quarta-feira, setembro 18, 2013

Curiosidades do mundo animal



MAMÍFEROS

Maior
O maior mamífero do planeta é a baleia azul.

Mais pesado
Uma baleia fêmea pesando 190 t e medindo 27,6 m de comprimento foi capturada na Atlântico Sul.

Mais longo
O mais longo exemplar já registrado foi uma baleia fêmea medindo 33,58 m que encalhou na praia de Grytvi, Geórgia do Sul, em 1909.

Maior terrestre
Em média, os elefantes machos atingem a altura de 3 a 3,7 e pesam de 4 a 7 t. O maior exemplar já registrado foi um macho morto a tiros em Macusso, Angola. Deitado de lado, o elefante media 4,16 m em uma linha projetada do ponto mais alto do dorso até a base da para dianteira, indicando uma altura de 3,96 m quanto em pé. Seu peso foi calculado em mais de 12,24 t.

segunda-feira, setembro 16, 2013

As bactérias como fiéis da balança

Dentro de nossos intestinos pode estar parte do segredo da boa forma de algumas pessoas e da dificuldade para emagrecer de outras. No início deste mês, foi divulgado pela revista Science um estudo desenvolvido pelo pesquisador norte-americano Jeffrey Gordon e sua equipe da Universidade de Washington, em Saint Louis, que demonstra como bactérias que formam a microbiota intestinal – também chamada de flora intestinal – conseguem influenciar no peso das pessoas.
A linha de pesquisa não é nova. Há anos os cientistas pesquisam como as bactérias que povoam o intestino humano influenciam no metabolismo. Mas Gordon e sua equipe conseguiram dois avanços: chegaram mais perto de precisar quais são bactérias que dificultam o emagrecimento, quais facilitam esse processo e detectaram como alguns comportamentos alimentares influenciam para o desenvolvimento de cada grupo de bactérias (veja como funcionou o experimento no infográfico desta página).
Experimento
Pesquisa brasileira relaciona flora e sensação de saciedade
O resultado de um estudo desenvolvido no Brasil e ainda não publicado indica que a composição da microbiota intestinal também influencia no comportamento do hipotálamo – que excreta substâncias capazes de gerar sensação de saciedade ou fome. O experimento da nutricionista e doutora em fisiopatologia médica Renata Bagarolli investigou a influência de uma composição específica de probióticos – uma mistura de três cepas de bactérias, a Lactobacillus acidophilus, a Lactobacillus rhamnosus e a Bifidobacterium bifidum – no organismo.
Entre outras coisas, Renata descobriu que nos camundongos tratados com essa mistura houve uma melhora no nível de produção no hipotálamo de substâncias responsáveis pela sensação de saciedade – mecanismo prejudicado em indivíduos obesos. A cientista ainda não sabe explicar exatamente como ocorreu essa influência.
“Ainda precisamos entender como é feita a comunicação entre intestino e hipotálamo. Temos a suspeita de que é via nervo vago [que passa por diversos órgãos, inclusive parte do intestino]”, comenta Renata. Pesquisadora do Laboratório de Investigação em Resistência à Insulina da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, a nutricionista acredita que o uso de bactéria para o tratamento contra a obesidade será uma realidade.
“O estudo identifica o tipo de bactéria que está ligada ao indivíduo gordo e a que está presente no organismo do indivíduo magro”, observa Flávio Quilici, integrante da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). O médico explica que a pesquisa demonstrou que algumas bactérias do filo Firmicutis são encontradas com mais frequência em pessoas obesas. Já as do filo Bacteroidetes são ligadas aos organismos magros.
Outro ponto importante demonstrado pela pesquisa de Gordon trata da influência da dieta na composição da microbiota intestinal e, como consequência, no emagrecimento. No estudo se percebeu que os camundongos passaram a desenvolver um maior número de Bacteroidetes – filo das bactérias ligadas à magreza – quando submetidos a uma dieta rica e fibra e com baixo teor de gordura saturada. Por outro lado, quando submetidos a uma alimentação com alto teor de gordura, houve uma dificuldade em se manter a microbiota magra.
Multifatores
Esse aspecto é importante para demonstrar que um possível tratamento contra a obesidade com bactérias – uma possibilidade já considerada pelos cientistas – por si só não operará qualquer milagre. “Claro que a flora é importante, mas temos que tomar cuidado ao colocar isso [o tratamento com bactérias] como uma mágica. Uma dieta equilibrada e exercícios físicos ainda serão necessários para emagrecer”, diz o médico Rogério Toledo Júnior, coordenador do Comissão de Prevenção e Combate à Obesidade, ligada à Associação Médica Brasileira (AMB).
A mesma opinião é compartilhada por outros médicos, inclusive pelos integrantes da equipe de Gordon. Todos alertam que a obesidade é uma doença multifatorial e que, por isso, deve ser tratada em diversas frentes – com mudança de hábitos alimentares e de estilo de vida se mantendo como fatores essenciais. “Temos uma vida sedentária e comemos errado, com uma dieta pobre em frutas e verduras. Assim, não tem bactéria que dê conta”, afirma Quilici.


Probióticos são os micro-organismos vivos que podem trazer benefícios à saúde do hospedeiro. O uso de determinados probióticos para a manutenção de uma microbiota intestinal que favoreça o emagrecimento é considerado por cientistas como uma possibilidade para o combate à obesidade no futuro. Segundo o gastroenterologista Flávio Quilici, os probióticos disponíveis hoje no mercado ainda não conseguem exercer essa função.

sábado, setembro 14, 2013

De cofrinho cheio

Os jovens estão dando uma lição de economia. Segun­­­­do pesquisa feita pelo Ibope em 2012, última sobre o assunto, a maior parte dos brasileiros que poupam, 37%, tem entre 16 e 24 anos – índice maior que da população adulta, que é 31%. Mas como essa galera faz isso? Para descobrir, o Gaz+ foi atrás de quem sabe manter o cofrinho cheio, como a estudante Marina Cym­­­baluk, de 13 anos.
Já que não ganha mesada, a jovem decidiu guardar todo aquele troco que sobra no dia a dia, como o do pão, por exemplo. Parece pouco, mas tem dado resultado.
A intenção inicial era usá-lo em umas comprinhas durante uma viagem que faria com os pais para fora do país, aos 10 anos. Não deu outra. Conseguiu juntar quase R$ 500, valor que se transformou em um videogame, um par de tênis e uma roupa. Com o sucesso da primeira experiência, partiu para a próxima e não parou mais. Seu segundo porquinho lhe rendeu R$ 230, que foram revertidos em livros de literatura, um hobby da garota.
Poupança caseiraAgora os planos de Marina são bem mais ambiciosos. Ela está economizando para ir ao Japão em 2015, para participar de um encontro de escoteiros. “Vou juntando tudo que posso. Penso em guardar para os estudos também, mas por enquanto estou focada na viagem”, conta.
Assim como Marina, Igor Taborda Leite, 15 anos, também não ganha mesada da família, mas consegue fazer uma bela poupança. Toda grana que recebe de vez em quando, seja de presente ou não, guarda, em casa mesmo. Só assim já juntou R$ 1.200. Foi assim desde seus 11 anos. “ Tento não gastar o dinheiro que recebo com algo que possa ser dispensado. Essa medida gera uma grande economia”, comenta. Ele não sabe ao certo o que fará com o dinheiro, mas estuda duas possibilidades. Uma é fazer uma viagem e a outra é ter uma poupança permanente, por longos anos de sua vida.
Com objetivo
Segundo os especialistas em economia e finanças, a maior dificuldade que os jovens enfrentam para poupar é controlar os impulsos. Nem sempre é fácil deixar de lado passeios e saídas com os amigos ou evitar de comprar aquele produto da moda que todo mundo tem.

Lições de economia devem vir de família
Mas existe uma dica básica que pode ajudar muito, que é ter sempre um objetivo em vista para o dinheiro, como fazem Marina e Igor. “Claro que a maioria quer consumir já, é normal. Por isso é mais fácil guardar quando se tem um plano, deseja algo específico e não simplesmente o poupar pelo poupar. Isso é mais para os adultos”, diz o professor de Finanças da FAE Amilton Dalledone Filho.Independente de onde venha o dinheiro – mesada, presente ou até trabalho e estágio – e de quanto seja o valor, é importante que todo mês pelo menos uma quantia mínima seja separada. A dica do professor Amilton é reservar entre 10% e 20%. “Claro que se o objetivo for algo maior e o prazo menor, vale guardar mais”.
É consenso entre os economistas que guardar dinheiro é questão de hábito. Para que o jovem o forme, uma ajudinha dos pais é fundamental. Ou seja, é mais fácil que eles aprendam e gostem de economizar quando se espelham na família e recebem o apoio dela.
Que o diga Marcos Silveira, 17 anos. As duas frentes de economia que ele tem são resultado de apoio e incentivo familiar. Desde pequeno seu avô o ajuda a formar uma poupança para pagar a faculdade de Medicina, que é o sonho do estudante. Mas além desse dinheiro – que está em uma caderneta de poupança – ele tem outras economias, que servem para compras pessoais.
A forma que achou de poupar foi juntar tudo que ganhava e trocar os presentes das datas comemorativas por dinheiro. Com esforço conseguiu juntar uma vez R$ 3 mil, que usou para comprar uma baia para seu cavalo, que fica na chácara da família. “Eu sou assim porque meus pais me ensinaram o valor das coisas. Eu cuido bastante do que tenho e não gasto de bobeira. Penso bem antes de comprar”, conta Marcos. Além dele, seus irmãos menores, de 10 e 7 anos, também economizam.
Porém, não é só a educação a responsável por tornar uma criança ou um adolescente em poupador. De acordo com Jurandir Sell Macedo Júnior, especialista em finanças comportamentais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e consultor do banco Itaú, estudos recentes apontam para um outro fator, a personalidade. Existe a hipótese de que alguns nascem com isso e, para esses, economizar é mais fácil e não um sacrifício. “É apenas uma ideia. Não se sabe ao certo o que faz um jovem poupar, além da influência dos pais”.

Ideia – Ela escolheu as ações
A estudante de Administração Júlia Macedo, 19 anos, tem uma história curiosa com o pai, o especialista em finanças comportamentais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e consultor do banco Itaú, Jurandir Sell Macedo Júnior. Quando ela tinha 5 anos, ele a convenceu a pegar o dinheiro do cofrinho – que juntava com ajuda dos parentes – e investir em ações.
Para que ela entendesse do que se tratava, já que era bem pequena, ele disse que era como ser dono de uma empresa e que todo mês ela teria um pequeno lucro. A garota, que adorava sorvete, decidiu investir na Kibon. Todos os meses o pai lhe dava uma caixa de sorvete e dizia que era o resultado do investimento. “Era mentira, claro. Ele investiu em outra empresa, mas foi o jeito que arrumou de me convencer a trocar o porquinho pelas ações”, conta Júlia.
A ideia deu tão certo e ela pegou tanto gosto pela coisa, que assim que fez 18 anos passou a investir sozinha. Hoje, aos 19, tem ações de três empresas e títulos públicos. Esse dinheiro só será usado no futuro, para aposentadoria ou para comprar um imóvel. Mas além dele, Júlia – como boa poupadora – tem uma caderneta de poupança. Todo mês tira parte do salário que recebe do estágio e coloca lá.
Com o primeiro dinheiro guardado fez uma viagem para Europa. Foram dois anos cortando toda despesa que podia. “Meus pais não me deram nada. Fiz tudo por conta. A força de vontade veio justamente disso, de ter o gosto de dizer que foi com meu dinheiro”, diz.
Agora continua juntando para novas viagens ou para fazer um curso depois que se formar. O segredo, segundo ela, é economizar em tudo, até no lanche do dia. “Acho que fiquei até meio compulsiva por poupar, me sinto culpada quando não guardo. Acho importante ter sempre uma reserva para quando tiver vontade de fazer algo, sem ficar impedida por falta de dinheiro. Aprendi que é assim que vou ter as coisas no futuro”.

sexta-feira, setembro 13, 2013

Piada de sala de aula

Professor:- Joaquim, diga o presente do indicativo do verbo caminhar.

Aluno:- Eu caminho... tu caminhas... ele caminha...


Professor: - Mais depressa!


Aluno :- Nós corremos, vós correis, eles correm!



Thomas, o gatão

Casamento coletivo deve reunir 300 casais neste sábado no Uberaba

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Mais de 300 casais de noivos devem oficializar a união neste sábado (14), às 18 horas, no Clube Nikkei, no Bairro Uberaba. O cartório do Uberaba será responsável pelas certidões e quatro servidores municipais servirão de testemunha.
O casamento coletivo é parte das atividades do projeto Justiça no Bairro, que será realizado, entre 8h e 18 horas, na Escola Municipal Professora Maria Marli Piovezan, Uberaba, na Regional Cajuru.
Esta é a terceira edição do projeto neste ano, que envolve, além do Poder Judiciário e da Prefeitura, entidades privadas, advogados voluntários, acadêmicos de Direito e outros parceiros.
Entre os serviços oferecidos estão emissão de documentos e de Direito de Família, como divórcio, pensão alimentícia, guarda e responsabilidade, reconhecimento de paternidade e maternidade, regulamentação de visitas, reconhecimento e dissolução estável, entre outros. Para ser atendido, o interessado deve apresentar comprovante de renda de no máximo três salários mínimos mensais. Também é necessário levar documentos pessoais originais, como CPF, certidão de nascimento e casamento; além de comprovante de residência.
Os participantes ainda podem fazer carteira de trabalho, cadastro para utilizar o Armazém da Família, cadastro para a Fundação de Ação Social (FAS) e inscrição no cadastro da Cohab, além de orientações nas áreas, educação, saúde e atividades recreativas para crianças. A equipe da Guarda Municipal, do programa Teatro de Fantoches, fará apresentações durante o evento.
O Justiça no Bairro é promovido pelo Poder Judiciário, sob a coordenação da desembargadora Joeci Machado de Camargo, em conjunto com a Prefeitura de Curitiba. Até o final do ano haverá mais duas edições do projeto: na Regional CIC (19 de outubro) e Regional Bairro Novo (30 de novembro), em locais ainda a serem definidos.

Projeto Justiça no Bairro
Data: 14 de setembro, sábado
Local: Escola Municipal Professora Maria Marli Piovezan, Rua Velcy Bolívar Grandó, 195, Uberaba.
Horário: das 8h às 18 horas
Casamento Civil Coletivo: às 18 horas, no Clube Nikkei - Rua Julio Saavedra, 598 - Uberaba.

quinta-feira, setembro 12, 2013

SERVIÇO DE MANUTENÇÃO COMPROMETE ABASTECIMENTO

Nesta quinta-feira (12), a realização da primeira etapa dos serviços de melhorias no Reservatório Xaxim pode afetar o fornecimento de água nos bairros Xaxim, Alto Boqueirão, Boqueirão, Ganchinho, Hauer, Pinheirinho e Sítio Cercado, em Curitiba. O serviço começa às 13 horas. A normalização do abastecimento está prevista para as 6 horas da sexta-feira (13).
Clientes que não possuem caixa-d’água domiciliar podem ficar desabastecidos temporariamente. A Sanepar lembra que, de acordo com norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), cada imóvel deve ter caixa-d’água com capacidade para atender as necessidades por, no mínimo, 24 horas. O reservatório domiciliar deve armazenar pelo menos 500 litros.
A Sanepar pede a colaboração de todos e orienta para que a população utilize a água com racionalidade, evitando desperdícios.
O Serviço de Atendimento ao Cliente Sanepar é feito pelo telefone 115, que funciona 24 horas. Ao ligar, tenha em mãos a conta de água ou o número de sua matrícula. Acompanhe mais informações pelo Twitter e Facebook.

Médico adota bicicleta como meio de transporte e emagrece 60 quilos

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Por esporte, lazer, saúde, sustentabilidade e até por ser um modal mais rápido para fugir dos congestionamentos, vários profissionais que trabalham em unidades de saúde de Curitiba optaram pela bicicleta como meio de transporte diário. Na semana passada, a Prefeitura anunciou investimentos na implantação do novo Plano Diretor Cicloviário, que irão ajudar os ciclistas e estimular um maior número de pessoas a trocar o carro pela bicicleta.
O médico de família João Carlos Schneider, de 62 anos, começou a usar diariamente a bicicleta como forma de impulsionar o emagrecimento e recuperar a saúde. Há seis anos, Schneider pesava 150 quilos – 60 quilos a mais do que hoje –, era diabético e hipertenso. Diariamente, tomava 13 comprimidos para controlar as doenças, as quais ele garante terem desaparecido após conquistar a nova forma física e hábitos saudáveis. “Podem dizer que diabetes não tem cura, mas eu não tenho mais nada”, disse.
A atividade física na vida do médico começou com a natação, que lhe ajudou a reduzir os primeiros 25 quilos. “Precisava de algo mais para continuar emagrecendo e foi aí que troquei o carro pela bicicleta”, comenta. São pelo menos 20 quilômetros diários, chova ou faça sol. De casa, na Água Verde, para a Unidade de Saúde Estrela, no Fazendinha, com direito à aula de natação no horário de almoço, no bairro Santa Quitéria. “Como o tempo gasto com o deslocamento, vou usar de qualquer jeito, optei por usá-lo fazendo alguma atividade física”, explica.
Gustavo Pradi Adam, de 38 anos, médico da Unidade de Saúde Camargo, no Cajuru, adotou o modal diariamente há três anos, quando trabalhava no prédio da Secretaria Municipal da Saúde, no Centro. Na época, eram sete quilômetros de distância (ida e volta) até sua casa, no Cabral. Agora, no novo local de trabalho, são 16 quilômetros diariamente, distância que compensa porque é encarada como um momento de lazer e de relaxamento. “Diminui o estresse e me sinto com muito mais ânimo e energia”, afirma.
A enfermeira Juliana de Rezende, de 36 anos, da Unidade de Saúde Mãe Curitibana, no Alto São Francisco, mora pertinho do trabalho, cerca de um quilômetro, e só dispensa a bicicleta quando o tempo está ruim, ou precisa fazer visitas domiciliares aos pacientes. “Além de não poluir o meio ambiente com o carro, é muito mais gostoso ir de bicicleta para o trabalho. E no final do dia, ainda é muito mais rápido”, destaca.
Rede cicloviária
O Plano Diretor Cicloviário, anunciado no dia 6 pelo prefeito Gustavo Fruet, prevê a implantação de 300 quilômetros de vias cicláveis na cidade – mais do que o dobro da malha cicloviária atual, que é de 127 quilômetros –, a instalação de bicicletários junto aos terminais de ônibus (para integrar os dois modais) e uma série de outras medidas que, juntas, efetivam a bicicleta como um modal de transporte em Curitiba. A Prefeitura de Curitiba vai investir até 2016 mais de R$ 90 milhões na implantação do novo plano.

terça-feira, setembro 10, 2013

Robôs enriquecem o currículo escolar e estimulam o cérebro

Brunno Covello/Gazeta do Povo / Campeonato de futebol de robôs, construídos por crianças de 5 a 11 anos, do Colégio Marista Paranaense
Em vez de quadro-negro e carteiras, a sala de aula tem furadeira, martelos, parafusos, grampos e serra tico-tico. E como atividade principal: a construção de um robô. O nome da aula é robótica, uma “multidisciplina” que, apesar de parecer ficção científica, é um aparato pedagógico capaz de desenvolver raciocínio lógico, criatividade e relacionamento interpessoal.
O objetivo final não é construir um robô perfeito, mas superar as fases envolvidas no projeto. Para concluir uma máquina que ande em linha reta, por exemplo, o aluno precisa utilizar fórmulas matemáticas, conceitos da física, geometria, mecânica, raciocínio lógico e até noções de planejamento.
Surgimento
A robótica foi introduzida na educação na década de 60 pelo cientista Saymourt Papert, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Ele direcionou seu trabalho ao desenvolvimento de programas capazes de fortalecer atividades intelectuais nas crianças. No Brasil, o primeiro kit de montagem de robótica foi o da Lego, composto por sensores, motores e engrenagens.
Didática
Escola pública também oferece aulas de robótica
A rede pública de ensino também oferece a robótica educacional. A Secretaria Municipal de Educação adquiriu 3 mil kits de montagem e 11.500 fascículos de material didático da Lego, que foram distribuídos entre as 11 escolas da capital. Uma delas é a CAIC Cândido Portinari, localizada da Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
Nas aulas os alunos veem na prática a teoria estudada em sala, como ângulo, força, rotação e velocidade. “Atendo 15 crianças, que demonstram ser bem mais curiosas do que as outras”, afirma Ronnie Zanatta, professor e mestrando em ciências que coordena o projeto no colégio.
Em âmbito estadual, três escolas trabalham com a metodologia. No Colégio Estadual Professora Maria Aguiar Teixeira, localizado no Capão da Imbuia, a disciplina entrou na grade curricular. “Como aqui a educação é integral, com carga horária de 9 horas, resolvemos incluir disciplinas mais práticas”, diz Alexandre Torrilhas, diretor-geral do colégio que usa o tema durante duas horas/aula por semana. Como o projeto foi implantado neste ano, os alunos estão conhecendo as peças que compõem um carrinho, parte elétrica, parte mecânica e todos os conceitos envolvidos. O próximo passo, de acordo com Torrilhas, será a montagem de um carro com mouses de computadores.
“Desenvolve-se a parte prática, sempre fortalecendo a teoria”, diz Leandro Augusto, diretor da escola de educação tecnológica LA Robótica Educacional, localizada em Curitiba.
Entre seus alunos de 5 a 11 anos está Pedro Achraf, 6 anos, do Colégio Marista Paranaense. “Quando ele sai das aulas normais, não se lembra de quase nada do que aprendeu. Agora, depois da aula de robótica, lembra-se de tudo. Isso porque ele toca nos aparelhos, experimenta, erra, acerta e socializa com os colegas”, diz o pai do menino, o engenheiro da computação Omar Achaf, 43 anos, que considera a experimentação algo fundamental na aprendizagem.
A construção de robôs em sala de aula não significa a panaceia para o modelo de educação brasileira, afirma o professor e mestrando em Ensino de Ciências, Ronnie Zanatta. “É só um recurso. O aprendizado do aluno vai depender mais de como o docente ensina”, comenta.
Nova metodologia
Segundo ele, o primeiro passo para utilizar robôs em sala de aula é entender que o modelo tradicional de ensino – associado a aulas expositivas e alunos enfileirados um atrás do outro – está mais do que saturado. Já o segundo passo é explorar o equipamento. “Não adianta usar algo que você não conhece. É ideal passar uns três meses estudando o material antes de apresentá-lo aos estudantes”, explica.
Enquanto algumas escolas usam madeira, peças antigas e até controles de videogames no processo de construção de robô, outras preferem os kits de montagem. Um dos mais conhecidos é o kit Lego, composto por peças, polias, engrenagens e bloco de programação – um “cérebro”, que deve ser programado por meio de softwares simples, como a Logo, um tipo de linguagem de programação para crianças desenvolvida na década de 60 nos Estados Unidos.
Para o Ph.D. em Enge­nheira Mecânica Robótica Alcy Rodolfo dos Santos Carrara, a inclusão da robótica na educação brasileira é uma forma de enriquecer o currículo escolar, que hoje é pobre em atividades práticas. “A criança e o jovem já começam a ter aquela ideia de que podem inventar, algo até então tolhido em sala de aula”, diz.
Enem
Das dez melhores escolas curitibanas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado em 2012, sete oferecem a robótica como disciplina extracurricular. “Resolvemos incluí-la porque é uma atividade lúdica. Quando o aluno se sente livre, aprende mais fácil”, diz o diretor educacional do Marista Paranaense, Mário José Pykocz.
Atividade cria interesse pela matemática
A metodologia pode ser uma alternativa para fazer os alunos se interessarem mais por matemática, já que foge do modelo tradicional de ensino. “A disciplina faz a criança e o adolescente compreenderem a matemática e a física de forma mais ampla”, diz Alexandre Torrilhas, diretor-geral do Colégio Estadual Professora Maria Aguiar Teixeira.
No último Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), realizado pela OCDE, o Brasil ocupou a 57.ª posição no quesito desempenho em matemática, atrás de Argentina, México e Chile. Outra pesquisa, a Prova Brasil, realizada em 2011, constatou que apenas 33% dos alunos do 5.º ano da escola pública têm o conhecimento desejado da disciplina.

segunda-feira, setembro 09, 2013

Escolas municipais na abertura do desfile de 7 de Setembro em Curitiba

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Um grupo de 300 estudantes, de cinco escolas da Rede Municipal de Ensino de Curitiba, participou do Desfile Cívico de 7 de Setembro, na Avenida Cândido de Abreu, neste sábado (7). Acompanhados por diretores, professores e maestros, eles representaram a rede de escolas municipais na comemoração dos 191 anos de Independência do Brasil. Desfilaram as escolas Vila Torres, Pró-Morar Barigui, Miracy Rodrigues de Araújo, Michel Khury e CEI Bela Vista do Paraíso.

O prefeito Gustavo Fruet, que esteve presente no ato cívico - ao lado da presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Marcia Oleskovicz Fruet -, elogiou a iniciativa que teve objetivo de disseminar e festejar os fatos históricos relativos ao período de 1822, além de promover consciência de cidadania, civismo e amor à Pátria.

“É sempre importante lembrar esta data e é muito oportuna a participação das escolas. O desfile é um evento tradicional, que remete a um fato relevante da história do Brasil e desperta o espírito cívico”, disse.
O envolvimento das escolas, segundo a secretária municipal da Educação, Roberlayne Borges Roballo é uma das formas de ressaltar a história. “Muito mais do que desfilar o envolvimento dos estudantes reforça as ações pedagógicas desenvolvidas nas escolas para o resgate da história do país, além de envolvê-los no pleno exercício da cidadania”, afirmou a secretária.

O desfile

As escolas municipais participaram da abertura do desfile, às 9h deste sábado (7), na avenida Cândido de Abreu. Além delas, outras instituições civis também desfilaram, entre elas escolas estaduais, o Jeep Club de Curitiba,o Grupo de Escoteiros do Brasil e a Guarda Mirim Formiguinhas da Vila Zumbi.

O evento foi fechado com o tradicional desfile militar, composto por membros do Exército, Marinha e Aeronáutica. Um grupo de integrantes da Guarda Municipal de Curitiba também desfilou.
Além do prefeito Gustavo Fruet, estiveram presentes o governador do Paraná, Beto Richa, o comandante Geral da 5ª Região Militar e 5ª Divisão do Exército, general Luiz Felipe Kraemer Carbonell, o arcebispo de Curitiba, Dom Moacyr Vitti, e o presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Salamuni.
http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/index.php?subcan=7&cod_not=40710

sábado, setembro 07, 2013

Veja o que abre e o que fecha no feriado da Independência em Curitiba

O feriado da Independência do Brasil, comemorado neste sábado (7), e da padroeira de Curitiba,  Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, celebrado no domingo (8), devem interferir no funcionamento de poucos serviços em Curitiba. Grande parte dos estabelecimentos fecham no fim de semana e reabrem na segunda-feira (9), como em períodos normais.
No entanto, diversas linhas de ônibus que circulam na região do Centro Cívico serão alteradas em virtude do desfile, programado para começar às 9h. Confira o funcionamento dos serviços.
Saúde - As Unidades Básicas de Saúde e as Unidades de Saúde da Família de Curitiba ficarão fechadas no fim de semana. Entretanto, oito postos 24 horas dos bairros Boa Vista, Boqueirão, Cajuru, Campo Comprido, CIC, Fazendinha, Pinheirinho e Sítio Cercado estarão funcionando normalmente.
Repartições públicas municipais e Ruas da Cidadania - Fecham nos dois dias de feriado.
Transporte coletivo – No sábado os ônibus circulam cumprindo a tabela de domingo e, no domingo, com tabela normal para este dia da semana e com preço da tarifa domingueira, de R$ 1,50, para pagamento em dinheiro.
Mercado Central – Fecha nos dois dias de feriado.
Estacionamento da Rua da Cidadania Matriz – Também fecha no sábado e domingo e reabre normalmente na segunda. 
Shopping Popular – Abre normalmente no sábado das 9h às 21 horas. No domingo, o funcionamento será opcional com horário de atendimento das 9h às 14 horas.
Mercado Municipal - Funciona normalmente no sábado até as 18h e, no domingo, até as 13h.
Feiras livres, feiras noturnas e feiras orgânicas – Terão funcionamento normal.
Sacolão da Família –Serviço funciona normalmente.
Mercado Regional Cajuru - Abrirá no sábado, das 7h às 18 horas. Já no domingo, o horário será das 7h às 13 horas.
Varejão Capão Raso –  Funciona normalmente nos dois dias.
Armazém da Família - Fecha nos dois dias de feriado.
Restaurante Popular - Não haverá funcionamento no fim de semana. 
Limpeza pública – As coletas de lixo e do lixo que não é lixo serão realizadas normalmente
Zoológico e Passeio Público – Abrem nos dois dias de feriado
Museu de História Natural – Funcionamento será normal para o fim de semana.
Comércio de rua - Fecham no sábado e domingo.
Para conferir outros estabelecimentos, acesse o site da Prefeitura Municipal de Curitiba.

quinta-feira, setembro 05, 2013

Campanha da Vó Gertrudes chega às escolas municipais

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A campanha da Vó Gertrudes foi destaque nesta quarta-feira (4) em quatro escolas da rede municipal de ensino que fazem parte de um projeto piloto de educação para o trânsito da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran). Agentes educadores da Setran apresentaram aos alunos do ensino básico das escolas os vídeos da campanha e fizeram palestras sobre segurança no trânsito.

“Estamos aproveitando a campanha da Vó Gertrudes para intensificar a orientação às crianças e pais de alunos sobre o trânsito no entorno das escolas, reforçando a importância dos cuidados com segurança e do respeito às leis de trânsito”, disse Edilson Lara, agente educador da Setran.

Os alunos assistiram e comentaram os filmes da campanha, destacando as atitudes certas e erradas no trânsito. “Aprendi que não se pode atravessar a rua com o sinal fechado para pedestres, que temos que andar sempre pela faixa de pedestres e usar cinto de segurança e sinalizar para onde vamos quando andamos de bicicleta. Vou falar para os meus pais seguirem essas dicas e, quando eu for motorista, vou respeitar todas as leis de trânsito”, disse Maria Clara de Jesus Barbosa, 10 anos, aluna da Escola Municipal Maria do Carmo Martins, no bairro Campo Comprido. “As dicas dos vídeos são importantes para a segurança das pessoas nos trânsito”, opinou o aluno Otto Rodrigo Pereira, 10 anos, da mesma escola.

Em sala de aula, alunos do 5º ano da escola do Campo Comprido receberam folhas com um desenho da Vó Gertrudes no trânsito. As crianças identificaram as seis infrações de trânsito contidas na imagem e depois coloriram o desenho. Esse material educativo foi distribuído pela Setran nas escolas do projeto-piloto e serão trabalhados pelos professores em sala de aula com as crianças do 3º, 4º e 5º anos.

Também foram visitadas as escolas municipais Colombo (Sítio Cercado), Paulo Freire (Bairro Novo) e Marumbi (Uberaba). A atividade deverá ser estendida às demais escolas da rede municipal.

http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/index.php?subcan=7&cod_not=40699&PHPSESSID=447d6abacc3c87efc8ce68784d7e9e81

quarta-feira, setembro 04, 2013

Vamos fazer uma coisa legal hoje!



Ajudar uma instituição que está quase entrando em falência e precisa da colaboração da sociedade.

Doe, pode ser uma quantia baixa, tenho certeza que não vai prejudicar o seu bolso, mas vai ajudar muito a quem já ajuda mais de 100 famílias.

No link abaixo você pode contribuir.
http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=214741#

Motoristas poderão fazer regularizações do EstaR em agências lotéricas

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Uma parceria entre a Prefeitura e a Caixa Econômica Federal permitirá que em breve o motorista curitibano compre talões e faça a regularização de infrações do Estacionamento Regulamentado (EstaR) em agências lotéricas conveniadas da Caixa na capital paranaense. A novidade integra um conjunto de medidas para a área de trânsito anunciadas nesta terça-feira (3) pelo prefeito Gustavo Fruet. Também como parte do esforço para descentralizar serviços e facilitar a vida do cidadão, a Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) implantará postos de atendimento nas Ruas da Cidadania, começando ainda este mês pelas da Boa Vista e de Santa Felicidade.
Atualmente, a regularização das infrações ao regulamento do EstaR só pode ser feita em seis locais (na própria Setran, na tesouraria da Urbs e nas Ruas da Cidadania da Matriz, Boa Vista, Boqueirão e Portão) ou pela internet. “Com o convênio com a Caixa, passaremos de seis pontos de atendimento do EstaR para uma rede de centenas de pontos em toda a cidade, facilitando a vida do curitibano”, disse Fruet.
A regularização evita que um aviso de infração (em casos, por exemplo, de estacionamento em área de EstaR sem utilização do cartão ou de cartão assinalado de forma incorreta) se transforme em multa de trânsito.
O convênio está sendo estruturado pela Setran e pela CEF e o serviço deverá estar implantado até o fim deste ano. A regularização do EstaR passará a ser feita apenas nas casas lotéricas. Os agentes de trânsito deixarão de vender talões de EstaR. Essa medida aumentará a segurança dos agentes, que atualmente ficam expostos ao risco de assalto por lidarem com dinheiro. Também representará economia para a Setran, que não terá mais gastos com vigilância armada na sede da secretaria.
O processo de descentralização será reforçado pela implantação de postos da Setran nas Ruas da Cidadania. A previsão é que ainda este ano todas as regionais recebam a nova estrutura. Nas regionais Boa Vista e Santa Felicidade, os postos da Setran passam a funcionar ainda em setembro.
Sinalização
Outra medida anunciada pelo prefeito é a colocação de sinalização (placas, faixas de pedestres, semáforos, travessias elevadas) em 118 vias que foram pavimentadas em 2012, mas não receberam a sinalização devida. A sinalização vai aumentar a segurança da população nas ruas da cidade. O trabalho deve começar na primeira quinzena de outubro.
Conselho de Trânsito
Gustavo Fruet também assinou o projeto de lei de Criação do Conselho Municipal de Trânsito, que será enviado para a Câmara Municipal de Curitiba. “Com o Conselho Municipal, a sociedade vai ter a oportunidade de acompanhar e dar sua contribuição para o debate sobre trânsito, e também ajudar a construir e melhorar a condição da mobilidade da capital e Região Metropolitana”, disse a secretária municipal de Trânsito, Luiza Simonelli.
O prefeito assinou ainda o decreto que altera a estrutura da Setran, criando a Escola Pública de Trânsito (EPT) e a Coordenação de Mobilidade Urbana no Trânsito. A EPB substitui a Diretoria de Educação da Setran e tem entre suas atribuições elaborar programas e projetos de educação de mobilidade; desenvolver campanhas educativas de trânsito; criar e/ou analisar materiais educativos voltados à segurança no trânsito; buscar parcerias para o desenvolvimento para uma efetiva cidadania no trânsito.
A Coordenação de Mobilidade Urbana foi criada para propor políticas públicas de desenvolvimento da mobilidade e acessibilidade no trânsito, com participação interativa da sociedade; articular ações de mobilidade urbana no trânsito do Município de Curitiba, com vistas a todos os modais; conjugar ações com órgãos afins para desenvolver e incentivar a prática de modais não motorizados; exercer outras atividades correlatas.
Fruet lembrou também que o projeto de lei que cria a Política Municipal de Educação para o Trânsito deverá ser apresentado durante a Semana Nacional do Trânsito, que acontecerá entre os dias 18 e 25 de setembro. O projeto está sendo elaborado pela Setran com colaboração da população curitibana, que contribuiu com sugestões apresentadas em audiências públicas realizadas nas regionais administrativas no final de agosto.
O anúncio das medidas, realizado na sede da Prefeitura de Curitiba, foi acompanhado pelo superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Fábio Carnelós; pelo gerente regional do banco, Wilton Cabral; por secretários municipais, ativistas da ciclomobilidade e pelos vereadores Pedro Paulo (líder do prefeito na Câmara), Pier Petruzziello, Serginho do Posto, Felipe Braga Côrtes, Beto Moraes, Bruno Pessuti, Helio Virbiski, Julieta Reis.

terça-feira, setembro 03, 2013

Virtudes: aprendizado para a vida

Walter Alves/Gazeta do Povo / Dara Feldman, presidente do Projeto das Virtudes, ressalta que o desenvolvimento de virtudes leva a um bom desempenho escolar
Diretriz
Ensinar valores não é algo restrito a escolas confessionais
A possível subjetividade da formação moral é um ponto passível de discussão no ensino de virtudes na escola. Como instituições confessionais tendem a ser as mais lembradas na ênfase dada a um comportamento virtuoso, o termo quase sempre aparece na educação vinculado a princípios religiosos.
O Projeto das Virtudes, no entanto, não tem ligação com qualquer denominação religiosa. “Nos Estados Unidos, quando começamos, as pessoas pensavam que era alguma igreja ou até um partido político. Vemos as virtudes como qualidades de caráter universais”, explica a presidente do projeto, Dara Feldman.
Universal
A visão positiva do ensino de virtudes inclusive em escolas não confessionais é compartilhada pela pedagoga Ana Cristina dos Santos, orientadora disciplinar do Colégio Decisivo. Para ela, a importância da formação moral não pode ser limitada às instituições que aderem a uma doutrina religiosa específica. “Valores regem o bom funcionamento da vida em sociedade”, afirma.
Conforme o doutor em educação João Malheiro, as entidades confessionais fazem uso do ensino das virtudes porque elas dão fundamento para uma vida religiosa, mas as virtudes em si pertencem ao campo da ética e não da religião.
Na linha
Confira quais são as cinco estratégias do Projeto das Virtudes para trabalhar com os valores na escola e em casa:
• Falar a linguagem das virtudes. Evidenciá-las verbalmente quando se nota a presença de uma virtude em alguma situação.
• Usar a virtude como um guia. Ao dar instruções, cite a virtude a ser usada no cumprimento de uma tarefa.
• Estabelecer limites, tendo uma virtude como referência. Ao corrigir a criança, identifique qual a virtude está em falta e a convide a voltar a agir conforme essa virtude.
• Ser coerente em todos os ambientes. Uma verdadeira transformação da linguagem só ocorre quando ela não se limita a um espaço, mas sim quando se torna uma prática habitual em todos os locais de convívio.
• Mostrar-se presente. Ouça com atenção e ajude àqueles que o procurarem, buscando clareza a respeito das próprias virtudes.
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Trabalhar as virtudes com estudantes não contribui apenas com a formação de pessoas moralmente melhores; aumenta também as chances de sucesso na vida profissional e escolar. Essa é uma das defesas da educadora e escritora norte-americana Dara Feldman e um dos fundamentos que sustentam o Virtues Project (Projeto das Virtudes, em português), método reconhecido pelas Nações Unidas, endossado por dalai-lama e presente em 95 países. Dedicada à pesquisa das virtudes, Dara esteve no mês passado em Curitiba e apresentou o projeto que preside pela primeira vez aos brasileiros.
O Virtues Project tem chamado a atenção de profissionais da área de educação por englobar ações aplicáveis não apenas à escola, mas que também se adaptam à vida profissional, familiar ou comunitária. O método não prevê tarefas destinadas aos alunos, mas sim uma transformação no modo de agir de pais e professores. “O projeto trata de mudar o comportamento dos adultos para que possamos honrar a nobreza inerente nas crianças”, diz Dara.
Para ela, a linguagem é a ferramenta crucial no desenvolvimento do método, que usa cinco estratégias comportamentais (veja box ao lado) para despertar uma personalidade mais virtuosa. Uma delas é a de dar destaque, verbalmente, à presença das virtudes em situações cotidianas. “Em vez de dizer apenas: ‘bom trabalho’, o adulto pode dizer que viu a determinação da criança em executar uma tarefa ou ir além do ‘muito obrigado’ e dizer ‘muito obrigado por sua gentileza’”, diz. Ao fazer disso um hábito, pais e professores levam o aluno a perceber e valorizar a virtude demonstrada, desenvolvendo o desejo de potencializá-la.
Desempenho escolar
Um questionamento comumente feito a Dara sobre o método é a relevância do ensino de virtudes na obtenção de melhor desempenho educacional. A esse respeito, a educadora tem a resposta na ponta da língua: “Do que um aluno precisa para ir bem em um exame? Determinação, perseverança, compromisso, excelência etc. Tudo isso são virtudes e podem ser estimuladas”. “Uma escola que não se preocupa com valores acaba por criar profissionais incapazes de ver significado ou propósito na vida”, completa.
Para o doutor em Educação João Malheiro, o método não chega a ser uma novidade, já que nos últimos anos houve um visível aumento na oferta de materiais didáticos que estimulam discussões sobre ética. Mesmo assim, o educador vê com bons olhos, principalmente, o enfoque dado à mudança de comportamento dos adultos. “Vejo a necessidade de se formar melhor pais e professores, de maneira que não só entendam a importância desse aprendizado, mas que se decidam a falar a mesma linguagem ética, com o exemplo e com a palavra”, diz.
Adesão
Embora o Projeto das Virtudes conte com um conselho de pesquisadores, não é preciso passar por nenhum procedimento burocrático para tornar-se um aplicador do método. “As pessoas podem entrar no site, ler sobre a metodologia, baixar o material e aplicar na sala de aula ou em suas vidas”, explica Dara Feldman. Ela é voluntária na posição de liderança que ocupa no projeto e diz que só se empenha em divulgar o método por “realmente acreditar no bem que as virtudes podem fazer ao mundo”. Mais informações nos sites www.virtuesproject.org ou www.darafeldman.com.