domingo, março 29, 2015

A importância do Domingo de Ramos e da Semana Santa.


A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples, que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia havia poucos dias e estava maravilhado. Ele tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos profetas.
Os RAMOS, que carregamos com alegria e entusiasmo na procissão e que levamos com devoção para nossas casas, são o sinal de um povo, que aclama o seu Rei e o reconhece como Senhor que salva e liberta.
Devem ser o Sinal do compromisso de quem deseja viver intensamente essa Semana Santa.
Não basta apenas aclamar o Cristo em momentos de entusiasmo e depois crucificá-lo na rotina de todos os dias.
Que o Lava-pés nos motive a limpar o coração com a água purificadora da Penitência e a nos pôr a serviço dos irmãos.
Que a Ceia do Senhor nos faça valorizar a presença permanente de Cristo em nosso meio na Eucaristia e seja o alimento constante em nossa caminhada.
Que o Getsêmani nos anime a fazer a vontade do Pai, mesmo pelos caminhos do sofrimento e da cruz.
Que o Túmulo silencioso seja o nosso "deserto" para escutar mais forte a voz de Deus e um estímulo para remover todas as pedras que mantém ainda trancado o Cristo dentro do túmulo do nosso coração.
Que a Vigília Pascal reanime nossa Esperança nas promessas do Senhor, enquanto aguardamos a sua vinda.
Assim esta Semana será realmente santa e a PÁSCOA acontecerá em nós.
Cristo realmente venceu as trevas do pecado e da morte. Aleluia!

https://www.facebook.com/magnos.caneppele

terça-feira, março 24, 2015

Agressão verbal pode doer mais do que palmada

Sem título
A proteção à criança de maus tratos tem focado o abuso físico e sexual. Esses tipos de agressão chamam mais a atenção e podem ser “constatados” por exame físico numa perícia. No entanto, pesquisadores da PUC do Rio Grande do Sul, que entrevistaram dez mil adultos de todo o Brasil, comprovaram que os prejuízos ligados à personalidade motivados por abuso e negligência emocional são ainda maiores. “O pior tipo de trauma que uma criança pode passar é o abuso emocional: ofensas, humilhações e hostilidade verbal. Porque a dor do coração não passa e nem existe analgésico para curá-la”, explica o psiquiatra e coordenador da pesquisa Diogo Lara.
O resultado do estudo aponta que lembranças de palavras ofensivas e de negligência emocional reduzem em até 30% a autoestima e o otimismo e aumentam em 20% a impulsividade. E apenas 10% dos que sofreram com ofensas se consideram emocionalmente saudáveis. “Se o pai diz para o seu filho que ele é ridículo, faz tudo errado ou ainda o compara a outro colega é muito complicado. Os pais são a referência da criança”, comenta. Para o especialista não existe fórmula para lidar com os pequenos, no entanto, o essencial é respeitá-los e evitar agressões. “Se você perceber que passou dos limites em algum momento, peça desculpas. Você pode dizer que o que a criança fez é errado mas que você não gostaria de tratá-la daquela forma, que nada justifica o seu comportamento. Deixe-a de castigo”, comenta.
“As pessoas dizem que a primeira coisa que um pai tem que dar ao filho é o amor. Na verdade, o respeito vem antes de tudo. Na pesquisa, identificamos que pessoas que viveram em famílias frias, mas que sempre foram respeitadas, são mais saudáveis do que quem teve amor mas sofreu humilhações. A ofensa é tóxica”, comenta. Também foi comprovado que agressões verbais são mais difíceis de superar que o abuso sexual.

sexta-feira, março 20, 2015

Inícios de década provocam-nos uma crise existencial

Cada vez que se aproxima uma nova década da nossa idade - ou seja, aos 29, 39, 49 e por aí fora – instala-se muitas vezes uma crise existencial que nos leva a repensar o sentido da vida, diz estudo. E isto pode condicionar-nos o comportamento.
Adam Alter, na Universidade de Nova York, e Hal Hershfield, da Universidade da Califórnia fizeram uma revisão de literatura científica que concluiu que os adultos, com a aproximação de uma nova década de vida, tendem a ter crises existenciais. Umas vezes isso tem um impacto construtivo no nosso comportamento, outras destrutivo. Os investigadores concluíram-no ao olhar para vários estudos científicos sobre valores e atitudes, exercício, casos extraconjugais e o suicídio.
Um dos primeiros dados avaliados pelos autores foram os da World Values Survey http://www.worldvaluessurvey.org/wvs.jsp referentes a 42.063 adultos de mais de 100 países, tendo concluído que as pessoas que estavam a entrar numa nova década das suas vidas questionam mais se a estão a viver com algum sentido. Depois, ao debruçarem-se sobre dados de um site de namoro para relações extraconjugais, acedendo a dados de cerca de 8 milhões de utilizadores, perceberam que os homens de 29, 39, 49 e 59 anos tinham cerca de 18 por cento mais de propensão para se registarem do que os das outras idades.
Também as taxas de suicídios por 100.000 indivíduos em todos os EUA - de 2000 a 2011 – foram 2,4 por cento maiores entre os indivíduos com idade a terminar em 9 do que entre as pessoas de outras idades. 
Por fim, Alter e Hershfield também concluíram que as implicações da aproximação de uma nova década também podem ser significativas do ponto de vista de consumo. “ A pesquisa sugere que as pessoas que estão a aproximar-se do fim de uma década podem ser mais propensas a fazer compras grandes, como investir um seguro de vida, comprar ações na bolsa, ou fazer a tão sonhada cirurgia estética”, referem. 

domingo, março 15, 2015

Uma salvação para o “Matte Leão”

Parte da “Matte Leão” que será preservada: diálogo com proprietários salvou a construção. | Ciciro Back / A TRIBUNA
O prédio da Matte Leão S.A., no Rebouças, em Curitiba, foi demolido há quatro anos – em abril de 2011. À época, milhares de internautas manifestaram seu descontentamento nas páginas da Gazeta do Povo. Não sem demora. Dias antes das paredes virem ao chão, o jornal publicou reportagem na qual estampou fotos de ex-funcionários, com a carteira de trabalho em punho, ressentidos com o sumiço do lugar onde na juventude ganharam seu pão. Esperava-se uma reação popular, mas nada. Até que na sequência a foto das ruínas foi publicada. Dessa vez houve grita, mas era tarde.
Na última semana, as redes sociais pregaram uma nova surpresa ao “caso Matte Leão”. Um leitor republicou a matéria que mostrava o prédio no chão, o que bastou para reacender o debate e confirmar a frustração que ronda o episódio. Em quatro dias – de 7 a 10 de março – 19,5 mil internautas acessaram o texto, número alto para uma matéria sobre patrimônio. Não poucos reafirmaram em mensagem seu pesar pelo desaparecimento da fábrica, fundada em 1901. Motivos, de sobra. Não se conta a história do Paraná sem falar do ciclo da erva-mate. Não se fala do ciclo da erva-mate sem citar a Matte Leão. Não poder mostrá-la para as novas gerações é uma barbárie cultural.
Dado o incontestável caráter patrimonial da fábrica, havia expectativa de que o Ippuc a protegesse por decreto ou que a Igreja Universal do Reino de Deus, a Iurd, tomasse a iniciativa de preservá-la, conciliando suas necessidades e a arquitetura do passado – a exemplo do que acontece no Shopping Müller, uma antiga fundição; ou com o Centro de Criatividade do Parque São Lourenço, outrora um cortume. Nenhuma das duas hipóteses se confirmou. O alvará de demolição foi executado.
No quarteirão de 16,3 mil metros quadrados está em construção um templo da Universal. O projeto é uma incógnita, mas deve seguir as linhas monumentais e cênicas dos outros endereços da franquia religiosa. Anunciou-se na ocasião que terá heliponto e anfiteatro, entre outros equipamentos espetaculares. Banners no tapume oferecem esboço do templo que virá. Mas sobrou uma parte do conjunto, e esse é o ponto.
De todo o complexo fabril “Matte Leão” ficou em pé apenas uma edificação art déco, da década de 1930, na Avenida Getúlio Vargas com a Rua Piquiri. De 2011 para cá, o local – onde chegou a funcionar o museu da ervateira – se tornou uma espécie de última trincheira da preservação. Dessa vez, a pressão deu resultado. O pequeno prédio não é Unidade de Interesse de Preservação do Município nem bem tombado pelo estado, mas graças à intervenção da Comissão de Avaliação Cultural, do Ippuc, o alvará de demolição foi indeferido, garantindo que a “Matte” não seja varrida do mapa. As informações são da Secretaria do Urbanismo e de fontes da reportagem. O Ippuc não se pronunciou.
Vale lembrar que a extinção da grande fábrica teve um efeito moral sobre pesquisadores de patrimônio. Desde que as obras do templo começaram, os esforços passaram a ser no sentido de impedir que outros endereços da região tenham o mesmo destino. É o caso do Mate Real, da Ambev, da Fiat Lux e Anaconda. O fórum avançou, tornou-se mais assertivo. Acabou “batendo na porta” do que sobrou da Matte, na Piquiri. Os administradores da Iurd teriam aceitado conversar e se convenceram de que preservar é o melhor negócio.

Campo minado

A salvação do pequeno prédio da Matte é, com folga, uma das melhores notícias da temporada. As perdas do patrimônio foram muitas na última década. Curitiba, para surpresa geral , não tem lei de tombamento – uma proposta tramita na Câmara Municipal – e vê ruir sua política de decretos e de unidades de preservação. De 2000 para cá, pelo menos uma dezena de proprietários de bens de interesse ganharam em série, na Justiça, os alvarás de demolição. Uma casa assinada pelo modernista Ayrton Lolô Cornelsen, na Rua José de Alencar, é o caso. Era unidade de interesse. A Justiça desconsiderou.
Nesse cenário, o futuro da paisagem fabril parecia cada vez mais incerto. Da Todeschini restou uma chaminé. Da Móveis Cimo, nada. Para parcela da administração pública, barracões onde circulavam operários não precisam ser preservadas, opinião que vai na contramão das políticas internacionais. Exemplo? O Sesc Pompeia, em São Paulo; o Museu da Eletricidade de Lisboa... “A preservação não passa só pela arquitetura, passa pela história”, rebate uma autoridade no assunto, a arquiteta Rosina Parchen, diretora de Patrimônio da Secretaria da Cultura do Paraná.
Parte da resistência em preservar a paisagem fabril do Rebouças tem a ver com o avanço imobiliário dos últimos cinco anos. O bairro voltou à moda depois de décadas de estagnação. O zoneamento favorece o erguimento de condomínios verticais, sem dizer que se trata de um lugar estratégico. O Ippuc não escondia que via no avanço do Rebouças uma saída para revitalizar seu vizinho, o Centro. Para fazer cumprir essa carta de intenções, o “alerta” não foi emitido antes da compra da fábrica – vendida por R$ 32 milhões pela família Leão à Universal.
Em resumo, as políticas de preservação correm em campo minado. Saída? Só uma ação conjunta entre cidades, estado e União pode garantir que episódios como o do Matte Leão não virem regra. “Sem o interesse do município não há fiscalização e nenhuma política cultural sobrevive”, reforça Rosina Parchen.

sexta-feira, março 06, 2015

Quanto tempo deve-se guardar comprovantes de pagamento?

Todos os dias produzimos algum tipo de comprovante de pagamento, seja de um almoço ou de uma compra; de uma conta mensal ou de um serviço contratado. Guardar esse tipo de documento é uma prática comum entre boa parte dos consumidores, até mesmo por precaução contra eventuais problemas futuros.
Assim, rapidamente aquela pastinha etiquetada como “Contas pagas” ou “Comprovantes” fica cheia de uma infinidade de papeizinhos. Mas por quanto tempo é preciso arquivar todos esses documentos sem correr o risco de ser cobrado novamente?
O artigo 206 do Código Civil Brasileiro estabelece regras para a prescrição de dívidas e serve como orientação para os prazos de armazenamento do comprovante de pagamento das mesmas. De acordo com o advogado Alceu Machado Neto, especialista da área de Direito do Consumidor, como cada tipo de conta possui um prazo diferente de prescrição, a manutenção dos recibos também é variável.”O Código Civil diz em quanto tempo o fornecedor pode cobrar. A regra geral é manter os comprovantes enquanto isso puder acontecer.”

Serviços

Recibos de quitação de contas de água, luz, telefone e gás, por exemplo, devem ser guardados por cinco anos, prazo de prescrição da cobrança de taxas previsto no Código Civil. Entretanto, Neto explica que empresas prestadoras desses serviços são obrigadas por lei a fornecer um comprovante anual de quitação de débitos no mês de maio. Esse documento compreende todos os pagamentos referentes ao ano anterior.
“Portanto, o consumidor pode guardar esses pagamentos por um ano, até receber o comprovante anual e verificar se todos os pagamentos estão de acordo. Depois disso, pode descartar sem receio algum”, explica.

Imóveis

O mesmo acontece com comprovantes de pagamento da taxa de condomínio: é possível solicitar à administradora do condomínio ou ao síndico uma declaração de quitação de débitos até o momento; caso contrário, os recibos devem ser mantidos por cinco anos.
No caso de comprovantes de pagamento de aluguéis, é aconselhável que sejam guardados por três anos, período durante o qual o locador pode efetuar a cobrança de parcelas em atraso.
Vale lembrar que o contrato de locação e declarações referentes, que devem permanecer em posse do locatário durante todo o período de locação, até a desocupação do imóvel e recebimento do termo de entrega das chaves, devem ser arquivados por mais três anos.
Neto recomenda ainda que o consumidor fique atento a comprovantes de compra de imóveis e consórcios. “Os recibos de compra de imóvel devem ser arquivados até que se tenha a escritura do Cartório de Registro Imóveis. Somente esse registro comprova a propriedade do bem. Quando se trata de consórcio, o consumidor deve guardar todos os comprovantes até que a administradora oficialize a quitação e o valor do bem seja liberado”, esclarece.

Produtos

Fonte bastante comum de dor de cabeça, para evitar maiores problemas relacionados a compra de produtos e reclamações com o fabricante, o advogado aconselha que as notas fiscais sejam guardadas durante toda a vida útil do produto, e não apenas durante o período de garantia legal.
“Essa é uma precaução, que pode evitar problemas futuros. Por exemplo, o produto pode apresentar algum defeito oculto após o vencimento da garantia. Nessas situações, o consumidor pode reclamar à empresa, mas para isso precisará do cupom fiscal, que comprova quando e onde o produto foi comprado”, pontua.

terça-feira, fevereiro 17, 2015

Avaliação na educação infantil é bola dividida entre especialistas

 Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo / Em colégios particulares, como o Dom Bosco, a avaliação costuma ser feita em sala de aula pelos professores
O Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece como sua meta número 1 a universalização da educação infantil para todas as crianças de 4 e 5 anos. O prazo é o início do ano letivo de 2016. As estratégias para efetivação da meta estão elaboradas no próprio plano, dentre elas a criação de uma avaliação desta etapa do ensino, a ser realizada a cada dois anos. Os profissionais da área concordam com a necessidade de parâmetros que guiem um ensino de qualidade. Mas na hora de definir como deve ser a avaliação é que começa a briga.
“Não basta receber a criança na escola. É preciso que exista um programa, professores bem formados, uma estrutura de gestão da escola que esteja preparada para uma criança que precisa de espaços, conteúdos diferenciados e ser entendida na sua fase de desenvolvimento como indivíduo”, resume a professora Edna Percegona, diretora geral do Colégio Opet. Para isso, os espaços escolares, o currículo e a proposta pedagógica devem ser monitorados. Uma boa avaliação, defende ela, é aquela que faz com que a instituição “olhe para si mesma e estabeleça padrões elevados de organização pedagógica, curricular e estrutura”.
Diagnóstico deve levar em conta as peculiaridades da faixa etária
Estipular uma avaliação universal como o “Provinha Brasil” para a educação infantil é uma ideia que gera controvérsias. Para o gerente de avaliação da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (que trabalha com políticas para a educação), Eduardo Marino, um teste, por si só, não temutilidade, mas a etapa de desenvolvimento da criança pode ser levada em conta na hora de diagnosticar a situação de ensino de uma localidade.
Em São Paulo, a fundação adotou o instrumento EDI (Early Development Instrument), que avalia o bem estar físico e emocional, a linguagem, maturidade e cognição da criança para medir sua prontidão para o Ensino Fundamental. “O EDI não é um teste. É um instrumento para construir um diagnóstico populacional”, diz Marino. O instrumento aponta necessidades de políticas públicas em outras áreas, como na saúde ou assistência social, o que “pode ser útil ao gestor público”.
Para Márcia Abicalaf, coordenadora de educação infantil do Colégio Dom Bosco, um teste não seria o ideal nesta faixa etária. “A criança nem escreve, ela não pode passar por uma mensuração”, diz. No colégio, a avaliação faz parte do trabalho cotidiano do professor, que analisa o desenvolvimento da criança sob a luz das teorias pedagógicas, apontando dificuldades psicomotoras ou de comportamento encontradas.
Análise complexa
Bem estar físico e emocional, linguagem, maturidade e cognição são alguns critérios que medem se a criança está pronta para o Ensino Fundamental.
Em Curitiba, a Secretaria Municipal de Educação (SME) criou parâmetros que levam em conta o processo de aprendizagem das crianças e o atendimento ofertado nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Os professores fazem registros coletivos dos alunos e elaboram portfólios individuais, que culminam em um parecer. A partir daí é possível indicar em que ponto a criança se encontra no processo de aprendizagem.
O atendimento leva em conta o espaço (se é organizado, aconchegante), a alimentação saudável, se o direito à brincadeira é resguardado, entre outros. Não basta que todos os centros recebam livros, por exemplo, se em uma unidade eles estão disponíveis para as crianças, como forma de incentivo, e em outra, não. “O parâmetro leva em conta o respeito à equidade”, explica a secretária Roberlayne de Oliveira Borges Roballo.
Governo
Ministério da Educação não tem posição, mas sua representante, sim
O Ministério da Educação ainda não tem uma posição concreta a respeito do tema, mas a coordenadora-geral de educação infantil da Secretaria de Educação Básica, Rita Coelho, já se declarou contrária à provinha. Em um evento sobre o tema em São Paulo, em setembro do ano passado, ela declarou ser contrária a um teste com as crianças “porque nesta etapa elas não se desenvolvem [todas] da mesma forma e mesmo ritmo”, segundo informações do portal G1. Em janeiro deste ano, à revista Escola Pública, Rita reforçou a opinião, e informou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) já está com uma equipe formada para montar uma “matriz de referência, com as dimensões de oferta, formação profissional, gestão da escola, gestão do sistema, materialidade e infraestrutura” do ensino infantil.
http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/conteudo.phtml?tl=1&id=1533226&tit=Avaliacao-na-educacao-infantil-e-bola-dividida-entre-especialistas

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Abertas inscrições para 58 cursos ofertados pela Fundação Cultural nas regionais

A Fundação Cultural de Curitiba abriu nesta segunda-feira (9) as inscrições para 58 cursos nas áreas de artes visuais, música, teatro e dança. As vagas estão distribuídas  pelos núcleos da Fundação nas regionais Matriz, Bairro Novo, Boa Vista, Boqueirão, Cajuru, Pinheirinho, Portão e Santa Felicidade. Os cursos fazem parte da política da Prefeitura de descentralizar a oferta de atividades para a população. No ano passado, mais de 25 mil pessoas participaram dos 55 cursos promovidos nos núcleos regionais.
Para participar não é preciso pagar taxa de matrícula. Entre os cursos, alguns são gratuitos e outros têm mensalidades que variam entre R$ 25 e R$ 45. No Pinheirinho, o curso de ballet clássico custa R$ 25 e o de dança gaúcha custa R$ 30. Nas regionais Boqueirão e Cajuru os cursos do Projeto Nosso Canto são gratuitos e nas regionais Boa Vista e Pinheirinho o curso de breaking também é gratuito.
A regional Matriz tem uma data específica de inscrição para cada curso do primeiro semestre. As matrículas do curso de violão acontecem na segunda e terça-feira (9 e 10); para o curso de técnica vocal as inscrições devem ser feitas na segunda e na quinta-feira (9 e 12); na quarta-feira (11) é o dia do curso de teclado e na sexta-feira (13) do curso de violino. As aulas começam nas mesmas datas das matrículas.
Nas regionais Boqueirão, Pinheirinho, Portão e Santa Felicidade as aulas começam junto com as inscrições, a partir do dia 9 de fevereiro. No núcleo Cajuru alguns cursos começam junto com as matrículas e outros apenas no início de março (confira a lista de cursos abaixo).
Na regional do Bairro Novo as atividades começam na quinta-feira (19) após o carnaval. No núcleo Boa Vista o início das aulas ocorre quando as turmas estiverem fechadas.
Procura
Em 2014, mais de 25 mil pessoas participaram dos 55 cursos promovidos nos núcleos regionais. A regional com maior número de inscritos foi a do Pinheirinho: 11.660 inscritos nos 10 cursos ofertados na Rua da Cidadania. Para este ano as novidades são os cursos de ballet clássico, dança gaúcha e breaking também ofertados na regional do Pinheirinho.
Confira a relação completa de cursos de cada regional
Regional Matriz - Mais informações e inscrições pelo telefone 041 3313-5817
•    Violão
•    Violino
•    Técnica Vocal
•    Teclado
Para saber dias e horários clique aqui.

Regional Bairro Novo - Mais informações e inscrições pelo telefone 041 3289-4988
•    Teclado
•    Violão Popula
•    Desenho Artístico/ Pintura em Tela/ Mangá/ História em Quadrinhos
Para saber dias e horários clique aqui.

Regional Boa Vista - Mais informações e inscrições pelo telefone 041 3313-5685
•    Oficina de Contação de História
•    Roda de Danças Circulares
•    Atelier Infantil de Arte
•    Viola Brasileira (Caipira)
•    Violino
•    Pintura em Tela
•    Breaking
Para saber dias e horários clique aqui.

Regional Boqueirão - Mais informações e inscrições pelo telefone 041 3313-5515
•    Acordeom
•    Ballet
•    Canto Coral / Projeto Nosso Canto
•    Técnica Vocal / Projeto Nosso Canto
•    Teatro Juvenil e Infantil
•    Teclado
•    Violão Popular
•    Violino
Para saber dias e horários clique aqui.

Regional Cajuru - Mais informações e inscrições pelo telefone 041 3361-2302
•    Violão
•    Desenho Artístico
•    Pintura em tela orientadora
•    Guitarra e contra – baixo elétrico
•    Teclado
•    Técnica vocal / canto coral
•    Violino
•    Bateria
Para saber dias e horários clique aqui.

Regional Pinheirinho - Mais informações e inscrições pelo telefone 041 3313-5421
•    Violão
•    Guitarra
•    Teclado
•    Técnica Vocal
•    Violino
•    Acordeom
•    Desenho Artístico e Pintura
•    Dança do Ventre
•    Ballet Clássico
•    Dança Gaúcha
•    Breaking
Para saber dias e horários clique aqui.

Regional Portão - Mais informações e inscrições pelo telefone 041 3350-3965
•    Desenho Artístico/ Pintura em Tela
•    Teclado
•    Violão
•    Dança do Ventre
•    Violino
•    Teatro
Para saber dias e horários clique aqui.

Regional Santa Felicidade - Mais informações e inscrições pelo telefone 041 3374-5018
•    Desenho Artístico
•    Teclado
•    Viola Caipira
•    Violino
•    Violão
•    Atelier de artes Infantil
•    Pintura em Tela
•    Teatro Infantil e Juvenil
•    Guitarra
Para saber dias e horários clique aqui.
http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/abertas-inscricoes-para-58-cursos-ofertados-pela-fundacao-cultural-nas-regionais/35481 

domingo, fevereiro 01, 2015

Morre, aos 76 anos, o ex-presidente do Bamerindus José Eduardo Vieira

O empresário José Eduardo de Andrade Vieira, que presidiu o banco Bamerindus e era proprietário do Grupo Folha de Comunicação (donos do Jornal Folha de Londrina e o portal O Bonde), morreu no começo da manhã deste domingo. Ele tinha 76 anos e deixa sete filhos. O empresário, que teve fez carreira política, estava internado desde 12 de janeiro, quando deu entrada em um hospital na cidade paranaense de Joaquim Távora para tratar uma pneumonia, sendo em seguida transferido para o Hospital Evangélico de Londrina.
Eduardo Vieira, nascido em Tomazina, no Norte Pioneiro, foi senador pelo Paraná e ministro nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. No primeiro governo, comandou o ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo (1992-1993) e, posteriormente, assumiu a Agricultura, Abastecimento e Reforma Agrária (1993). Durante o período FHC, voltar a chefiar a Agricultura (1995-1996).
Arquivo Pessoal/Reprodução Folha de Londrina
Arquivo Pessoal/Reprodução Folha de Londrina / Ampliar imagem
Entre 1981 e 1997, presidiu Bamerindus, banco fundado por sua família e que foi vendido ao HSBC. Em 1992, ele se tornou sócio da Folha de Londrina e assumiu a superintendência do jornal em 1999.
Empresário foi senador e ministro
O nome de José Eduardo Andrade Vieira ficou ligado a quatro áreas de atuação. Na economia, foi o herdeiro e gestor de um dos maiores bancos privados do Brasil, o Bamerindus. Na política, se elegeu senador e chegou a ministro por duas vezes. Na imprensa, comprou um dos mais tradicionais jornais do Paraná, a Folha de Londrina. E na agricultura tocou suas fazendas até o fim da vida.
A ida para o banco foi, segundo o próprio Andrade Vieira, um “acidente de percurso”. Nascido em Tomazina, no interior do Paraná, José Eduardo era integrante de uma família numerosa. Em 1981, aos 43 anos, um avião que levava boa parte da família caiu, matando dois dos irmãos. Um outro irmão havia morrido seis meses antes.
Restaram José Eduardo e quatro irmãs (entre elas a empresária Maria Christina Andrade Vieira, falecida em 2011), e ele acabou assumindo o banco.
O período de maior destaque e a queda financeira vieram em seguida, e o próprio Andrade Vieira não conseguia deixar de suspeitar que as coisas estivessem ligadas. Em 1992, quando estava no segundo ano do mandato de senador obtido em 1990, numa disputa contra Tony Garcia, foi chamado por Itamar Franco para o ministério.
Durante alguns meses, chegou a acumular duas pastas: a da Indústria e Comércio com a da Agricultura. Em 1995, já com Fernando Henrique na presidência, voltou a ser ministro da Agricultura.
A queda viria dois anos depois, com a intervenção federal no banco da família. Fundado pelo pai de José Eduardo, o empresário Avelino Vieira, o banco tinha se firmado entre os maiores do país. “Em câmbio, chegou a ser maior que o Banco do Brasil”, orgulhava-se o banqueiro. No entanto, a empresa passava por dificuldades financeiras e, em 1997, o mesmo governo Fernando Henrique que tinha colocado o paranaense no primeiro escalão, determinou sua derrocada.
A intervenção foi seguida da venda do banco e dos ativos para o britânico HSBC. José Eduardo nunca perdoou o que considerou uma traição do então presidente. Primeiro porque ele achava que o banco tinha condições de se recuperar. Segundo, porque, segundo o ex-proprietário, os ativos foram vendidos “a preço de banana”. E terceiro porque José Eduardo nunca tirou da cabeça que Fernando Henrique tinha lhe tirado o banco porque ele estava ficando forte demais.
“Até para presidente da República eu cheguei a ser cogitado. Por isso que o Fernando Henrique fez a intervenção. Por medo de eu concorrer com ele. Com a intervenção no banco, obviamente afetou minha credibilidade e eu fiquei sem recursos para qualquer coisa”, desabafaria quinze anos mais tarde ao jornal O Estado de S. Paulo.
Politicamente, a venda do Bamerindus significou o fim de José Eduardo. Terminado o mandato de senador, ele nunca mais se candidatou a nada. Continuou nos negócios com a Folha de Londrina, mas nunca voltou também à área econômica. No dia a dia, pouco ia à sede do jornal, em Londrina, e preferia passar os dias na Fazenda da Capela, em Joaquim Távora, onde cuidava do gado.
Há vários anos enfrentava problemas de saúde. Tinha, segundo ele próprio, “um pouco de diabetes”. Em 2011, passou a ter problemas de fala que, segundo seu médico, poderiam ser consequência de um acidente vascular cerebral. “Não senti nada”, disse em entrevista ao jornal Valor Econômico.
http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=1529891&tit=Morre-aos-76-anos-o-ex-presidente-do-Bamerindus-Jose-Eduardo-Vieira

sábado, janeiro 24, 2015

Para rir

O  professor pergunta:
- Alguém já trabalhou com casos de emergência, urgência ou trabalho na área?
O aluno muito, inteligente, afirma:
- Eu
Professor:
- E onde e com o que?
O aluno responde: 
- Dirigindo ambulância.

Thomas, o gatão

quinta-feira, janeiro 22, 2015

Escola de Informática e Cidadania do Shopping Jardim das Américas está com inscrições abertas‏

A Escola de Informática e Cidadania (EIC) do Shopping Jardim das Américas está com inscrições abertas para cursos gratuitos de informática, com módulos de Windows, Word, Excel, Power Point e noções de internet, e também para cursos de edição de fotos e vídeos. Os cursos são destinados a pessoas de todas as idades, contendo turmas especiais para crianças e idosos, e as inscrições podem ser realizadas até o dia 14 de fevereiro mediante a taxa simbólica de um litro de leite e uma taxa de R$ 20,00.

Clique para obter Opções

domingo, janeiro 18, 2015

Agora, é a vez da Rua São Francisco

No início da madrugada do último domingo (11), o designer Henrique Martins, de 34 anos, tomava uma cerveja com uma amiga na Rua São Francisco, entre a Presidente Faria e a Rua Riachuelo.
De repente, um estouro. Nuvens de fumaça e uma correria danada. Henrique e sua amiga também fugiram. “Não havia o que fazer”, diz, já que a Polícia Militar (PM) usou bombas e balas de borracha para dispersar aquelas centenas de pessoas. “Não houve aviso e nenhum diálogo”, afirma Martins. O depoimento é sintomático.
Hugo Harada/Gazeta do Povo
Hugo Harada/Gazeta do Povo / Praça de Bolso do Ciclista, gênese do movimento que deu vida nova à região Ampliar imagem
Praça de Bolso do Ciclista, gênese do movimento que deu vida nova à região
Blitz
Polícia Militar dá sua versão do que ocorreu na madrugada do dia 11
A pedido da reportagem, a assessora de imprensa da Polícia Militar do Paraná, Márcia Santos, disse que explicaria brevemente o ocorrido no último fim de semana na Rua São Francisco. De acordo com a versão dos policiais, o Batalhão de Polícia de Trânsito realizava uma blitz na região da Praça Santos Andrade. Uma equipe foi averiguar uma denúncia de roubo de veículo e flagrou o crime. O suspeito, que teria várias passagens pela polícia, reagiu e foi baleado na perna.
“Aí o povo que estava na rua, alguns jovens, viram a situação e, com pedras e garrafas, foram para cima dos policiais”, diz Márcia. O Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope) foi acionado na sequência. “A equipe utilizou técnicas para distúrbios civis incontroláveis”, afirma Márcia. Essas técnicas preveem “dispersão” e uso de munição “menos que letal”. A versão da PM é confirmada por alguns donos de estabelecimentos da região. Frequentadores da rua disseram em redes sociais que o policial teria atirado no suspeito enquanto ele estava no chão, e por isso o confronto começou. A PM afirma que está “checando os fatos” e que irá abrir um procedimento interno para investigar o ocorrido. A assessoria não informou o hospital em que o suspeito está internado, alegando que ele está “sob custódia”.
Testemunhas
Grupo de teatro se envolveu com as mudanças da região
Em 2011, o jornalista Valmir Santos incorporou à crítica da peça Homem-Piano, assistida durante um Festival de Curitiba, a experiência com o taxista que não quis levá-lo à sede da CiaSenhas, na Rua São Francisco. “Lá não tem teatro, só tem boca de fumo”, disse o motorista, parando três quadras antes.
Instalada no local desde 2008, a companhia representou por vários anos a única opção cultural da região, que à noite era escura e, realmente, prato cheio para usuários do crack – o teatro foi assaltado duas vezes em anos passados. Movimentação diferente, só em dia de peça.
Desde que alugaram o imóvel e passaram a ensaiar ali, os artistas viram a reforma das calçadas, a nova iluminação e a construção da Praça de Bolso do Ciclista, da qual participaram, além da crescente ocupação da região.
Neste ano, a CiaSenhas abre as portas novamente com atrações culturais na São Francisco. Só no primeiro semestre, o grupo tem programadas duas atividades cênicas. No fim de fevereiro, Gilda Convida Maria Bueno promoverá encontros entre diferentes grupos em cabarés sobre as duas personagens da história curitibana. Em junho, será a vez de Os Pálidos, peça inspirada no cineasta Luis Buñuel em que a companhia pretende incorporar a voz da nova vizinhança: o barulho dos bares em frente que hoje lotam as calçadas e a rua.
No momento, ninguém sabia que a Setran e a PM realizavam uma operação na região (leia mais sobre o caso nesta página), cujo desfecho fez a ruela se transformar numa confusão instantaneamente, lembrando o ocorrido no pré-carnaval de 2012, no Largo da Ordem. O quiproquó suscita novas questões sobre a ocupação espontânea de ruas do Centro de Curitiba, cidade que sai da toca no verão e parece, ainda, não saber lidar muito bem com isso.
A São Francisco começou a virar moda em abril de 2014, quando um grupo de voluntários iniciou a construção da Praça de Bolso do Ciclista, na esquina com a Presidente Faria. Não demorou e bares e restaurantes se instalaram ali um após o outro.
O boca a boca funcionou, e a estreita viela de paralelepípedo, então, tornou-se uma “nova Trajano” e fez a alegria dos que querem viver a cidade numa noite quente; fomentou certo desespero em alguns moradores, que reclamam do barulho todo – inevitável --; e tornou-se novo foco de atenção da polícia, que volta e meia dá “batidas” em busca de usuários de drogas. É pano para manga, mas não é de hoje.
Já faz algum tempo que Curitiba vê pipocar eventos espontâneos e a céu aberto – pense no ano-novo fora de época, na Quadra Cultural (que depois de anos no São Francisco e alguns rounds judiciais irá se mudar para a Pedreira Paulo Leminski) e na vida noturna da Rua Trajano Reis. É uma nova forma de entender a cidade e de se relacionar com ela. Os incidentes recentes, entretanto, indicam que tudo ainda está verde, mesmo nas questões básicas. “Esse processo está em andamento e é irreversível. Por isso é preciso reflexão e atitudes mais coerentes. Se há crimes por ali, a PM precisa ser assertiva e não repressora,” diz Jorge Brand, o Goura, coordenador da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguaçu), responsável pela construção da pracinha. Parece ser também um momento de provação: a CicloIguaçu criou uma petição on-line para o fechamento daquela quadra da rua para automóveis. Até agora, 1,8 mil pessoas assinaram o documento.
Para além do cabo de guerra, o fato é que a São Francisco está, ao que tudo indica, mais segura. “As pessoas transformaram o espírito da rua. Conheço moradores que tinham medo de ir para casa ou passar por ali durante a noite e hoje fazem isso com prazer”, diz Goura.
A princípio, pessoas nas ruas não deveriam ser um problema. Mas há quem tenha se debruçado sobre o tema e levantado questões interessantes. Como a escritora Jane Jacobs (1916-2006), autora de Morte e Vida de Grandes Cidades (Martins Fontes), livro de cabeceira de arquitetos humanistas e urbanistas de plantão. “O problema da insegurança não pode ser solucionado por meio da dispersão das pessoas”, sentenciou a norte-americana. Em 1961.
Entrevista
“Temos medo da multidão”, diz arquiteto
Nos últimos anos, o arquiteto Fábio Domingos Batista acompanhou os eventos que reuniram pessoas nas ruas de Curitiba. O resultado foi o livro A Cidade como Cenário (Grifo, R$ 30), que faz um panorama da ocupação recente de locais públicos. “Estamos nos apropriando da cidade”, diz quem entende do riscado.
Como entende o que ocorreu na Rua São Francisco?
Eu moro perto e ouvi o barulho. Primeiro é preciso dizer que a rua, em si, não é atrativa, e mudou depois que as pessoas a assumiram. Isso está acontecendo com frequência. O melhor exemplo é o [bar do] Torto. Mas há falta de compreensão porque temos medo da multidão. Esses eventos quebram a ordem e a rotina da cidade. Muitos não os entendem bem, e aí surgem as inabilidades todas, da polícia inclusive.
O livro faz um panorama sobre a ocupação de espaços públicos. Estamos indo bem?
O mais difícil e complexo em uma cidade é as pessoas se apropriarem de coisas públicas. A violência existe quando um grupo se apropria de um espaço com intenções não naturais. A São Francisco era muito mais perigosa do que é hoje. Estamos de fato nos apropriando da cidade. Nos anos 1990, o Centro era mais degradado. Hoje, vemos um comércio pulsante. O shopping deixou de ser a única possibilidade. Talvez esse movimento de vivência da cidade seja uma tendência a se dispersar nos bairros, inclusive.
O que faz uma rua ser segura?
A única maneira de conter a violência é ter pessoas na rua. Pense numa rua cheia de muros. Ela é escura porque nada acontece. Não há pessoas passando. Se a rua tem comércio e gente, é viva, mais segura.
Como lidar com o consumo e o tráfico de drogas na região?

Na rua, é bem possível que você encontre um ou outro usuário. Mas, se o caso se tornar um problema de ordem pública, existem maneiras para fazer a abordagem. Se há uma pessoa criminosa na multidão, é preciso preparo para lidar com isso. Porque todos são inocentes até que se prove o contrário. É, de novo, a inabilidade, também no âmbito político.
http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=1526641&tit=Agora-e-a-vez-da-Rua-Sao-Francisco

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Papa diz que "não se pode provocar" e nem "ofender" a religião

  EFE/Dennis M. Sabangan / Papa Francisco chega para visita às Filipinas
O papa Francisco afirmou nesta quinta-feira que a liberdade de expressão tem seus limites e que não se pode provocar nem ofender a religião, ao se referir, embora sem citar, ao atentado contra a revista satírica "Charlie Hebdo" em Paris.
O pontífice disse que tanto a liberdade de expressão como a religiosa "são direitos humanos fundamentais". "Temos a obrigação de falar abertamente, de ter esta liberdade, mas sem ofender", continuou.
O papa respondeu assim a uma pergunta dos jornalistas que viajavam com ele, no avião que o levou do Sri Lanka para as Filipinas, aonde chegou hoje.
Sobre a liberdade religiosa, destacou que "cada um tem o direito de praticar sua religião, mas sem ofender" e considerou uma "aberração" matar em nome de Deus.
"Não se pode ofender, ou fazer guerra, ou assassinar em nome da própria religião ou em nome de Deus", afirmou.

O papa considerou que embora agora possa surpreender o que está passando nesse âmbito, no passado houve guerras nas quais a religião desempenhou um papel determinante.
"Também nós fomos pecadores, mas não se pode assassinar em nome de Deus", insistiu.
"Acho que os dois são direitos humanos fundamentais, tanto a liberdade religiosa, como a liberdade de expressão", continuou o papa sobre a compatibilidade entre ambos os conceitos.
E disse ao jornalista francês que lhe perguntou: "Vamos (falar) sobre Paris, falemos claro".
Papa disse: "Temos a obrigação de falar abertamente, de ter esta liberdade, mas sem ofender".
"É verdade que não se pode reagir violentamente, mas se Gasbarri (o papa se referiu a um de seus colaboradores junto com ele no avião), grande amigo, diz uma palavra feia da minha mãe, pode esperar um murro. É normal!", assegurou.
Francisco lamentou que haja "muita gente que fala mal de outras religiões ou das religiões (...), que transforma em um brinquedo as religiões dos demais".
Para o pontífice, estas pessoas "provocam" e foi quando estimou que "há um limite para a liberdade de expressão".
"Dei este exemplo (...) para dizer que nisto da liberdade de expressão há limites, como o que Gasbarri disse da minha mãe", disse o papa aos correspondentes.
Sobre a questão da liberdade de expressão, o pontífice esclareceu que "é uma obrigação dizer o que se pensa para ajudar o bem comum".
"Se um senador ou um político não diz o que pensa, não colabora com o bem comum", defendeu o papa.
Francisco citou, por outro lado, o papa emérito Bento XVI quando este falou na universidade alemã de Regensburg sobre a existência de uma mentalidade "pós-positivista" que conduz a considerar como "subculturas" as religiões ou as expressões religiosas.
http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/conteudo.phtml?tl=1&id=1526287&tit=Papa-diz-que-http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/conteudo.phtml?tl=1&id=1526287&tit=Papa-diz-que-http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/conteudo.phtml?tl=1&id=1526287&tit=Papa-diz-que-