sábado, novembro 30, 2013
Leitor mostra trabalhadores de hotéis e restaurantes manifestando
Internauta registrou paralisação nesta sexta-feira (29) no Centro de Curitiba.
Grevistas pedem aumento do piso e outros benefícios, como cesta básica.
O internauta Célio Borba registrou a movimentação dos trabalhadores dos setores hoteleiro e gastronômico de Curitiba no Centro da cidade nesta sexta-feira (29). Eles entraram em greve, por tempo indeterminado, na manhã desta sexta. "Grupos fizeram piquetes em frente a hotéis e restaurantes no Centro", relatou o leitor.
Os trabalhadores pararam em frente a quatros dos principais hotéis no Centro tocando cornetas e apitos. Entre os hotéis em que houve manifestação, está um dos maiores da capital paranaense, de acordo com Borba, que é aposentado.
Cerca de 200 pessoas participaram do ato, segundo a Polícia Militar (PM). A paralisação é comandada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Hoteleiro, Meio de Hospedagem e Gastronomia de Curitiba e Região (Sindehotéis). De acordo o sindicato, apesar de barulhenta, a movimentação foi pacífica.
A Polícia Militar informou que nenhuma ocorrência foi registrada durante a manifestação.
Nota da redação: a decisão da greve foi tomada depois da última tentativa do Sindehotéis, conforme o próprio sindicato, de um acordo para um aumento do piso da categoria para R$ 930,00, reajuste pelo INPC mais 4% aos que ganham acima do piso, anuênio de 2%, cesta básica de R$ 200,00 por mês, seguro de vida de R$ 45 mil, vale-transporte gratuito, vale refeição de R$ 20,00 por dia trabalhado e adicional de assiduidade de 20%. O piso atual da categoria é de R$ 798,00.
Para o presidente do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação (Seha), Marco Antonio Fatuch, a greve é política. “É um absurdo. Empresário não tem condição de suportar economicamente esse pedido deles. Na última reunião de conciliação, na Delegacia do Trabalho, eles fizerem todas essas exigências extras. Não tem como aceitá-las. Pequeno e médio empresário não têm condições”, afirmou Fatuch.
O presidente da Seha disse que houve a proposta para que o piso da categoria subisse para R$ 884,00 – o que, segundo Fatcuh, equivale a 5% acima do INPC. “Estamos abertos a negociação desde que venha com pedidos factíveis, que seja possível cumprir”, alegou.
http://g1.globo.com/pr/parana/vc-no-g1-pr/noticia/2013/11/leitor-mostra-trababalhadores-de-hoteis-e-restaurantes-manifestando.html
sexta-feira, novembro 29, 2013
Incêndio atinge refinaria da Petrobrás na RMC e há risco de contaminação em rio
O rompimento de uma tubulação nas proximidades da bomba de carga para os fornos da U2100 (Unidade de Destilação) causou uma explosão na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. O acidente ocorreu por volta das 22h30 de quinta-feira (28) e o incêndio só foi controlado por volta da 0h de hoje.
explosão repar
Sindicato diz que existe risco de contaminação no Rio Barigui (Foto: Divulgação)
Informações de trabalhadores dão conta que a equipe de combate de emergência ainda atua na U2100 para resfriá-la, que segue totalmente interditada. Apesar da grande proporção do acidente, não há registros de feridos. O calor do fogo causou grandes danos estruturais, chegando a entortar vigas de sustentação de equipamentos e dutos. Dirigentes do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina estão na Repar para averiguar os fatos.
Uma grande quantidade de óleo vazou para as canaletas de águas pluviais e o fluxo chegou à Unidade de Tratamento de Descartes Industrais (UTDI). Por enquanto o problema está controlado, mas existe o risco de contaminação do Rio Barigui. A equipe do Centro de Defesa Ambiental da Petrobrás (CDA-Sul), localizada em Itajaí-SC, foi acionada e se desloca para a Repar.
Desbastecimento
A U2100 é o primeiro setor industrial da cadeia de processamento do petróleo. Dessa forma, a produção de todas as demais unidades está comprometida. Algumas já estão paradas, como é o caso do Coque. Outras estão com carga reduzida, mas devem parar de operar em breve, como a unidade do craqueamento catalítico. “A perspectiva é de que refinaria pare de operar e prejudique o fornecimento de derivados ao mercado”, afirma Silvaney Bernardi, presidente do Sindipetro.
http://www.bandab.com.br/jornalismo/incendio-atinge-refinaria-petrobras-rmc-ha-risco-contaminacao-rio-sindicato/
Estudantes são premiados por participação em gincana virtual

quinta-feira, novembro 28, 2013
Meio Ambiente, Curitiba recebe da ONU certificado de Cidade Resiliente

quarta-feira, novembro 27, 2013
terça-feira, novembro 26, 2013
Educadores entram em greve e creches de Curitiba amanhecem fechadas nesta terça-feira

Lei que cria o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher é sancionada

segunda-feira, novembro 25, 2013
Décimos a menos e pontos a mais
A Vila Jardim Acrópole – em Curitiba – podia ser reduzida a um ponto no mapa do Cajuru, bairro de 100 mil habitantes que é uma verdadeira cidade. Mas não. O Acrópole, como é chamado, destaca-se por condensar alguns dos índices de pobreza mais gritantes da capital. Deve-se prestar atenção. Sua miséria é disfarçada, nas beiras da linha do trem e dos rios, “um pouco mais para baixo” das boas casas de alvenaria e gradil alto que parecem dominar a paisagem da região.
INFOGRÁFICO: confira o desempenho nas zonas de risco de Curitiba
De acordo com levantamento feito pela Cohab em 2010, 1.239 famílias vivem na parte de ocupação irregular da vila. Pouco mais de 35% desses moradores são jovens e jovens adultos que sustentam outros 40%, formado por crianças e adolescentes. Não têm recursos para tanto. Ali, quem ganha dois salários mínimos pode ser considerado “rico” – 60% dos acropolenses faturam bem menos, vivem na informalidade e engrossam o exército dos carrinheiros da cidade, não raro guardando o lixo em casa.
Faltam homens. Ao todo, 30% dos lares são sustentados por mulheres, sendo sete delas “mães menininhas”, com menos de 18 anos. Há por lá 102 deficientes; 37% de lares são iluminados na base do “gato” e os índices educacionais beiram os subsaarianos. O número dos que não sabem ler e escrever chega a 8%, fazendo soar o alerta em meio a tantos alaridos sobre a erradicação do analfabetismo.
Ainda assim, o Acrópole tem um número capaz de fazer reverter todos os outros. As duas escolas municipais que atendem a área – a Ayrton Senna e a Maria de Lourdes Lamas Pegoraro – saem-se bem na Prova Brasil, avaliação que ajuda a formar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb. A média de Curitiba é 5,8. No Ayrton e no Pegoraro as notas oscilam entre 5,2 e 5,6. Pouco? Os rankings as apontariam como perdedoras. Os analistas, como vitoriosas.
O troco
No início deste ano, os pesquisadores Waldirene Sawozuk Bellardo e Douglas Danilo Dittrich – da Secretaria Municipal de Educação (SME) – resolveram “desmontar” a lógica autoritária que rege o Ideb. Sabiam que muitos colégios implantaram “intensivões” para enfrentar a Prova Brasil, como se fosse uma corrida de cavalos. “É uma esquizofrenia. A educação é arte complexa. O Ideb mede o que o aluno responde no momento. Não avalia a escola”, protesta Waldirene.
O método empregado na operação foi simples: os técnicos cruzaram as notas das 184 escolas da rede municipal com a porcentagem de alunos beneficiados pelo Bolsa Família. Previam a que conclusões iriam chegar: notas mais baixas em regiões assistidas pelo governo; notas mais altas em regiões menos necessitadas. Era a regra. Mas lhes interessavam as exceções. Para alegria, elas não só existem como servem de norte para mudanças nas práticas de ensino básico daqui em diante.
A secretaria é reticente em soltar fogos em torno das quatro escolas que tiveram notas acima do esperado, apesar de terem 40% e 70% da clientela atendida pelo Bolsa Família. Vai investigar. Diz temer repetir aquilo que se está combatendo – os estigmas de a melhor e a pior, a mais rica ou a mais pobre. Mas os gestores não escondem que o resultado da pesquisa está prestes a causar uma reviravolta nos bastidores educacionais.
Daqui pra frente
Em 2014, a SME vai fazer de escolas como a Ayrton Senna e Maria Pegoraro – entre outras que um pente fino nas estatísticas venha a apontar – uma espécie de observatório de práticas educativas em regiões vulneráveis. Quer detalhar o que as faz ter desempenho positivo, de modo a estender esses ganhos às demais instituições plantadas na periferia ou fadadas à estagnação. Os pesquisadores irão a campo com algumas hipóteses. Escolas que vencem as imposições da pobreza, suspeitam, são as que têm corpo de professores estável, relações com a comunidade, proximidade com as famílias e gestão equilibrada.
Levarão a campo medidas provisórias – como programas de permanência dos professores em zonas de risco. Dar de 10% a 30% a mais no salário, já sabem, não basta. Mas a expectativa, outra vez, é se deixar surpreender pelas práticas das escolas de exceção. Sabe-se que não há receitas, salvo uma delas, alçada à categoria de regra universal: nos endereços em que os pais valorizam o ensino, os filhos têm desempenho educacional melhor. Nesse quesito, a vantagem acaba sendo dos colégios bem situados. Aos mais empobrecidos, resta trazer os pais de volta para a sala de aula. É a melhor das medidas.
Um piloto da operação está em andamento: pequenos grupos de adultos, com filhos em idade escolar, participam de um programa batizado de “Cereja”, recém-criado. Ainda não há dados públicos. Se levado a cabo de fato, será o melhor quitute da temporada. “Sem nossa reação, os mais vulneráveis podem estar condenados a permanecer onde estão. Escola é expansão da cidadania”, comenta Douglas Dittrich. Em Curitiba há perto de 30 mil analfabetos.
Em tempo. A ação da secretaria não vai se limitar às escolas das “faixas de Gaza” da capital. Os educadores devem se debruçar sobre um outro dado que estava despistado nas tabelas: quatro escolas com baixíssimo índice de Bolsa Família, situadas em bairros de classe média, têm uma nota medíocre no Ideb. “Nossa suspeita é de que o ensino não faz nenhuma diferença na vida dessas crianças”, pondera Waldirene, apontando mais uma vez os riscos trazidos pela simplificação dos rankings. Podem ser falso brilhante.
Os aplausos dados às escolas municipais Doutor Pedrosa, no Portão, e São Luiz, na Água Verde, que tiram acima de 7,0 no Ideb, não resumem a glória educacional de Curitiba, como se quer acreditar. Deve-se somar na lista as duas escolas do Acrópole. E desconfiar dos dados. Eis o princípio.
Além dos muros da escola
Para saber por que a Escola Municipal Maria de Lourdes Pegoraro é diferente, os pesquisadores da prefeitura vão ter de trabalhar domingo. Não é raro, no dia de folga, encontrar a diretora Ana Paula Vilella, 35 anos, circulando pela Vila Acrópole, como se fosse uma moradora. Ana vive em São José dos Pinhais, mas por força do ofício passa a maior parte do tempo no bairro onde atua como educadora. Conhece as ruas. Vai ao mercado (onde encontra os pais dos alunos), à zona favelizada, bate palmas na porta das casas para saber de faltas e demais expedientes escolares.
As táticas de Ana são seguidas, em alguma medida, pelo grupo gestor do colégio, que tem 67 profissionais de ensino e 750 alunos, 30 notificados como vulneráveis e vindo de famílias de rendimentos modestos. Nem a diretora, nem Luciane Bugay, Leoni Nantes ou Fabiana Mendes – outras três professoras que falaram com a reportagem – afirmam que esse seja o segredo do “Maria de Lourdes”. Mas reconhecem terem entendido que para educar bem, precisavam agir para além dos muros da escola.
A linha do trem não lhes é estranha. Costumam atravessá-la, em visitas à clientela. A recíproca é verdadeira. Se as professoras vão à vila, a vila também vem à escola. O colégio fica aberto das 8 da manhã às 10 da noite, e oferece o programa Comunidade Escola aos sábados e domingos. A lista de atividades é vertiginosa. O vínculo está garantido. “Tudo muda quando um professor sabe como seu aluno vive”, diz Ana Paula.
A andanças tantas, o grupo chegou a fazer um périplo, perguntando nas ruas quem sabia ler e escrever. Muitos eram pais. Outros tantos se integraram às duas turmas noturnas de jovens e adultos, frequentadas por 33 pessoas, num claro exemplo de agenda positiva. “Nosso termômetro? Muitas pais nos telefonam. Falam com a gente na maior liberdade. É um bom sinal”, diz uma das pedagogas.
As diretoras Wilsa Bueno, 39, e Greyce Serena, 44, à frente da Escola Municipal Ayrton Senna (também na Vila Acrópole) gozam de condições menos favoráveis do que as vizinhas do “Maria de Lourdes”. A parcela de 597 alunos é ainda mais pobre, na maioria filhos de coletores de papel. A rotatividade de professores, em especial no turno da tarde, é alta e exige trabalho dobrado da dupla, que faz das tripas coração. “Lembramos sempre do mérito que é trabalhar aqui. E do quanto é gratificante”, comentam.
O curioso é que, mesmo em situações adversas, o “Ayrton Senna” tenha o astral e a aparência de uma escola de elite. A tolerância com a pichação é zero. Os pais são atendidos com todas as honras – mesmo que cheguem até ali em farrapos, o que não é difícil acontecer –; e os problemas são resolvidos de pronto. A escola serve café da manhã. E tem chuveiro. Sim – Wilsa e Greyce se alistam entre as que acham que fome e falta de cuidados básicos afetam a aprendizagem.
http://http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/index.phpsubcan=7&cod_not=40920&PHPSESSID=456f8e8fa633a856532e335577a7b17a"
domingo, novembro 24, 2013
sexta-feira, novembro 22, 2013
Organização escolar e quadro de professores da rede municipal terão mudanças em 2014
As unidades de ensino municipais – escolas, Centros de Educação Integral (CEis) e Unidades de Educação Integral (UEIs) – vão passar, a partir do ano que vem, por uma reorganização das equipes de profissionais e do trabalho pedagógico. Além de aumentar o número de profissionais, a Secretaria Municipal da Educação vai reforçar o quadro de professores com formação específica, em áreas como Educação Física, e dar um novo perfil à atuação do professor corregente, que assumirá o papel de professor regente de Ciências. Também será implantado um modelo de planejamento baseado no trabalho coletivo dos professores.
O objetivo é criar condições para atender as necessidades específicas de cada turma e aluno, melhorando a qualidade do ensino e a aprendizagem.
As diretrizes dessa reorganização estão na Portaria nº 45, publicada no Diário Oficial do Município no dia 11 de novembro. O documento prevê um número maior de professores de 1º ao 5º ano (docência I) e de professores de Educação Física. Isso permitirá também alocar professores de Educação Física nas turmas de classe especial e educação infantil, atendendo assim a uma antiga reivindicação das equipes de trabalho, estudantes e familiares dos alunos.
Uma das novidades que resultarão da portaria é a mudança do papel do professor corregente. Hoje, de maneira geral, o corregente não participa do planejamento feito pelos professores regentes de turma durante o horário de permanência (a chamada hora-atividade, que equivale a 33% da jornada do professor e é destinada a atividades extraclasse). Esse modelo dificulta o trabalho conjunto e muitas vezes quebra o ritmo de aprendizagem da classe.
A partir do ano que vem, ambos farão a permanência ao mesmo tempo e trabalharão juntos nos planos de aulas, acompanhados ainda da pedagoga da escola. Cada grupo de três profissionais será responsável pelo planejamento de duas turmas. Ou seja, passa a atuar nas escolas um professor que, além da corregência nessas duas turmas, assumirá também, como regente, as aulas do componente curricular de Ciências.
Com isso, os professores dividirão responsabilidades no desenvolvimento de um plano pedagógico que deve ser seguido por todos, em prol do melhor desenvolvimento do estudante. Estes profissionais tornam-se também responsáveis pelo Plano de Apoio Pedagógico Individual, uma ferramenta que visa atender necessidades específicas de aprendizagem de cada estudante. Esse plano será desenvolvido pela dupla (regente e corregente) nos momentos em que trabalharem juntos em sala de aula.
Ciências
A dedicação do corregente ao componente curricular de Ciências é uma mudança que vem sendo preparada desde fevereiro deste ano, por meio de uma programação de formação de professores da rede municipal. Ao longo do ano foram ofertadas 6.600 vagas e uma média de 168 horas de formação continuada em Ciências, por meio de cursos, palestras, e atividades que promoveram o debate e a reflexão sobre temas relacionados à ciência, tecnologia e sua relação com o cotidiano.
“O panorama do ensino de Ciências no Brasil e em Curitiba aponta para a necessidade de alterações significativas nas interações entre forma e conteúdo”, diz a diretora do Departamento de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal da Educação, Waldirene Sawozuk Bellardo.
Com base nisso, a formação dos professores em ciências buscou dar aos professores que atuam nesta área instrumentos teóricos e metodológicos que permitam um salto de qualidade no ensino municipal. A ideia é que o conteúdo de Ciências seja trabalhado de forma articulada com o professor regente da turma, estimulando o conhecimento científico e ajudando os alunos a compreender o mundo e suas transformações.
Permanência
Enquanto os professores regente e corregente estiverem em horário de permanência, as turmas ficarão sob a responsabilidade de outros professores. Esse tempo será preenchido por aulas de Educação Física, Ensino Religioso, Literatura e Arte.
A Portaria n.º 45 também prevê mais auxiliares de serviços escolares, conhecidos como inspetores, nas 72 escolas de tempo integral e nas Unidades de Educação Integral (UEIs).
Qualidade
A secretária municipal da Educação, Roberlayne Borges Roballo, diz que a portaria representa mais do que um avanço quantitativo em termos de pessoal. “É a possibilidade concreta da efetivação do novo projeto pedagógico traçado por esta gestão para ampliar efetivamente a qualidade do ensino na rede”, diz Roberlayne.
Segundo ela, o novo projeto pedagógico, construído a partir das metas do plano de governo do prefeito Gustavo Fruet, é inovador porque apresenta alternativas para a consolidação do trabalho coletivo nas escolas. Ela lembra que a portaria foi discutida intensamente com a Secretaria Municipal de Recursos Humanos, e norteada pela intenção de que a discussão da lotação das escolas fosse balizada não apenas pelo número de profissionais, mas também pela necessidade de se garantir a qualidade na educação ofertada.
A ideia é que a efetivação da hora atividade (prevista na Lei nº11.738/2008, que instituiu o Piso Salarial Profissional Nacional para os profissionais do magistério público da educação básica) seja atrelada a um projeto educativo focado principalmente no aluno, com um projeto de trabalho coletivo na escola. Caso a implantação da permanência fosse tratada somente do ponto de vista do direito dos professores, o número de profissionais seria menor do que ficou estabelecido na Portaria.
“Não basta garantirmos tempo de planejamento e atividades extraclasse ao professor. É necessário investimento e reflexão em uma proposta pedagógica qualificada para os estudantes, razão pela qual investimos na formação dos professores”, afirma Waldirene Bellardo.
http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/index.php?subcan=7&cod_not=40915&PHPSESSID=8ded9fa6dc62165aa9c9886cad532abc
quarta-feira, novembro 20, 2013
Feiras de Natal de Curitiba começam a funcionar nesta terça
Começaram a funcionar nesta terça-feira (19) as tradicionais feiras especiais de Natal nas Praças Osório e Santos Andrade, na região central de Curitiba. São quase 80 barracas distribuídas nos dois espaços, onde é possível encontrar – além de variadas opções gastronômicas – artigos de decoração natalina, artesanato em geral e artesanatos culinários da época, como chocolates, bolachas, panetones e pães.
Horário de funcionamento
O horário de funcionamento será diferente nos dois locais. Na Praça Osório , o horário estabelecido é de segunda-feira a sábado, das 10h às 22 horas, e aos domingos, das 14h às 19 horas.
Na Praça Santos Andrade , é de segunda-feira a sábado das 10h às 21 horas, e domingos das 10h às 20 horas.
Na Praça Santos Andrade , é de segunda-feira a sábado das 10h às 21 horas, e domingos das 10h às 20 horas.
A Praça Osório, por exemplo, recebe este ano 61 barracas. Vinte e cinco delas são de gastronomia e estão instaladas no entorno do chafariz. As demais barracas vendem artigos natalinos, artesanato em geral e artesanato culinário. Duas são dedicadas a produtos do setor de turismo de Curitiba, além de outras duas que servem como oficinas de trabalho, nas quais artesãos irão mostrar ao público como realizam sua arte. Entre o restante, duas serão usadas para divulgar os programas da Prefeitura Municipal, e uma será de responsabilidade da Rede de Proteção Animal, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
A Feira na Praça Santos Andrade será menor, com a montagem de 18 barracas: sete para gastronomia, e as demais distribuídas para a venda de produtos de artesanato, artigos de decoração, presentes e também artesanato culinário. O funcionamento das feiras especiais de Natal segue até o dia 23 de dezembro.
terça-feira, novembro 19, 2013
STF mantém suspensão do feriado da Consciência Negra em Curitiba
Curitiba não terá feriado da Consciência Negra, pelo menos não neste ano. O Supremo Tribunal Federal manteve a suspensão do feriado que seria nesta quarta-feira, dia 20 de novembro. O ministro do STF Gilmar Mendes negou o pedido da Câmara Municipal e baseou a decisão na falta de informações da ação de reclamação. O feriado foi suspenso provisoriamente pelo Tribunal de Justiça depois do pedido da Associação Comercial do Paraná. O presidente da Câmara, o vereador Paulo Salamuni (PV) afirma que não teve acesso à decisão do Tribunal do Paraná, justamente o documento que falta na ação, que foi apontado por Gilmar Mendes.
O ministro Gilmar Mendes afirma que não há nos autos a cópia do documento do Tribunal do Paraná que permita verificar se a decisão foi tomada com base em normas da Constituição Federal ou nas normas da Constituição Estadual. O vereador Paulo Salamuni garante que a decisão do Supremo não é definitiva.
O Dia da Consciência Negra foi aprovado na Câmara de Vereadores, mas o feriado suspenso pelo Tribunal de Justiça. A Associação Comercial do Paraná entrou com a ação alegando prejuízos ao comércio além do fato de Curitiba já ter extrapolado o limite de feriados municipais permitidos por lei.
segunda-feira, novembro 18, 2013
Cinco passos para se livrar de dívidas
A pouco mais de um mês do Natal, comércio, financeiras e bancos abriram a temporada de renegociação de dívidas. A ideia é fazer com que o consumidor que atrasou as contas no fim do mês possa usar o dinheiro extra do décimo terceiro salário para “limpar” o nome e retomar as compras no fim de ano.
Estão previstos vários mutirões de renegociação para facilitar o contato entre devedores e credores. Pelo segundo ano consecutivo, a Associação Comercial do Paraná (ACP) em parceria com a Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), vai promover, de 25 a 29 de novembro em Curitiba o“Acertando suas Contas”.
Ajuda extra
Décimo terceiro vai para pagar dívidas em 62% dos casos
A maior parte das pessoas vai usar o décimo terceiro salário para pagar dívidas em 2013. Pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) revela que 62% dos consumidores – contra 61% no ano passado – querem usar o dinheiro extra do fim do ano para pagar compromissos.
Em compensação, 14% querem gastar com presentes, contra 16% no ano passado. A redução da atividade econômica e inflação mais elevada aumentaram o endividamento dos consumidores, segundo o diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira.
O levantamento, que ouviu 612 pessoas de todas as classes sociais, mostra que o crédito é a linha com maior peso na composição das dívidas em aberto dos consumidores, com 41% do total, seguido por 36% do cheque especial. Dívidas com bancos representam 9% e no comércio, 6%.
Justiça
Credor tem que tirar o nome do SCPC em cinco dias
O credor deve requerer em cinco dias, contados da data do efetivo pagamento, a exclusão do nome do devedor dos serviços de proteção ao crédito, sob o risco de responder por dano moral. Desde 2012, vale uma decisão da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao julgar recurso no qual um ex-devedor do Rio Grande do Sul reclamava uma indenização pela não retirada do seu nome, depois de doze dias da quitação do seu débito, da lista de inadimplentes. A justiça determinou o pagamento, na época, de R$ 6 mil por dano moral ao consumidor. Embora houvesse precedentes do STJ que impunham ao credor a obrigação de providenciar o cancelamento da anotação negativa do devedor em cadastro de proteção ao crédito, quando quitada a dívida, não havia, segundo a relatora do recurso da Terceira Turma, uma decisão que estipulasse qual era esse prazo.
A intenção é atrair entre 15 mil e 20 mil pessoas. A ação terá participação de bancos, financeiras e grandes redes de varejo, segundo Simone Scuissato, gerente de serviços da ACP.
Na primeira semana de novembro, o mutirão atendeu cidades como Maringá, Umuarama, Paranavaí e Arapongas. Segundo a entidade, até agora foram realizadas 2 mil renegociações. “Em geral, são negociados prazos mais longos, redução dos juros e até descontos no valor da dívida”, diz.
Educação financeira
Segundo Fernando Cosenza, diretor de marketing, inovação e sustentabilidade da Boa Vista Serviços, a intenção, mais do que “limpar o nome” para as compras de fim de ano, é promover a educação financeira, para evitar que o consumidor volte a ficar inadimplente. A entidade faz eventos desse tipo desde 2010.
Nesse ano, já foram realizados mutirões em 17 cidades no país, com 5 mil negociações. “Nesse ano estamos expandindo geograficamente os mutirões. Devemos fazer em mais de 40 cidades”, diz.
A Serasa Experian, por sua vez, realizou um feirão “Limpa Nome” no Rio, atualmente promove um em São Paulo, e deve lançar o programa em Belo Horizonte e Salvador, além de oferecer também o serviço online de mesmo nome.
Segundo Cosenza, os mutirões são importantes porque muitas vezes o consumidor nem sabe quanto deve e nem quanto era o valor original da dívida. “Além disso, há um comprometimento do credor em ser flexível e buscar um acordo com o devedor”, afirma.
A inadimplência, de acordo com ele, geralmente começa com pequenas emergências no dia a dia das famílias. “Se a geladeira pifa, a família não tem uma reserva e tem que consertar. Para isso, usa o dinheiro do condomínio, por exemplo”, afirma.
De acordo com Simone, embora venha caindo, a inadimplência está disseminada em praticamente todas as faixas etárias. Hoje ela vem crescendo especialmente entre os jovens a partir de 21 anos, que estão entrando no mercado de trabalho, e entre as pessoas acima de 60 anos, que “emprestam o nome” para outros membros da família.
Estratégias para “ganhar” o sono de volta
• Reúna as contas
Pode ser difícil juntar faturas e boletos, mas esse é o primeiro passo para saber qual o tamanho da dívida e montar um programa de redução dos débitos. O ideal, dizem os especialistas, é fazer uma planilha com a fonte de cada dívida, o valor correspondente e o prazo – se ela for financiada.
• Saiba o que é prioridade
Em seguida, eleja as contas que são prioridade de pagamento. As que estão atrasadas, as que cobram os juros maiores – como cheque especial ou cartão de crédito – e as que comprometem mais de 10% da renda líquida devem vir primeiro.
• Fuja das armadilhas
Concentre-se em pagar o que deve e não em fazer mais contas. Faça um plano de pagamento e o execute dentro dos padrões estipulados. Crédito fácil, sem consultas ao SPC e ao Serasa, costumam ser uma porta de entrada para mais problemas para quem já está endividado.
• Habitue-se a planejar
Com as contas em dia, vale adotar um novo modelo de administração das contas. Planejar gastos futuros, aprender a economizar e reduzir a ansiedade pela compra imediata e não confundir crédito com renda são um aprendizado. Faça uma planilha com a renda real e as despesas fixas e variáveis. Anotar gastos diários – até mesmo o cafezinho – pode mostrar para onde o dinheiro vai e evitar gastar mais do que se tem. O ideal é que sobre um pouco de dinheiro no fim do mês para emergências ou para compor uma poupança futura. Não é necessário viver sem as coisas boas da vida e nem deixar de usar o crédito, mas para usufruí-los sem dor de cabeça é preciso organização.
• É hora de negociar
Quando a dívida é muito maior do que a renda líquida, a saída é entrar em contato com a instituição credora e propor uma negociação. Em geral há descontos nos juros e aumento de prazos. Em alguns casos, os credores chegam a dar descontos no valor da dívida. O mais importante, porém, é que a renegociação seja viável. A nova parcela precisa caber dentro do orçamento. Em alguns casos, é válida a estratégia de substituição de dívida – fazer um empréstimo com juros menores e prazos maiores e pagar dívidas mais caras.
domingo, novembro 17, 2013
sexta-feira, novembro 15, 2013
quinta-feira, novembro 14, 2013
Prefeitura passa a divulgar remuneração dos servidores municipais
A relação dos vencimentos dos 35 mil servidores municipais de Curitiba estará disponível no Portal da Transparência da Prefeitura a partir de segunda-feira (18). O endereço para acessar os dados é http://www.transparencia.curitiba.pr.gov.br. Serão publicadas informações individualizadas sobre as remunerações e subsídios recebidos por todos os funcionários, nos órgãos da administração direta e indireta e nas suas autarquias e fundações.
As informações poderão ser pesquisadas de forma objetiva e rápida. Após entrar no Portal da Transparência, o interessado deve clicar na aba “funcionários”, no alto da página, buscar o item “remuneração de servidores” e informar o cargo do servidor pesquisado, que aparecerá em uma lista. A busca também pode ser feita pelo nome do funcionário.
Outro caminho para chegar às informações é o site oficial da Prefeitura (http://www.curitiba.pr.gov.br), clicando na aba “acesso à informação”, no alto da página inicial.
Estará disponível o histórico de informações dos últimos doze meses, a partir de outubro deste ano. Sempre que for completado o ciclo, os dados do 13º mês serão excluídos.
“Com a divulgação dos salários dos funcionários estamos aprimorando o nosso sistema de informações públicas e cumprindo um compromisso desta gestão, que é de atuar sempre com total transparência”, afirma o prefeito Gustavo Fruet.
O sistema informa a remuneração básica, salário líquido, vantagens pessoais e eventuais, descontos e o mês e ano de admissão, entre outros itens. Serão divulgados os salários do prefeito, secretários, de todos os servidores estatutários, cargos comissionados e de presidentes de entidades mistas. Não estarão disponíveis deduções de natureza pessoal, tais como pensão alimentícia, empréstimos consignados, contribuições sindicais etc.
“Nossa intenção é adequar a Prefeitura de Curitiba à nova realidade da administração pública do País, na qual a transparência é uma exigência, e ao mesmo tempo preservar o direito dos servidores de não terem divulgadas informações pessoais”, diz a secretária municipal de Recursos Humanos, Meroujy Giacomassi Cavet.
“Nossa intenção é adequar a Prefeitura de Curitiba à nova realidade da administração pública do País, na qual a transparência é uma exigência, e ao mesmo tempo preservar o direito dos servidores de não terem divulgadas informações pessoais”, diz a secretária municipal de Recursos Humanos, Meroujy Giacomassi Cavet.
A Prefeitura desenvolveu um sistema exclusivo para armazenamento dos dados, hospedado em um servidor novo, o que deverá tornar a busca mais rápida e funcional.
quarta-feira, novembro 13, 2013
Natal do Palácio Avenida terá como tema este ano um livro de histórias
O rebaixamento do palco está entre as principais novidades. De acordo com representantes do Instituto HSBC Solidariedade, a ideia é buscar uma interação maior do público com o espetáculo. “Fizemos um estudo de visibilidade em todos os pontos para chegar a essa altura”, comenta Waldo Gonçalves, diretor criativo da apresentação.
Além disso, foram introduzidas seis novas canções em um repertório com 17 músicas que encerrarão uma trilogia iniciada em 2011. A música Tempos Modernos, de Lulu Santos, foi a única novidade revelada pelos organizadores do evento. Todas elas terão de alguma forma relação com educação, assim como o figurino, que será composto por uniformes estudantis. Já os mais de 800 adereços foram produzidos com o auxílio de artesãos do carnaval de São Paulo.
Outra novidade foi o retorno dos solistas mirins. No total, serão quatro crianças que farão esse papel durante o evento. Ao todo, são 11 instituições beneficentes integradas ao Programa HSBC Educação.
No total, 400 pessoas participam da organização do evento patrocinado pelo HSBC. São músicos, aderecistas, contra-regras, produtores, eletricistas, bombeiros, bailarinos, médicos e funcionários do HSBC. Cerca de 170 atuam como “anjos”, acompanhando as crianças durante os ensaios finais e as apresentações.
Das 120 crianças que formam o coral, 40 fazem parte do Coral Infantil do HSBC e ensaiam semanalmente nos períodos de contra-turno escolar. Os outros 80 jovens fazem parte do projeto “Vivências Musicais”, que propicia o desenvolvimento musical deles. Já aqueles com habilidades com instrumentos, recebem aulas de violino, violoncelo, piano e saxofone.
Polêmica
Assim como no ano passado, as nove apresentações deverão durar 45 minutos cada uma. A quantidade e a duração delas foram acertadas no ano passado entre a direção do HSBC, Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho. O acordo foi selado após uma investigação conduzida pelo MPT ter concluído que o evento se configurava como uma relação de trabalho proibida pela legislação brasileira. Por lei, apenas jovens maiores de 16 anos podem trabalhar no país.
terça-feira, novembro 12, 2013
Atletas focados no conhecimento
Alunos interessados pelas aulas, que se destacam entre os colegas e apresentam pensamento crítico são vistos por professores – ou “garimpeiros de talentos” – como atletas potenciais de olimpíadas do conhecimento. Essas competições costumam ser divididas em locais, regionais, nacionais e internacionais e são voltadas para estudantes do ensino fundamental ou médio e até universitários. Entre os objetivos dos jogos estão o incentivo aos estudos, o envolvimento com as áreas de cada uma e a formação de futuros grandes pesquisadores.
Inicialmente, as olimpíadas concentravam-se em poucas áreas, como a pioneira Matemática, mas hoje há disputas para todos os gostos, da Astronomia à Linguística. O que é cobrado também varia. Enquanto alguns alunos são submetidos a debates ou provas teóricas, outros fazem experiências ou apresentam trabalhos práticos.
Arquivo pessoal
Ana Letícia de Lima Santos, estudante do 3º ano do ensino médio do Colégio Positivo
Depoimento
O interesse veio aos poucos
Ana Letícia de Lima Santos, estudante do 3º ano do ensino médio do Colégio Positivo
Participei da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) pela primeira vez em 2011 e nem me interessava muito. Quando conquistei a medalha de prata, fiquei mais entusiasmada pelo assunto. No ano passado, conquistei o ouro e soube, neste ano, que fui escolhida para representar o Brasil na etapa latino-americana. Passei a estudar ainda mais. Graças à olimpíada, meu interesse por Astronomia e Astronáutica surgiu. Fazia mapas do céu, testes de lançamentos de foguetes a ar e água e muitos exercícios. Participei também de olimpíadas de Física e Química e fiquei entre os três primeiros lugares algumas vezes. Houve épocas em que cheguei a ser motivo de chacota, mas hoje os colegas me ajudam quando podem e dizem se orgulhar de mim.
Antes de se aventurar
Confira algumas dicas para quem está interessado em participar de olimpíadas do conhecimento:
• Algumas escolas fazem um trabalho específico de preparo para as “provas olímpicas”, o que não é o ideal. “Agindo assim, a escola não está despertando o interesse, mas a competitividade. Olimpíada não é vestibular”, diz o professor Marco Boin. Se os estudantes querem se sentir melhor preparados para as provas, podem conferir as questões cobradas em olimpíadas anteriores, disponíveis no site de cada competição.
• Cada olimpíada tem seu perfil e uma forma específica de cobrar os conteúdos. Enquanto a de Filosofia pede a apresentação de um trabalho e a de Língua Portuguesa, uma redação, a de Matemática tem foco em lógica e as de Química e Física estão mais voltadas ao conteúdo visto em sala de aula.
• Estudantes interessados em participar das olimpíadas devem buscar informações nos sites de cada competição para descobrir qual desperta mais interesse. Depois disso, é bom buscar auxílio com o professor daquela disciplina. Algumas competições exigem que haja um professor responsável pela turma, outras autorizam o aluno a concorrer por conta.
• Competições estaduais, nacionais ou internacionais, que envolvem viagens, geralmente contam com patrocínio para cobertura dos custos. Em outros casos, é o governo quem subsidia os estudantes. Vale consultar o edital de cada evento para certificar-se dos custos envolvidos.
Fonte: Professores entrevistados.
Acesse
Confira os sites de algumas das principais olimpíadas de nível nacional voltadas a estudantes do ensino fundamental e médio:
• Agropecuária - www.ifsuldeminas.edu.br/obap/
• Astronomia e Astronáutica (OBA) -www.oba.org.br
• Biologia (OBB)- www.anbiojovem.org.br/obb
• Física (OBF) - www.sbfisica.org.br/v1/olimpiada
• História do Brasil (ONHB) -www.museudeciencias.com.br/4-olimpiada
• Informática (OBI)- http://olimpiada.ic.unicamp.br/
• Linguística (OBL) - www.obling.org
• Matemática (OBM) - www.obm.org.br
• Matemática das Escolas Públicas (Obmep)-www.obmep.org.br
• Robótica (OBR) - www.obr.org.br
Já participou?
Que dicas você daria a estudantes que têm vontade de disputar olimpíadas do conhecimento? Como se preparar?
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
Os estudantes valorizam a medalha ou o diploma conquistados, mas a coordenadora pedagógica do Colégio Dom Bosco, Samira Dib, lembra que os ganhos são mais amplos. Há o acesso a outras culturas e a troca de conhecimento entre estudantes de outros estados ou países, por exemplo. “É um desafio para eles. Quando motivamos, eles mesmos buscam as informações e querem participar”, comenta.
Perfil
Entre os participantes, uma minoria se inscreve nas olimpíadas apenas para competir. Esses acabam desistindo no meio do caminho, segundo o matemático e coordenador psicopedagógico do ensino médio do Colégio Marista Paranaense, Marco Boin. Segundo ele, é possível traçar um perfil do “atleta” dedicado a competições de conhecimento.
“Os estudantes já têm provas nas escolas. Para o aluno passar o fim de semana fazendo prova de olimpíada é porque ele tem um pensamento diferente. Está buscando mais, como um aluno que costuma pedir para mim indicação de estudo para as férias”, diz. Boin se refere ao estudante do 3.º ano do ensino médio Leonardo Gonçalves Chiquita, 17 anos, que recentemente foi campeão da Olimpíada Paranaense de Física e está classificado para a etapa nacional.
O garoto ficou curioso quando ouviu falar da competição no 1.º ano do ensino médio e, sem muita pretensão, resolveu participar. Não teve bom desempenho na primeira vez e ficou em 5.º lugar no ano passado. “Depois disso passei a estudar, mas não para a olimpíada. Estudo Física de uma forma geral. No começo, quando aprendemos a base da disciplina, é mais chatinho; agora está muito interessante. A gente começa a entender muito do mundo. A Física está em tudo”, comenta.
Assim como participa das provas de Física, Leonardo também encara as olimpíadas de Química e de Matemática. Ele vê nisso um preparo e tanto para garantir uma vaga no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), onde pretende estudar Engenharia Aeronáutica.
Variedade
Competições envolvem professores e nem sempre dão prêmios
Competições envolvem professores e nem sempre dão prêmios
Na Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, a competição entre os alunos ocorre em anos pares e, nas outras épocas, professores da rede pública são convidados a participar de oficinas. Alguns docentes são selecionados pelas secretarias estaduais para a formação presencial e os outros podem acompanhar aulas a distância.
“A olimpíada faz parte de um conjunto de ações que não se restringe apenas à avaliação do texto. Todos os anos, o Ministério da Educação envia materiais direcionados para as escolas, independentemente de elas participarem do projeto”, conta Edilson Krupek, professor de Língua Portuguesa e técnico do Departamento de Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação (Seed).
Sem premiação
As olimpíadas costumam ser promovidas por universidades ou com o apoio delas, como é o caso da de Filosofia. Trata-se de um desafio diferente, sem ganhadores ou perdedores. O evento é pensado a partir dos conteúdos estruturantes das diretrizes curriculares do ensino médio e estimula a produção de um vídeo de 15 minutos sobre um veículo midiático.
É uma prova com caráter de socialização, segundo Geraldo Balduino Horn, coordenador da Olimpíada de Filosofia. Não há ranking entre os alunos, que recebem certificado e concorrem a sorteios de grandes obras da Filosofia. “É impressionante ver a alegria deles durante as apresentações. São alunos que têm participação ativa e vontade de expor seus trabalhos”, conta.
Depoimento
Bom desempenho em olimpíada definiu a carreira a ser seguida
Bom desempenho em olimpíada definiu a carreira a ser seguida
Lislei Vendas Urban de Oliveira, 25 anos, engenheira elétrica da Petrobrás em Macaé (RJ)
Sempre gostei de Matemática e meus professores sempre me incentivaram a participar de competições. Participei de Olimpíadas Brasileiras de Matemática (OBM) desde a 5.ª série do ensino fundamental. Fui primeiro lugar em 2005, quando estava no 3.º ano do ensino médio e disputei a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Além da medalha de ouro, ganhei uma bolsa de estudos de um ano para participar de um curso ministrado por professores universitários. Também viajei ao Rio de Janeiro, fiz uma visita ao Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada e assisti a palestras de professores renomados. Foi muito legal encontrar autores de livros de Matemática que estudamos na escola! Com certeza, isso foi um estímulo para eu seguir na área das Exatas e me dedicar ao estudo contínuo. Diante de toda essa experiência, foi interessante perceber que havia vários alunos inteligentíssimos vindos de cidades sem uma educação de excelência e que não tinham perspectivas de vida. A Obmep os “descobriu” e abriu um leque de oportunidade para eles. Esse é justamente um dos objetivos da olimpíada: dar chances para todos desenvolverem seu potencial.
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