do local depois que a autoridade policial autorizar. Dar uma de “apressadinho” resulta em infração gravíssima e inclusive suspensão do direito de dirigir.
3 - Atendimento: Outro erro que pode gerar graves problemas é sair do local do acidente antes de a PM chegar, mesmo que a vítima esteja acompanhando o motorista. Essa ação pode ser considerada crime, passível de detenção de seis meses a um ano. Outro motivo para esperar é pelo boletim de ocorrência que a PM emitirá.
4 - DPVAT: Caso o motorista atinja um ciclista ou pedestre, tem a obrigação de acionar os bombeiros e aguardar a PM. Não será o condutor o responsável por prestar o socorro, mas ele poderá solicitar os dados da vítima para eventuais ressarcimentos. Toda vítima de trânsito pode solicitar o seguro DPVAT para ressarcir custos com internação, tratamento e remédios. O pagamento do DPVAT é feito mesmo se a vítima for a causadora do acidente.
Fontes: Caçan Silvano, coordenador de Fiscalização de Trânsito da Setran; Ramiro Fernandes Dias, diretor executivo do Sindseg-PR/MS; tenente Ismael Veiga, porta-voz do Batalhão da Polícia de Trânsito (BPTran); Marcelo Araújo, presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Mobilidade da OAB/PR.

quarta-feira, abril 10, 2013

ANTI INFLAMATÁRIO NATURAL


Artrose, Artrite, Coluna....
Só quem passa ou já passou por essas dores, sabe avaliar o valor dessa matéria.
Repassem, tirem cópias e deem aos que não possuem Internet. 

Isso é realmente algo assustador!
Mas o Dr. Al Sears indica um analgésico que não tem efeitos colaterais.
E o mais interessante é que provavelmente você já tenha esse analgésico aí na sua casa ! Plante num vaso, no quintal ou no jardim.
Os pedaços de gengibre podem durar longo tempo fora ou dentro da geladeira.
Pasme, mas esse analgésico se chama GENGIBRE. Isso mesmo! Gengibre.
Durante séculos o Gengibre tem sido usado em toda a Ásia para tratar dores nas articulações, resfriados e até mesmo indigestão.

O Gengibre cru ou cozido pode ser um analgésico eficaz, mesmo para condições inflamatórias como a osteoartrite.
Isso porque a inflamação é a causa raiz de todos os tipos de problemas como artrite, dor nas costas, dores musculares, etc.
Ele contém 12 compostos diferentes que combate a inflamação.
Um desses compostos abaixa os receptores da dor e atua nas terminações nervosas.
Juntos, eles trabalham quase o mesmo que as drogas anti-inflamatórias, tais como o ibuprofeno e a aspirina, mas sem os efeitos colaterais.
Assim, se a sua intenção é eliminar esses analgésicos, passe a consumir o Gengibre.
Seguem algumas dicas para você ter uma boa dose diária de gengibre:

Isso vai estimular a circulação sanguínea e aliviar dores nas articulações.
Beber chá de gengibre: É barato. É muito fácil. O gosto é óptimo. E cura.

Aqui está uma receita usada pelo Dr. Al Sears:
Quatro copos de água;
Um pedaço de aproximadamente 5 cm de Gengibre descascado e cortado em fatias;
Limão e mel a gosto... Se prefrir use laranja no lugar do limão. Fica óptimo!

Procedimento:
Ferva a água numa panela com fogo alto.
Assim que começar a fervura adicione as fatias de Gengibre, deixe em fogo baixo, cubra a panela para que os vapores não saiam e deixe fervendo por aproximadamente 15 minutos.
O chá está pronto! Basta coar, e adicionar o mel com o limão ou laranja.

http://www.facebook.com/quintadosavos

terça-feira, abril 09, 2013

Prefeitura enxuga máquina e corta gastos com carros, telefone e energia para ampliar investimento


A Prefeitura de Curitiba deve economizar este ano R$ 14 milhões com a racionalização no uso de veículos e a devolução de 52 automóveis à locadora contratada. O corte faz parte de um conjunto de medidas adotadas para reduzir gastos de custeio e ampliar a capacidade de investimento do município. O pacote inclui a criação de centrais de gerenciamento de frota, enxugamento da estrutura administrativa, revisão de contratos e redução nos gastos com energia elétrica e telefone.
A redução dos gastos de custeio em todas as unidades da administração direta ou indireta foi determinada pelo prefeito Gustavo Fruet no dia seguinte à posse (2 de janeiro), por meio de decreto. Fruet também ordenou a revisão de todos os contratos vigentes.
De acordo com levantamento feito pela Secretaria Municipal de Administração, somente a devolução de 52 automóveis e a racionalização do uso de veículos proporcionará uma economia de 12% em relação ao valor original do contrato com a empresa de locação, a Cotrans. A redução de gastos deve chegar a R$ 14 milhões anuais. O valor corresponde ao investimento necessário, por exemplo, para construir oito unidades de saúde, de 500 metros quadrados, com valor médio de R$ 1,7 milhão por unidade.
Ao mesmo tempo foi instituído um processo de racionalização de uso dos carros, com medidas que buscam otimizar o trabalho dos motoristas e diminuir o gasto com combustível. Mesmo com o aumento de 5% no preço da gasolina, nos dois primeiros meses do ano houve uma economia de 14% nas despesas com combustíveis.
A economia se deve em grande parte à criação das centrais de gerenciamento de frota, que possibilitarão um maior controle sobre o uso de veículos, por meio do agendamento eletrônico das corridas e o compartilhamento dos automóveis entre as secretarias. Já estão em funcionamento duas centrais e outras duas deverão ser criadas até o fim do ano.
 “O objetivo da redução de custeio é aumentar o poder de investimento da Prefeitura na cidade – como, aliás, prevê o programa de governo do prefeito Gustavo Fruet”, diz o superintendente da Secretaria Municipal de Administração, César Rissete.
Energia
Todos os órgãos da Prefeitura também vêm trabalhando para diminuir a utilização de celulares e os gastos com energia elétrica, em esforço que já mostra resultados. Em fevereiro, por exemplo, a conta de energia apresentou uma redução de 30%, em relação ao mesmo período de 2012.
“Estamos adotando medidas simples que melhoraram o consumo de energia, como a substituição de aparelhos antigos por outros mais eficientes. Com a redução de frota e do uso de energia, estamos também colaborando para tornar a cidade mais sustentável”, observa Rissete.
Contratos revistos
O decreto assinado pelo prefeito também suspendeu por até 90 dias o pagamento de despesas superiores a R$ 30 mil, com recursos provenientes de qualquer fonte. Criado pelo mesmo ato, o Comitê de Transparência e Responsabilidade Financeira ficou encarregado de reavaliar todas os contratos firmados pela gestão anterior.  
Entre os contratos em revisão estão os de maior valor, casos do Instituto Curitiba de Informática (ICI), Cotrans, lixo e limpeza, asseio e conservação. Em fevereiro, a Prefeitura já efetivou uma mudança no contrato com a Consilux, pela ocupação dos 196 radares da empresa. O valor pago à Consilux  será reduzido em 37% este ano – de R$ 737.427,28 para R$ 464.003,23. A medida representará uma economia anual de mais de R$ 3,2 milhões.
“Sem afetar a prestação de serviços públicos, estamos cortando algumas despesas e gerando economia para os cofres públicos”, diz o prefeito Gustavo Fruet.
Também está sendo elaborado o edital de licitação da telefonia fixa para gerar economia.
Como forma de dinamizar e uniformizar as ações e diminuir custos, foram unificados os trabalhos em algumas secretarias, como as de Administração e Planejamento. As secretarias de Urbanismo e da Copa têm um único responsável, o secretário Reginaldo Cordeiro. Neste caso, apenas em salários de secretário, superintendente e diretores projeta-se economia de R$ 1,5 milhão até a Copa do Mundo.
Na Companhia de Habitação (Cohab), atingiu-se uma economia mensal de R$ 277 mil (R$ 3,6 milhões por ano) com a extinção de duas diretorias, duas gerências e 17 chefias.
No Instituto Curitiba de Saúde (ICS), foi promovida uma redução de pessoal, que gerará uma economia mensal de R$ 70 mil. Este valor será usado para aumentar o valor da consulta paga aos credenciados dos atuais R$ 27,60 para R$ 42,00.

segunda-feira, abril 08, 2013

Cinemateca de Curitiba homenageia fundador com exibições gratuitas


A Cinemateca de Curitiba homenageia o escritor e cineasta Valêncio Xavier com uma programação especial. Xavier foi o fundador da Cinemateca, além de ter exercido trabalhos em televisão, como roteirista e pesquisador. As exibições são sempre às segundas-feiras até o dia 15 de abril.
A programação traz curtas e longas de ficção e documentários que fizeram parte da trajetória de Xavier. A entrada é gratuita e as apresentações começam às 18h – veja mais abaixo:
18h
O Corvo (BR/PR, 1983 – 12’- ficção – 16mm).Baseado no conto homônimo de Edgar Alan Poe.
Visita ao Velho Senhor (BR/PR, 1976 – 14’ – ficção – 16mm). Co-direção com Ozualdo Candeias. Metáfora em torno do sentimento passional trágico, a partir da adaptação de um conto gráfico de Poty Lazarotto publicado na revista panorama.
Muitas Vidas de Valêncio Xavier (BR/PR – 90’ – doc – digital). Direção de Beto Carminatti, documentário sobre Valêncio Xavier.
20h
Palestra: “Literatura em Imagens – Um olhar psicanalítico de Valêncio Xavier”, com Gleuza Salomon (psicanalista). Mediação: Beto Carminatti.
O Mistério da Japonesa (BR/PR, 2005 – 17’ – ficção – 35mm ). Direção de Beto Carminatti e Pedro Merege, baseado no conto de Valêncio Xavier .
Mystérios (BR/PR, 2009 – 90’ – ficção - digital). Direção de Beto Carminatti e Pedro Merege. Quatro histórias envolvendo suspense e muito mistério. Inspirado na obra “O mez da grippe”, de Valêncio Xavier, vencedora do prêmio Jabuti em 1999. *Somente trechos.

domingo, abril 07, 2013

A grande maternidade de Curitiba está no zoo


Um hipopótamo gorducho, uma lhama peluda e, mais recentemente, um antílope desengonçado e um cisne negro. Todos esses animais nasceram no zoológico de Curitiba nos três primeiros meses do ano. A farra era tamanha que sugeriram até instalar uma tevê nas jaulas dos mais saidinhos. Mas, o que poderia ser um repentino “baby boom” no Alto Boquei­­rão, na verdade reflete as boas condições que os bichos encontram por lá, já que a procriação é o principal indicativo disso.
“Isso é o que se espera de um zoológico”, diz o veterinário Manoel Javorouski, funcionário do zoo há 17 anos. Um ambiente propício para a reprodução de espécies em cativeiro necessita de alimentação, luminosidade e temperatura média adequadas. O manejo – procedimentos diversos realizados por veterinários e tratadores – também precisa ser perfeito. Claro, há os que não conseguem. É o caso atual das girafas, já que Piekarski é um macho infértil e Pandinha, uma “senhora” de 23 anos.
Preferência é pelos bichos simpáticos
No começo da década passada, o nascimento de onças e leoas no zoológico de Curitiba também ganhou repercussão. Entre 1990 e 1994, sete girafas deram o ar da graça, em pleno cativeiro – cinco sobreviveram e duas morreram no parto. O feito foi comentado Brasil afora. Mas por que filhotes de algumas espécies chamam mais a atenção do que outros?
“Talvez seja típico de brasileiro gostar mais de coisas de outros países”, palpita o veterinário Manoel Javorouski, referindo-se aos animais mais visitados pelas 650 mil pessoas que passam pelo zoo a cada ano: leão, hipopótamos e girafas, todos naturais da África. Outra explicação é a semelhança e empatia com os humanos. “Mesmo o nascimento de uma arara-azul ou um papagaio de peito roxo, que são animais em extinção, não chamam tanto a atenção quanto o de um macaco. O público quer empatia e simpatia. Já viu alguém dar nome para um filhote de cobra?”
Para os mais criativos, boas notícias: um antílope de pouco mais de uma semana e um filhote de cisne negro ainda não foram batizados.
Cuidados
Unidade curitibana vira referência em qualidade em manejo animal
Um passeio ciclístico que reuniu 10 mil pessoas marcou a inauguração do zoológico de Curitiba, há 31 anos. Os invernos rigorosos da cidade são um desafio a mais para veterinários, biólogos e tratadores. Mas, tendo em vista a chegada dos hóspedes mais recentes, o trabalho é digno de nota. “Se o animal não está bem, não vai reproduzir. Então eles certamente estão em boas condições e recebem um tratamento adequado”, diz Fernando Passos, membro da Sociedade Brasileira de Zoologia e professor da UFPR.
E até na hora H o veterinário precisa estar a postos. Dando uma folha de couve para a lhama, Manoel conta porque teve de intervir no parto do bicho, no dia 28 de março. “A cabeça estava para fora, mas as patas dentro da mãe”, lembra. Entre veterinários, biólogos e assistentes, cinco pessoas participaram do procedimento. A lhama – cujo nome, Ralph, foi escolhido em uma votação da Gazeta do Povo – passa bem e na próxima semana já estará no convívio com outros da sua espécie.
Gravidez acompanhada
Com Glória, o hipopótamo, foi diferente. Um tratador presenciou a cópula do grande casal, em plena luz do dia. Anotou a data em um caderninho. Depois de oito meses, tempo médio da gestação do mamífero, o animal foi recolhido. Glória nasceu na madrugada do dia 15 de fevereiro, e foi cercada de cuidados – até o prefeito Gustavo Fruet marcou presença, ao assinar sua “certidão de nascimento”. “O hipopótamo reproduz bem. O problema é a sobrevivência do filhote, já que a mãe acaba pisando ou machucando a cria, às vezes por acidente”, diz Manoel.
E para quem acha que o bicho está mais para um inofensivo porquinho acima do peso, o veterinário avisa: o hipopótamo é o animal que mais mata turistas na África. Pesa três toneladas, pode ficar até cinco minutos embaixo d’água e, fora dela, atinge a velocidade de 36km/h. “O máximo de Usain Bolt é 45. Ele conseguiria fugir. Nós não.”
Glória está isolada com a mãe, Penélope. Mas logo volta ao convívio do pai, Dino, e da irmã mais velha, Charlene.
Serviço:
Zoológico de Curitiba. Rua João Miqueletto, Alto Boqueirão. Telefone: (41) 3378-1221. Terça a domingo, das 9 às 17 horas. Entrada gratuita

sexta-feira, abril 05, 2013

Cohab convoca famílias para oferta de apartamentos no Campo de Santana



A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) está convocando famílias inscritas em seu cadastro para oferta de apartamentos que estão em construção no bairro de Campo de Santana. Os convocados deverão participar de reuniões nas quais serão fornecidas informações sobre o empreendimento e as condições de financiamento das unidades habitacionais.
A partir desta convocação, a Cohab colocará em prática as novas normas de atendimento à sua clientela e as famílias que não aceitarem a oferta do imóvel receberão uma nova inscrição e começarão novamente a contagem de tempo de cadastro para uma nova convocação. Com esta medida, a Cohab pretende dar mais agilidade ao chamamento da demanda do programa habitacional do município.
As famílias convocadas têm renda entre R$ 1.601 e R$ 3.275 e estão inseridas na chamada faixa 2 do programa Minha Casa, Minha Vida, que financia as obras do empreendimento que está sendo comercializado, o Residencial Cidade de Pádova. O projeto é resultado de parceria entre a Cohab e a Caixa Econômica Federal.
A convocação das famílias está ocorrendo por meio de correspondência. Elas estão sendo convidadas a participar, em grupos, de reuniões, que acontecem nos dias 9, 10 e 15 próximos. A lista de convocados, as datas, horários e endereços das reuniões estão disponíveis para consultas no site da Cohab, no linkhttp://www.cohabct.com.br/conteudo.aspx?conteudo=537.
Desistência
De acordo com a nova sistemática de atendimento para inscritos no cadastro da Cohab, a família convocada que não aceita o imóvel ofertado deverá formalizar sua desistência  em documento no qual declara estar ciente que a sua opção irá retardar o acesso à casa própria. E quem não comparecer às reuniões, não justificar a ausência e nem responder a nenhum dos avisos da Cohab (por e-mail, telefone, carta registrada e publicação de edital no site da Companhia) estará sujeito ao cancelamento de sua inscrição.
Para dar a mesma oportunidade a todos os inscritos, nesta e nas próximas convocações, a Cohab irá chamar, de forma gradativa, todos os inscritos antigos, para que eles possam fazer a sua opção. Nas reuniões do mês de abril, por exemplo, estão sendo chamados inscritos entre 1989 e 1997, além de candidatos inscritos em abril de 2011, que, pela ordem cronológica, “estão na vez”, pois a convocação anterior, no final do ano passado, havia alcançado o mês de março de 2011.
Caso o candidato convocado para aquisição de unidades tenha interesse na unidade ofertada mas esteja com restrição cadastral (Cadin, Serasa e SPC), terá um prazo de 30 dias pare regularizar as pendências. Se não houver reversão desta situação no prazo estabelecido, o candidato também terá uma nova inscrição, como ocorre com os desistentes.    
Empreendimento
O Residencial Cidade de Pádova faz parte de um complexo de condomínios com um total de 1,3 mil unidades que está sendo implantado no bairro Campo de Santana, em local próximo à futura Rua da Cidadania do Tatuquara.
Os apartamentos, com dois quartos, estarão distribuídos em blocos de quatro pavimentos, com quatro unidades por andar. O Residencial terá salão de festas com churrasqueira, área de estacionamento e de recreação. As unidades terão custo que varia entre R$ 91,5 e R$ 96,5 mil.
O financiamento para aquisição das unidades poderá se estender por até 30 anos e, de acordo com o rendimento familiar, os compradores poderá ter subsídio de até R$ 17,9 mil. O benefício funciona como um desconto no valor a ser financiado. 

quinta-feira, abril 04, 2013

Com 'dor', Paraná entrega sede do Tarumã


A dor é o sentimento que o Paraná levará para o leilão judicial de sua sede social do Tarumã, hoje, às 14 horas – o evento ocorrerá em uma casa especializada no bairro Mercês, em Curitiba. No primeiro pregão, há duas semanas, com valor de avaliação em R$ 45,5 milhões, nenhum comprador ofereceu lance. Com isso, a nova tentativa parte de um valor aproximado de R$ 22,7 milhões. “Não quero falar, apenas depois que tiver acabado. É algo muito doloroso. É uma coisa sentida perder parte de nosso patrimônio”, lamentou o superintendente-geral do clube, Celso Bittencourt.
Um lance pela internet vindo de Portugal já havia sido dado no dia do primeiro leilão no valor de R$ 23 milhões, uma indicação de que o negócio não será fechado por valor inferior.
Tricolores
Nova casa
O Paraná entrega hoje à Federação os laudos para a liberação da Vila Olímpica. O primeiro jogo será domingo, contra o J. Malucelli, com o horário ainda indefinido.
Marketing
O clube anunciou ontem uma mudança em sua vice-presidência de marketing. Vladimir Carvalho saiu para a entrada de Christian Knaut, com experiência no ramo de vendas em duas multinacionais (Roche e Kraft).
O patrimônio, surgido do espólio do Palestra Itália, um dos diversos clubes que deram origem ao Paraná, será vendido para quitar dívidas do Tricolor. A sede é usada principalmente por jogadores de tênis e como local de treinamento de alguns esportes olímpicos do clube, como o beisebol. Mensalmente, custa ao clube cerca de R$ 20 a 30 mil em manutenção.
Na semana passada, em entrevista publicada na Gazeta do Povo, Bittencourt revelou que o Paraná começaria a ficar viável financeiramente se o leilão render aos cofres do clube de R$ 28 a 30 milhões. O montante engloba todas as pendências mais urgentes do clube. Entre as dívidas, estão pendências com diversos níveis do poder público – de acordo com o balanço financeiro publicado pelo Tricolor referente a 2011 são pouco mais de R$ 5 milhões em dívidas de impostos como INSS e FGTS.
Apenas com a quitação dos débitos é que o Paraná pode pedir a certidão negativa de débitos, que lhe permitiria receber recursos públicos, seja de patrocínios de estatais, como a Caixa Econômica Federal, ou em projetos que envolvam o poder público como parceiro.
Também faz parte do pacote de credores do Paraná o empresário Léo Rabello, que receberá após acordo cerca de R$ 9 milhões referentes à negociação do meia Thiago Neves, concretizada em 2007 – o Tricolor não repassou a fatia que cabia ao empresário, dono de 68% dos direitos econômicos do atleta, na transferência que movimentou no total R$ 2,3 milhões.
Se conseguir arrematar mais do que o esperado, a diretoria paranista pretende ganhar capital de giro para investir tanto no futebol quanto na área social.
http://www.gazetadopovo.com.br/esportes/parana-clube/conteudo.phtml?tl=1&id=1359897&tit=Com-dor-Parana-entrega-sede-do-Taruma

quarta-feira, abril 03, 2013

Dois delegados e um investigador são presos durante operação contra extorsão



Dois delegados e um investigador da Polícia Civil do Paraná foram presos por posse ilegal de arma e munição restrita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público do Paraná (MP-PR). As detenções ocorreram durante a operaçãoVortex, deflagrada para investigar uma rede de extorsão formada por policiais civis, incluindo delegados. Dezoito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em duas delegacias da capital, uma divisão policial e nas casas dos policiais. As armas foram encontradas nas residências deles, e isso motivou as prisões.
Os delegados Gérson Machado, titular do 6º Distrito, Luiz Carlos de Oliveira, responsável pela Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, e o investigador Aleardo Riguetto, do 6º DP, foram presos nesta quarta-feira (3).
Esquema investigado
Algumas equipes da DFRV que fazem fiscalizações em lojas de peças e ferros velhos de Curitiba e região estariam cobrando propina semanalmente para fazer “vistas grossas” a supostas irregularidades nestes estabelecimentos.
Segundo o Gaeco, o grupo é suspeito de acobertar investigações contra as lojas que pagariam propina.
Estranho
O flagrante de posse ilegal de arma feito pelo Gaeco contra o delegado chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, Luiz Carlos de Oliveira, deverá ser lavrado na Corregedoria da Polícia Civil. O procedimento, ainda não explicado, é diferente do adotado nos casos das prisões do delegado e do investigador do 6º Distrito Policial, Gerson Machado e Aleardo Riguetto. Os dois também foram presos acusados de posse ilegal de armas. No entanto, o flagrante deles está sendo lavrado no Gaeco (DR).
O caso de corrupção estaria ocorrendo há mais de um ano e a extorsão teria sido institucionalizada por meio da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio. Entre os locais em que foram cumpridos os mandados estão duas delegacias de Curitiba: a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) e 6º Distrito Policial, no bairro Capão da Imbuia. Além disso, a sede da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, no centro da capital, e a casa de três delegados também foram alvo dos promotores do Gaeco. “Há indícios fortes de que havia corrupção na DFRV e na Divisão de Crimes Contra o Patrimônio”, disse o coordenador do Gaeco, Leonir Battisti, à imprensa nesta manhã.
Segurança Pública
A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) divulgou nota oficial sobre a operação do Gaeco e afirmou que aguardará os desdobramentos da investigação.
Confira a nota da Sesp na íntegra: “A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) aguarda os desdobramentos da investigação sobre supostos desvios de conduta de policiais civis. A operação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com a participação de policiais civis e militares.
Os policiais que trabalham no Gaeco são designados pela própria Sesp, em função de um ato de cooperação formalizado com o Ministério Público. A Sesp reforça que não tolera irregularidades em qualquer esfera da administração”.
O governador Beto Richa também se pronunciou sobre o caso e disse que – se as investigações comprovarem as irregularidades – os policiais envolvidos serão punidos rigorosamente.

Outro lado
O delegado Gérson Machado falou com a imprensa, na sede do Gaeco, nesta manhã. Ele negou a acusação de extorsão e disse que está sendo “perseguido” por causa do trabalho realizado quando estava à frente da DRFV.
Machado, atualmente titular do 6º Distrito Policial, trabalhava na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) da capital. Ele causou polêmica quando foi transferido da DFRV para o 6º. DP em setembro do ano passado. O delegado divulgou uma nota com os motivos da transferência, segundo a visão dele.
Em nota, Machado disse que, dois meses depois de ter assumido a DFRV, foi chamado pelo seu superior imediato, o delegado Luiz Carlos de Oliveira, responsável pela Divisão de Crimes Contra o Patrimônio. Segundo Machado, seu chefe “veio com um pedido relacionado a ‘lojas de autopeças’, e que eu disse que não iria atender, por ser contra meus princípios”.
Após a divulgação da nota, ele voltou atrás e explicou à Corregedoria da Polícia Civil que seria contra os seus princípios “sobrecarregar ainda mais os investigadores, que estão afastados de suas funções, fazendo as vezes de carcereiros”, segundo uma nota da Polícia Civil. A nota do delegado causou a indignação do delegado Luiz Carlos de Oliveira. À época, ele classificou Machado como uma pessoa “perigosa” e “mentirosa” e negou ainda que tenha havido reunião entre os dois para que investigações sobre autopeças não fossem adiante.
Dinheiro apreendido
Aproximadamente 98 mil dólares (cerca de R$ 197 mil) foram apreendidos na casa do delegado Luiz Carlos de Oliveira. Segundo Battisti, o delegado relatou ao Gaeco que ganhou o dinheiro em um cassino. Não foram divulgados mais detalhes sobre essa questão.

Casarão da UPE será administrado pela Fundação Cultural, com uso compartilhado


O casarão histórico da União Paranaense dos Estudantes (UPE), localizado na Rua Carlos Cavalcanti, no bairro São Francisco, passará a ser administrado pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC). A outorga de permissão de uso foi publicada nesta segunda-feira (01) no Diário Oficial do Município e prevê que a FCC fará a manutenção, fiscalização e segurança do prédio.
Nas próximas semanas, a Fundação assina um protocolo de intenções de uso com a direção da UPE para uso compartilhado do espaço. Entre os termos está a criação de um programa de cooperação técnica, científica e cultural, com a finalidade de promover a integração entre a UPE e a FCC. A ideia é proporcionar ações direcionadas aos estudantes, como cineclubismo, arte digital e cursos de formação.
A parceria, contudo, só será concretizada depois que o prédio histórico passar por readequação, conforme projeto do Ippuc. A previsão de reabertura é final de 2013.
Histórico
A UPE administrava o local por comodato, mas após o início do recesso escolar, em dezembro, o prédio foi invadido. A entidade procurou a Prefeitura, que retirou os invasores e iniciou um processo de fechamento do local.
O casarão, em art nouveu datado de 1918, é uma Unidade de Interesse Especial de Preservação (UIEP) e já pertenceu à família Benjamin Baptista Lins de D’Albuquerque, um dos fundadores da Gazeta do Povo, e também à Universidade do Paraná (atual UFPR).
O imóvel foi adquirido pelo governo do Estado na década de 50, mas ganhou notoriedade como sede da UPE, entre 1959 e 1968, quando foi tomado pelo regime militar. Em 1983, o prédio retornou para as mãos do Estado, na gestão de José Richa, que a cedeu à Prefeitura de Curitiba. O prédio tem sido ocupado pela UPE por meio de comodato.

terça-feira, abril 02, 2013

Crimes na web passam a ter penas específicas



A primeira legislação focada em crimes na internet a ser sancionada no país, a Lei 12.737, entra em vigor hoje. Conhecida como Lei Carolina Dieckmann, em referência à atriz que foi chantageada no ano passado após ter fotos pessoais retiradas de seu computador e divulgadas na web, a legislação considera crime o roubo de dados de cartões de débito e crédito e a invasão de aparelhos eletrônicos, como notebooks, tablets, desktops e celulares, estejam eles conectados à internet ou não.
As penas variam de três meses a dois anos de prisão, mais multa. A punição pode ser maior caso o crime seja cometido contra políticos – vereadores, deputados federais e estaduais, senadores ou o presidente da República – ou resultar em prejuízo financeiro. Também pode ter a pena aumentada em um a dois terços quem comercializar, transmitir ou divulgar as informações obtidas a partir da invasão de dispositivos eletrônicos.
Até 3 anos
de prisão é a pena prevista para quem interromper serviços de empresas na internet propositalmente. Esse é o trecho mais polêmico da Lei 12.737, já que há quem defenda a legitimidade de ataques virtuais como protesto on-line.
A lei ainda prevê pena de três meses a um ano de prisão, mais o pagamento de multa, a qualquer pessoa que ofereça, venda, distribua, produza ou difunda programas ou aplicativos de computadores destinados à invasão de outros aparelhos. Quem tiver sua privacidade digital invadida precisa, no entanto, prestar queixa para que o acusado possa ser responsabilizado.
Ataques
Em sua parte mais polêmica, a legislação prevê cadeia para quem intencionalmente interromper serviços de empresas na internet. No ano passado, grupos hackers promoveram uma onda de ataques contra instituições bancárias, por meio de DoS – ataques de negação de serviço. Agora, os responsáveis por esse tipo de ataque podem pegar de um a três anos de prisão. Muitos ativistas cibernéticos defendem que os ataques DoS são formas legítimas de protesto on-line.
Até hoje, a Justiça se baseava no Código Penal para aplicar punições a crimes virtuais. O caso de Carolina Dieckmann ocorreu em maio de 2012 e o projeto do deputado Paulo Teixeira (PT-SP) foi aprovado na Câmara em novembro. No mês seguinte, a lei foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff.

segunda-feira, abril 01, 2013

Para refletir!!!

"O café pendente"

"Entramos em um pequeno café, pedimos e nos sentamos em una mesa. Logo entram duas pessoas:


- Cinco cafés. Dois são para nós e três "pendentes".


Pagam os cinco cafés, bebem seus dois e se vão. Pergunto:


- O que são esses “cafés pendentes”?


E me dizem:


- Espera e vai ver.


Logo vêm outras pessoas. Duas garotas pedem dois cafés - pagam normalmente. Depois de um tempo, vêm três 


advogados e pedem sete cafés:

- Três são para nós, e quatro “pendentes”.


Pagam por sete, tomam seus três e vão embora. Depois um rapaz pede dois cafés, bebe só um, mas paga pelos dois. 


Estamos sentados, conversamos e olhamos, através da porta aberta, a praça iluminada pelo sol em frente à cafeteria. De 

repente, aparece na porta, um homem com roupas baratas e pergunta em voz baixa:

- Vocês têm algum "café pendente"?

Esse tipo de caridade, apareceu pela primeira vez em Nápoles. As pessoas pagam antecipadamente o café a alguém que 


não pode permitir-se ao luxo de uma xícara de café quente. Deixavam também nos estabelecimentos, não só o café, mas

 também comida. Esse costume ultrapassou as fronteiras da Itália e se difundiu em muitas cidades de todo o mundo." 

Dica do Julio Fontes do Coletividade.


Estados empregam mais de 105 mil comissionados




Albari Rosa/ Gazeta do Povo / Corredores do poder: ocupantes de vagas em comissão nos estados não caberiam no  Maracanã
Corredores do poder: ocupantes de vagas em comissão nos estados não caberiam no Maracanã


Pesquisa do IBGE mostra que funcionários sem concurso são regra, e não exceção, nas 27 administrações estaduais


A primeira pesquisa completa sobre a estrutura burocrática dos estados, realizada pelo IBGE, revela que os 27 governadores empregavam em 2012, em conjunto, um contingente de 105,5 mil funcionários comissionados – cargos de livre nomeação, que não fizeram concurso para entrar na administração pública. Se todas essas pessoas se reunissem, nenhum dos estádios da Copa de 2014 – nem mesmo o Maracanã – teria capacidade para acomodá-las.
Apenas na chamada administração direta, da qual estão excluídas as vagas comissionadas das empresas estatais, o número de funcionários sem concurso público subordinados aos gabinetes dos governadores ou às secretarias de Estado chega a 74.740. No governo federal, há 4.445 servidores sem concurso em cargos de confiança na chamada administração direta, ou 0,7% do total dessa categoria. Já nos estados, a proporção chega a 2,8%.
Inchaço
Nas prefeituras, total de funcionários sem concurso é de 506 mil
A Pesquisa de Informações Básicas Estaduais foi divulgada pelo IBGE pela primeira vez neste ano, mas desde 2001 o instituto avalia a estrutura burocrática dos municípios. O levantamento de 2011 revelou que as 5.565 prefeituras do país abrigam 506 mil servidores sem concurso. Nas capitais, onde havia cerca de 22 mil não concursados há dois anos, a líder no ranking era a capital paulista. O ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) empregava 7.081 servidores sem concurso. Questionada, a assessoria do novo prefeito, Fernando Haddad (PT), não respondeu se o quadro mudou desde então.
Na administração indireta dos governos estaduais – autarquias, fundações e empresas públicas –, há outros 30.809 funcionários comissionados. Por sua vez, no governo federal, são 1,3 mil.
Ranking
Do total de 105,5 mil servidores sem concurso nos estados, quase 10% estão em Goiás. O governador Marconi Perillo (PSDB) abriga em sua burocracia 10.175 funcionários nessa situação, o que o torna líder do ranking dos estados com mais comissionados. A Bahia, governada pelo petista Jaques Wagner, vem logo atrás, com 9.240 não concursados.
Ao se ponderar os resultados pelo tamanho da população, os governadores que saltam para a liderança do ranking são os de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), com 937 e 263 cargos por 100 mil habitantes, respectivamente.
Os oito governadores do PSDB controlam, em conjunto, 37,6 mil cargos ocupados por servidores não concursados. Os quatro governadores do PT, por sua vez, têm em mãos 23 mil vagas. Logo atrás, estão os quatro do PMDB, com 21,6 mil. O peso dos partidos muda quando se pondera a quantidade de cargos controlados por 100 mil habitantes. Nesse caso, o PT passa para o primeiro lugar (75), e o PSDB cai para o quinto (41).
“A grande reforma política que poderíamos fazer seria reduzir ao mínimo esses cargos. Faremos? Creio que não. Não interessa ao sistema político”, lamenta o cientista político Carlos Melo.

Cohab tem novas normas para atendimento a inscritos na fila


O cadastro de candidatos a imóveis do programa habitacional do município, feito pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), terá novas normas de atendimento a partir deste mês. A principal alteração alcançará inscritos que, convocados para oferta de unidades, não comparecem às reuniões informativas ou não aceitam o imóvel ofertado. Neste caso, eles terão uma nova inscrição feita automaticamente pelo sistema e irão reiniciar a contagem de tempo para uma nova convocação.
Esta mudança valerá para todas as faixas de renda dos inscritos no cadastro, mas terá efeito maior sobre os candidatos da chamada faixa 2 do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, que hoje é a principal fonte de recursos para financiamento do programa habitacional do município. Nesta faixa estão incluídas famílias com renda entre R$ 1.600,01 e R$ 3.275,00, que são convocadas para oferta de imóveis de acordo com a data de inscrição, priorizando os inscritos mais antigos.
Na chamada faixa 1 do MCMV, a renda das famílias não pode ser superior a R$ 1.600,00 e, neste caso, de acordo com normas do governo federal que são válidas para todo o País, a seleção das famílias contempladas para aquisição de unidades deve ser feita por sorteio, independentemente da data de inscrição.
A alteração neste critério de atendimento é, segundo o presidente da Cohab, Ubiraci Rodrigues, adequação a uma realidade constatada nas ocasiões em que a Companhia faz a comercialização de imóveis. “Em empreendimentos destinados à faixa 2, verificamos que para cada unidade disponível, é necessário hoje convocar 10 famílias para que a venda seja efetivada”, diz ele.
Entre os motivos mais comumente alegados pelas famílias para não aceitação do imóvel ofertado estão a sua tipologia (casa ou apartamento) e  a localização do empreendimento.
Norma
As alterações nos critérios de atendimentos de famílias cadastradas na Cohab estão contidas em uma instrução normativa, nº 15/2013, aprovada pela diretoria da Companhia no mês de março.
A falta de comparecimento às reuniões de comercialização de unidades e a não aceitação das moradias ofertadas ocorrem com freqüência, tanto com candidatos da faixa 1 quanto da faixa 2 do programa Minha Casa, Minha Vida. Em agosto do ano passado, por exemplo, quando foi feita a convocação para oferta de unidades do Residencial Cidade de Broni, que está em construção no bairro Campo de Santana, foram chamados 1.610 inscritos para comercialização de 144 unidades.
Do total de convocados, 812 não compareceram nas reuniões e outros 542 não aceitaram a oferta e preferiram continuar aguardando outra oportunidade na fila. O total de ausentes e desistentes significa 84% da demanda que havia sido identificada para aquisição de unidades no empreendimento.
A ausência ocorre até mesmo durante a comercialização de imóveis destinados à faixa 1, em que se concentra a parcela mais carente da clientela da Cohab e há um grande subsídio do governo federal para aquisição das unidades. Nesta faixa, as famílias pagam prestações mensais com valores entre R$ 25 e R$ 80, pelo prazo máximo de 10 anos, independentemente do valor do imóvel. Com isso, o total pago pela família ao final do prazo corresponde a apenas 15% do custo real da unidade.
Mesmo assim, no último sorteio realizado pela Cohab para seleção de famílias enquadradas nesta faixa de renda, 36,2% dos sorteados não compareceram nas reuniões ou não manifestaram interesse nas unidades ofertadas. Na ocasião, foram ofertadas 610 unidades dos residenciais Aroeira e Imbuia, que estão em obras no bairro Santa Cândida. Foram sorteadas 780 famílias (incluindo um adicional de 30% de reserva, justamente para prevenir os casos de ausências ou desistências), mas 283 inscritos não compareceram na Cohab ou não aceitaram a oferta.
Nova inscrição
De acordo com a nova normativa de atendimento para inscritos na fila, caso a família sorteada ou convocada pelo critério de antiguidade de cadastro não aceite o imóvel ofertado, será criada automaticamente pelo sistema da Cohab uma nova inscrição com os dados já existentes na base cadastral. Esta condição será informada a todos os candidatos que participam da reunião e a desistência será formalizada em documento no qual o inscrito declara estar ciente da sua opção.
A normativa prevê também que a falta de comparecimento às reuniões informativas sem justificativa poderá resultar em cancelamento da inscrição. Esta medida, no entanto, será tomada após esgotadas todas as tentativas de comunicação entre a Cohab e o candidato.
Configurada a ausência na reunião, a Cohab irá contatar o inscrito por telefone e e-mail (quando o endereço eletrônico constar do cadastro do candidato) e, se ele não responder, será enviada para o seu endereço correspondência com aviso de recebimento. O passo seguinte será publicar a relação dos ausentes em edital, no site da Cohab, com um prazo para comparecimento. Somente depois de fracassadas todas estas tentativas é que será efetuado o desligamento do candidato faltoso do cadastro.
Para evitar problemas, o inscrito deverá manter sempre os dados atualizados em seu cadastro, principalmente de endereço, já que a primeira comunicação, com o convite para reunião explicativa, ocorre por meio de carta enviada pelo Correio.
A necessidade de atualização dos dados cadastrais está reafirmada na instrução normativa, que reforça também uma antiga exigência para os candidatos da fila da Cohab: a obrigatoriedade de renovação da inscrição a cada 12 meses, sob pena de cancelamento do cadastro. A renovação pode ser feita nas agências da Cohab nos bairros ou via Internet, no site da Companhia (www.cohabct.com.br).
Se, no entanto, antes de completado um ano da primeira inscrição ou da última renovação, o candidato tiver alteração em seus dados cadastrais, ele deve atualizar as informações nas agências ou no site da Cohab. Dados como endereço, renda e composição familiar são importantes, pois podem definir a convocação ou participação nos sorteios.
A instrução normativa também estabelece que, caso o candidato convocado para aquisição de unidades nas faixas 2 e 3 tenha interesse na unidade ofertada  mas estiver com restrição cadastral (Cadin, Serasa e SPC), terá um prazo de 30 dias pare regularizar as pendências e iniciar os procedimentos para contratação de financiamento de aquisição do imóvel. Caso não haja reversão desta situação no prazo estabelecido, o candidato também terá uma nova inscrição, como ocorre com os ausentes ou desistentes.  
 
A íntegra da normativa 15/2013 está disponível para consulta no site da Cohab, no linkhttp://www.cohabct.com.br/userfiles/file/IN_015.pdf.