sexta-feira, abril 27, 2012

Ex-diretor recebia verba de publicidade



O ex-diretor geral da Câmara Municipal de Curitiba José Domingos Teixeira usou o nome de parentes numa empresa para receber dinheiro de publicidade da Casa. Zé Domingos, como é conhecido, deixou o cargo no início do mês, depois de pelo menos nove anos no comando da administração do Legislativo. Nesse período, ele não poderia ter mantido relações comerciais com a Câmara. A lei de Licitações proíbe que o servidor preste serviços privados à instituição que o emprega.
Outro lado
Zé Domingos diz que aceitou dinheiro porque outros também recebiam
“Há vários outros casos idênticos. Como havia outros [radialistas que também recebiam], nós aceitamos”, diz o ex-diretor da Câmara de Curitiba José Domingos Teixeira para justificar o fato de ter recebido verba de publicidade mesmo sendo funcionário da Casa. “Não é uma prática correta, mas existe há vários anos e criou um círculo vicioso”, admite Zé Domingos, como é conhecido.
Ele ressalta, no entanto, que divulgou informações do Legislativo. Por isso, acredita que não fez nada de errado. A verba repassada, segundo ele, era direcionada para as emissoras de rádio, para pagar o arrendamento de horário do seu programa. A reportagem pediu a Zé Domingos contatos do filho, da esposa e da cunhada, mas ele afirmou que falava em nome dos parentes.
Procurado pela reportagem, o motorista José Thimótheo disse que conversaria por telefone, mas não foi mais localizado.
Perfil
Servidor era o homem de confiança de Derosso
José Domingos Teixeira, o Zé Domingos, já foi vereador e candidato a deputado federal. Ele era o homem de confiança do ex-presidente da Câmara Municipal João Cláudio Derosso (PSDB). Entre as responsabilidades do ex-diretor estava autorizar pagamentos.
Além de radialista, ele também era conhecido como apresentador de um programa policial dos anos 70 na televisão. No programa, ele expunha as vítimas de crimes e os acusados. Tinha um bordão: “cadeia”, em que fazia um gesto com os dedos simulando uma grade.
No lugar de Zé Domingos na direção-geral da Câmara assumiu, no início do mês, Vinicios José Bório, funcionário de carreira da prefeitura de Curitiba. Ele foi indicado pelo novo presidente do Legislativo, vereador João Luiz Cordeiro (PSDB).
Apesar da vedação, a Mar­­­mace Publicidade Propaganda e Representações Ltda. recebeu pelo menos R$ 261 mil por serviços prestados ao Legislativo municipal. A empresa já esteve em nome de Ana Maria do Prado, mulher de Zé Domingos e hoje tem como sócios Márcio José Teixeira e Maria Cecília Prado Alves, filho e cunhada do ex-diretor.
Em entrevista, Zé Domin­­gos admite que apesar de não ser dono, na prática é ele quem comanda a Marmace. “Eu participo da empresa, só que eu não podia aparecer porque eu era funcionário da Câmara”, reconhece. Ele acrescenta ainda que os parentes, apesar de sócios, não tinham relação direta com os contratos. “Eles não têm participação.”
Documentos obtidos pela reportagem mostram que a Marmace foi subcontratada pelas agências Oficina da Notícia e Visão Publicidade. As duas empresas venceram a licitação da Câmara de Curitiba para administrar aproximadamente R$ 34 milhões destinados à publicidade da Casa.
Segundo Zé Domingos, a Marmace recebia dinheiro para fazer propaganda dos vereadores e da Câmara no programa que ele apresentava nas rádios Colombo e Continental. Ele afirma que divulgava o material distribuído pela assessoria de comunicação da Casa.
Motorista
Quem assina ao menos um dos recibos de pagamento pela Marmace é José Alvari Thimótheo, motorista da Câmara lotado no gabinete da Diretoria-Geral, ocupada até o início deste mês por Zé Domingos. Thimótheo também assina recibos de pagamento da empresa DL Publicidade. A empresa pertence a Danilo Thimótheo e Luana Thimótheo – ambos filhos do motorista da Câmara – e está sediada no mesmo endereço que a Marmace.
A reportagem esteve no local indicado no registro das empresas. No papel, as duas deveriam funcionar no conjunto comercial 1.312 no 13.º andar do edifício Tijucas, no Centro de Curitiba. Mas a sala está vazia há pelo menos três anos, de acordo com o porteiro do prédio.
Assim como a Marmace, a empresa DL Publicidade foi subcontratada pela Oficina da Notícia para divulgar informações da Câmara de Curitiba nos programas de rádio apresentados por Zé Domingos. A reportagem teve acesso a duas notas fiscais comprovando que a DL recebeu pelo menos R$ 4,5 mil da empresa de Cláudia Queiroz, mulher do ex-presidente da Câmara João Cláudio Derosso (PSDB). As duas notas foram emitidas no mesmo dia: 14 de março de 2011. Os únicos clientes da DL Publicidade e da Marmace eram os programas de Zé Domingos nas duas rádios.

Fonte: Gazeta do Povo 27/04/2012

quinta-feira, abril 26, 2012

Módulos vazios prestam desserviço


Localizados em praças e pon­­tos de bastante movimento, os módulos policiais representam hoje o extremo oposto do que já foram um dia. Para moradores e comerciantes próximos às estações abandonadas em Curitiba, as estações são o retrato da ausência do Estado em lugares onde a criminalidade cresce. Desativados ou com a presença de policiais apenas em determinadas horas do dia, os módulos são vistos como um símbolo de desperdício de dinheiro público e da falta de segurança.
Isso ocorre no bairro Água Verde. Situado próximo a um dos cemitérios municipais, o módulo policial que está fechado poderia minimizar o número de assaltos e furtos de carros da região. É o que pensa Reinaldo Skrzepszak, comerciante de 60 anos que mora no bairro e que teve seu veículo roubado há poucos meses quando seu filho saía de casa. “Tenho que olhar para fora cada vez que entro ou saio de casa para ver se não tem ninguém. Se o módulo estivesse funcionando aqui iria amenizar esse problema, porque o ladrão quer coisa fácil, sem riscos”, fala.
Estação móvel
Trailers devem levar policiais aos bairros
Um das metas do governo para a área de segurança pública é disponibilizar 387 módulos policiais à população do estado até 2014. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), o quadro de abandono de módulos policiais será revertido inicialmente com a compra de módulos móveis.
Serão 150 veículos adaptados (vans) para fazer o serviço de um módulo convencional que estarão circulando nas grandes cidades paranaenses até o fim do segundo semestre deste ano, ou até 2013, no caso de municípios de médio porte.
O comandante geral da Polícia Militar em exercício, coronel César Alberto Souza, explica que cada bairro receberá um módulo móvel que permanecerá na região e poderá ser deslocado conforme a demanda da comunidade.
Polícia Comunitária
Os módulos móveis, segundo o comandante, fazem parte da política de policiamento comunitário e contarão com vans de dois tamanhos: um semelhante aos já usados hoje pela PM e que contam com 12 policiais, e outro equipado com câmera que vigiará todo seu entorno conectado a uma central. Este modelo terá o apoio de duas motocicletas e uma viatura, disponibilizando ao todo 18 homens.
“Quando não forem mais utilizados nos bairros, os módulos auxiliarão na cobertura de feiras e outros eventos”, explica o coronel César. Ele afirma que os recursos para a compra desses equipamentos é assegurado pelo programa Paraná Seguro e já estão previstos no Plano Plurianual (PPA) do governo.
Aproximação
Para Guaracy Mingardi, pesquisador de Direito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e ex-subsecretário nacional de segurança pública, desde que não sejam fixados em determinados pontos da cidade, os módulos móveis podem cumprir esse papel de aproximação com a comunidade. É o que pensa também Luiz Donabon Leal, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Para ele, a mobilidade dos módulos funcionaria melhor para atender locais mapeados como mais violentos. “O módulo móvel talvez consiga atender de forma mais efetiva as necessidades de policiamento dessas regiões porque ele amplia a relação entre a população e a autoridade”.
Desativados
Com relação aos equipamentos públicos de segurança construídos nos bairros que permanecem trancados, o comandante em exercício fala que eles poderão ser reformados e adaptados novamente para uso desde que esteja localizado em pontos estratégicos para a segurança da região.
“Depois de consolidada a situação de segurança da área serão construídos módulos fixos onde houver necessidade”, explica o coronel.
Quem também já foi assaltada e sente falta da presença permanente dos policiais é a pensionista Vanda Alves Alice, de 73 anos. Van­da mora em frente ao módulo do Jardim Social e conta que a polícia vai algumas vezes por dia até o módulo, permanece no local por alguns instantes e depois vai embora. Foi em um desses intervalos sem policiais que a casa de Vanda foi assaltada e a pensionista teve suas joias e equipamentos eletrônicos furtados. “Se tivesse policial ali pelo menos teria visto o movimento estranho”, diz a moradora.
Policiais presos
Guaracy Mingardi, pesquisador de Direito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e ex-subsecretário nacional de Segurança Pública, afirma que a necessidade de ter policial à disposição da população vai além da construção ou reativação dos módulos. “É evidente que alguns locais precisam de módulos e outros não, mas eles não podem prender a polícia lá dentro e tirar o efetivo da rua.”
Em sua opinião os módulos são políticas que não deram certo e que devem ter novos usos. “Não deveriam ser reabertos, mas eles não foram construídos para ficarem fechados. Deveriam ter uma destinação social, alguns podem servir, inclusive, para atividades comunitárias”, diz Mingardi.
“Mocó” estratégico
Entre os módulos desativados da capital, o implantado na Vila São Pedro recebeu durante meses uma nova função, porém nada nobre ou dentro da legalidade. Hoje a construção está completamente pichada e é cercada por grades, mas ainda assim serve como ponto de encontro de traficantes e usuários de drogas.
“Quando os policiais saíram do módulo, os traficantes entravam e usavam o espaço para fazer comércio lá dentro. Então a comunidade tirou a porta e fechou com parede. Olha que absurdo”, fala Luiz Alberto Sobania, de 65 anos, dono de uma loja em frente ao equipamento, que fica em uma praça que dá acesso a dois colégios estaduais, um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e um Farol do Saber. “Faz cinco anos que esse módulo está fechado e com certeza faz falta. Já fui assaltado quatro vezes nesse tempo e agora os traficantes agem na praça o dia todo”, conta Luiz. 


Fonte: Gazeta do Povo 26/04/2012

quarta-feira, abril 25, 2012

Apagão de internet e celular afeta usuários do Paraná e de outros estados


O rompimento pelo menos três cabos de fibra ótica no estado de São Paulo afetou a conexão de internet em cidades do Paraná, inclusive a capital, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, nesta quarta-feira (25). Usuários de diversas operadoras em CuritibaLondrina e Maringá, entre outras, tiveram problemas na conexão banda larga e 3G desde o fim da manhã, além de dificuldades no uso de telefones celulares.
A informação é da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), que entrou em contato com um dos fornecedores de cabos de fibra ótica e relatou o fato, e da GVT, que confirmou o rompimento de três pontos da rede de longa distância que faz a comunicação de dados para várias operadoras de telefonia e banda larga.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apura as causas de queda de conexão de internet nas cidades do Paraná.
Ainda não há informações sobre o número de usuários afetados. A Copel informou que cerca de 1,5 mil clientes corporativos da companhia ficaram sem conexão com a rede.
A previsão é de que o reparo das conexões seja feito em até seis horas.
Operadoras telefônicas
TIM confirmou na tarde desta quarta-feira que houve problemas de conexão com grande parte dos usuários, mas ainda não há informações do número de clientes afetados. A assessoria de imprensa da TIM explicou que os códigos dos chips dos aparelhos celulares são cadastrados em regiões diversas do país - e não só na cidade em que o aparelho foi cadastrado - para que, em caso de uma pane geral, por exemplo, alguns usuários consigam estabelecer conexão tanto de internet quanto telefônica.
O reestabelecimento da rede, segundo a TIM, depende dos fornecedores, mas engenheiros da operadora estão dando suporte no caso para tentar agilizar a solução.
OI informou que não houve registro de problemas entre seus usuários. A reportagem tenta contato com a assessoria de imprensa da VIVO desde o início da tarde para saber se houve falhas na rede da operadora.
Em nota, a GVT informou que o serviço de banda larga dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentam lentidão desde o início da tarde e que equipes "trabalham para restabelecer o serviço o mais breve possível". Clientes podem esclarecer dúvidas pelo telefone 103 25, da Central de Atendimento.
Segundo a CLARO, em nota, "uma instabilidade causada por uma falha na rede de transmissão de um fornecedor pode ter afetado parte de seus assinantes no Paraná a partir das 13h25" desta quarta-feira. A presisão da operadora é de que o problema seja solucionado ainda nesta tarde.
Tráfego da internet
Às 15h21, o site da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, que possui um sistema para visualização em tempo real da utilização do tráfego de internet no país, mostrava uma falha em um backbone entre São Paulo e Paraná (na foto, a linha preta). Perto das 16 horas, o tráfego havia retornado ao normal. Veja imagem abaixo:

Fonte: Gazeta do Povo 25/04/2012

terça-feira, abril 24, 2012

Paraná tem 100 casos diários de ataques de cães



Dificilmente um cachorro ataca alguém sem “motivos”. De acordo com o professor de Medicina Veterinária da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Paulo Parreira, especialista em comportamento animal, o cachorro só ataca alguém quando entende que seu território está em perigo. “Tudo o que o cão vê, escuta e fareja torna-se seu território”, conta. Pode-se entender então, que tudo o que se move é alvo do animal. Por esse motivo, só nos hospitais do Paraná, em 2011, foram mais de 37,6 mil acidentes com bichos notificados, segundo a Secretaria de Saúde do Paraná – uma média de cem registros por dia. Esses, em geral, são atendimentos graves. Nessa conta não entram os acidentes leves, os que comumente acontecem.
Diante desse quadro, o Hospital Universitário Cajuru, que é referência no atendimento de traumas no estado, lança neste ano, a segunda edição da Campanha de Conscientização e Prevenção de Acidentes com Cães. “Em 2010 o Cajuru atendeu 348 casos graves de acidentes com cães. Aproximadamente 30 por mês. Após a primeira campanha, o número caiu para 261. Uma redução de 33%”, conta Simonne Simioli, gerente médica do hospital. E os cães não escolhem idade para atacar. Quando o acidente é com crianças, normalmente o animal é da própria casa e isso facilita os cuidados médicos, de acordo com Simioli. Os adultos costumam ser atacados também por animais de terceiros ou que vivem nas ruas.
Profissionais
O sucesso da campanha passada fez com que algumas empresas de Curitiba, que têm em seus funcionários os principais interessados na conscientização da população, aderissem ao projeto. Esta segunda edição, que acontece hoje e amanhã, conta com o apoio da Cavo (empresa responsável pela coleta de lixo da capital e região metropolitana), dos Correios, da Copel e Sanepar. Juntas, essas quatro empresas somaram, entre janeiro e março deste ano, 66 registros de acidentes, só em Curitiba e região metropolitana.
Para esses profissionais, a recomendação dos especialistas é que atenção seja redobrada, principalmente para aqueles que costumam correr, como os coletores de lixo. Além disso, os coletores, carteiros e leituristas não devem projetar o corpo, mão ou braço para dentro do imóvel sem ter a certeza de que o animal não está perto. Por vezes eles se escondem atrás de folhagens ou muros. Evitar gritos ou gestos ameaçadores também é importante, já que a mera presença estranha estimula o animal.
Por lidar com objetos cortantes, a Cavo já disponibiliza aos seus funcionários sapatos reforçados, calças com proteção lateral, luvas e camisas com mangas compridas. Jeferson Pereira Elias, de 28 anos e há três anos e meio na empresa, conta que o uniforme ajuda muito na hora do ataque, mas ainda assim, vez ou outra a mordida ultrapassa a proteção. “Uma vez fui mordido e o ferimento foi profundo. Avisamos a empresa e o técnico de segurança do trabalho veio me ajudar. Precisei tomar a vacina antirrábica”.
Responsabilidade
Negligência dos donos é a causa mais comum de ataques
Há 13 anos na profissão, o carteiro Natalir Rodrigues Cardoso de 51 anos, foi atacado seis vezes por cachorros. Na última, há pouco mais de um mês, ele chegou a ser arrastado pelo animal e só conseguiu se livrar quando uma moradora avançou com o carro sobre o cachorro. Cardoso conta que o trabalho poderia ser mais seguro, se os donos das casas cuidassem mais dos animais. “Às vezes a pessoa abre a garagem e o cachorro foge. Ele me enxerga e avança”, conta. E nem sempre o dono presta assistência à vítima. Das seis vezes, por exemplo, só em uma vez o dono do animal levou Cardoso até a Unidade de Saúde mais próxima e lhe pagou os remédios.
Rose Maria Manosso, gestora de medicina e segurança do trabalho dos Correios, diz que em casos de risco ao funcionário, a correspondência do domicílio pode ser cancelada e o morador deve buscar suas cartas na central de distribuição mais próxima. Para evitar transtornos, a empresa orienta que as caixas receptoras sejam instaladas a uma altura de 1,2 a 1,6 metros de altura do piso e rente ao muro ou portão. “O carteiro avisa qual casa oferece perigo e mandamos uma notificação pedindo que as alterações na caixa sejam feitas. Na terceira advertência, cancelamos o serviço”. A gestora conta que a medida tem sido tomada desde 2010 reduzindo o número de ataques. A empresa presta todo atendimento médico ao funcionário, inclusive em casos de traumas psicológicos.
Orientações
Veja o que deve e o que não deve ser feito caso você seja atacado:
- Não corra nem grite.
- Tente ficar parado.
- Se for atacado, fique em posição fetal protegendo a cabeça com os braços e imobilizado
- Não force o animal a soltá-lo. Peça a alguém que erga as patas traseiras, desestabilizando o cachorro. Ele tende a soltar a vítima
- Após levar a mordida, aperte a região ferida com um tecido limpo e vá até a Unidade de Saúde mais próxima
- Se possível leve sua carteirinha de vacina e a do animal
- Animais conhecidos: ele deve ser observado por dez dias após o acidente para identificar sintomas de raiva. Dependendo da gravidade do acidente e da suspeita de animal doente, a vacina antirrábica é aplicada na vítima
- Animais desconhecidos: a vacina deve ser aplicada na vítima logo após o acidente
Fonte: cartilha da campanha distribuída pelo Hospital Universitário Cajuru.
Fonte: Gazeta do Povo 24/04/2012

segunda-feira, abril 23, 2012

Cidade tem potencial para ter 900 Reservas do Patrimônio Natural

O prefeito Luciano Ducci recebeu, na tarde desta segunda-feira (23), representantes da Associação dos Protetores de Áreas Verdes (Apave), da Comissão de Direito Ambiental da OAB-PR e de outras entidades ambientais. “As ideias trazidas pelo grupo são inovadoras e devem estimular novas RPPNMs (Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal)”, elogiou o prefeito. O grupo de trabalho, formado no ano passado por iniciativa de proprietários de áreas verdes de Curitiba e Região Metropolitana, apresentou propostas que tem como principal objetivo sensibilizar outros proprietários a transformarem suas áreas em RPPNMs. Atualmente, Curitiba conta com quatro RPPNMs. “Segundo um levantamento feito pela SPVS, a cidade tem potencial para ter 900 reservas”, afirmou o presidente da Apave, Orlando Cine Júnior. Ele explicou que o grupo está em contato com centenas de proprietários de possíveis novas RPPNMs, mas disse que o convencimento esbarra em algumas questões. Uma delas seriam as regras sobre venda de potencial construtivo das terras, o que, segundo ele, poderiam ser mais claras e objetivas. No dia 31 de julho, haverá uma reunião na sede da OAB-PR, para a qual serão convocados todos os proprietários de grandes áreas verdes da cidade, com potencial para se transformar em RPPNM. “A ideia é que, até esta data, já possamos ter alguns avanços em nossas propostas, para que possamos apresentar na reunião, explicou o advogado da Comissão de Direito Ambiental da OAB-PR, Alessandro Panasolo. Sinal Verde - O prefeito Luciano Ducci informou ao grupo que a Prefeitura de Curitiba tem o máximo interesse em manter todas as áreas verdes da cidade. E, no caso das propriedades particulares, o melhor mecanismo para isto são as RPPNMs. “Eu sou totalmente favorável ao aumento no número de RPPNMs. Qualquer coisa que vocês proponham neste sentido, assinaremos embaixo”. Luciano Ducci sugeriu a criação de uma comissão formada por integrantes da Apave, OAB-PR e secretarias municipais do Meio Ambiente, Finanças, Governo, Urbanismo e também do IPPUC para analisar e dar andamento às propostas sugeridas pelo grupo. “Até o dia 31 de julho deveremos ter avançado nas discussões”, disse o prefeito. Propostas – O principal ponto proposto pelo grupo de trabalho foi que o potencial construtivo das RPPNMs tenha o mesmo tratamento e valor de outros potenciais, como das Unidades de Interesse de Preservação. “O potencial de RPPNMs tem muitas restrições, o que torna difíceis as negociações”, disse Alessandro Panasolo. Outros dois pontos propostos dizem respeito às construções permitidas em áreas de RPPNMs. O grupo pede que o atual conceito de “habitação unifamiliar”, que permite apenas uma residência em cada área, seja substituído por núcleo familiar. Para tornar as RPPNMs mais atraentes para os proprietários de grandes áreas, o grupo pede também que atividades comerciais de baixo impacto ambiental sejam permitidas no terreno. A secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias, que participou da reunião, explicou que as questões serão analisadas em conjunto com as outras secretarias. “São sugestões possíveis, desde que respeitemos as leis de zoneamento da cidade”, disse. Reservas - Curitiba tem hoje quatro RPPNMs consolidadas e 23 em processo de implantação. A primeira foi criada em 2007, na área de preservação do Rio Cascatinha, na bacia do Barigui, e tem oito mil metros quadrados de floresta com araucária, além da mata ciliar. O objetivo principal da RPPNM é proteger a fauna e a flora de uma propriedade com mais de 70% da área coberta de vegetação nativa. São áreas com restrições legais para corte de vegetação ou para construção. Os lotes são considerados de grande valor ambiental. Para transformar uma propriedade em reserva particular, a solicitação deve ser feita à Secretaria Municipal do Meio Ambiente. O imóvel continua sendo do proprietário, mas o mecanismo traz inúmeras vantagens, como: direito à isenção do valor do terreno de bosque no cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU); possibilidade de transferência de 100% do potencial construtivo (aquilo que deixará de construir para conservar) para outras áreas da cidade que não tenham restrições ambientais e possibilidade de negociar o potencial construtivo com o mercado da construção civil. As quatro RPPNMs já existentes em Curitiba estão localizadas nos bairros Santa Felicidade, Campo Comprido, Santo Inácio e Bacacheri. Juntas, elas possuem cerca de 34 mil metros quadrados de área verde. No total, Curitiba possui mais de 77 milhões de metros quadrados de vegetação nativa de porte arbóreo, entre bosques públicos e em áreas particulares. A Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal é um dos mecanismos que contribui para que a cidade seja um exemplo em ações ambientais e de sustentabilidade. A manutenção de um bosque nativo ajuda a conservar e recuperar a biodiversidade e melhora a qualidade de vida dos moradores. "Fonte"www.curitiba.pr.gov.br

Servidores terão reajuste salarial em parcela única na data-base

Em encontro com dirigentes do Fórum de Entidades Sindicais dos Servidores Públicos Estaduais, na última semana, o secretário da Administração e Previdência, Luiz Eduardo Sebastiani, informou que o Estado cumprirá a lei da data-base e anunciará aos servidores o reajuste salarial em 2012. Como aconteceu no ano passado, o reajuste será pago em parcela única, para todos os 151 mil servidores ativos, 72 mil aposentados e 25 mil pensionistas, a exemplo do que ocorreu em 2011. Em anos anteriores o reajuste era escalonado e pago em datas diferenciadas entre as categorias. Até o início de maio será encaminhada a mensagem para apreciação da Assembleia Legislativa do tema. O projeto de lei estabelecerá o índice de reajuste a ser aplicado aos salários e gratificações pagos em junho. A recomposição obedece a variação da inflação acumulada em 12 meses. A taxa hoje é de 4,66%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor-Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que é o parâmetro oficial utilizado para estabelecer os aumentos do funcionalismo estadual. O secretário Sebastiani explicou que por determinação do governador Beto Richa o Estado está fazendo um grande esforço para garantir o reajuste salarial a todas as categorias, sem deixar de observar o limite prudencial de dispêndio com pessoal, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. O teto de gastos é 49% da Receita Corrente Líquida (RCL). “Esta é uma atitude muito positiva, que demonstra coerência do governo, porque valoriza os servidores pelos serviços públicos de qualidade que prestam à população, e trata com zelo e responsabilidade dos recursos da sociedade”, disse Sebastiani. Ele afirmou que ao longo do atual período de gestão foi possível avançar em muitas questões relativas ao funcionalismo. “O diálogo permanente e a busca do entendimento com todos os setores são a marca desse governo, que mantém a porta aberta e oferece um canal direto com o servidor para que os avanços sejam conquistados em conjunto”, afirmou o secretário. A diretora de Recursos Humanos da pasta, Solange Mattiello, que acompanhou a reunião com os representantes do Fórum, que reúne 13 sindicatos e associações de classe de servidores do Estado, informou que foram debatidos também questões como o pagamento de progressões por tempo de serviço de servidores do quadro próprio. "Fonte" AEN

Traiano defende Richa e afirma que Requião recebeu Cachoeira no Palácio Iguaçu

O deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), líder do governo na Assembléia Legislativa do Paraná (Alep), defendeu o governador Beto Richa e disse que ele nunca teve qualquer contado com o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o “Carlinhos Cachoeira”. Em entrevista na Alep, Traiano disse que: “O governador desconhece este cidadão e nunca o recebeu. Além disso, não há a menor possibilidade de termos serviços de loteria no estado, não concordamos com essa contravenção”. Ataque Ele atacou o senador Roberto Requião (PMDB), dizendo que o ex-governador recebeu Cachoeira no Palácio Iguaçu. “Quem tem que explicar e ele [Requião], que manteve uma empresa parceira do Cachoeira durante 2003 e 2004, a Larami. Ele recebeu Cachoeira no Palácio Iguaçu”, afirmou Traiano. Requião se defendeu pelo Twitter alegando que ele foi quem proibiu o jogo no Paraná. “Logo mais, na minha página, a lei com a qual extingui o jogo no Paraná, inclusive a bichada loteria estadual”, publicou. Tadeu Veneri (PT), deputado da bancada de oposição, foi ponderado ao comentar o caso e preferiu não agredir Richa. “Este é um assunto delicado. Qualquer afirmação contra o atual governo, neste momento, será leviana”, disse à Banda B. "Fonte" Banda B

domingo, abril 22, 2012

Morre ator que se enforcou acidentalmente na Paixão de Cristo

A Santa Casa de Itapeva (290 km de SP) informou na tarde de hoje que o ator Thiago Klimeck, 27, que se enforcou acidentalmente durante a encenação da Paixão de Cristo no último dia 6, morreu às 17h15. O ator estava internado na UTI em coma profundo e estado gravíssimo desde o acidente. Ele teve hipóxia cerebral grave e prolongada - quando falta oxigênio no cérebro. O trauma foi causado por conta da asfixia provocada pelo enforcamento. Caso Segundo a irmã de Thiago, Fabiana Klimeck Bueno, 31, o irmão ensaiava havia seis meses para interpretar o personagem Judas na Paixão de Cristo. "No dia da apresentação, ele ensaiou novamente a cena do enforcamento com a presença do Corpo de Bombeiros, que fez a vistoria do equipamento, um colete e cadeirinha usada por baixo da túnica". O Corpo de Bombeiros, porém, afirma que não teve participação na encenação ou nos ensaios. Segundo a Guarda Civil de Itararé (345 km de SP), Thiago se enforcou com um cadarço que estava em sua túnica. Ao pular de uma pedra para simular o enforcamento de Judas, o colete que ele usava subiu e enroscou no cadarço, provocando o enforcamento. Thiago é solteiro e mora com a família em Itararé. Ele participava da encenação da Paixão de Cristo na praça Coronel Jordão --conhecida como praça da Matriz, no centro da cidade--, quando sofreu o acidente. Ele ficou quatro minutos sem se mexer até que os demais atores percebessem que ele estava inconsciente. Desacordado, o ator foi levado pela Guarda Municipal para a Santa Casa de Itararé, e depois foi transferido para Itapeva. O acidente está sendo investigado pela Polícia Civil de Itararé, para apurar se houve falha no equipamento. Na semana passada, o delegado Victor Bacetti disse que aguardava a conclusão de laudos da perícia para prosseguir com as investigações. fonte: Gazeta do povo 22/04/2012

sábado, abril 21, 2012

Obra no exército do Boqueirão termina em tragédia; dois acabaram morrendo

Uma obra na 15ª Circunscrição de Serviço Militar, do Exército Brasileiro, no bairro Boqueirão, em Curitiba terminou em tragédiapor volta das 9h30 deste sábado de Tiradentes (21). Uma viga caiu de um barracão e causou um desmoronamento no local. O Corpo de Bombeiros prestou atendimento no local para socorrer as vítimas. De acordo com o Coronel Berguennayer, dois funcionários de uma empresa tercerizada, que realizava as obras, morreram na hora e quatro foram encaminhados a hospitais de Curitiba e região metropolitana. Os seis eram civis e funcionários da empresa, nenhum militar ficou ferido. Os quatro feridos são: Nirceu Rodrigues da Silva, 42 anos; Luiz Carlos da Luz Fucs, 44; Damaceno José da Silva, 40; e Roberto Kirchner, 37. Os dois homens que morreram foram Santos Capelin de Lara, 55, e José Paula Cordeiro, 35. Segundo o coronel, o local seria um pavilhão garagem e estava isolado desde o mês de janeiro, por causa da obra. A empresa Engepatti era a responsável. "Ainda não sabemos os motivos do acidente. A empresa passou por um processo de licitação e tem um engenheiro responsável. O Exército está dando todo o apoio a empresa", afirmou. De acordo com o coronel, o Exército vai instaurar um procedimento de investigação para encontrar as causas do desabamento e dará suporte às investigações oficiais da Polícia Científica. Além dos bombeiros, compareceram ao local para dar apoio, viaturas da Guarda Municipal, da Polícia Militar, da Polícia Científica e o IML. O exército fica localizado na Avenida Marechal Floriano Peixoto, 9550. Os feridos foram encaminhados aos pronto-socorros dos Hospitais Cajuru, Evangélico e São José.
"Fonte" Portal da Banda B

sexta-feira, abril 20, 2012

Bairros de Curitiba e Região ficam sem água neste sábado e domingo

Curitiba, Piraquara e São José dos Pinhais vão ficar sem abastecimento de água a partir das 12h de sábado (21) em virtude da revitalização da Estação de Tratamento de Água (ETA) Iguaçu, na capital. Os obras comprometerão o fornecimento a moradores de 11 bairros das cidades da Região Metropolitana e de 26 de Curitiba. Nos seguintes bairros o serviço deve ser normalizado na tarde de domingo (22): Guarituba e Guarituba Pequeno, em Piraquara; Cidade Jardim, Centro, Boneca do Iguaçu, Guatupê, Ipê, Roseira, Academia, Rio Pequeno e Iná, em São José dos Pinhais; Cajuru, Guabirotuba, Jardim das Américas, Uberaba, Parolin, Rebouças, Prado Velho, em Curitiba. Já no Água Verde, Capão Raso, Fany, Portão, Fazendinha, Guaíra, Lindóia, Vila Izabel, Santa Quitéria, Novo Mundo, Pinheirinho, Seminário, Xaxim, Cidade Industrial, Boqueirão, Alto Boqueirão, Hauer, Ganchinho e Sítio Cercado o abastecimento volta na manhã de segunda-feira (23). O Hospital do Trabalhador, que fica no bairro Novo Mundo, será abastecido pelo sistema do Pinheirinho e não fica sem água no fim de semana. Segundo a Sanepar, as obras vão afetar parte da população que não tem caixa d'água. O alerta é para que os moradores instalem reservatórios domiciliares com capacidade para abastecer 24 horas. Fonte: G1 Paraná 20/04/2012

O mocó mais caro do mundo

Em oito anos, o edifício Suite Vollard, no Mossunguê, passou de símbolo da inovação a ícone do abandono. Concebido para ser o primeiro prédio giratório do mundo com andares que se movem independentemente, ele foi lançado em novembro de 2004, mas nunca chegou a ser habitado. No mercado imobiliário, a opinião é unânime: o preço alto impediu a venda das unidades. Vazio, ele se tornou um troféu para os vândalos que marcaram sua fachada esta semana – e assumiram a proeza nas redes sociais. O empreendimento foi criado pela extinta Construtora Moro. Naquela época, os apartamentos (todos com área privativa de 164 metros quadrados) podiam custar até R$ 800 mil, em valores não corrigidos. O valor do metro quadrado equivalia ao dobro da média dos empreendimentos de alto padrão na capital paranaense. O projeto não decolou, apesar dos esforços dos seus idealizadores para difundir a tecnologia, inclusive no mercado internacional. O Suite Vollard – nome de uma coleção de gravuras do pintor espanhol Pablo Picasso – foi notícia em publicações especializadas em arquitetura do mundo inteiro. Em meados de 2008, a Spin Buildings, empresa da família Moro criada para administrar o empreendimento, foi em busca de novos parceiros e prometeu relançar o Suíte Vollard, depois de investir um montante de R$ 13 milhões em reformas internas e externas para adaptar a construção aos padrões do mercado. Apesar da promessa, o relançamento nunca ocorreu. Enquanto isso, um outro tipo de público aproximou-se do local, tirando proveito da localização – uma rua de pouco movimento, sem saída. Vizinha do prédio, Odila Kramen afirma que a região do prédio é usada frequentemente como ponto de compra e venda de drogas. “É impressionante como os vândalos conseguem fazer isso no prédio inteiro de uma hora para outra. Até semana passada, somente o último andar do prédio estava pichado”, conta. Ontem, funcionários de uma empresa de segurança estavam fazendo vistoria para conferir avarias. Um deles, que não quis se identificar, afirmou que a atual administradora solicitou vigilância de todo o edifício 24 horas por dia. Até então, não havia qualquer porteiro ou vigilante. O abandono veio depois de uma sucessão de problemas. O Suíte Vollard esteve para ir a leilão duas vezes, em março e novembro de 2010. Para o leilão, os apartamentos foram avaliados por R$ 2,376 milhões. O valor total de avaliação para o edifício ficou em R$ 26,136 milhões – o que faz do empreendimento, provavelmente, o mocó mais caro do planeta. Facebook Delegacia investiga pichador que usa internet para divulgar ações A Delegacia de Ciber Crimes de Curitiba vai investigar um suspeito de pichar inúmeros prédios da capital e depois divulgar fotos das ações em uma página no Facebook. Dono do perfil “Thcapertamaisum Zonaoestecwb”, o infrator comemora com outros colegas do “movimento” a pichação em um edifício da zona Oeste da cidade: “Seis litros de tinta foi pouco no pico. Primeiro prédio giratório do mundo. Salve os manos q tava na missão”, escreveu o internauta. Segundo a Delegacia, após a formalização da denúncia o próximo passo será a coleta de informações adicionais e o rastreamento do computador que postou a foto, para que a polícia possa chegar até os envolvidos. Carro suspeito Um vizinho que não quis se identificar, morador do prédio ao lado, disse à Gazeta ter visto o carro que buscou os pichadores. Ele afirma que um Honda Civic recolheu um grupo de pessoas durante a noite, pouco tempo antes da chegada da polícia. Ele conta também que, logo após a ação dos pichadores, almofadas e itens de decoração tinham sido jogados pelas janelas do prédio. Os moradores acreditam que os artefatos integravam um escritório abandonado da antiga administradora do prédio e um show room desativado de um dos andares. Fonte: Gazeta do Povo 20/04/2012

quinta-feira, abril 19, 2012

Comunicado à imprensa

O Departamento da Polícia Civil do Paraná informa que, em cumprimento à decisão da juíza Eda Salete Zanatta de Miranda, da 1ª Vara Criminal de Gravataí, os delegados de polícia Renato Bastos Figueiroa e Danilo Zarlenga Crispim e o investigador Fábio Lacerda Gusmão foram relocados do Tático Integrado de Grupos de Atuação Especial (Tigre) para a Escola Superior de Polícia Civil (ESPC).

Embora dê cumprimento à decisão judicial, a Polícia Civil do Paraná a considera absurda e passível de recurso em instância superior.
Fonte: http://www.policiacivil.pr.gov.br 18/04/2012

Justiça bloqueia 1,6 mi em bens de Derosso

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,6 milhão em bens do ex-presidente da Câmara Municipal de Curitiba vereador João Cláudio Derosso (PSDB). A decisão liminar é da juíza Patrícia de Almeida Gomes Bergonse, da 8.ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba. Ela determinou o bloqueio dos bens para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e assegurar o pagamento de multa em caso de condenação de Derosso na ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público. A determinação não bloqueia as verbas salariais – consideradas de caráter alimentar.

Os promotores responsabilizam o ex-presidente do Legislativo municipal pela contratação de cinco funcionários fantasmas na Câmara de Vereadores. Além de receber salários sem trabalhar, os cinco fantasmas acumulavam cargos na Câmara e na Assembleia Legislativa – o que é vedado pela Constituição Federal.

Os envolvidos

Confira quem são os personagens da ação do Ministério Público:

Os acusados

• João Derosso

É acusado pelo MP por ter assinado a contratação de cinco funcionários fantasmas.

• Edhen Abib

O ex-vereador é acusado de ato de improbidade porque sabia que João Leal de Matos tinha cargo na Assembleia e mesmo assim indicou a contratação dele para Câmara de Curitiba.

• João Leal de Matos

Acusado porque tinha cargo na Assembleia e mesmo assim aceitou o cargo na Câmara de Curitiba.

Os laranjas

Investigação do MP concluiu que quatro dos cinco funcionários fantasmas não tinham conhecimento que seus nomes foram usados em contratações na Câmara. São eles: Iara Rosane da Silva Matos, Wilson Schabatura, Suzane Schriepietcz Rodrigues Pires e João Maria Volsik.

Ações

O Ministério Público já ajuizou três ações de improbidade administrativa contra o vereador João Cláudio Derosso (PSDB). Se for condenado, o parlamentar pode perder os direitos políticos, pagar multa e ter de devolver recursos para a Câmara Municipal.

Contrato de publicidade

O MP propôs ação contra Derosso por suposto direcionamento de uma licitação publicitária para a empresa Oficina da Notícia, que pertence a Cláudia Queiroz – mulher do vereador. Devido a esse caso, o MP também ajuizou ação contra Cláudia,a agência Oficina da Notícia e três funcionários da Câmara que participaram do processo de licitação. Os promotores pedem bloqueio de bens dos envolvidos e a devolução de R$ 5,9 milhões.

A ação tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública. O juiz abriu prazo para os envolvidos apresentarem defesa.

Nepotismo

O MP entrou com uma ação contra Derosso pela contratação de Renata Queiroz Gonçalves e Noêmia Queiroz, respectivamente cunhada e sogra do ex-presidente da Casa. A ação ainda não foi distribuída para uma das Varas da Fazenda Pública de Curitiba.

Funcionários fantasmas

Os promotores ajuizaram ação de improbidade responsabilizando Derosso pela contratação de cinco funcionários fantasmas na Câmara. Além de não dar expediente, os servidores acumulavam cargos na Câmara e na Assembleia Legislativa.

A ação tramita na 8ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba. Ontem, a juíza determinou o bloqueio de quase R$ 11 milhões em bens dos envolvidos – sendo R$ 1,6 milhão do patrimônio de Derosso.

Além do ex-presidente da Câmara, o MP também entrou com ação de improbidade contra o ex-vereador Edhen Abib e João Leal de Matos, que é ex-funcionário da Câmara e da Assembleia. A juíza determinou o bloqueio judicial de R$ 6,5 milhões dos bens de Edhen Abib e de R$ 2,7 milhões do patrimônio de Matos. Os três têm 15 dias para apresentar defesa.

Em valores corrigidos, foram destinados pela Câmara ao cinco fantasmas R$ 3,6 milhões em salários. Para garantir a restituição desse montante para os cofres públicos e pagamento de eventual multa de até três vezes o valor desviado, a Justiça bloqueou quase R$ 11 milhões dos bens dos envolvidos.

“Diários Secretos”

Os promotores descobriram o acúmulo de cargos públicos e a contratação dos servidores fantasmas depois que a Gazeta do Povo e a RPC TV publicaram a série “Diários Secretos”, que revelou um esquema de desvio de recursos na Assembleia Legislativa. Com a quebra de sigilo bancário, o MP identificou as irregularidades.

Na investigação, os promotores concluíram que quatro dos cinco funcionários fantasmas não sabiam que tiveram os nomes usados em contratações na Câmara de Vereadores. Segundo o MP, apenas Matos – que ficou de 1997 até 2007 na folha de pagamento da Câmara – tinha conhecimento do acúmulo do cargo e de que não precisava trabalhar para receber o salário.

Ainda de acordo com os promotores, foi o ex-vereador Edhen Abib quem solicitou a contratação de Matos na Câmara, mesmo sabendo que ele era servidor também da Assembleia. Edhen é irmão do ex-diretor-geral da Assembleia Abib Miguel, que está preso e responde na Justiça por desvio de dinheiro público.

Segundo o MP, quando Edhen deixou o cargo de vereador, em 2004, pediu a Derosso que mantivesse Matos na Câmara. Derosso, então, teria nomeado o funcionário fantasma no gabinete da presidência.

Por causa desse mesmo caso, o MP também abriu um inquérito criminal contra Derosso, Edhen Abib e Matos, o que pode gerar uma ação penal contra os três. Essa investigação foi aberta na semana passada e vai apurar o destino dos salários pagos aos funcionários fantasmas.

Outro Lado

A Gazeta do Povo tentou ouvir o ex-presidente João Cláudio Derosso, mas ele não atendeu as ligações. A reportagem também entrou em contato com escritório do advogado Figueiredo Basto, que defende Derosso. A informação é que Basto estava no Rio de Janeiro. Até o fechamento desta edição, ele não retornou à ligação. O ex-vereador Edhen Abib não foi localizado para comentar a decisão judicial. João Leal de Matos está foragido da Justiça.
Fonte: Gazeta do Povo 19/04/2012

Pedreira desativada vira ponto turístico


Uma pedreira inutiliza­­da na zona rural de Cam­po Magro, na Região Me­tropolitana de Curitiba, tornou-se um atrativo turístico bastante procurado pelos moradores das cidades próximas. Por causa da explosão de dinamites para a retirada das pedras, o solo foi perfurado e chegou até o lençol freático, que inundou uma cratera, transformando-a em um lago. Apesar da beleza, o local provoca discussões no município. A pedreira pertence a uma empresa privada, o que impede o poder público de investir em infraestrutura e segurança. A empresa também não incentiva a visitação.

Desativada há cerca de uma década, a pedreira pertence à Indústria de Cal Bateias. Desde a retirada das máquinas, os visitantes foram em peso para conhecer o local. Os problemas, entretanto, começam pelo acesso ao local. Chegar até lá é difícil por causa da falta de sinalização. As estradas não têm pavimentação ou placas. O tecnólogo em Gastronomia Fábio Wolf, 21 anos, revela que é arriscado visitar o local sozinho e em dias de chuva. “É um lugar muito isolado. Em dias de chuva o carro pode atolar e estragar”, alerta.

Natureza

Visitantes de lagoa buscam sossego

Mesmo com as discussões, os visitantes frequentam a região em busca de contato com a natureza e sossego. Alguns moradores a chamam de Lagoa Azul, outros preferem Lagoa Verde. A pedreira fica no distrito de Bateias, em Campo Magro. O local sempre recebe visitantes, principalmente nos fins de semana e feriados.

Fábio Wolf, aproveitou para levar os amigos Rafael Eduardo da Silva, 28, e Diego Fausto, 29, para conhecer o local. O tio dele é proprietário de uma chácara nas proximidades e o levou para ver a Lagoa Azul quando o tecnólogo ainda era criança.

A cada visita, turistas e curiosos espalham boca a boca onde fica a atração. Foi assim que a fotógrafa Sandra Machado, 43 anos, conheceu a pedreira. Ela mora em Curitiba, já visitou a lagoa em três oportunidades e diz que gosta de conhecer locais que sejam diferentes do convencional. “Principalmente aqueles de difícil acesso”, afirma.

Perigo

A empresa proprietária da pedreira tenta, em vão, barrar a entrada de visitantes. “As pessoas às vezes bebem demais e se jogam no lago, que é muito fundo”, comenta João Antônio Lemos, contador da empresa. No local não há postos de guarda-vidas.

O Departamento de Tu­rismo de Campo Magro informou que, por causa da visibilidade que o lago conquistou, o município já teve interesse em adquirir a pedreira para torná-la, oficialmente, um ponto turístico da cidade. A aquisição, porém, esbarra na falta de verbas do município.

A Indústria de Cal Bateias afirma que a intenção é retomar os trabalhos no local. A volta das máquinas e de dinamites depende, entretanto, do aval do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Mineropar.

Fonte: Gazeta do Povo 19/04/2012

quarta-feira, abril 18, 2012

Desabafo de uma leitora sobre salão de beleza.


JÁ PASSOU DA HORA DO SETOR DA SAÚDE FISCALIZAR SALÕES DE BELEZA.ALGUNS DOS SALÕES JÁ USAM UTENSÍLIOS DESCARTÁVEIS, PRINCIPALMENTE MANICURES E PEDICURES. PORÉM O SALÃO BRILHO DO SOL COM FUNCIONAMENTO DAS 09:00 ÁS 19:00, NO ENDEREÇO ABAIXO NÃO TEM A MÍNIMA HIGIENE, USA A MESMA LIXA PARA OS PÉS , MESMA LIXA PARA UNHAS , ALICATES NÃO SÃO ESTERILIZADOS, BEM COMO A MESMA BACIA USADA COM ÁGUA PARA DEIXAR OS PÉS DE MOLHO SEM ESTERILIZAÇÃO , PENTES E ESCOVAS SEM A DEVIDA LIMPEZA PARA TODOS OS CLIENTES. A MINHA NORA PEGOU UMA MICOSE E UMA ALERGIA TERRÍVEL E AINDA ESTA COM DOR EM TODA A PERNA, DEVIDO A UM FERIMENTO NA UNHA DO PÉ NA HORA DE FAZER PEDICURE. SEGUNDO EXAME MÉDICO O MESMO CHEGOU A CONCLUSÃO DE UMA BACTÉRIA DESCONHECIDA POR CAUSA DO FERIMENTO NA CUTÍCULA E AINDA SOLICITOU MAIS EXAMES PARA VERIFICAR POSSÍVEL HEPATITE.

PARA VER A SITUAÇÃO DE PERTO EU MESMA ME SUBMETI AO TESTE OU SEJA, FUI LÁ PARA FAZER MANICURE E PEDICURE E FIQUEI PASMA. SIMPLESMENTE A PEDICURE PEGOU A BACIA EM QUE OUTRA CLIENTE QUE ESTAVA NA MINHA FRENTE, JOGOU A ÁGUA FORA E ENCHEU NOVAMENTE PARA MIM SEM LAVAR E AINDA PARA LIXAR OS MEUS PÉS , PEGOU UMA LIXA JA MUITO SUJA E SE VIA QUE ERA ATÉ DESGASTADA E AINDA QUANDO TERMINOU DEU UMA MOLHADINHA NA MINHA PROPRIA BACIA E COLOCOU NO CARRINHO PARA USAR NA PROXIMA CLIENTE. IMAGINE AS BACTERIAS, MICOSES E DEUS SABE MAIS O QUE?
PERGUNTO COMO PODE A PREFEITURA NOS DIAS DE HOJE CONCEDER UM ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO PARA ESSE TIPO DE SALÃO E AINDA NÃO DAR A MINIMA PARA A SAÚDE DA POPULAÇÃO. ALIÁS SÃO INUMEROS OS SALÕES QUE FUNCIONAM ASSIM.

ESTIVE EM ARARUAMA (UM MUNICIPIO PEQUENO) NA REGIÃO DOS LAGOS NO RIO DE JANEIRO E TODOS OS SALÕES DE BELEZA USAM KIT DESCARTAVEIS PARA MANICURE E PEDICURE, OS ALICATES SÃO SUPER ESTELERIZADOS , PENTES E ESCOVAS TAMBÉM AS TOALHAS SÃO DE PAPEL, CASO CONTRARIO A VIGILANCIA SANITARIA CAI EM CIMA. CURITIBA UMA CIDADE GRANDE , EVOLUIDA E AINDA COM FAMA EM QUALIDADE DE VIDA E A PREFEITURA NÃO FAZ NADA COM RELAÇÃO A VIGILANCIA SANITÁRIA EM DIVERSOS SETORES DO COMERCIO. (SALÕES DE BELEZA, LANCHONETES, SUPERMERCADOS, AÇOUGUES, PEIXARIAS RESTAURANTES E ETC). POR FAVOR VAMOS BOTAR A BOCA NO TROMBONE.
OBRIGADA
THAINA.